A Frontiers Music Srl anunciou a assinatura de contrato com ALAN PARSONS. Alan está trabalhando em um novo álbum de estúdio, agendado para ser lançado na primavera (outono no Brasil) de 2019.
O relacionamento de Alan com a Frontiers começou em 2010, quando a gravadora lançou Eye 2 Eye – Live in Madrid. Eles mantiveram contato próximo desde então, com o objetivo final de lançar outro álbum juntos. Alan queria que fosse um álbum realmente especial e só recentemente os planos e ideias corretos se encaixaram, e Parsons se sentiu pronto para entrar no estúdio para gravar o que tinha em mente.
“As sessões de composição e gravação estão indo incrivelmente bem”, diz Alan. “O álbum já tem um título de trabalho, que é The Secret, e incluirá temas musicais e líricos que estão muito próximos do meu coração, dos meus interesses e paixões. Eu realmente não quero revelar muito sobre isso, exceto que no momento tudo o que rodeia The Secret é exatamente isso… um segredo!”
O presidente da Frontiers, Serafino Perugino, comentou: “Isso é praticamente um sonho tornado realidade para mim. Para a Frontiers representar o talento artístico de um artista tão grande é uma oportunidade magnífica. Aguardamos ansiosamente este lançamento tanto quanto os fãs de Alan, e ele verá a luz do dia em múltiplos formatos. Fique ligado! “
Parsons disse: “Quero agradecer a Serafino e à equipe pelo empenho e paciência para que isso aconteça. Para os fãs… nos veremos em breve em uma turnê mundial!”
Minha mãe costumava dizer que existem bandas que têm um espectro musical eterno, e outras bandas que são um eterno espectro musical. Algumas bandas que, por mais que o tempo passe, sempre deixarão para trás um rastro de pioneirismo e qualidade, mas um rastro tão forte e intenso, que jamais será possível ignorar que elas estiveram ali. E também existem as bandas espectro, aquelas que, mesmo pioneiras e excelentes, parecem lutar uma batalha invencível, e mesmo quando bem sucedidas na sua época, acabam para sempre como apenas um resquício, uma memória fragmentada e quase que completamente ausente, evanescente com o passar dos anos. Bem, ao menos foi isso que entendi. Talvez ela só quisesse mesmo era me dizer que o progressivo é a eternidade do espírito, e que o death metal é, bem, o metal da morte. Mas o fato é que, após assistir a bela apresentação do eterno baterista Carl Palmer no Espaço das Américas, encontrei sentidos muito maiores naquela frase que ouvi há tantos anos, e que hoje significam ainda mais, após confrontadas com esta valorosa experiência.
Ter, diante dos olhos, a figura do lendário baterista Carl Palmer, um dos gigantes que há mais de quatro décadas ajuda a redefinir a forma como a bateria é tocada, é uma experiência mais do que sensorial, é etérea para aqueles que vivem a música, trabalhem com ela ou não. E vê-lo em uma circunstância tão especial quanto esta que vem sendo celebrada nesta turnê, chega a ser impossível descrever. Sim, somos saudosistas. Olhamos para o passado com saudade, mas não por um sentimento egoísta de orgulho por nossos velhos triunfos, mas por lembrarmos de quem estava ao nosso lado quando aqueles momentos aconteceram. Ídolos que se foram. Amigos. Talvez, até aquela mãe que te ensinou tantas lições que você jamais esqueceria. Carl Palmer também estava ali para celebrar, para não deixar a memória se esvair. Era hora de homenagear seus velhos companheiros Keith Emerson e Greg Lake (ambos falecidos em 2016), ao lado de quem Palmer formou o lendário ELP.
