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  • MISTREATED: contando detalhes do debut em entrevista para a ROADIE CREW

    MISTREATED: contando detalhes do debut em entrevista para a ROADIE CREW

    Com pouco mais de um ano de sua formação, a banda MISTREATED tem se destacado no cenário brasileiro com seu Heavy Metal clássico, influenciado pelas melhores bandas do estilo. “Brand New Rust”, seu primeiro álbum, foi lançado no final do ano passado, e desde então o grupo, que é formado por Henrique Radünz (vocal), Emanuel Murialdo e Diego Corral (guitarras), Davi Isac (baixo) e Rodrigo Reinhardt (bateria) tem se empenhado em levar seu som para o maior número de pessoas possível. Agora o quinteto divulga uma entrevista realizada pelo colaborador Thiago Prata para o site da revista Roadie Crew, a maior revista especializada em Rock/Metal no Brasil. Na entrevista, temas como o início da banda, a situação da pandemia e o significado do título do disco, onde o guitarrista Emanuel Murialdo explicou: Brand New Rust significa “Ferrugem Nova em Folha”, se refere ao nosso som ser uma “ferrugem”, pois soamos como bandas antigas, porém, “novo em folha”, porque também podemos soar mais atuais”.

    Questionado sobre a atual situação da cena gaúcha de som pesado, o guitarrista é da seguinte opinião: “Acredito que temos uma cena muito rica, com ótimas bandas, tanto as que já estão na estrada há algum tempo quanto as que estão surgindo agora. Mas não vou deixar de criticar a falta de movimentação das bandas, e isso serve também para nós da Mistreated. Tem de haver uma conexão maior entre as bandas, uma cena só é forte quando as bandas estão unidas, e não somente querer se unir às bandas grandes como também puxar para o barco as que estão iniciando. Organizar mais fests, comprar material um do outro para se ajudar… Apoio, saca? Mas, enfim, eu vejo a chama mais forte agora do que há poucos anos atrás, vamos para cima!”.

    Confira o bate-papo completo:

    https://roadiecrew.com/mistreated-heavy-classico-e-com-classe-e-alem/

    E visando esta movimentação citada na entrevista, o MISTREATED conta com vários shows realizados na cidade de Pelotas e região, mas a banda também busca expandir seus contatos e limites geográficos, através de parcerias que possam vir a surgir com bandas gaúchas de outras regiões. Um dos projetos agora postos em prática é o Satolep Rock, festival organizado pela banda com o intuito de abrir mais espaços na cidade. A primeira edição do evento será realizada no dia 23 de setembro às 20h, no Distrito Confraria, na cidade de Pelotas, com a participação da banda Against the Power, de Thrash Metal. Ingressos podem ser adquiridos a partir de R$ 10,00 através dos próprios integrantes ou pelo Instagram do MISTREATED.

    Outra ação da banda é o lançamento em formato físico de “Brand New Rust”, originalmente disponibilizado apenas nas plataformas digitais. Composto de oito faixas, o álbum transborda doses maciças de um potente e empolgante Metal tradicional, mostrando uma nova cara para o Heavy Metal gaúcho. Para adquirir o álbum no formato CD em sua pré-venda, basta entrar em contato com a banda através do e-mail [email protected] ou de seu canal no Instagram.

    Ouça a música “In Pieces” no YouTube:

     Ouça o CD “Brand New Rust” no Spotify:

     

    Créditos da foto: Christian Bertuol

     

    Contatos:

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  • MISTREATED: HEAVY CLÁSSICO E COM CLASSE… E ALÉM!

    MISTREATED: HEAVY CLÁSSICO E COM CLASSE… E ALÉM!

    O cerne é heavy metal clássico. Só que o invólucro é formado por hard, thrash, new metal e prog. Isso sem contar a versatilidade de seus quatro instrumentistas – a saber, os guitarristas Emanuel Murialdo e Diego Corral, o baixista Davi Isac e o baterista Rodrigo Reinhardt – e os tons mais graves e únicos do vocalista Henrique Radünz. Misture tantas nuances e você terá o mosaico sonoro dos gaúchos do Mistreated. E é sobre o álbum de estreia, Brand New Rust (2021), e dos próximos passos da banda que conversamos com Emanuel Murialdo. Confira abaixo.

    A banda iniciou as atividades em 2021 e soltou seu primeiro álbum no mesmo ano. As coisas aconteceram muito rapidamente. Então como se deu o planejamento para o debute? Dentro desse contexto, os integrantes já tinham ideias antes mesmo da fundação do grupo e que foram maturadas em tão pouco tempo?

