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  • AMBUSH – São Paulo (SP)

    AMBUSH – São Paulo (SP)

    Por Nelson de Souza Lima

    Fotos: Letícia Nunes Lima

    Em um dia muito movimentado com vários eventos, a cidade de São Paulo recebeu o último show dos suecos do Ambush dentro da perna brasileira da “Ambushing The Americas Tour”. Na ocasião, o quinteto foi headliner no “São Paulo em Chamas 62”, realizado em 19 de novembro (sábado) na Jai Club, localizada entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana, e que contou ainda com as brasileiras Naughty Dog, Álcool e Axecuter.

    Após quase um mês rodando o país, um dos maiores representantes da chamada Nova Onda do Metal Tradicional (NWOTHM), deixou claro que faz bate-cabeça de responsa. Integrado por Oskar Jacobsson (vocal), Ofof Engkvist e Karl Dotzek (guitarras), Oskar “Burning Fire” Anderson (baixo) e Linus Fritzson (bateria) o grupo aprendeu direitinho as regras do heavy metal e, além do som speed, capricha na indumentária com couro, rebites e muita cerveja.

    Na abertura dos trabalhos, os goianos do Naughty Dog mostram que o centro-oeste brasileiro não revela só duplas sertanejas. Também faz metal de primeira. Vindo de Formosa, o quarteto formado por Júnior N. N. V (vocal), Rafael Montalvão (guitarra), Douglas Gonçalves (baixo) e Filipe Stress (Chromeskull, Jackdevil, RedKarma) – substituindo temporariamente Alessandro Olivera Sousa, dono do posto – é muito forte no palco, evidenciando que em quase dez anos de estrada está voando alto. No set dos goianos, que promovem o debut Dogs Like No Clowns, porradas como Keep The Flame Burn, The Fallen One e Dogs Like No Clowns agitaram os poucos presentes, que certamente não se decepcionaram. Acredite, Naughty Dog é uma excelente banda e prova isso ao vivo! “Tivemos a honra de participar como banda de abertura do Ambush, ao lado do Álcool e Executer. Foi um puta evento, com uma excelente estrutura de som, excelentes bandas e boa presença de público. Infelizmente, não pudemos ficar até o final, pois tínhamos outra apresentação marcada em Mauá (SP) no mesmo dia. Mas fica aqui o agradecimento ao nosso tour manager Ivi Kardec (Ripping the Road tour), ao Alan Magno (Caveira Velha Produções) e ao nosso brother Formigão pela oportunidade de entrar neste evento”, comentou Rafael Montalvão.

    Na sequência outro grupo muito forte, o Álcool, que, fazendo jus ao nome, subiu munido de instrumentos e baldes de cerveja. O quarteto paulistano integrado por Lucas Chuluc (garganta/guitarra), Caio Egds (guitarra), Pedro Cavichiollo (baixo) e Marcelo Oliveira (bateria) estava eufórico por voltar a tocar após quase três anos. Evidentemente a pandemia foi o motivo principal para o hiato. Chuluc disse que a banda prepara novo material pra breve e mostraram faixas do disco Alta Velocidade (2019), além do novo single, Templo do Horror. “Foi muito gratificante tocar em São Paulo novamente, pois foram quase três anos desde nosso último show no Estado. Durante a fase mais dura da pandemia muitas coisas mudaram, inclusive a nossa formação. E foi realmente animal estreá-la na capital, em um evento tão energizado como foi esse ‘São Paulo em Chamas’. O público fez toda a diferença para nós, e com certeza para todas as bandas da noite”, declarou Lucas Chuluc.

    A essa altura o público já era bem maior, a casa ficou lotada para as duas últimas da noite: Axecuter e Ambush. Vindos do Paraná, o trio Axecuter não deixou por menos afirmando sua paixão pelo metal e que levarão a bandeira do som pesado forever. Integram suas fileiras o guitarrista e vocalista Danmented, o batera Verdani e o baixista Rascal. Com dois álbuns na bagagem, Metal Is Invincible (2013) e Surrounded by Decay (2020), os caras fizeram um show porrada do começo ao fim. Danmented sabe interagir e comandar o público com direito a  muitos “Hey, hey, hey”. No set do Axecuter, entre outras, Separate Ways, Darkness In Bottles, Innocence Is Our Excuse, Ritual Of Decibels e Dying Source.

    Fechando a noite de porradaria o Ambush subiu ao palco pouco antes das 21 horas. O figuraça Linus Fritzson, além de excelente batera, fez as vezes de mestre de cerimônias. Pegou o microfone para cumprimentar os fãs e perguntar se quem estava ali gostava de metal sueco. Com a resposta afirmativa e insana do público disse “vocês estão com sorte, pois nós sabemos fazer heavy metal”. O que se viu então foi uma aula “metalística”. E apesar de terem tocado, praticamente todas as noites, desde 26 de outubro quando iniciaram a maratona brasileira no Rio de Janeiro, estavam no gás.

