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  • WOLFHEART AND THE RAVENS: Novo single/clipe com pianista da Bielorrússia homenageia PETER STEELE

    WOLFHEART AND THE RAVENS: Novo single/clipe com pianista da Bielorrússia homenageia PETER STEELE

    A banda de Gothic Metal WOLFHEART AND THE RAVENS continua seu projeto de lançar um single por mês e desta vez o homenageado é o multiplatinado e simbolo maior do Gothic Metal mundial, Type O Negative. Desta vez  a banda contou com parceria da famosa pianista da Bielorrússia Anastasyia Shallik, conhecida pelo canal Metal Heart no Youtube, onde costuma interpretar ao piano clássicos do Black e Dark Metal. “Eu sempre quis homenagear de forma oficial o Peter Steele e o Type O Negative, e por anos venho convidando alguns amigos músicos brasileiros para gravar comigo a “Wolf Moon”, mas nunca deu certo.  Neste ano completou dez anos de sua morte, eu queria muito realizar esta homenagem, eu devia isso ao Peter e ao Type O Negative, que foi uma grande influência não só para eu montar o Ravenland, mas para o Gothic Metal mundial, influenciando inúmeras bandas”, revelou o vocalista Dewindson Wolfheart.

    Sobre a parceria com Anastasyia Shallik¸ o músico explicou como rolou o convite: “Quando conheci a Anastasyia, admirei demais o belo trabalho dela interpretando a “Mother North” do Satyricon, na sequência descobri ela tocando Lord of The Lost que é uma das bandas quais eu tenho realmente sentido o Gothic Metal vivo, então resolvi convidá-la para gravar a “Wolf Moon” comigo e ela aceitou na hora.”  O lançamento será no dia 30  de novembro, segunda-feira, e para conferir este e outros vídeos e músicas da banda WOLFHEART AND THE RAVENS, siga-os nas redes de streaming como o Spotify e o canal da banda no Youtube.

    Confira o vídeo clipe da música “Opium”, que homenageia a banda Dead Can Dance:

    Conheça aqui o trabalho de Anastasyia Shalik interpretando Lord of The Lost e outros:

    Ouça o último single, “Gimme Your Blood”:

    Contatos:

    Site: www.wolfheartandtheravens.com

    Facebook: https://www.facebook.com/WOLFHEARTandTheRavens

    Instagram: https://www.instagram.com/wolfheart_and_the_ravens

    Youtube: www.youtube.com/user/dewindsonvocal Spotify: http://bit.ly/WATRSpotify

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  • Nesta mesma data, há 10 anos, falecia PETER STEELE, vocalista e baixista do TYPE O NEGATIVE

    Nesta mesma data, há 10 anos, falecia PETER STEELE, vocalista e baixista do TYPE O NEGATIVE

    Sexta-feira, 13 de maio de 2005. “Peter Steele / Finalmente livre / 1965-2005”, diz o epitáfio na lápide que, de repente, do nada, passou a ilustrar o site oficial do Type O Negative. Fãs e mídia, comoção geral: “Peter Steele está morto!”. Morto? Não. Tudo não passou de uma ‘trolagem’ do próprio Steele, que só foi descoberta dias depois. Era desse nível o humor sarcástico do vocalista e baixista do Type O Negative, uma das principais bandas de gothic/doom que já existiram.

    Nova Iorque, quinta-feira, 15 de abril de 2010. No site oficial do Type O Negative, nova mensagem: “Por favor, sejam pacientes e esperem por declarações da banda e da família mais tarde. Obrigado pela compreensão e apoio”. Outra trolagem do previsível Peter Steele? Infelizmente não. Não teria como. Na data anterior à misteriosa mensagem, Peter, que lutava contra o vício de álcool e cocaína, havia morrido. Tinha ele apenas 48 anos de idade e não resistiu à um, segundo resultado da autópsia, aneurisma da aorta.

    O que você vai ler a seguir em curtas linhas não enaltece as conquistas, a obra, e nem põe na mesa os erros e acertos de Peter Steele enquanto músico; nem mesmo reconta o legado deixado por seu Type O Negative, ou por sua outra mais antiga banda, o Carnivore. A ótica é sobre o lado mundano do artista em questão, com as fraquezas de um mero mortal.

