Tag: punk

  • NOITE PUNK IRLANDESA

    NOITE PUNK IRLANDESA

    NOME DO EVENTO: Noite Punk Irlandesa no Bar Cerveja Artesanal

    DATA DO EVENTO: 2018-05-19

    ATRAÇÕES: Punching Namard

    SITE/FACEBOOK DO EVENTO: https://www.facebook.com/events/384568942039346/

    ENDEREÇO DO EVENTO: Bar Cerveja Artesanal São Paulo – Rua Paracuê, 141 (próximo ao metrô Vila Madalena)

    CIDADE: São Paulo

    ESTADO: São Paulo

    HORÁRIO: 17 horas

    LOCAL DO EVENTO: Bar Cerveja Artesanal São Paulo

    VALOR DO INGRESSO: GRATUITO

  • NEW MODEL ARMY vem ao Brasil para dois shows históricos

    NEW MODEL ARMY vem ao Brasil para dois shows históricos

    Sim, é verdade! A banda inglesa New Model Army está de volta ao Brasil e para duas novas apresentações históricas! A Liberation Tour Booking, produtora responsável pela vinda de grandes nomes da música internacional ao País, confirmou recentemente duas datas exclusivas na América do Sul.

    O grupo formado por Justin Sullivan (vocal/guitarra), Michael Dean (bateria), Dean White (teclado/guitarra), Marshall Gill (guitarra) e Ceri Monger (baixo) resgatam especialmente toda a sua magnifica história, nos dias 9 e 10 de junho, na Fabrique Club, em São Paulo. Serão dois shows com repertórios totalmente diferentes em cada noite. O mesmo formato ocorreu justamente na última visita deles ao Brasil em 2010 como parte das celebrações do aniversário de 30 anos do grupo, quando tocaram, ao todo, uma maratona de 60 músicas, no antigo Palace. Os fiéis fãs brasileiros com certeza irão à loucura durante a execução de hits como “51st State of America”, “White Coats”, “Vagabonds”, “The Price”, “No Rest”, “The Hunt” (regravada pelo Sepultura), “Purity” e “Here Comes The War”, além das composições dos últimos novos álbuns “Between Dog and Wolf ” (2013), “Between Wine and Blood” (2014) e “Winter” (2016). Os ingressos já estão à venda na Galeria do Rock (loja 255), pelo site do Clube do Ingresso (https://www.clubedoingresso.com/newmodelarmy-09-06-18 | https://www.clubedoingresso.com/newmodelarmy-10-06-18) e pontos autorizados na capital paulista, Barueri, Jandira, Osasco, Santo André, São Caetano, São José do Rio Preto, Curitiba e Rio de Janeiro (https://www.clubedoingresso.com/ondecomprar). Mais informações no sérvio abaixo. São praticamente de 40 anos de carreira e mais de 200 músicas divididas em 15 discos! São com estes impressionantes números, que o grupo britânico New Model Army segue como uma das maiores instituições dos anos 80. Formado na cidade de Bradford, o New Model Army surgiu na rica cena pós-punk da Inglaterra, que, entre o fim dos anos 70 e meados dos 80, revelou nomes como Joy Division, Killing Joke, Gang of Four, PIL e Bauhaus. Com letras poéticas, existencialistas e totalmente politizadas, Justin Sullivan tornou-se um dos grandes trovadores de sua época, tratando de temas como o isolamento, crises de geração e a falta de esperança da juventude na Inglaterra que vivia sob o jugo da primeira ministra Margareth Thatcher. Com o prestigio de acumular uma extensa discografia recheada de clássicos como “Vengeance”, “Ghost of Cain”, “Thunder and Consolation” e “The Love of Hopeless Causes”. Outros singles marcantes incluem “Purity”, “Stupid Questions” e “Living in the Rose”.
  • Nervous Breakdown: Hardcore & Punk #2 [THE GERMS]

    Nervous Breakdown: Hardcore & Punk #2 [THE GERMS]

    Poucas bandas precisaram de tão pouco tempo de música para se tornar tão bem sucedidos quanto é o caso dos norte-americanos do THE GERMS. E o início não foge muito daquele que conhecemos de tantos outros atos punks ao redor do globo: após a expulsão de Darby Crash (Jan Paul Beahm) e Pat Smear (Georg Ruthemberg) da University High School (ou “Uni”, como é popularmente conhecida) por ‘comportamento antissocial’ – alegadamente por usufruírem de ‘controle mental’ sobre os outros estudantes – não tardou para que a dupla assumisse os vocais e a guitarra (respectivamente) em uma recém fundada nova banda, o Sophistifuck and the Revlon Spam Queens. Segundo reza a lenda, a dupla abandonou esse ‘belíssimo’ nome logo que perceberam que nunca conseguiriam colocar todas essas letras em uma camiseta. Já em 1977 o caos começava a tomar proporções mais sérias com a entrada da baixista Lorna Doom (Teresa Ryan), enquanto o posto de baterista ainda permanecia o problema central da formação.