    O set list não mudou muito de uma apresentação para outra. Talvez a ordem das músicas alterou um pouco, mas basicamente foi o mesmo mostrado em capitais como Salvador, Maceió, Curitiba, Recife, Belo Horizonte e Manaus. Aliás, na capital do Amazonas o vocalista Oskar Jacobsson disse ter passado por uma experiência incrível para um gringo ao nadar num rio com piranhas, pirarucus e tubarões. Tubarões no Amazonas?  O cara é figuraça também. Os suecos mostraram canções dos três discos lançados em nove anos de estrada: Firestorm (2014), Desecrator (2015) e Infidel (2020).

    Abriram o set com Infidel, do álbum homônimo mais recente. Desse trabalho mandaram apenas mais uma, a pegajosa Hellbiter. Em pouco mais de uma hora mostraram mais canções de Firestorm e Desecrator. Do primeiro tocaram a faixa-título, Heading East, Natural Born Killers e Don’t Shoot (Let’em Burn)‘. Do álbum de 2015 mandaram Possessed By Evil, Master Of The Seas, Desecrator e Rose Of The Dawn. Completando as onze canções do repertório constou a grudenta Barabbas, single lançado nas plataformas digitais este ano.

    No meio do show a esteira da caixa de bateria do Linus arrebentou. Mas a galera do Álcool emprestou uma caixa de bateria pra porradaria continuar rolando. Uma grande apresentação na qual não faltou nada: guitarras dobradas, vocais rasgados do Oskar, galera gritando pela banda, rodas de pogo (apesar do local pequeno), refrões grudentos, solo de batera, porradas sonoras e cervejas, cervejas e cervejas. Show irretocável que coloca Ambush entre os grandes nomes do metal contemporâneo. A turnê sul-americana passou também por Uruguai, Argentina e Chile.

    Set List Ambush:

    Infidel Possessed By Evil

    Firestorm Barabbas

    Master of the Seas

    Rose of the Dawn

    Heading East

    Hellbiter

    Desecrator

    Natural Born Killers

    Don’t Shoot (Let’em Burn)

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  • NAUGHTY DOG: grupo goiano de metal lança álbum de estreia

    NAUGHTY DOG: grupo goiano de metal lança álbum de estreia

    Vindo de Formosa (GO), o Naughty Dog reforça sua proposta de fazer um heavy metal agressivo nos moldes dos anos 1980, com lançamento do álbum de estreia, “Dogs Like No Clowns”, que saiu em formato físico no Brasil pelos selos Death Voice e Battle Axe Records, com distribuição na Europa pela Audio Miasma Records. “A ideia sempre foi criar riffs fortes e marcantes para lembrar que o verdadeiro heavy metal nunca morrerá. Nosso estilo remete ao das bandas clássicas de metal dos anos 80, mas, claro, com uma abordagem pessoal e uma sonoridade própria”, declarou o guitarrista Rafael Montalvão. “A faixa de abertura, ‘Keep The Flame Burn’, conta a trajetória de um headbanger, com todos os pontos positivos e negativos. Falamos sobre os excessos com álcool e drogas, os conflitos internos e a paixão inabalável que o banger tem pelo metal”, acrescentou o vocalista Junior N.N.V.

    Ouça a faixa-título do álbum em https://youtu.be/CYjjxmCgEpE

    Já “Naughty Dog”, faixa que dá nome à banda, foi uma das primeiras composições criadas por Junior N.N.V (vocal, Malleus Mallefestus, Opositor, Denied Redemption), Rafael Montalvão (guitarra, Apollyon, Orgy of Flies, Komodo, Supernaut), Douglas Gonçalves (baixo, Golpe de Foice, Supernaut) e Alessandro Oliveira (bateria, Apollyon, Orgy of Flies). “Ela consta na demo ‘Naughty… Hound… Incident’, de 2014. A letra fala sobre o hellhound, cérbero na mitologia grega, caçando as almas para o inferno. Muitos relacionam com bandas pioneiras como The Rods, pela capa de ‘Wild Dogs’, e a brasileira Cérbero, mas o hellhound tem conexão muito próxima conosco, desde o logotipo criado por Rubens Snistram, a capa do álbum feita por Rod Souza e o próprio nome da banda”, detalhou o vocalista.

    “Dogs Like No Clowns” conta com nove faixas e foi gravado no At Texas Studio, com mixagem e masterização de Zé Misanthrope (Omfalos, A Peste, Godtoth, Facada) no Less Than Zero Studio.

    Para ouvir o álbum, acesse: https://naughtydoghm.bandcamp.com/

    Spotify: https://is.gd/F8saPr

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    Foto: Gabriel Nasser Saad Filho (Bié)

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