Mostrando que certas bandas têm um espectro musical eterno, o lendário baterista subiu no palco acompanhado de uma banda mínima, formada apenas pelos jovens Paul Bielatowicz (guitarra) e Simon Pitzpatrick (Chapman stick e baixo). Não haveria teclados, e os microfones só seriam usados para, vez ou outra, mandar um recado para a plateia. O ambiente do palco começava a cada vez mais contagiar as cadeiras, e aquele grande evento começou a tomar contornos cada vez mais intimistas quando enfim a música se fez ouvir, com Abaddon’s Bolero, uma música que sempre imaginei ser inconcebível sem os teclados. Embora o nosso lado saudosista estivesse doido para irromper aos berros, em uma tempestade de críticas motivadas pela ausência dos nossos ídolos, a competência de Bielatowicz e Pitzpatrick não deixavam dúvidas de que até Emerson e Lake aprovariam. Nada como começar com uma ótima primeira impressão.
A sequência seria ainda mais surpreendente, sempre no bom sentido: Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2 foi um deleite para os fãs de Brain Salad Surgery (1973), e era perceptível a emoção de muitos ali presentes, seja pela atuação irretocável do baterista, seja pela forma como Pitzpatrick recriava no baixo as mais intrincadas partes do teclado de Emerson, e a maneira como Bielatowicz usava sua guitarra para frisar as partes mais melódicas. Para aqueles que antes diziam que este seria ‘o show de uma única estrela’, estava aí a prova de que Carl Palmer não estava sendo acompanhado por meros coadjuvantes.
Tank abriu a sequência do álbum de estreia do grupo, Emerson, Lake & Palmer (1970), mas uma vez consagrando a dupla das cordas, mas foi com a pesada Knife-Edge (que contou até com Carl Palmer explicando a origem da canção antes de iniciar) que experimentamos um dos momentos de maior êxtase da noite. O ritmo pesado, que mescla partes fortes de bateria, baixo e guitarra trouxe à tona as eternas menções ao trabalho do ELP por parte das bandas do moderno Prog Metal. Trilogy (do álbum de mesmo nome, 1972) colocou fim na primeira parte da apresentação, mas sabíamos que ainda tinha muita coisa por vir, e coisa especial.
Falando em ‘coisa especial’ claro que Canario (Love Beach, 1978) foi celebrada, mas ouvir este trio incrível tocando 21st Century Schizoid Man, clássico absoluto do King Crimson, foi sensacional. Tão sensacional quanto ela, talvez apenas o emocionante momento em que a tão esperada Lucky Man deu as caras, com mais uma performance irretocável de Palmer, e com a plateia cantando os versos da canção, sem saber disfarçar a emoção. Se falamos antes em saudosismo, neste momento a saudade chegava a doer, ao mesmo tempo que a música oferecia um alívio para a alma.
Tarkus chegou para dar os tons finais à apresentação, e qualquer coisa que eu possa falar será pífio se comparado à beleza de Fanfare for the Common Man, uma das mais belas músicas que já foram escritas. O show precisa chegar ao fim, mesmo para as bandas que têm um espectro musical eterno. Novamente, o tempo vence. Saímos intimamente amaldiçoando o tempo, que levou nossos ídolos, que levou aqueles que amamos, que fez o show terminar tão rapidamente… Mas lá dentro, no nosso íntimo, sorríamos: pois este mesmo tempo tinha curado as feridas de Carl Palmer, e dado para ele a coragem de homenagear seus amigos de tão bela maneira. O mesmo tempo que mostrou-me que, mais uma vez, minha mãe estava certa: o espectro musical do ELP é eterno.
Joceir Bertoni (vocal/guitarra), Ricardo Fanucchi (baixo) e Bruno Pamplona (bateria/vocal) são coletivamente conhecidos como Imagery. Quando surgiu, o grupo surpreendeu as mais otimistas previsões. Afinal, quem esperaria que um power trio do interior do país que toca rock progressivo misturado com heavy metal e jazz iria colher tantos frutos em tão pouco tempo de carreira e apenas um disco lançado?
Tudo começou com o show de lançamento de “The Inner Journey”, seu disco de estreia, que se deu durante a abertura para o Focus, lenda do rock progressivo mundial, em 2012. Depois, a repercussão do álbum na imprensa nacional não poderia ter sido melhor. Em várias resenhas o disco recebeu nota máxima, entre eles o Rock On Stage que chegou a dizer que o Imagery “não deve nada para bandas como Dream Theater”. “The Inner Journey” chegou ainda a ser indicado para o Prêmio Dynamite como um dos “Melhores Álbuns de Heavy Metal” de 2012.
