Tag: Mikael Akerfeldt

  • O incômodo de MIKAEL ÅKERFELDT com relação à volta dos guturais no OPETH

    O incômodo de MIKAEL ÅKERFELDT com relação à volta dos guturais no OPETH

    Intitulado The Last Will and Testament, o próximo álbum de estúdio do Opeth traz de volta o vocal gutural, elemento que não era utilizado desde Watershed (2008). A “nova” abordagem do vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt já pode ser conferida em “§1” (“Parágrafo 1”), single lançado em agosto. Todavia, Åkerfeldt sentiu-se incomodado com a atenção que seus vocais vem recebendo. Em recente entrevista ao guitarrista Ola Englund (via Metal Injection), o frontman cogitou até fazer um desafio aos fãs. Ele diz: “Escolho não ficar chateado. Sou um cara velho. Decidi que vou simplesmente aceitar, tipo: ‘Vocês adoram? Vocês adoram que eu faça essas coisas?. Tudo bem. Vou ficar feliz com isso’. Mas também, é só isso que somos? Fizemos quatro discos seguidos sem esse tipo de vocal, que as pessoas gostaram, mas é tanto foco nos gritos que quase sinto que quero provocar: fazer um disco de m#rda, uma m#rda mesmo, uma m#rda óbvia, mas com ótimos gritos, e ver o que eles [fãs] acham.” Apesar do incômodo acima citado com a repercussão, o artista sueco se divertiu enquanto gravou The Last Will and Testament. O cantor e guitarrista declarou que seus vocais se encaixaram com a proposta musical do disco. “Foi divertido fazer isso novamente. Não fazia isso em um disco do Opeth há um bom tempo. Watershed foi o último [álbum] com esse tipo de vocal. Comecei a compor com uma chamada ‘§1’. Então, experimentei alguns gritos para ver se combinavam com a música, porque há muito tempo não criava músicas com a intenção de ter esse tipo de vocal. Não sabia se funcionaria, mas me pareceu ótimo (…). Além disso, é um disco conceitual e deu voz ao personagem principal da história.”
    Foto: Bel Santos / Roadie Crew

    Novo álbum do Opeth marca estreia de baterista

    Com lançamento programado para 22 de novembro, The Last Will and Testament é um álbum conceitual, cuja história, inspirada pelo seriado Succession, gira em torno de uma herança deixada por um homem rico. O disco é o primeiro do Opeth gravado pelo baterista finlandês Waltteri Väyrynen, que passou por Paradise Lost e Bodom After Midnight. A edição nacional em CD de The Last Will and Testament será disponibilizada pela parceria Reigning Phoenix Music (RPM) / Valhall Music / Sound City Records. Mais informações no site da Valhall Music.
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    Foto: Terhi Ylimäinen
  • A elogiada série de TV que inspirou o novo álbum do OPETH

    A elogiada série de TV que inspirou o novo álbum do OPETH

    O novo álbum do Opeth, The Last Will and Testament, marcará o retorno de elementos death metal ao som da banda. Esta todavia, não é a única influência que Mikael Åkerfeldt teve para o trabalho. O líder do grupo sueco apontou também a inspiração de uma série da HBO na hora de elaborar a narrativa por trás do disco. Em entrevista à Metal Hammer, Åkerfeldt revelou ser um grande fã de Succession. O drama americano, vencedor de 19 prêmios Emmy, terminou em 2023 após quatro temporadas e a história o influenciou no processo de composição. Ele disse: “Preciso dizer, mesmo que soe cafona, a série Succession foi uma influência. Eu assisto, amo, assim como todo mundo com quem falo.” Esta é a sinopse de Succession, de acordo com o site AdoroCinema: “Em Succession, Logan Roy (Brian Cox) é o patriarca de uma das famílias mais poderosas da atualidade e dono de um império midiático conhecido como Waystar Royco. Ele sempre se dedicou mais aos negócios do que aos quatro filhos – Connor (Alan Ruck), Kendall (Jeremy Strong), Roman (Kieran Culkin) e Siobhan (Sarah Snook). Quando Logan tem uma piora em seu estado de saúde, seus descendentes iniciam uma disputa pelo controle das empresas. Mas a fome de poder se mostra bastante perigosa, colocando à prova a lealdade de cada um deles. o patriarca dos Roy havia prometido a vaga de CEO para o filho do meio, Kendall, mas desiste logo em seguida. Relutante em abrir mão do controle, mesmo ainda agravado pela doença Logan tenta se manter como presidente da empresa. Sentindo-se traído, Kendall trama uma forma de retirar o pai do controle, mas seus planos não saem como esperado, causando tensão entre seus irmãos e os membros do conselho.” Åkerfeldt comentou que o tema principal identificado por ele em “Succession” o interessou bastante. O músico viu ali uma ideia digna de explorar mais a fundo. “Aquele conceito todo é fascinante para mim: o medo de um pai. Você quer agradar seu pai, naquele caso, e usurpar o trono. Brigar pelo trono. Como dinheiro e poder podem transformar pessoas em algo que creio não acreditassem ser capazes de se tornar. Uma vez que você capta uma semente de ideia dessas, você meio que emenda o resto rápido.”