    O primeiro single, Forming chegou ainda em 1977, e é considerado por muitos como o primeiro disco de punk verdadeiro lançado por uma banda de Los Angeles, o que em pouco ou nada mascara toda a precariedade com que o registro foi gravado. E quem liga? Com o trio acima mencionado e a baterista Donna Rhia (Becky Barton) dando uma mãozinha,  os meros três minutos e seis segundos da faixa foram encarados com estrondo desde o lançamento, e ainda hoje são dignos de grande apreciação não apenas dispensada pela mídia especializada, mas pelos fãs, que se recusam a deixar esse primeiro hino dos GERMS cair no poço do esquecimento.

    Mas isso ainda era pouco. Pouquíssimo. Todo aquele papo de comportamento antissocial e principalmente o tal ‘controle mental’ era algo grande demais para Crash e Smear deixarem de lado. Pensando bem, aquilo era um excelente tema para uma canção, só precisava da motivação certa. E não demorou para as peças se encaixarem.

    Já no ano seguinte, 1978, o GERMS estava de volta, com apenas umas poucas mudanças. O vocalista, Jan Paul Beahm, que no single anterior havia aparecido sob o pseudônimo Bobby Pin, agora assumia de vez aquele pelo qual se tornaria icônico, Darby Crash. A bateria, antes ocupada por Donna Rhia, era agora esmurrada por Nicky Beat, que você passou a conhecer melhor alguns anos depois sob o nome Nickey Alexander, baterista do debut da banda de hard rock de Los Angeles L.A. Guns. De resto, estavam lá Pat Smear (guitarra) e Lorna Doom (baixo), time que seria responsável pelo maior clássico de toda a carreira do grupo, o EP de três faixas Lexicon Devil.

    Para encenar a sua peça de maior triunfo, o vocalista Darby Crash ofereceu uma perturbadora visão em primeira pessoa de um dos mais tirânicos líderes mundiais já vistos, Adolf Hitler, que ganhava voz em versos de comando e torpor cantados na voz rouca e doentia de Crash. O agora inocente ‘controle mental’ de que fora acusado quando estudante era levado ao extremo na persona de um sedutor e maníaco líder mundial, que enganou o seu próprio povo em busca de seus objetivos sórdidos: “eu sou um diabo léxico  com o cérebro maltratado”, cantava Crash na faixa título que abre o disco, “o mundo é o meu objetivo, então dê-me sua mão, dê-me sua mente”, ele clamava de forma repetitiva, quase hipnótica. “Eu quero soldadinhos de brinquedo que possa manipular, eu quero encrenqueiros armados para tomar os clubes”, ele dizia, em uma analogia histórica tão perfeita que assusta.

    A abertura com Lexicon Devil já seria todo o necessário para colocar o GERMS no hall dos monstros sagrados da música punk, mas o EP ainda trazia outras duas canções, Circle One e No God, todas juntas totalizando os menos de seis minutos deste EP histórico.

    Darby Crash não viveu para ver o triunfo soberbo de sua obra, pois cometeu suicídio no dia 7 de dezembro de 1980, aos 22 anos de idade. Talvez o mundo cada vez mais afoito para se jogar novamente nos braços de um diabo léxico tenha sido demais para o vocalista e compositor. Mal sabia ele que quarenta anos depois, as pessoas estariam se perguntando se Hitler era de direita ou de esquerda, ao invés de se preocupar em não cair na conversa sedutora de messias políticos de ambos os lados…

  • Nervous Breakdown: Hardcore & Punk #1 [PENNYWISE]

    Nervous Breakdown: Hardcore & Punk #1 [PENNYWISE]

    Nascido em 1988 no sagrado berço punk/hardcore de Hermosa Beach, Califórnia (EUA) – mesmo local onde cerca de uma década antes o CIRCLE JERKS e o BLACK FLAG davam seus primeiros passos – o PENNYWISE não demorou para chamar atenção. Seja pelo nome escolhido, uma referência mais do que clara à criatura que ganhou vida pelas mãos do escritor Stephen King em It (“A Coisa”), seja pelos meros onze minutos de sua música direta e ríspida apresentada no EP de estreia A Word From the Wise (1989), os caras rapidamente chamaram a atenção das pessoas certas, e até de forma natural descolaram um contrato com o selo especializado em punk/hardcore Epitaph, de Brett Gurewitz, guitarrista do BAD RELIGION.