    Emanuel Murialdo: Sim. Eu tinha algumas ideias guardadas, e fomos resgatando esse material. No início do ano fizemos um planejamento de como e quando seriam os períodos de composição, pré-produção, gravação e lançamento. Iniciamos o ano compondo muito e trabalhando em demos e, além disso, criando entrosamento. No inverno de 2021, começamos a pré-produção no meu home studio e depois partimos para o Load Studio, do produtor musical Clayton Chiesa. Fomos gravando e lançando alguns singles. Depois, com todo o material na mão, e com algum atraso, o álbum saiu em dezembro.

    Muitas bandas surgiram na pandemia, e muitas delas estão tendo a oportunidade de ensaiar e subir aos palcos em 2022. Quando e como começou essa rotina no Mistreated e como está o cronograma para o restante deste ano e até pensando no próximo?

    Emanuel: Na realidade, a gente demorou seis ou sete meses a fazer nosso primeiro show, já tínhamos tocado em outros formatos, com duo acústico ou trio. Mas lembro que os shows já estavam rolando desde o início de 2021 em Pelotas (RS). Para o restante do ano, estamos explorando o universo de organizar eventos underground; gostamos e queremos explorar mais esse universo. Estamos acostumados com a noite já, tocar em pubs etc, mas queremos os fests, trazer bandas para cá e visitar novas cidades.

    O que o título do disco, Brand New Rust, indica? Há um conceito por trás do título e de que alguma forma se manifesta no disco, mesmo não sendo um álbum conceitual?

    Emanuel: É mais relacionado à nossa sonoridade e ideia da banda em si do que com alguma temática, sabe? Nosso baterista Rodrigo já tinha essa ideia em mente e, quando nos apresentou, gostamos bastante. Foi uma solução rápida (risos). Brand New Rust significa “Ferrugem Nova em Folha”, se refere ao nosso som ser uma “ferrugem”, pois soamos como bandas antigas, porém, “novo em folha”, porque também podemos soar mais atuais. 

    The Enemy Inside Me foi o primeiro single. Do que se trata o tema da canção e como foi a repercussão junto ao público para este cartão de visitas?

    Emanuel: Não sei se já comentei isso antes, mas The Enemy Inside Me fala basicamente sobre alguém que sofre de alguma paranoia, de crises de pânico, ansiedade ou algo do tipo. Eu tive muito isso durante minha adolescência e acredito que muitos jovens tenham o mesmo problema, porém, meio que “mascaram” isso. A repercussão foi bem legal, logicamente não esperávamos que seria um hit comercial, somos realistas. Mas ver que as pessoas ao nosso redor gostaram, a ponto de sempre berrar o refrão dela nos shows com a gente, nos deu a sensação de dever cumprido.

    O álbum abre com Break the Rules, com um começo à la Judas Priest e que dá uma dica do que virá pela frente. Mas embora o metal tradicional se mostre como fio-condutor, percebemos outras nuances, como power, hard e um lance até prog. Queria que comentassem sobre essa variedade.

    Emanuel: Acho que essa variedade se dá pela guerra interna de gostos dentro do rock/metal que cada integrante da banda tem (risos). Sou fascinado por heavy clássico, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Dio, Judas Priest, Motörhead, Diamond Head, Tygers Of Pan Tang etc. E como talvez tenha sido o membro que mais compôs no álbum, talvez por isso essa seja a “vertente principal” do álbum. Os guris gostam de outras vertentes que também amo, classic rock, hard rock, new metal, thrash… Então foi muito divertido compor músicas um pouco “fora da minha caixa”.

    Ainda nessa questão da proposta musical, acho que um dos pontos que diferenciam o Mistreated de outras bandas de metal mais tradicional é o vocal de Henrique Radünz. Não se trata de algo mais agudo ou rasgado. Seu tom mais grave chega a flertar com doom/gothic em alguns momentos sem se desviar da proposta heavy da banda. Isso pode ampliar o leque da banda futuramente?

    Emanuel: O Henrique é um vocalista que temos sorte de ter, ele é uma peça que podemos explorar muito para chegar aos mais diversos lugares que o rock pode nos levar. Ele gosta bastante de new metal, e essas bandas não tem como característica aquele vocal rasgado e agudo dos anos 80, mas não vejo isso como problema e sim como algo que faz nosso som ser mais “palatável” a públicos fora do metal.

    A faixa Destiny é uma de minhas favoritas e parece ter sido uma das que mais caíram no gosto dos fãs. Do que se trata o tema desta composição? E como foi o trabalho instrumental até o resultado final?

    Emanuel: O Henrique é um romântico (risos). Mas acho que não somente no lado “amor”, mas também no modo de ver as coisas, eu acho. Destiny não foi uma música que compus a letra, mas acredito que fale sobre alguém que quer desfrutar do momento e esquecer das coisas ao redor ou o passado. A parte musical da música é talvez uma das mais elaboradas do álbum a meu ver. No início, trabalhamos nela para ser nossa À Tout Le Monde (Megadeth, do álbum Youthanasia, de 1994), precisávamos de uma balada, mas não queríamos algo comercial demais. Daí foram entrando os riffs mais pesados e um refrão mais explosivo. Uma característica legal dessa música são os backing vocals na voz feminina no final… Eu achava o refrão meio vazio e então dei essa ideia por WhatsApp para os guris cantando um falsete muito horrível. Eles riram, mas o resultado ficou brilhante a meu ver (risos).