No ano seguinte, o Imagery assinou um contrato de distribuição com a gravadora americana Cleopatra Records (Motörhead, Yes, Asia) que disponibilizou o álbum “The Inner Journey” para a América do Norte, Europa e Ásia. Não demorou para que resenhas super positivas começassem a ser publicadas na imprensa internacional. O site estadunidense Critical Jazz declarou que o Imagery “é uma das poucas bandas trabalhando no campo do rock progressivo com a capacidade de manter a música fresca e revigorante”.
Em 2014 os caminhos de Imagery e Focus se cruzaram novamente. O Imagery fez a abertura de mais dois shows dos gigantes holandeses, em Curitiba e Florianópolis. A turnê de divulgação de “The Inner Journey” ainda passou por várias partes do país.
Desde então o grupo tem se concentrado no processo de composição e gravação de seu segundo álbum, ainda sem título definido. Depois de três singles lançados, “Blinded Nation”, “People Say” e “End Of The Line”, o power-trio apresenta “The Ordeal”.
“Assim como ‘Start The War’ do nosso disco de estreia, ‘The Ordeal’ é uma nova versão para uma canção antiga – ‘Depois’ do álbum ‘I’ da banda Revoult, embrião do Imagery”, explica o baterista Bruno Pamplona, autor da letra e música. “The Ordeal aborda de forma abrangente, e em retrospecto, a tribulação humana. É quase um “olhar para trás” em situações extenuantes e tempos difíceis na trajetória de vida de qualquer pessoa.”
Música e vídeo foram gravadas no Plugue Estudio em Londrina/PR com produção de Júlio Anizelli e do próprio Pamplona. A produção do vídeo ficou a cargo da Usina de Ideias.
Todos os singles lançados pelo Imagery até aqui, “Blinded Nation”, “People Say”, “End Of The Line” e agora “The Ordeal” farão parte do próximo álbum cheio da banda a ser lançado no primeiro semestre de 2019.
Mais informações sobre o disco serão divulgadas em breve.
Mais Informações:www.imageryprog.com.brwww.facebook.com/imageryprog
2018 marca o 50º aniversário da formação de um dos maiores e mais importantes grupos de rock de todos os tempos, o YES. E para marcar este aniversário, o YES FEATURING ANDERSON, RABIN, WAKEMAN celebrará uma turnê pelo mundo como parte da “Quintessential YES: The 50th Anniversary Tour“. Além do que promete ser um show verdadeiramente memorável que abrange toda a carreira da banda, há também vários eventos e lançamentos relacionados ao YES, incluindo:
* YES FEATURING JON ANDERSON, TREVOR RABIN, RICK WAKEMAN: 100-Show World Tour
A 100-Show World Tour começará em 3 de junho de 2018 em Varsóvia, Polônia, e terá apresentações na Escandinávia, Alemanha, Reino Unido (incluindo o festival Free Stone na O2 Arena em Londres) e na América do Norte em 2018, além da América do Sul, Europa Central e do Sul, terminando no Japão e no Extremo Oriente em 2019.
* Concerto no Whiskey a Go Go
YES FEATURING JON ANDERSON, TREVOR RABIN e RICK WAKEMAN voltarão às suas origens tocando no Whiskey a Go Go, o local icônico que eles realizaram pela primeira vez um show como headliner em junho de 1971. As informações sobre os ingressos para este show estarão disponíveis em uma data posterior. .
* Tour pelos EUA
A banda tocará nove shows em agosto e setembro, incluindo o Greek Theatre em Los Angeles em 29 de agosto e o Chicagoland’s Ravinia em 7 de setembro, antes de continuar com mais de 20 shows no início de 2019. A maioria das datas estará à venda a partir de 20 de abril.
