Tag: Mick Mars

  • Mick Mars (Mötley Crüe): álbum solo deverá ser lançado em abril

    Mick Mars (Mötley Crüe): álbum solo deverá ser lançado em abril

    No último dia 25 de novembro, o guitarrista Mick Mars do Mötley Crüe confirmou à um fã no twitter que o seu primeiro álbum solo deverá ser lançado em abril. Disse também que “ninguém irá atrapalhar”. Aos 68 anos de idade, Mars tem trabalhado pesado em Nashville (onde vive há seis anos) com o lendário produtor Michael Wagener (Skid Row, Bonfire, Stryper, Warrant, Dokken, Extreme, Great White, Keel, King’s X, Raven e White Lion) no Blackbird Studios. Os laços de Mars com Nashville lhe possibilitaram participar, junto com o vocalista Ivan Moody (Five Fingers Death Punch), da música Outlaws and Outsiders, do artista country Cory Marks (confira: https://www.youtube.com/watch?v=PsHtLXIAEh0).

    Em março deste ano, Mick Mars havia falado sobre seu álbum ao podcast Talking Metal: “Estou trabalhando nisso há anos, tentando acertar. No meu modo de pensar, eu não queria lançar um álbum apenas por lançá-lo. Tem que ser legal para mim”, afirmou. “As pessoas querem ouvir minha música, então ela precisa soar correta. Eu não vou fazer algo mal feito para, como eu disse, lançar por lançar. Simplesmente não consigo fazer algo dessa maneira. Então, tem levado bastante tempo”, complementou.

    Mick Mars

    Sobre o direcionamento do álbum, Mars revelou: “Minha música tem um elemento de blues, é claro, mas não é como o que você chamaria de ‘disco de blues’. É mais pesado do que isso, porém eu não quero tentar soar mais pesado do que o necessário. É apenas algo que, esperançosamente, soa um pouco diferente do que o que está rolando atualmente. Você não ouvirá uma música do Mötley ou com gosto de Mötley, exceto pela guitarra, que é minha. Será mais pesado que isso, mas não tanto quanto Ministry ou bandas assim”, explicou.

    Em setembro último, Mars deu mais detalhes sobre o álbum à Billboard: “Não soa como a música de hoje, que para mim é praticamente pop metal feito por adultos. Tudo (no álbum) é bom e legal, e estou apenas procurando por algo diferente disso que falei. Também não quero reviver 1985. É difícil se reinventar, mas é isso que estou fazendo agora. Estou tentando reinventar a maneira como me aproximo da composição musical. Tenho um monte de porcarias, e um monte de coisas boas também”. Mars contou também que está trabalhando com um vocalista chamado Jacob em alguns de seus novos materiais: “(Ele) pode ter muitas vozes diferentes, e é incrível!”, contou. “Eu digo: ‘quero esse tipo de voz aqui’, e ele entenderá”.

    No início de 2019, Mick Mars contou que seu álbum não contará com as participações de Andy Biersack (Black Veil Brides) e John Corabi, seu ex-parceiro de Mötley Crüe, que colaboraram nos últimos anos. “Essas (colaborações) já eram”, disse ao mencionado Talking Metal. “Estou procurando um cantor que esteja comigo no estúdio e, se por acaso (o álbum) estourar – o que eu espero que aconteça -, saia em turnê. Porque quantas vezes você já foi, digamos, à um show e não é o mesmo cantor (do disco)? Eu gostaria de ter alguns vocalistas diferentes – músicas diferentes, mas cantores musicistas. Isso vai parecer loucura – como com os Beatles. Os três rapazes cantavam todas aquelas harmonias, e você poderia ter John (Lennon) cantando em uma música, ou Ringo (Starr), ou quem quer que seja. Mas esse tipo de coisa é o que eu estou procurando. Eu gostaria de fazer isso. Se isso acontecer, legal, se não, também será legal, porque não importa o que aconteça, esse álbum não será lançado até que eu esteja realmente satisfeito com ele”, sentenciou.

    Em 2016, Mars lançou trechos de duas músicas solo, aparentemente chamadas de Gimme Blood e Shake the Cage. Elas apresentavam Corabi, que gravou o álbum homônimo do Crüe em 1994. Corabi disse mais tarde que não contribuiu para o processo de composição das duas músicas, mas que estava aberto a colaborar com Mars em algum material novo.

    No ano passado, Mars gravou quatro músicas exclusivas com o Mötley Crüe (The Dirt (Est. 1981 – feat. Machine Gun Kelly), Ride with the Devil, Crash and Burn e um cover para Like a Virgin, da Madonna) para a trilha do filme “The Dirt”, da Netflix, que é baseado na homônima autobiografia de 2001, best-seller do New York Times, e escrita pela banda em parceria com Neil Strauss.

    2020 será um ano movimentado para Mick Mars e seu Mötley Crüe, que se reuniu recentemente. O grupo de Los Angeles (EUA) tocará na turnê “The Stadium Tour” junto com Def Leppard, Poison e Joan Jett.

