Previsto para o meio de 2026, sucessor de “The Death Is Dead” será mais agressivo e sombrio | Foto: Alan Luiz Da Silva
Por assessoria
O No More Death, projeto do vocalista e guitarrista Tiago Torres (ex-Mad Dragzter), iniciou as gravações de seu novo álbum, previsto para lançamento até meados de 2026. O disco será o sucessor de “The Death Is Dead”, trabalho de estreia que recebeu excelente repercussão no cenário mundial e consolidou o nome do projeto entre os novos expoentes do thrash metal.
O novo álbum será uma continuação direta de “The Death Is Dead”, levando o ouvinte a uma verdadeira viagem no tempo rumo aos últimos anos da Era humana. “O debut, ‘The Death Is Dead’, representa o princípio das eras e o início da humanidade. No segundo álbum lançaremos o ouvinte em uma máquina do tempo para os últimos anos dessa Era, da humanidade como conhecemos, que são os anos sombrios e de destruição”, adianta Tiago Torres. “O novo disco será mais agressivo, sombrio e técnico, com fortes influências de Slayer, Testament e Exodus, e pode trazer surpresas, como uma balada pesada”, completa.
O trabalho também contará com coprodução de Demis Kohler, responsável pela engenharia de som, timbres, mixagem, masterização e gravação de todos os solos de guitarra. “Depois da fantástica recepção que ‘The Death Is Dead’ vem recebendo em todo o mundo, seu sucessor promete levar o No More Death a voos ainda mais altos, atingindo corações sedentos pela verdade e por um thrash agressivo, rápido e pesado em todos os cantos do planeta”, conclui Torres, que novamente gravará todas as guitarras, vocais e baixos.
“The Death is Dead”, debut do projeto idealizado por Tiago Torres (ex-Mad Dragzter), disponível em CD | Foto: Alan Luiz Da Silva
Por assessoria
“The Death is Dead”, o álbum de estreia do No More Death, projeto de thrash metal idealizado e liderado por Tiago Torres, fundador, guitarrista e vocalista da extinta Mad Dragzter, está disponível em CD – à venda na loja Die Hard (Galeria do Rock) e diretamente com a banda.
Além disso, o No More Death apresenta o lyric video da faixa “Forever Young”, em que um idoso, na fase final de sua vida, relembra o momento em que conheceu o personagem da faixa “The Death Is Dead” e como acreditou em suas promessas sobre um retorno à juventude eterna, com um corpo jovem, perfeito e saudável novamente. No ápice da música, o idoso acorda exatamente nesse momento e leva um choque com sua nova e definitiva realidade.
Confira o lyric video de “Forever Young”, criado por Marcelo Silva:
“The Death Is Dead” é o princípio das eras, início da raça humana. O homem, por meio de seu representante inicial e legal, escolhe a rebelião, e com essa escolha surge permanentemente um novo personagem: a morte. “A letra relata esse acontecimento, suas consequências e, principalmente, a vinda de outro personagem, que aparece com a grande missão de vencer, matar a morte definitivamente. Mas, para isso, ele precisa morrer, experimentar a morte e retomar sua vida, voltando do mundo dos mortos. Ressurgindo. Ressuscitando”, detalha Torres, que gravou todas as guitarras, vocais e baixos do disco, mantendo o mesmo espírito criativo que conduziu durante toda a trajetória do Mad Dragzter.
O álbum também conta com a coprodução de Demis Kohler, que ficou responsável pela engenharia de som, timbres, mixagem, masterização e ainda gravou todos os solos de guitarra. As influências de Metallica, Slayer, Testament e Exodus estão misturadas à carga emocional e à urgência visceral do thrash metal brasileiro.
Roadie Crew 288 traz como destaques de capa Helloween e Arch Enemy
O Helloween, de disco novo e completando 40 anos de atividades, é a matéria principal da edição. O vocalista Michael Kiske falou sobre o novo trabalho, Giants & Monsters, e sobre a formação com duas vozes principais, além de comentarem sobre o relacionamento entre ele e Andi Deris: “Não precisamos fingir no palco, porque realmente gostamos um do outro.” Já o Arch Enemy, também de álbum novo, Blood Dynasty, falou conosco através do guitarrista e fundador Michael Amott que também fez várias revelações numa entrevista descontraída e bem humorada.