* Quintessential YES 50th-Anniversary Album and CD
Em agosto, a Warner Bros. Records lançará uma antologia histórica em 2 CD/3 LP do YES, que contará com curadoria do fundador/vocalista da banda, Jon Anderson.
* CD e DVD ao vivo
Também será lançado em agosto / setembro pela Eagle Rock um CD e DVD ao vivo do show da banda de março de 2017 gravado ao vivo em Manchester, Reino Unido, com mixagem especial no OE Audio, por Paul Linford e Trevor Rabin.
* Nova música
Além de todos os itens acima, a banda atualmente está trabalhando duro, criando algumas novas composições para seu 50º aniversário. Esta será a primeira nova música em 28 anos apresentando Jon Anderson, Trevor Rabin e Rick Wakeman juntos. Está previsto que este material também estará disponível para lançamento até o final de 2018 ou início de 2019.
A turnê mundial com JON ANDERSON, TREVOR RABIN e RICK WAKEMAN está sendo produzida pelo renomado promotor de shows Larry Magid, considerado um arquiteto e líder do mercado de concertos moderno.
Quarto álbum de estúdio do trio canadense, 2112 é um marco do rock progressivo, e um dos melhores discos de rock já lançados em todos os tempos. Destaque instantâneo para a faixa título, que ocupa todo o lado A do vinil. 2112 chegou aos 42 anos.
MALEVOLENT CREATION – Retribution [1992]
O MALEVOLENT CREATION lançou seu disco de estreia em 1991, e em 1992 chegava ao seu segundo disco, este Retribution. Produzido mais uma vez pelo mago do death metal Scott Burns, Retribution chegou aos 26 anos.
SAMAEL – Worship Him [1991]
Considerado um clássico entre fãs de death, thrash e principalmente black metal, o álbum de estreia do suíço SAMAEL é um ícone da música extrema, e foi um dos maiores influenciadores da cena norueguesa de black metal. Worhip Him chegou aos 27 anos.
VENOM – Possessed [1985]
Com o nome já definitivamente marcado na história da música por conta dos seus primeiros álbuns, Welcome To Hell (1981), Black Metal (1982) e At War With Satan (1984), o Venom chegou ao quarto disco como um dos gigantes do metal. Possessed chegou aos 33 anos.
Segunda-feira, 02 de abril de 2018
EDGE OF SANITY – Crimson [1996]
O quinto álbum completo da banda capitaneada pelo requisitado produtor Dan Swanö contém apenas uma única música, que se prolonga, acredite, por prazerosos 40 minutos. Crimson chegou aos 22 anos.
SEPULTURA – Arise [1991]
Eis então mais um disco na lista produzido por Scott Burns, e mais um marco para a história do heavy metal. O quarto ‘full length’ do SEPULTURA é até hoje reverenciado pelos fãs como um dos melhores da carreira, e chegou aos 27 anos.
THANATOS – Realm of Ecstacy [1992]
Embora nunca tenha figurado entre os grandes medalhões do death metal, a banda holandesa THANATOS possui bom reconhecimento da cena, e seus discos são considerados pérolas do estilo pelos seguidores. Realm of Ecstacy chegou aos 26 anos.
Terça-feira, 03 de abril de 2018
VOIVOD – Killing Technology [1987]
Terceiro disco completo da vitoriosa saga dos canadenses, Killing Technology endureceu a história contada nos discos do VOIVOD, e alertava pelos riscos da dependência da tecnologia. Killing Technology chegou aos 31 anos.
Quinta-feira, 05 de abril de 2018
BLIND GUARDIAN – Imaginations From the Other Side [1995]
Gravado no Sweet Silence Studio, na Dinamarca, e produzido por Flemming Rasmussen (METALLICA, ARTILLERY, RAINBOW, MORBID ANGEL), Imaginations From the Other Side é o quinto disco completo dos alemães, e chega aos 23 anos.
Sábado, 07 de abril de 2018
MASTER – Faith is in Season [1998]
Quarto álbum de uma das bandas que ajudou a fundar e a definir a sonoridade do death metal, o poderoso MASTER. Faith is in Season foi produzido pelo próprio fundador, baixista e vocalista Paul Speckmann, e chega aos 30 anos.
