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  • ROBB FLYNN (MACHINE HEAD): “Shows em Drive-In são a merda mais estúpida que eu já vi”

    ROBB FLYNN (MACHINE HEAD): “Shows em Drive-In são a merda mais estúpida que eu já vi”

    Ácido como sempre em suas opiniões, o líder do Machine Head, o vocalista e guitarrista Robb Flynn rasgou o verbo na revista Kerrang! sobre um show não especificado que viu acontecer em um drive-in, em meio à pandemia do Coronavírus – Obviamente, a alfinetada foi na cantora Doro Pesch, que realmente usufruiu desse formato recentemente em seu país, a Alemanha.

    “Foi a merda mais estúpida que eu já vi”, declarou Flynn. Se bandas cover querem fazer essa merda, legal. Eles devem se divertir. Mas, o objetivo principal de um show do Machine Head é ter essas cinco mil pessoas gritando cada palavra, pressionadas contra a barreira, ficando suadas e empilhadas em circle pits – apenas aquela liberação catártica de energia”, esbravejou.

    Flynn afirmou que, se os shows de drive-in forem a única maneira de ele tocar, ele esperará até que haja mais opções. Mas ele não acha que isso vai durar alguns anos. “Não sei se as coisas voltarão ao ‘normal’ novamente”, opinou. “Acho que essa pandemia pode durar pelo menos dois anos – chegando em ondas, melhorando no verão e piorando quando voltarmos à temporada de gripe – então, pode levar mais dois anos para que as pessoas superem esse choque de terem ficado trancadas por tanto tempo”, analisou.

     
  • GARY HOLT (EXODUS) fala de sua experiência como vítima do COVID-19

    GARY HOLT (EXODUS) fala de sua experiência como vítima do COVID-19

    Em meio a pandemia de COVID-19, doença causada pelo Coronavírus, um dos primeiros músicos do metal a testar positivo foi o guitarrista do Exodus e ex-Slayer Gary Holt. Logo na sequência, o baterista Will Carroll do Death Angel, o vocalista Chuck Billy e o baixista Steve DiGiorgio, ambos do Testament, assim como membros das equipes das três bandas da Bay Area, também foram diagnosticados com o vírus. Não foi coincidência, o que aconteceu foi que Exodus, Death Angel e Testament retornaram juntos da Europa, onde fizeram a turnê conjunta “The Bay Strikes Back 2020” no mês de março, quando o contágio já estava tomando conta do velho continente. Na última quinta-feira, 30 de abril, Gary Holt concedeu entrevista à Robb Flynn no No Fuckin’ Regrets, canal do vocalista e guitarrista do Machine Head no You Tube, e falou sobre como foram os dias em que esteve combalido.

    Apesar de Holt ter sido o único integrante do Exodus a ser testado positivo, ele acredita que mais alguém em sua banda pode ter sido infectado: “Quem sabe quantas pessoas eram assintomáticas?”, indagou. “Sou o único que ficou doente. Eu estava muito doente. Não saí da cama. Tudo o que fiz foi ficar dormindo durante algumas semanas. Parecia uma gripe muito desagradável, mas durou um pouco mais, talvez… Tenho sorte, já tive gripe antes, e também foi uma droga, e dessa vez foi mais ou menos no mesmo nível”, revelou o guitarrista.

    De acordo com Holt, ele teve que “lutar” para conseguir fazer o teste. “Foram necessários vários e-mails e telefonemas, e eles finalmente testaram a mim e a Lisa (Holt). O (teste) dela deu negativo, apesar de dividir uma casa, um quarto e uma cama comigo. A única conclusão que posso chegar é que ela teve e era assintomática, porque, de tão fortemente contagioso que isso é, não tem como ela não ter pego”.

    Ao ser perguntado por Flynn sobre a possibilidade de um “mundo melhor” após o desaparecimento da pandemia, Gary Holt não pareceu otimista: “Espero que você e eu ainda tenhamos uma merda de indústria (musical) quando sairmos disso. Quando você pensa a respeito, nós músicos e os atletas, somos os últimos a nos recuperar disso”, afirmou. “Estamos em um negócio no qual dependemos de muitas pessoas quanto nos for possível, e queremos mais e mais pessoas”, completou. “E quanto tempo levará antes de vermos a normalidade? Quem sabe? Acho que vamos ter muitas dificuldades”, concluiu.

    Assista a entrevista completa de Robb Flynn com Gary Holt abaixo