Entrevistas:
Volbeat
Sodom
Coroner
Satan
Fabio Lione’s Down of Victory
Warkings
Patriarkh
Obscura
Wind Rose DrownedSeções:
Cenário: 70000 Tons of Metal, Isa Nielsen, Uganga, Bebê Feio, Terrorcídio, Midorii Kido, Fael Ramos, Abstracted, No More Death
Blind Ear:Damnagoras (Elvenking)
Eternal Idols: John Mayall
Front Cover (Marcelo Vasco): Dream Theater – Parasomnia
Collection: Ted Nugent
Playlist: Chris Dovas (Testament)
Background: Sabaton (parte final)
Hidden Tracks: Zodiac Mindwarp & The Love Reaction
ClassiCrew: Exodus (Bonded by Blood, 1985), Death (Symbolic, 1995), Deep Purple (Rapture of the Deep, 2005) e Kamelot (Haven, 2015)
Profile: Brandon Saller (Atreyu)
Pôsteres: Motörhead e Machine HeadPara adquirir a revista e recebê-la em casa, acesse o site https://roadie-crew.lojaintegrada.com.br/ ou entre em contato pelo fone (11) 96380-2917 (whatsapp).
A banda paulistana de thrash metal Mad Dragzter fez uma carreira de sucesso entre 1998 e 2015. O quarteto deixou três álbuns completos e inúmeros shows que ficaram na memória dos fãs. Agora, dez anos após o encerramento das atividades do grupo, o vocalista e guitarrista Tiago Torres surge com um novo grupo/projeto. O No More Death explora o tema morte através de uma visão bastante particular, o que pode ser conferido no excelente disco The Death Is Dead. Conversamos com ele para saber mais sobre essa nova banda.
O No More Death seria uma continuação do Mad Dragzter? Caso não seja, a banda encerrou atividades definitivamente ou você pensa em reativá-la em algum momento? Tiago Torres: Não é uma continuação. O Mad Dragzter acabou definitivamente logo depois que saiu Master, em meados de 2015. Não existe nenhuma possibilidade de a banda voltar. O No More Death é minha banda agora.
Ainda raciocinando em cima desse contexto, o No More Death seria uma banda ou um projeto? Tiago: Os dois, na verdade. Em termos de composição e gravação, está mais para um projeto, mas no momento certo terá uma formação completa para tocarmos ao vivo. Talvez até uma formação fixa mesmo.
Foto: Alan Luiz da Silva
No material de divulgação, há a informação de que o No More Death iniciaria ‘uma nova era do thrash brasileiro’. Quais as características que esse trabalho possui para poder criar uma nova era no estilo, o que, convenhamos, não é pouca coisa? Tiago: O Brasil é um dos maiores celeiros de thrash do mundo! Fora o Sepultura, claro, vou citar três bandas de que gosto bastante, de três gerações diferentes, para você ver como o negócio é animal: Korzus, Andralls e Nervosa. Mas acho que o jeito do thrash brasileiro sempre foi mais ligado à velocidade, mais influenciado pelo thrash alemão, que também amo, e menos musical. Então, nesse sentido o No More Death vai ser mais uma banda que o Brasil vai exportar para o mundo, mas com uma cara diferente. Não queremos ser os mais rápidos, nem os mais pesados ou os mais malvados (risos). Queremos fazer músicas memoráveis, com refrãos grandiosos e riffs e melodias que a galera cante junto, algo que pouca gente no thrash fez ou faz. Metallica e Testament fizeram. O mais importante no No More Death é a música! Qual banda de thrash começa um disco com um refrão?
Quais as principais diferenças musicais que você identifica entre o Mad Dragzter e o No More Death? Tiago: O No More Death é muito mais maduro, mais objetivo, mais musical ainda e ao mesmo tempo mais simples. Com o tempo (já estou há mais de 25 anos nessa), entendi o que funciona e o que não funciona. E também do que gosto mais. No Mas Dragzter tínhamos discos e músicas muito longos, por minha causa! (risos) Eu queria enfiar todos os riffs nas músicas! Tinha amor e apego aos riffs. Hoje já consigo jogar riffs fora… (mais risos). Isso seria uma heresia há 20 anos. Acho particularmente que o No More Death está muito à frente de tudo que o Mad Dragzter fez.
Ainda fazendo uma comparação entre as duas bandas, em uma delas você tinha três parceiros para dividir trabalho e responsabilidades; já no caso do No More Death, você é responsável por tudo, ou seja, o ônus e o bônus são só seus. O que é melhor e o que é pior em trabalhar nesses termos? Tiago: Em termos de composição, não é muito diferente de como funcionava no MD. Lá eu praticamente compunha todos os riffs, letras e linhas melódicas. A diferença era que todos gravavam e tocavam ao vivo. E acho que as ótimas idéias do Gabriel (Spazziani, guitarra), meu grande parceiro, faziam a diferença no som e na produção. Agora tenho um novo grande parceiro, Demis Kohler. Ele é o grande responsável por forjar o som do No More Death. Ele fez um grande trabalho nesse álbum, chegando em um som que não deve nada aos melhores discos nacionais e gringos na minha opinião. E vai estar junto comigo nos próximos ! Ele fez um grande trabalho nos solos também, com muita melodia e bom gosto. Gostei muito!