A quarta passagem do Radio Moscow pelo Brasil é um convite a todos que curtem o bom e velho rock’n’roll. Serão cinco shows – dias 27 (Palmas), 28 (Florianópolis), 29 (São Paulo) e 31 de março (Aldeia Velha) e dia 1º de abril (Rio de Janeiro) – para Parker Griggs (guitarra e vocal), Anthony Meier (baixo) e Paul Marrone (bateria) mostrarem a força do quinto disco, o ótimo “New Beginnings” (2017), e confirmar que a bandeira do estilo está mesmo em boas mãos. Formado em 2003, o power trio americano é um dos principais representantes de uma geração que nada contra a maré ao abraçar as raízes fincadas nos anos 60 e 70, mas sem soar datada. O grupo traz para os dias de hoje um passado revigorado, e não faltam improvisos, longos solos de guitarra, feeling e talento em cima do palco. Prepare-se para alta doses ao vivo de música boa e visceral, e aumente o volume – porque vale a pena conferir também “Radio Moscow” (2007), “Brain Cycles” (2009), “The Great Escape of Leslie Magnafuzz” (2011) e “Magical Dirt” (2014) – enquanto devora as palavras do líder Griggs, que respondeu já em solo brasileiro às perguntas que enviamos para ele.
Creio que vocês já estejam bem familiarizados com o público do Brasil, então talvez não haja mais aquele sentimento de novidade. Mas há algo especial nesta nova turnê pelo país?Parker Griggs: É sempre uma nova experiência para nós, porque é mais uma oportunidade de conhecer pessoas novas e interessantes, fazer novos amigos e ouvir novas e incríveis bandas brasileiras. Estamos muito empolgados com o festival na floresta que muitos de nossos amigos brasileiros têm falando tanto (N.R.: o Aldeia Rock Festival, em Aldeia Velha, no estado do Rio de Janeiro). Aliás, é uma felicidade saber que alguns dos grupos com os quais dividimos o palco em turnês passadas também estarão no festival, como Quarto Astral e The Mountain Session, por exemplo.
Perguntei porque a novidade está na apresentação em Palmas, no Tocantins. Não é um lugar muito comum para shows de rock, diga-se. Você está ciente disso?Parker: Ouvi dizer que faremos o primeiro show internacional de rock na cidade de Palmas, e isso é absolutamente incrível! Falaram para mim que os promotores locais realmente se esforçaram para que isso acontecesse, então espero que mais bandas comecem a tocar por lá depois de nós. É sempre bom saber que há uma nova cena em ascensão e que, a despeito das dificuldades, um público mais jovem está se conectado à música que fazemos e ao rock’n’roll em geral.
Dito isso, quais são suas lembranças das experiências anteriores (N.R.: o Radio Moscow fez turnês no Brasil em 2014, duas vezes, e 2016).Parker: As lembranças são sempre as mais doces, porque aqui as pessoas são muito amáveis e nos tratam bem demais. É difícil expressar todos os sentimentos em poucas palavras, mas eu diria que estamos sinceramente agradecidos por todo o amor e energia positiva que recebemos daqueles que encontramos nos shows, incluindo as bandas com as quais tocamos e fazemos jams.
“New Beginnings” é o primeiro disco do Radio Moscow pela Century Media, então o que mais mudou para a banda desde que assinou com o selo?Parker: Nós já excursionamos na América do Norte e na Europa para promover o novo álbum, mas depois desta viagem pela América do Sul (N.R.: o trio passa também por Argentina, Uruguai e Chile) voltaremos à Europa para mais festivais e outros shows como atração principal, então ainda estamos tentando entender essa mudança como um todo. No entanto, o simples fato de termos assinado com uma gravadora maior tem sido encarado por muitos como uma mudança no jogo, e isso tem mesmo ajudado na divulgação da banda e do “New Beginnings”. E também foi bom porque a Abraxas, nosso agente aqui, funciona como gravadora e pôde fazer um acordo de licenciamento com a Century Media para lançar e distribuir nossos discos na América do Sul. Curiosamente, no passado isso não era possível por causa da política de nossa antiga gravadora (N.R.: Alive Records). De fato, acreditamos que as coisas estão mudando para melhor.