    Peter atravessava um período de sobriedade e boa saúde, inclusive vinha compondo para um próximo álbum, que começaria a ser gravado no final de 2010. Antes disso, no entanto, o grandalhão de pouco mais de 2 metros de altura encontrava-se no fundo do poço, vinha sofrendo há alguns anos pela morte de sua mãe. Como se não bastasse, passou 30 dias na prisão por agredir um homem, e foi para a reabilitação em uma instituição mental como parte de uma intervenção de sua família para afastá-lo do vício e cuidar da resultante paranoia.

    Apesar do semblante intimidador e enigmático, Peter Steele era uma pessoa extremamente sensível. Perguntado pela ROADIE CREW (ed. #105) se temia a morte, Steele afirmou: “Não. Eu temo a maneira como morremos. Há formas terríveis de isso acontecer e já as vi bem de perto. Perdi meus pais, amigos que eu amava, e a única coisa que me sobra é a fé de que um dia ainda os verei novamente”.

    Outro exemplo da sensibilidade de Peter é a homenagem deixada por ele na letra da música Halloween in Heaven (ouça abaixo), presente no último álbum do Type O Negative, curiosamente intitulado Dead Again (2007). Aliás, esse é um álbum que sugere uma reflexão sobre a morte. “Quando escrevi essa música, pensei em amigos que perdi recentemente. Entre eles, obviamente estava Dimebag (Pantera, Damage Plan, Rebel Meets Rebel). Decidi, então, dedicá-la à todas essas pessoas que foram realmente importantes para mim”.

    Quanto ao seu lado religioso, Steele também esclareceu que ele não havia se “convertido” ao catolicismo. Óbvio, ele sempre foi católico: “A diferença agora é que, nos últimos tempos, recuperei a minha fé e busquei mais a religião. Estou próximo de coisas das quais eu havia me afastado desde bem jovem”.

    Type O Negative: Josh Silver, Kenny Hickey, Johnny Kelly e Peter Steele

    No ano em que completou dois anos da morte de Peter Steele, sua família deixou a seguinte mensagem no blog que criou em sua homenagem chamado “For the Love of Peter Steele”:

    “O que quer que você esteja fazendo hoje para lembrar Peter Steele Ratajczyc, quer se trate de uma reunião no Prospect Park na frente de uma árvore plantada em sua honra ou celebrando uma missa na Visitation Church em Red Hook, tocando alto uma música em seu carro na Alemanha ou enviando bons pensamentos para o universo na Califórnia, nossa família lhe dá Graças por amar Peter Steele por quem ele era: Gênio, amigo, irmão, filho, amante, camarada, protetor, piadista, monstro no porão, alma gêmea, parceiro no crime, colega de banda… nosso.”

    Por fim, a reprodução do poema de Mary Frye, postado pela família de Peter Steele no mencionado blog em 2012, ilustra o que o saudoso músico estaria dizendo à sua família e fãs em luto, caso fosse possível, mediante ao seu modo de enxergar a morte:

    Não esteja chorando na minha cova

    Eu não estou aí; Eu não durmo.

    Eu sou mil ventos que sopram,

    Eu sou o brilho de diamante na neve,

    Eu sou o sol em grãos amadurecidos,

    Eu sou a gentil chuva de outono.

    Quando você acorda no silêncio da manhã

    Eu sou a rápida e edificante corrida,

    De pássaros quietos em voo em círculos.

    Eu sou as estrelas suaves que brilham à noite.

    Não fique na minha sepultura chorando,

    Eu não estou aí; Eu não morri.

     

    Peter Thomas Ratajczyk (04 de janeiro de 1962 – 14 de abril de 2010).

     

  • Dez anos sem PETER STEELE do Type o Negative (1962-2010)

    Dez anos sem PETER STEELE do Type o Negative (1962-2010)

    Se você acompanhou com muita atenção o cenário underground do heavy metal na década de 1980, é bem possível que já conhecesse o nome Peter Steele. Se acompanhou com interesse a música pesada a partir da década de 1990, é absolutamente impossível que desconheça esse nome. Afinal, estamos falando de ninguém menos do que o lendário e saudoso líder do TYPE O NEGATIVE.

    Peter Steele, nascido Petrus Thomas Ratajczyk em 4 de janeiro de 1962 era um sujeito um tanto quanto intimidador. Do alto dos seus mais de dois metros de altura, ele não era nem um pouco ‘franzino’, tinha uma cara quase que permanentemente amarrada, e, para este que vos escreve pelo menos, se tornou conhecido por tocar em uma banda chamada CARNIVORE, um dos atos crossover/thrash mais violentos dos anos 80, e que tocava músicas com títulos singelos, como God Is Dead, Male Supremacy e Jesus Hitler, apenas três exemplos do humor negro e afiado que ele desfilaria ao longo de sua carreira.