    O disco se encerra com Eternal Lie e seus belos arranjos, um início meio balada e um andamento mais cadenciado envolto a riffs e melodias. Faixa que foge daquele padrão de encerramento com uma música mais rápida…

    Emanuel: Sim, ela foi a última música em que trabalhamos. E surgiu de um assovio do nosso baterista Rodrigo. Passei o assovio para guitarra, e nos soou meio “épico”. Gostamos daquilo e fomos elaborando a segunda “balada” do álbum.  O Henrique foi quem criou a letra, e eu até gostei do resultado no início, só achava muito feliz de uma forma geral. Então tive que botar meu lado mais “desesperançoso” na letra (risos). Pode ver que a letra soa meio bipolar… O Henrique é o anjo, e eu, o demônio (risos).

    Como está o processo de composição para um segundo disco?

    Emanuel: Queremos fazer do mesmo jeito que o Brand New Rust, só que agora não quero trabalhar tanto sozinho (risos). Tenho o costume de criar riffs e gravar rapidamente com o celular, e nosso baterista Rodrigo tem feito isso bastante também. Temos algumas ideias já para trabalhar, mas não queremos apressar as coisas, até porque ainda estamos focados no Brand New Rust e em todos os ouvidos que ele tem que chegar (risos). 

    Por fim, de que maneira vocês analisam a cena gaúcha de metal atualmente?

    Emanuel: Acredito que temos uma cena muito rica, com ótimas bandas, tanto as que já estão na estrada há algum tempo quanto as que estão surgindo agora. Mas não vou deixar de criticar a falta de movimentação das bandas, e isso serve também para nós da Mistreated. Tem de haver uma conexão maior entre as bandas, uma cena só é forte quando as bandas estão unidas, e não somente querer se unir às bandas grandes como também puxar para o barco as que estão iniciando. Organizar mais fests, comprar material um do outro para se ajudar… Apoio, saca? Mas, enfim, eu vejo a chama mais forte agora do que há poucos anos atrás, vamos para cima!

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  • MISTREATED: banda gaúcha lança o álbum “Brand New Rust”

    MISTREATED: banda gaúcha lança o álbum “Brand New Rust”

    Fundada em 2021, em plena pandemia, a banda MISTREATED injeta sangue novo no cenário metálico gaúcho, com o lançamento de seu primeiro álbum, “Brand New Rust”. Agora no cast da Wargods Press, a banda dá seguimento à divulgação do trabalho, lançado no dia 18 de dezembro em todas as plataformas digitais. Focando no Heavy Metal e no Hard Rock, a banda foi criada por Emanuel Murialdo (guitarra), Henrique Radünz (vocal) e Rodrigo Reinhardt (bateria), que na sequência recrutaram Davi Isac (baixo) e Diego Corral (guitarra). Desde sua fundação, a banda sempre teve como ideia principal ser uma banda de Heavy Metal e Hard Rock autoral, sendo a gravação de um álbum autoral o primeiro passo a ser dado. Após alguns ensaios, o grupo deu início ao processo de composição do álbum, cujo nome tem a ver com a sonoridade da banda, uma “ferrugem nova em folha”, ideia dada pelo baterista Rodrigo.

    Compostas as músicas, a banda começou o processo de gravação de “Brand New Rust”, sendo “The Enemy Inside Me” a primeira composição a ser lançada como single, no dia 24 de julho de 2021. Uma observação importante a ser feita é que o álbum foi gravado de maneira 100% independente, no estúdio Load Studio Áudio e Vídeo, do produtor Clayton Chiesa, em Pelotas/RS, e que todo dinheiro da gravação saiu de shows que a banda fez tocando covers de Heavy Metal e Hard Rock. Lançado o primeiro single, a banda seguiu gravando e fazendo shows para levantar dinheiro, e durante a gravação do álbum disponibilizaram diversos “vlogs” de gravação em seu canal no YouTube chamado Mistreated TV. Em 16 de outubro de 2021 foi lançado seu segundo single, chamado “In Pieces”. Terminadas as gravações do álbum no final de novembro, no dia 18 de dezembro o MISTREATED lançou oficialmente seu primeiro álbum, que de imediato teve boa repercussão tendo hoje mais de 5000 streams nas plataformas digitais. A capa do álbum ficou a cargo de Matheus Rauan.

    Ouça a música “In Pieces” no YouTube:

    Ouça o CD “Brand New Rust” no Spotify:

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