Imagino que o nome do novo álbum está relacionado a essa nova fase…Parker: Sim, definitivamente! É o segundo trabalho com a atual formação, e Paul, Anthony e eu sentimos que estamos crescendo e ficando cada vez mais conectados musicalmente à medida que o tempo vai passando (N.R.: Marrone, que havia passado pela banda em 2010, entrou definitivamente em 2012, e Meier, em 2013). Eles estão contribuindo mais no processo de composição, e o fato de escutarmos os mesmos discos em nossas casas torna mais fácil para todos nós fazer jams, criar, gravar e tocar.
É natural que as pessoas relacionem o Radio Moscow a você, mas devo dizer que as baquetas finalmente encontrarem seu dono em Paul Marrone. A química está mesmo muito boa atualmente, não?Parker: E está ficando melhor a cada dia! Paul é um amigo de longa data, e sou fã dele como músico. Ele toca baixo no Alpine Fuzz Society, banda que tenho com Mario Rubalcaba, baterista do Off! e do Earthless, então estamos constantemente fazendo jams e conversando sobre música. Quando vi pela primeira vez o Anthony tocando, tive certeza de que se encaixaria perfeitamente no Radio Moscow. E ele mostrou ser muito profissional logo nas primeiras jams e nos primeiros shows, mostrou estar interessado em tocar quantas músicas do Radio Moscow fossem possíveis ao mesmo tempo em que adicionou um toque pessoal nas linhas de baixo e nos riffs. Paul e Anthony já fizeram parte ou ainda tocam em alguns grupos de progressivo psicodélico na região de San Diego, como Astra, Sacri Monti e Birth, então eles são definitivamente pessoas com as quais você deve formar uma banda. Sou um felizardo por ter essas caras ao meu lado nos últimos cinco anos ou mais.
Minha primeira impressão ao ouvir “New Beginnings” foi que você optou por uma abordagem mais forte nos vocais, que estão mais rasgados, como se você tivesse tomado uma garrafa de uísque antes das gravações. Foi intencional?Parker: (rindo) Talvez, porque você pode incluir muitos cigarros aí (risos). Mas estou tentando largar gradualmente os dois (risos). Nós também tentamos criar uma atmosfera mais sombria e obscura no novo álbum, certamente uma abordagem mais pesada em nossa música, e provavelmente isso é um reflexo desses tempos sombrios que estamos vivendo.
As guitarras são outro ponto alto do disco, com vários riffs e solos lancinantes e cheios de feeling. O trabalho ficou ainda melhor que o de “Magical Dirt”, e canções como “Driftin’” e “Last to Know” são grandes exemplos disso.Parker: Muito obrigado, cara! Bem, eu não sei como chego a isso, porque não realmente não faço mais nada o dia inteiro a não ser tocar guitarra, então encaro o que você falou como um elogio, mesmo. Sim, com certeza essas músicas são algumas das que têm um trabalho de guitarra muito mais intenso. E acredito que nosso talento para compor também melhorou bastante.
E creio que a principal inspiração para “No One Knows Where They’ve Been” foi Jimi Hendrix, não?Parker: Sim, porque Hendrix é sempre uma influência. Neste caso, a música foi originalmente composta por Paul e gravada pelo Cosmic Wheels, sua outra banda. Decidimos fazer uma versão dela para “New Beginnings”, e pelo visto posso dizer que funcionou muito bem.