    A trama de The Last Will and Testament, novo álbum do Opeth

    O líder do Opeth também ofereceu mais detalhes sobre a trama de The Last Will and Testament, a ser lançado dia 22 de novembro. Åkerfeldt já havia revelado se tratar de álbum conceitual sobre uma família em guerra por causa de uma herança. Ele elaborou: “É passado na década de 1920, por ali. Um pai morre e ele era um babaca velho, conservador e bem rígido que construiu uma fortuna para si. Ele tem três filhos – um casal de gêmeos mais velhos e outra filha com uma deformação óssea tipo pólio. Eles são chamados para a leitura do testamento do pai, onde aprendem segredos sobre suas vidas e uns aos outros, e no final quem receberá a herança. É baseado em velhas ideias, quando a sociedade ainda não havia progredido ao ponto de hoje, e foi divertido trabalhar nas letras.” Mikael Åkerfeldt também revelou que a decisão de fazer vocais estilo death metal – algo ausente de álbuns do Opeth desde Watershed (2008) – veio por algumas razões diferentes. Tanto o baixista Martín Méndez quanto o baterista Walterri Väyrynen o incentivaram a retornar à sonoridade. A ideia de cantar dessa maneira casou com os momentos mais intensos do disco.
  • A melhor banda de death metal da história para MIKAEL ÅKERFELDT (OPETH)

    A melhor banda de death metal da história para MIKAEL ÅKERFELDT (OPETH)

    O Opeth fez um retorno às suas raízes death metal no novo álbum The Last Will and Testament. O primeiro single do disco, “§1” [leia-se Parágrafo 1], mostrou Mikael Åkerfeldt fazendo vocais desse estilo pela primeira vez em 16 anos. Mas como o líder dos suecos ficaram fãs do estilo? Em entrevista à Metal Hammer, o frontman da banda revelou como foi apresentado ao death metal e compartilhou opiniões sobre quais os melhores artistas. Segundo o músico, há apenas uma escolha para a maior banda do subgênero. Ele disse: “No final das contas, a melhor banda de death metal de todos os tempos é o Morbid Angel. Alters of Madness (álbum de 1989) tinha tudo que eu sempre quis de música – técnica, mas também a intensidade pela qual estava procurando.”” Formado em Tampa, no estado americano da Flórida, o Morbid Angel está na ativa desde 1983. A banda foi uma das pioneiras do death metal, liderando a transição das origens na cena thrash. Durante a entrevista, Åkerfeldt fez questão de exaltar o trabalho do vocalista David Vincent. Ele afirma: “O melhor vocal de death metal que já ouvi. David Vincent é melhor que Chuck [Schuldiner, fundador do Death], e Chuck é incrível! David Vincent é o rei do death metal e eu moldo meus vocais a partir dos dele.”

    Opinião sobre o Sepultura

    Ainda durante a entrevista, Mikael Åkerfeldt também citou o Sepultura como parte da sua jornada em direção ao death metal. Entretanto, o líder do Opeth não teve coisas muito boas a dizer sobre sua experiência com a música dos brasileiros — ao menos os trabalhos iniciais, onde o subgênero é melhor explorado por eles. Ele contou: “Eu cheguei meio tarde ao death metal. Queria transcender thrash e speed metal – é quase uma evolução, ficando cada vez mais pesado. Eu escutei Schizophrenia e Morbid Visions, do Sepultura, mas… por mais que ame esses discos, são um pouco desleixados demais!” Desde 2023, os irmãos Max e Iggor Cavalera começaram a regravar o catálogo mais antigo do grupo em um projeto que leva o sobrenome dos dois — ou seja, não confundir com o Cavalera Conspiracy. Desde então, eles lançaram novas versões de Morbid Visions, Schizophrenia e do EP Bestial Devastation. Não se sabe se Åkerfeldt conferiu tais registros.