  • MÖTLEY CRÜE: Dez minutos com Vince Neil

    MÖTLEY CRÜE: Dez minutos com Vince Neil

    A essa altura, a chance de você já ter assistido a “The Dirt” é muito grande, mesmo que na casa de um amigo que tenha Netflix, plataforma de streaming onde a cinebiografia do Mötley Crüe estreou no dia 22 de março. Ou pelo menos foi de alguma maneira envolvido pelo longa, porque o barulho não foi pequeno. A história de Vince Neil (vocal), Mick Mars (guitarra), Nikki Sixx (baixo) e Tommy Lee (bateria) para as telonas – baseada no best-seller “The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band”, lançado em 2001 – rendeu até mesmo um especial com destaque de capa na ed. #243 da ROADIE CREW. Faltava falarmos com algum integrante para fechar o pacote, e foi o que aconteceu: conversamos com Neil para saber suas impressões sobre o filme e as músicas inéditas que compõem a trilha sonora e, principalmente, colocaram o quarteto junto num estúdio depois de mais de quatro anos – a última canção gravada pela banda havia sido “All Bad Things”, em 2015. Infelizmente, no entanto, o vocalista pôde responder apenas seis das 26 perguntas que estavam na pauta – e que levariam o papo muito mais a fundo na carreira do Mötley Crüe e, diga-se, do próprio Neil. Mas como alguma coisa é melhor do que nada, confira o que ele teve a dizer.

    Mötley Crüe
    O Mötley Crüe em 1982: Nikki Sixx, Tommy Lee, Vince Neil e Mick Mars (Foto: Mark Weiss/Divulgação)

    Qual foi a sua reação ao assistir à versão final de “The Dirt” pela primeira vez?
    Vince Neil: Fiquei surpreso com o quão bom é o filme! Quando comecei a assistir, pensei que passaria o tempo todo criticando, tipo ‘Isso não aconteceu dessa maneira’ ou qualquer coisa parecida, mas bastaram os primeiros 15 minutos para eu esquecer até mesmo que era sobre nós. No fim, percebi que se trata de um ótimo filme, simples assim, porque eu havia mesmo assistido a um ótimo filme de rock’n’roll! Fiquei realmente impressionado com os atores (N.R.: Daniel Webber interpretou Neil, enquanto Douglas Booth fez o papel de Nikki Sixx; Iwan Rheon, de Mick Mars; e Colson “Machine Gun Kelly” Baker, de Tommy Lee) e com a maneira como a nossa história foi contada, uma vez que “The Dirt” ficou de fato preso ao livro. Obviamente, é muito difícil colocar dez anos de loucura em apenas duas horas, mas todos fizeram um grande trabalho ao escolher e trabalhar as coisas certas para o roteiro.

    Especificamente sobre Daniel Webber, você deu a ele alguma orientação? Alguma cena e interpretação dele o fizeram ficar arrepiado?
    Vince: Não tive uma chance sequer de aparecer para assistir às gravações, mas pude conversar algumas vezes por telefone com Daniel, que fez o dever de casa direitinho ao me estudar, incluindo meus movimentos e minha personalidade. Ele deve ter visto muitas, mas muitas filmagens e entrevistas minhas! (risos) Todas as cenas me deixaram arrepiado, porque ficaram perfeitas. Por exemplo, sabe a cena do primeiro show, quando eles começam a tocar? Os movimentos que ele fez no palco são absolutamente iguais aos meus! Até mesmo o meu comportamento na cena do primeiro ensaio, quando entrei para a banda, foi exatamente daquela maneira. Foi impossível não ficar arrepiado vendo aquele cara me interpretar.

    Mötley Crüe
    Cena em “The Dirt” que reproduz o primeiro show do Mötley Crüe (Foto: Divulgação/Netflix)

    Vamos falar das novas músicas, mas começando por uma questão mais abrangente: as pessoas podem achar que foi óbvio ou até mesmo obrigatório registrar material novo para a trilha sonora, mas me parece que o processo foi bem orgânico.
    Vince: A verdade é que nós não nos separamos, apenas paramos de fazer turnês. Ainda somos uma banda, ainda somos quatro caras que têm uma empresa muito legal chamada Mötley Crüe. A ideia de compor novas músicas começou a nos rondar assim que nos reunimos para discutir o filme, então vocês sempre estarão ouvindo falar de nós. De uma maneira ou de outra.

    A respeito de “The Dirt (Est. 1981)”, a participação de Machine Gun Kelly deu um sabor diferente à música. Apesar de ele interpretar o Tommy Lee, acredito que foi ideia deste convidá-lo… Você sabe, por causa do lance hip hop.
    Vince: Nós procuramos o MGK, para que ele acrescentasse suas partes, quando estávamos trabalhando na versão final da música, mas algo me diz que ele e Tommy queriam fazer algo juntos já havia um tempo (risos). De qualquer maneira, funcionou perfeitamente.

    “Ride With the Devil”, com um groove e refrão ótimos, é a minha favorita, até porque me remeteu ao Mötley Crüe dos anos 80. O que você acha disso?
    Vince: No geral, acredito que todas as músicas ficaram muito, muito legais. Bom, com Bob Rock no comando não tinha como ficarem ruins, porque se trata de um ótimo produtor. Ele sabe extrair o melhor de cada um de nós (N.R.: Rock havia trabalhado com o Mötley Crüe nos álbuns “Dr. Feelgood”, de 1989, e “Mötley Crüe”, de 1994, além das faixas inéditas da coletânea “Decade of Decadence”, de 1991).

    Por último, “Crash and Burn” soa para mim como uma evolução natural de “Saints of Los Angeles” (2008).
    Vince: Não acho que exista uma correlação direta entre ele e “Saints of Los Angeles”, mas nós definitivamente queríamos que as novas músicas passassem aquele sentimento de serem canções orgânicas do Mötley Crüe. Além disso, procuramos que elas refletissem tanto o filme quanto o livro.