Ainda sobre o novo álbum, preciso citar as minhas duas favoritas. “Pick Up the Pieces” soa como se tivesse sido composta ao vivo e com a banda em cima do palco, enquanto “Dreams” deve ficar ainda melhor nos shows, com aqueles solos ganhando continuação numa jam.Parker: Nós adoramos fazem jams. O fato de não haver regras a serem seguidas durante um improviso nos leva a diferentes direções dentro de um mesmo tema musical, assim exploramos nossos limites criativos e algumas vezes até mesmo os ultrapassamos. Ao adicionar uma jam a uma música construída de maneira regular, você enriquece essa música. Gostamos de riffs fortes e pesados, de versos e refrãos pegajosos, mas também gostamos de criar esses interlúdios com jams nas quais o ouvinte ficará imerso nas texturas musicais mágicas que tentamos elaborar. Quanto mais rápido o ouvinte mergulhar nessa jam que é uma viagem psicodélica, mais rápido ele volta à realidade com um soco dado por nossos pesados riffs e pelo andamento da canção, que segue em frente!
Esta é uma pergunta que tenho feito a alguns músicos: os últimos anos têm apresentado um sem-número de bandas inspiradas naquelas que começaram tudo. Algumas são mais bluesy, e outras, mais pesadas, mas o foco é o rock’n’roll clássico. Radio Moscow, Kadavar, Vintage Trouble, The Vintage Caravan, Blues Pills, Rival Sons, Inglorious e por aí vai… Como você explicaria esse, digamos, movimento?Parker: Acredito que as pessoas cansaram daquele som superproduzido dos anos 80 e de parte dos anos 90, então elas começaram a criar e a tocar música mais orgânica, analógica mesmo, inspirada em seus ídolos das décadas de 60 e 70. E foi graças à internet que, de repente, vários grupos underground oriundos dessa época de ouro do rock’n’roll começaram a ganhar visibilidade, assim nós fomos cavar mais e mais fundo para descobrir muitas joias que estavam enterradas. E as compartilhamos com os amigos. Assim surgiu essa nova geração, da qual nós e todas essas bandas que você mencionou fazemos parte. Isso aconteceu em vários países, incluindo o Brasil, porque vocês possuem uma cena de rock retrô muito rica. A luz acendeu sob nossas cabeças, então pensamos: ‘Podemos fazer parte da história do rock’n’roll, podemos continuar trilhando aquele caminho que foi esquecido no fim da década de 70.’ O que quero dizer é que continuamos escrevendo a história, porque não é apenas venerar o que foi feito nos anos 60 e 70. Temos nossas influências e referências, mas estamos sempre olhando para o futuro.
E a natureza está seguindo o seu curso de diversas maneiras. Motörhead, Black Sabbath e Rush se foram, o Slayer está se despedindo… Em mais cinco ou dez anos, as bandas que crescemos ouvindo não estarão mais na ativa. Que tipo de futuro você espera para a sua geração? É uma transição normal ou uma enorme responsabilidade?Parker: Se é isso que precisa acontecer, então vamos deixar acontecer. Houve a época da música clássica, com Mozart, Bach e por aí vai, mas então as aulas de violino e piano foram deixadas para trás porque os garotos começaram a pedir um violão de Natal a seus pais. Aí veio a guitarra, e o rock’n’roll estabeleceu padrões completamente novos na produção e no consumo de música. Isso durou várias décadas, mas hoje um garoto com um laptop pode ser tornar a próxima estrela da música. Isso deveria fazer sentido? (risos)
“Modas vêm e vão, mas a ideia de um grupo de garotos se juntando numa garagem para tocar o tipo de música que faz os vizinhos chamar a polícia… Isso é para sempre.” A frase está no Facebook do Radio Moscow, então, por mais que a música esteja seguindo um caminho estranho, há esperança enquanto os mais jovens ainda estão descobrindo Jimi Hendrix e The Allman Brothers Band, por exemplo.Parker: E acredito que o rock’n’roll é mesmo sobre isso, cara! É autoexpressão através da música, exatamente como fizeram Jimi Hendrix e Allman Brothers, que você mencionou. O desejo de realizar mudanças positivas é o que dá forma ao rock’n’roll, é o que deixa a sua chama viva e acesa!
Bom, eu tenho de trazer esse assunto à tona, mas fique à vontade para não responder. Nem todos sabem que dois dos integrantes originais do Blues Pills fizeram parte do Radio Moscow. Você gostaria de dar a sua versão para o que levou Zach Anderson e Cory Berry (N.R.: baixista e baterista, respectivamente) a abandonarem a banda durante um show?Parker: Se você não se importar, eu prefiro realmente não falar sobre isso (N.R.: em 2011, Griggs e Berry foram às vias de fato durante uma apresentação, e o líder do Radio Moscow foi atingido na cabeça por uma guitarra atirada contra ele).
Para terminar, quais são seus cinco discos favoritos?Parker: É difícil listar e até mesmo lembrar todos, mas citaria “Blues from Laurel Canyon” (1968), de John Mayall, e todos os álbuns do Fleetwood Mac enquanto Peter Green ainda estava na banda. Há bons discos de algumas bandas underground dos anos 60 e 70, como H.P. Lovecraft, T2, Master’s Apprentice, Jerusalem e Bull Angus, e também sou grande fã de Pappo’s Blues, da Argentina, e de Lanny Gordin, guitarrista brasileiro.
É isso, Parker, e obrigado pela entrevista.Parker: Muito obrigado a você, cara! Espero vê-lo e também todos os fãs nos shows! Adoramos o Brasil! Cuidem-se!
Em 25 de março, a maior lenda do rock progressivo, o YES, disponibilizará uma nova mixagem de seu álbum Fly From Here – Return Trip, com a formação do álbum Drama e com novos vocais principais de Trevor Horn, para coincidir com suas celebrações do 50º aniversário.
O lançamento original de Fly From Here em 2011 apresentou os membros da banda que apareceram em Drama: Chris Squire, Steve Howe, Alan White, Geoff Downes, e Benoit David nos vocais, com Trevor Horn no papel de produtor.
A adição dos vocais principais de Trevor produziram uma sequência genuína de Drama. Fly From Here – Return Trip foi desenvolvido como um trabalho de amor por todos os envolvidos e os novos vocais foram registrados nos últimos dois anos, em meio a outros compromissos. Trevor começou a regravar os vocais principais no dia seguinte a sua apresentação com o YES no Royal Albert Hall em 2016 e, um dia depois, o resto da banda se juntou a ele em seu estúdio. Também foram adicionados ‘overdubs’ adicionais por outros membros.
Além de remixar partes do álbum, Trevor adicionou anotações pessoais e a capa conta com a pintura de Roger Dean originalmente usada no interior da edição original de 2011.
Trevor Horn comentou: “Gostei muito de ouvir Alan e Chris juntos. Terminar o álbum foi um trabalho de amor”.
Fly From Here – Return Trip também contém uma música inédita, Do not Take No For a Answer, gravada em 2011, com Steve Howe nos vocais principais. Além disso, a versão completa de Hour of Need está incluída, o que antes só havia acontecido como uma faixa bônus da versão japonesa.
“É ótimo ter a formação original de Drama jogando Fly From Here mais várias outras músicas em que Trevor teve uma grande parte na composição”, comentou Steve Howe.
Geoff Downes acrescenta: “É muito surpreendente o que Trevor fez com o álbum e a forma como ele finalizou. É mais refrescante e acrescenta uma nova dimensão às gravações originais de 2011. Eu acho que os fãs vão apreciá-lo como uma sequência genuína do álbum Drama, e considerarão esta como uma parte valiosa de nossas celebrações YES50“.
Confira o Tracklist:
01. Fly From Here – Overture
02. Fly From Here Pt 1 – We Can Fly
03. Fly From Here Pt 2 – Sad Night At The Airfield
04. Fly From Here Pt 3 – Madman At The Screens
05. Fly From Here Pt 4 – Bumpy Ride
06. Fly From Here Pt 5 – We Can Fly (Reprise)
07. The Man You Always Wanted Me to Be
08. Life On A Film Set
09. Hour Of Need(full-length version)
10. Solitaire
11. Don’t Take No For An Answer
12. Into The Storm