    Novo álbum atrasado

    Fãs de Opeth precisarão esperar mais um pouco para ouvir The Last Will and Testament. O 14º álbum de estúdio da banda sueca será lançado em 22 de novembro, não mais em 11 de outubro. A gravadora responsável segue sendo a Reigning Phoenix Music. Em nota, o vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt informa que atrasos imprevistos no processo de fabricação do produto físico levaram à decisão tomada. O frontman declara: “Nos esforçamos para entregar o produto da mais alta qualidade possível e, para isso, precisamos de um pouco mais de tempo para garantir que o lançamento final atenda aos nossos padrões.” O texto completa: “Entendemos que isso pode ser uma decepção, mas agradecemos sinceramente sua paciência e apoio contínuo. Mal podemos esperar para compartilhar essa nova música com vocês e estamos confiantes de que valerá a pena esperar.”

    The Last Will and Testament

    Conceitual, The Last Will and Testament será o primeiro disco do Opeth com o baterista Waltteri Väyrynen (Abhorrence, ex-Paradise Lost, Bodom After Midnight e Bloodbath, entre outros), que em 2022 assumiu a vaga do veterano Martin “Axe” Axenrot, demitido no ano anterior. O líder, vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt explica o conceito de The Last Will and Testament “Tornei-me bastante interessado em família e na ideia de que o sangue nem sempre é mais espesso do que a água. Fiquei interessado em como os membros da família podem se voltar uns contra os outros. Vi uma entrevista com um cara cuja família havia se voltado contra ele por causa de herança, então escrevi uma música sobre isso no último álbum (In Cauda Venenum, de 2019). A ideia ficou na minha cabeça, e então surgiu o programa de TV Sussession, que eu adorei. Isso também estava na minha mente. Pareceu um tópico interessante que você poderia torcer e transformar um pouco”.

    Opeth na estrada

    Atualmente, o Opeth, que atualmente é formado pelo fundador, vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt (vocal e guitarra) e completado por Fredrik Åkesson (guitarra), Martin Méndez (baixo), Waltteri Väyrynen (bateria) e Joakim Svalberg (teclado) realiza uma turnê pela América do Norte em outubro. Entre fevereiro e março do próximo ano, o grupo excursiona pela Europa e Reino Unido.
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  • A curiosa razão pela qual MIKAEL ÅKERFELDT virou vocalista do OPETH

    A curiosa razão pela qual MIKAEL ÅKERFELDT virou vocalista do OPETH

    Toda posição em uma banda é importante, mas a de vocalista tem um peso especial. Afinal, trata-se de quem fica encarregado de carregar as músicas. Muitas bandas passam anos e anos atrás de alguém perfeito para cantar. E no caso do OPETH, ninguém mais queria essa função, então acabaram com a pessoa perfeita. Em entrevista à Chaoszine (via Metal Injection), o líder da banda sueca explicou sua jornada como frontman. Um dos vocalistas mais reconhecíveis do estilo, ÅKERFELDT escolheu assumir o microfone principal simplesmente porque alguém precisava ocupar a posição. Ele disse: “Não me vejo como cantor – ou guitarrista, pra falar a verdade. Me vejo como… eu sou músico. Eu gosto de compor música. Acho isso divertido. A parte de cantar foi meio que… ninguém mais queria fazer. Calhou que precisou ser eu.” Apesar da fama e reconhecimento recebidos pelo OPETH ao longo da carreira, ÅKERFELDT ainda é hesitante de se achar bom. Especialmente comparado aos seus ídolos. Ele afirma: “Eu não me comparo com meus contemporâneos ou meus ídolos. Especialmente meus ídolos. Eu não falo: ‘Ei, RONNIE JAMES DIO, qual seu truque? O meu é esse e esse. Vou te ensinar’. Esses caras estão em outro nível. Eu sou um vagabundo que deu sorte, sabe?” O vocalista continuou: “Todo mundo tem uma voz sua em particular. Eu não tenho treinamento, não sei o que diabos estou fazendo a maior parte do tempo. O último álbum que nós gravamos, eu acho que tentei cantar vocais mais limpos com uma qualidade mais rouca.”