Os nomes da banda e do disco, The Death Is Dead, chegam até a ser irônicos, assim como a capa. Pelo que sabemos, o disco é conceitual. Qual a história que ele conta? Tiago: O nome da banda remete a uma passagem de Apocalipse, 21:4, que fala justamente sobre uma era em que a morte não existirá mais. E o álbum narra esse acontecimento:: como a morte morreu, quem matou a morte, quando e como.
E logo na primeira faixa você fala em ‘fazer a morte morrer’. Como se daria isso? Tiago: A morte morreu há dois mil anos, no maior acontecimento da História, que inclusive mudou nossa maneira de contar o tempo. Foi quando um homem morreu no lugar de toda a humanidade. E foi o primeiro a ressuscitar. No último dia desta era, todos também vão ressuscitar.
Como a morte funciona para você? O que você acredita que acontece depois que morremos? Tiago: Após fecharmos nossos olhos, como em um piscar de olhos, vamos acordar no último dia e ressuscitar. E vamos prestar contas de tudo o que fizemos nessa era. ‘O que fazemos nesta vida ecoa pela Eternidade’!
Pelo que relata a faixa Love Is Immortal, que fecha o disco, imagino que haja fé envolvida no conceito dele. Seria isso mesmo? Tiago: Sim. É uma cosmovisão diferente de mundo que guia minha maneira de pensar e acreditar, baseada no que foi falado, escrito e profetizado!
Também de acordo com o material de divulgação, você pretende lançar mais discos com a mesma temática. Quais os planos em relação a isso? Quantos discos seriam e até quando pretende completar a obra? Enfim, o que pode adiantar sobre a continuação da história? Tiago: Exatamente. A ideia é contar uma grande história em vários capítulos. O número de discos exato ainda não sei, mas pelo menos mais quatro ou cinco já estão planejados. Em primeira mão, posso te adiantar que o próximo capítulo deve sair ano que vem. Já está uns 70% compostos. E vai lançar a história para os últimos anos desta era. Tempos sombrios! Tempos difíceis!
A gente sabe que a morte é a única certeza que todos temos na vida e, ao mesmo tempo, não sabemos praticamente nada sobre ela. Imagino que esse tema seja fascinante para você. Há alguma razão especial para isso? Tiago: Acho que esse tema é fascinante para todo mundo! Porque nessa era todo mundo vai morrer! Não importa o quão rico ou famoso seja. Esse problema o homem não consegue de maneira nenhuma resolver. Pode tentar, mas não vai conseguir. E conto no disco como isso já foi resolvido, porque na próxima era, a morte não existirá mais!
Você gravou praticamente tudo, deixando apenas os solos de guitarra para Demis Kohler, como já comentou. A bateria não está creditada no material de divulgação. Quem gravou? Ou você usou bateria eletrônica? Tiago: Acabamos usando uma solução de estúdio.
Um dos maiores destaques do disco são seus vocais, que têm muita personalidade e estilo próprio. Mesmo assim, você concorda que James Hetfield seria uma grande inspiração a você como cantor, principalmente pelo lado não simplesmente do cantor, mas do intérprete? Tiago: Muito obrigado. Sim, com certeza! James é minha maior influência e inspiração, não só como vocal, mas como guitarrista também – uso guitarra Explorer até hoje por causa dele. Mas acho que nesse disco também fui muito influenciado pelo gigante Max Cavalera. E por bandas que também amo e que não são metal, na parte dos refrãos, como The Cult e Concrete Blonde. As linhas melódicas dessas bandas são maravilhosas. E tentei trazer um pouco disso para o No More Death. Para realmente deixar a banda única, exclusiva.
Você falou em montar uma banda e colocar o disco na estrada. Em que pé está isso? Tiago: Acho que isso vai acabar sendo inevitável. O disco mal saiu e já chegaram alguns bons convites para shows, tanto aqui e como na gringa. Thrash ao vivo é a coisa mais linda que existe! Nada pode ser mais emocionante que uma roda gigante com a galera curtindo. É o ápice da vida de quem toca thrash!
O disco sai em formato físico ou apenas no digital? Tiago: Vai sair físico, também. O CD já está em produção e chega nos próximos dias. Até o final do ano queremos lançar também em vinil e cassete. Será um sonho ver essa capa em um vinil!