    Assim, já em 1991 Jim Lindberg (vocal), Jason Thirsk (baixo), Byron McMackin (bateria) e Fletcher Dragge (guitarra) entraram no Westbeach Recorders em Hollywood, Califórnia, para gravar o seu primeiro disco completo de estúdio, Pennywise, que chegou às lojas em 22 de outubro do mesmo ano. O álbum recebeu boa acolhida entre o público punk, e o nome da banda já começava a ser comentado em todo o país e mesmo em territórios fora dos Estados Unidos. Tudo indicava um futuro promissor e sem grandes percalços, mas é claro que não poderia ser tão simples assim. A banda formada por amigos de escola que compartilhavam os mesmos pontos de vista sobre a sociedade e a forma de ver o mundo, que tinha tão facilmente conseguido um contrato com a melhor gravadora possível e lançado um primeiro álbum elogiado por quase todos, sentiu o primeiro baque pouco após o lançamento de Pennywise, já que o vocalista Jim Lindberg não demorou para se separar do grupo.

    Com a saída de Lindberg, embora a banda não tenha pensado em desistir, aconteceu uma daquelas ‘pequenas bagunças’ que quase põe todo o bom trabalho a perder: por um breve período de tempo, mais para cumprir a agenda de shows do que necessariamente para dar prosseguimento a carreira, o vocalista do THE VANDALS, Dave Quackenbush assumiu o posto de Lindberg. Enquanto isso, o PENNYWISE começava a planejar as composições de seu vindouro segundo álbum, e quando de fato começaram as gravações, Jason Thirsk – baixista e principal compositor do grupo – acumulou  também os vocais, enquanto o baixo passava para as mãos de um novo integrante, Randy Bradbury, ninguém menos que o professor de baixo de Thirsk. Para completar a zona, Jim Lindberg, decidiu retornar para a banda, forçando uma volta de Thirsk para o baixo, e a saída (por um breve período) de Bradbury, que, no fim das contas não tocou em apenas duas faixas do disco, It’s Up to Me e Taster.

    Todo esse clima de incerteza acabou gerando um dos mais diretos e melhores discos do PENNYWISE, um álbum que não poderia ter outro nome, Unknown Road, ou ‘A Estrada Desconhecida’. Nada mais adequado, já que nem a banda sabia direito que caminho iria trilhar dali em diante. Mas, não se engane: com produção de Joe Peccerillo (NOFX, STING, TOTO, THE OFFSPRING, BAD RELIGION), este Unknown Road é forte desde a abertura, com o piano lacônico da faixa que dá nome ao disco, uma bela ‘primeira palavra’ de uma obra que ainda contém joias como Homesick, Time To Burn (com aquele baixo típico do punk rock estalando no início) e You Can Demand, com um belo show de Fletcher Dragger na guitarra.

    Mesmo com toda a bagunça que tomou conta da banda durante o processo de composição, Unknown Road sobreviveu ao teste do tempo, e, ao mesmo tempo que dispõe de uma posição de destaque no coração dos fãs, também mostra sua força na história do PENNYWISE, que conseguiu reunir sua formação original e descolou sua primeira grande turnê – ao lado do THE OFFSPRING – com este que foi o último disco da banda a não figurar na cobiçada Billboard 200.

    Mas, a estrada ainda permanecia obscura para o PENNYWISE. As mais de duzentas mil cópias vendidas de seu segundo disco, a execução em massa de suas músicas durante competições esportivas, o excelente contrato oferecido (e prontamente negado) pelas grandes gravadoras após o sucesso inesperado de GREEN DAY e THE OFFSPRING, o suicídio do baixista e principal compositor Jason Thirsk em 1996… Nada disso era conhecido por aqueles quatro garotos da Califórnia. O mundo ainda parecia apenas uma velha e eterna estrada desconhecida…