    Volta do death metal no OPETH

    No início de agosto, o OPETH anunciou um novo álbum – The Last Will and Testament, a ser lançado dia 11 de outubro. Além disso, o público foi pego de surpresa pelo fato do primeiro single do trabalho, “§1” (leia-se “Parágrafo 1”) conter algo há muito não ouvido em trabalhos do grupo: vocais estilo death metal. Durante a entrevista à Chaoszine, MIKAEL ÅKERFELDT falou sobre a relação particular que tem com esse tipo de performance. Segundo o músico, ele acha mais fácil se escutar cantando death metal do que limpo. “Com nossos próprios álbuns, eu quero escutar o disco e não perceber que sou eu, por assim dizer. Então gosto de me distanciar da pessoa cantando na gravação. E com vocais death metal isso é bem fácil pois não soo como quando estou falando com você agora.”
    Foto: Bel Santos / Roadie Crew
    O retorno desse tipo de vocais em The Last Will and Testament foi caracterizado por ÅKERFELDT como adequado ao tema. Em entrevista à Metal Hammer, ele contou que se trata de um álbum conceitual sobre uma família em conflito por uma herança. Logo, o estilo de canto pareceu combinar com certos momentos mais tensos da narrativa.
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  • A curiosa razão pela qual MIKAEL ÅKERFELDT recusou tocar em tributo ao ABBA no Eurovision

    A curiosa razão pela qual MIKAEL ÅKERFELDT recusou tocar em tributo ao ABBA no Eurovision

    ABBA é praticamente uma instituição cultural da Suécia. Por isso, foi planejado um tributo para celebrar os 50 anos da vitória do grupo no concurso Eurovision Song Contest de 1974, com a música “Waterloo”. Entretanto, um convidado preferiu não participar: MIKAEL ÅKERFELDT. O líder do OPETH contou em entrevista à Metal Hammer que lhe chamaram para contribuir com a gravação de um cover do quarteto, a ser divulgada na edição 2024 do mesmo concurso. Entretanto, as condições não pareceram ideais — especialmente por ser uma “aventura no mainstream”. Ele explica: “Eu fui convidado para fazer parte de um tributo ao ABBA, regravando ‘Thank You for the Music’ como parte da celebração de 50 anos deles ganharem o Eurovision. Eu estava pensando ‘talvez’, mas acabei dizendo ‘não’. Toda aventura no mainstream, especialmente algo tão mainstream quanto isso, me deixa muito desconfortável. Você é compelido a fazer coisas com as quais não está confortável.” ÅKERFELDT então descreveu o processo no qual foi abordado para participar. Segundo o músico, seu papel nas gravações mudou de súbito durante as negociações. Outro fator curioso, porém chave, selou a recusa. O artista comenta: “De cara eles só queriam que eu cantasse uma linha: ‘For the music’. E eu adoro ABBA. Então eu perguntei: ‘O ABBA vai estar lá?’ Eles responderam que não, então eu recusei. Eles também mudaram de ideia quanto a eu cantar para que tocasse guitarra. Eu respondi: ‘se querem um solo, chamem YNGWIE MALMSTEEN’.” A discussão sobre o tributo ao ABBA ocorreu por causa de uma pergunta ao músico sueco acerca da participação do GOJIRA na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, tocando “Ah! Ça Ira” com a cantora de ópera MARINA VIOTTI. Os franceses foram reconhecidos como o primeiro grupo de metal a tocar num evento esportivo desse porte, recebendo elogios de grande parte do público e acusações de satanismo de uma parcela menor por sua performance.

    The Last Will and Testament

    No próximo dia 11 de outubro, o OPETH lançará, através da Atomic Fire, o seu novo álbum de estúdio. Intitulado The Last Will and Testament, o 14° trabalho completo de inéditas da banda sueca de prog metal é, na verdade, um álbum conceitual. Será o primeiro disco com o baterista Waltteri Väyrynen (Abhorrence, ex-Paradise Lost, Bodom After Midnight e Bloodbath, entre outros), que em 2022 assumiu a vaga do veterano Martin ‘Axe’ Axenrot, demitido no ano anterior. O líder, vocalista e guitarrista MIKAEL ÅKERFELDT explica o conceito de The Last Will and Testament “Tornei-me bastante interessado em família e na ideia de que o sangue nem sempre é mais espesso do que a água. Fiquei interessado em como os membros da família podem se voltar uns contra os outros. Vi uma entrevista com um cara cuja família havia se voltado contra ele por causa de herança, então escrevi uma música sobre isso no último álbum (In Cauda Venenum, de 2019). A ideia ficou na minha cabeça, e então surgiu o programa de TV Sussession, que eu adorei. Isso também estava na minha mente. Pareceu um tópico interessante que você poderia torcer e transformar um pouco”.

    OPETH na estrada

    Atualmente, o OPETH, que atualmente é formado pelo fundador, vocalista e guitarrista MIKAEL ÅKERFELDT (vocal e guitarra) e completado por FREDRIK ÅKESSON (guitarra), MARTIN MÉNDEZ (baixo), WALTTERI VÄYRYNEN (bateria) e JOAKIM SVALBERG (teclado) está em turnê de verão pela Europa (confira o cartaz abaixo). Em setembro, a banda embarca para a América do Norte.  Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR