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  • BURNING WITCHES – Hexenhammer (8,0/10)

    BURNING WITCHES – Hexenhammer (8,0/10)

    Um ano e meio separa o autointitulado debut do Burning Witches e o segundo álbum, Hexenhammer, e é possível sentir uma grande evolução da banda. Apesar de a fórmula ser a mesma do primeiro disco, ou seja, um heavy/power guiado por peso e melodia, nota-se o quanto o quinteto suíço, nascido em 2015 na cidade de Brugg e formado apenas por mulheres, lapidou melhor seu som e emplacou canções empolgantes, como Executed – com selo de qualidade Judas Priest –, e as imponentes Lords of War e Open Your Mind.

    Com um vocal que flerta com o da rainha Doro Pesch e de Leather Leone (Chastain), Seraina Telli esbanja vitalidade e potência em temas como Maiden of Steel. A guitarrista Romana Kalkuhl, agora com uma nova parceira nas seis cordas – Sonia Nusselder substituiu Alea Wyss –, é a força-motriz, com riffs poderosos, enquanto a cozinha composta por Jay Grob (baixo) e Lala Frischknecht (bateria) cumpre bem seu papel. Destaque ainda para a capa desenvolvida pelo artista húngaro Gyula (Destruction, Grave Digger, Stratovarius). As baixas ficam por conta de coisas um tanto quanto genéricas, como Possession, e o descartável cover de Holy Diver (Dio).

  • ASKE – Broken Vow (8,5/10)

    ASKE – Broken Vow (8,5/10)

    Quer uma dica de um EP aniquilador, bem produzido, pesado e bastante original? Então tome esse Broken Vow, do grupo paulista Aske. Na verdade, a banda hoje se resume à um duo, formado por Filipe Salvini (baixo e vocal) e Lucas Duarte (guitarra), que aqui conta com a participação de alguns convidados. E você deve estar se perguntando o porquê de eu ter dito que o som dos caras, que têm um ‘full lenght’ chamado Once… (2014), é original. A resposta é fácil: simplesmente porque não é datado e é muito difícil de rotulá-lo, já que, apesar de a raiz ser o death e o black metal, há outros elementos da música pesada sendo explorados. Temos pegada heavy em Meadows in Shade, thrash nas velozes Menschwerdung e Übermensch, groove em Mardi Gras e um andamento death’n’roll na própria Broken Vows, que foi escrita por Victor Griffin, guitarrista da lendária banda americana Pentagram. Em suma, Broken Vow é curto, eficiente, instigante e ousado.

  • WARFIELD DEATH – Sucumbindo ao Medo (7/10)

    WARFIELD DEATH – Sucumbindo ao Medo (7/10)

    Para boa parte das bandas brasileiras não é fácil chegar ao primeiro álbum. Com o Warfield Death não foi diferente. A contar de 2009 foram oito anos até estrear com esse petardo intitulado “Sucumbindo ao Medo”. Trata-se de um Death Metal old school cru, sujo e intrínseco, sem exageros técnicos. A banda sergipana faz uso de levadas rápidas, mas com parcimônia tamanha que andamentos cadenciados têm espaço garantido em algumas músicas. Em meio à rifferama de Thiago Madness, ao vocal visceral de Marcos P. Viking e à cozinha consistente de Eduardo Vysceral (baixo) e Carlos Morte (bateria), nota-se influências de Cannibal Corpse e Six Feet Under, por exemplo. A produção não compromete as músicas, mas com melhor lapidada as faria soar mais “gordas”. Faltou também informações técnicas (estúdio, produtor, mixagem, masterização, etc.) no encarte, assim como as letras, pois, apesar de Viking cantar em português, em alguns momentos seu vocal ultra urrado se torna inteligível. Esse é um toque para que tais detalhes sejam corrigidos em materiais futuros, embora eles não interfiram na qualidade das composições. Se você é amante da música extrema, vale a pena investir pouco menos de meia hora de seu tempo para conferir esse bom debut do Warfield Death.