Por falar nisso, antigamente as bandas só tinham que gravar discos e fazer shows. Hoje, elas fazem praticamente tudo. Além disso, a forma de comercializar o trabalho também mudou radicalmente com a divulgação por streaming. O que acha disso? Essa suposta maior liberdade ajuda ou prejudica o artista? Tiago: Tem vantagens e desvantagens. A vantagem é não ter mais que mandar CDs, fotos e releases impressos para todo mundo. Hoje com um clique você manda tudo para qualquer um, em qualquer lugar. E o compartilhamento por parte da galera está muito rápido e fácil. Porque no final a melhor propaganda ainda é o boca a boca, ou o link a link (risos). Mas o ponto é que as pessoas estão cada vez com menos tempo e existem cada vez mais bandas, álbuns, singles, clipes etc. Então, para uma banda nova, conseguir fazer a galera apenas ouvir seu som, nesse mar de novidades, é mais complicado. Mas, no final, a música boa vence. Temos tido muita sorte, porque a galera que está descobrindo o No More Death tem feito por conta própria um trampo tão maravilhoso de divulgação e compartilhamento que me lembra os bons tempos de Street Team. Sensacional!
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Debut do projeto idealizado por Tiago Torres (ex-Mad Dragzter) vem acompanhado do lyric video da faixa-título | Foto: Alan Luiz da Silva
Debut do projeto idealizado por Tiago Torres (ex-Mad Dragzter) vem acompanhado do lyric video da faixa-título | Foto: Alan Luiz da Silva
Nasce um novo filho do Thrash Metal. Um herdeiro legítimo da escola brasileira, forjado com a mesma fúria e identidade que projetou o Sepultura para o mundo, mas também alimentado pelas influências diretas de Metallica, Slayer, Testament e Exodus. No More Death é o projeto idealizado e liderado por Tiago Torres, fundador, guitarrista e vocalista da extinta Mad Dragzter, que entre 2001 e 2015 lançou três álbuns e conquistou espaço no cenário nacional e internacional. Com riffs afiados, velocidade extrema, peso e uma abordagem lírica profunda, o álbum de estreia, “The Death is Dead”, chega como uma declaração de princípios.
Começando pela estética ultraminimalista e diferenciada criada pelo renomado Jean Michel, da DSNS ART, “The Death Is Dead” fala sobre a morte. “O tema é o mais complexo e profundo de toda a raça humana em todos os tempos: a Morte. Como lidar com ela. Como escapar dela. Como exterminá-la. Como viver para sempre? Isso é possível? Contamos no álbum como isso não só é possível como já foi resolvido”, afirma Tiago Torres.
O surgimento do No More Death foi um processo natural, segundo o guitarrista e vocalista, que já carregava consigo uma coleção de riffs, ideias e melodias desde o fim do Mad Dragzter. “Em algum momento eu sabia que voltaria a fazer música. E isso começou a tomar forma em 2024, quando começamos a gravar o álbum e transformar as ideias em músicas. Foi algo independente do que estava acontecendo na cena naquele momento. Até porque o Thrash Metal é eterno e tem legiões de fãs antigos e novos”, explica Torres.
Confira o lyric video de “The Death is Dead”, criado por Marcelo Silva:
“The Death Is Dead” é o princípio das eras, início da raça humana. O homem, por meio de seu representante inicial e legal, escolhe a rebelião, e com essa escolha surge permanentemente um novo personagem: a morte. “A letra relata esse acontecimento, suas consequências e, principalmente, a vinda de outro personagem, que aparece com a grande missão de vencer, matar a morte definitivamente. Mas, para isso, ele precisa morrer, experimentar a morte e retomar sua vida, voltando do mundo dos mortos. Ressurgindo. Ressuscitando”, detalha Torres, que gravou todas as guitarras, vocais e baixos do disco, mantendo o mesmo espírito criativo que conduziu durante toda a trajetória do Mad Dragzter.
O álbum também conta com a coprodução de Demis Kohler, que ficou responsável pela engenharia de som, timbres, mixagem, masterização e ainda gravou todos os solos de guitarra. As influências de Metallica, Slayer, Testament e Exodus estão misturadas à carga emocional e à urgência visceral do thrash metal brasileiro. “Ouço Thrash há quase 40 anos. Está no meu DNA. E a fase de ouro do Sepultura moldou o jeito de todo brasileiro tocar e compor. Também trago comigo o legado de bandas como Korzus, Ratos de Porão e a fase thrash do Overdose. Tudo isso entrou no liquidificador que pariu o No More Death. Mas nosso foco é ter identidade própria, criar algo com uma cara única. E acredito que conseguimos isso com o primeiro álbum”, conclui.