    Carnivore

    Embora tenha começado na música muito antes, com a banda hard/heavy FALLOUT (que lançou apenas um single no início dos anos 80), foi realmente com o CARNIVORE que Steele começou a se tornar conhecido, primeiramente no cenário da música pesada de seu Estado natal, Nova York. A banda, que tocava tanto em porões lotados de fãs de hardcore quanto em espaços mais frequentados por fãs de metal, lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1985 via Roadrunner Records. A capa simples, fundo preto com a logo da banda como que riscada à faca e vertendo sangue, não escondia a exuberância musical do grupo, que em seus shows se apresentava trajada com vestes de guerreiros antigos, adornados com ossos e dentes de outras criaturas. Junte isso ao anteriormente citado ‘grandalhão mal-encarado’, e você já poderá ter o tipo de sensação que os fãs tinham em um show do CARNIVORE, que em 1987 lançou o sensacional Retaliation, infelizmente o segundo é último álbum de sua jornada.

    Type O Negative

    Foi apenas depois disso que Steele encontrou sua expressão cultural e musical máxima, e apareceu de vez para o mundo com o TYPE O NEGATIVE. Deixando para trás o arrombo thrash do Carnivore, e partindo de vez para uma sonoridade mais ligada ao gothic rock (com doses homeopáticas de hardcore), Steele pode explorar ao máximo os seus vocais característicos, como já indicava o debut Slow, Deep And Hard, de 1991. Alegadamente composto ao longo de algumas horas, durante as quais Steele estaria estupidamente bêbado e lamentando o fim de um relacionamento, o álbum trazia uma história pouco profunda de amor, traição e vingança, mas ganhava o ouvinte por seu tom extremamente pessoal e melancólico, algo que imediatamente se conectou com a nova geração de fãs de música pesada dos anos 90. Dali em diante, o ‘gigante’ não parou mais, e cada vez incorporou mais elementos em sua performance.

    Das capas nada convencionais e intencionalmente ofensivas (você sabe que a capa original do EP The Origin of the Feces – Not Live at Brighton Beach é uma foto de Steele, mais precisamente daquele orifício onde o sol não bate, certo?) e músicas intencionalmente pouco apelativas, o grupo partiu para o estrelato com o álbum Bloody Kisses (1993), um dos registros mais influentes da década, e que trazia entre outros sucessos a incrível Black No. 1 (Little Miss Scare-All), que você certamente ouviu em algum Madame Satã da vida. Era simplesmente impossível uma balada gótica sem essa música (e Copycat, do LACRIMOSA, não?). Em 1996 eles lançaram um álbum ainda melhor, October Rust, que contém a minha música favorita da banda, a depressiva, calma e linda Die With Me, além de sucessos como Be My Druidess e My Girlfriend’s Girlfriend.

    Líder de toda a cena gótica, Steele ainda lançaria outros três álbuns completos com o TYPE O NEGATIVE. Antes do fim, o mundo já havia se assustado com um boato da morte do baixista/vocalista, algo que depois foi afirmado como parte da estratégia de divulgação de um novo álbum de estúdio. Em 14 de abril de 2010 o mundo desejou que fosse novamente um boato. Não era.

    Exatos dez anos atrás, o mundo perdeu uma das personalidades mais provocativas, fortes e intensas do rock nas últimas décadas . Mais do que qualquer coisa, Steele era um provocador. Ele talvez até quisesse ser admirado, mas não queria ser posto em um pedestal e adorado, e todas as vezes em que a indústria da música forçou essa imagem, ele se esforçou pessoalmente em jogar tudo por terra. O ‘sex symbol’ que posou de ‘barraca armada’ em revista na década de 90, era o mesmo sujeito que dizia que tinha passado aqueles anos todos absorvendo cocaína e álcool, e no fim, o autor de My Girlfriend’s Girlfriend era o mesmo autor de I Like Goils, e estes são apenas alguns exemplos onde você pode ver o quanto ele apreciava a provocação disfarçada de incoerência. Mais que qualquer coisa, Peter era um verdadeiro artista e uma mente inquieta. E não é por menos que a sua influência pode ser sentida em tantos músicos desde então.