A banda de death metal MEMORIAM, de Birmingham, no Reino Unido, anunciou a saída do baterista Andy Whale.
O grupo disse em um comunicado: “Aqueles que conhecem Andy, sabem que ele é um pai de família responsável e orgulhoso.
“Ele quer estar com o primeiro amor de sua vida, que é sua parceira e seus filhos, e não podemos ver uma razão melhor e mais admirável para a saída de uma banda.
“Temos certeza de que Andy continuará tocando no futuro, mas achamos que ele poderá seguir suas rotas mais voltadas ao punks do que ao death metal.
“Esta não é uma partida acrimoniosa, e temos certeza de que no futuro ele vai pular para trás do kit novamente com o MEMORIAM no palco por um pouco de diversão!
“Então, nos dias 28 e 29 de setembro na Alemanha (Erfurt e Oberhausen), Andy fará seus últimos shows ao vivo com o MEMORIAM.
“Assim, quem puder, por favor, venha e aproveite os eventos, junte-se à nossa festa, divirta-se e dê a Andy uma boa despedida.”
“Todos os outros shows ainda seguirão adiante, mas, por enquanto, vamos todos desejar a Andy o melhor em qualquer empreendimento que ele escolha seguir em frente.
“Nós alcançamos tanto em tão pouco tempo juntos como uma banda, e nosso amor por você nunca diminuirá.
“Nosso amor e respeito eterno”.
O MEMORIAM apresenta em suas fileiras Karl Willets (BOLT THROWER) nos vocais, Frank Healy (BENEDICTION, CEREBRAL FIX) no baixo e Scott Fairfax (CEREBRAL FIX).
Whale foi membro do BOLT THROWER de 1986 a 1994.
O segundo álbum do MEMORIAM, The Silent Vigil, foi lançado em março pela Nuclear Blast.
O ‘lyric video’ oficial da música As Bridges Burn da nova gigante do death metal inglês, o MEMORIAM – que conta com Karl Willets (BOLT THROWER) nos vocais, Frank Healy (BENEDICTION, CEREBRAL FIX) no baixo, Scott Fairfax (CEREBRAL FIX) na guitarra e Andy Whale (BOLT THROWER) na bateria – pode ser visto abaixo. A faixa é parte do segundo álbum do grupo, The Silent Vigil, que está sendo lançado hoje (23 de março) pela Nuclear Blast. A impressionante arte do disco foi mais uma vez criada por Dan Seagrave (BENEDICTION, DISMEMBER, HYPOCRISY, SUFFOCATION).
O vocalista Karl Willetts comentou: “nós contatamos Dan e pedimos que ele criasse uma imagem que se desse seguimento àquela do primeiro álbum – o primeiro álbum apresenta uma procissão fúnebre, o caixão do líder caído desfilando por uma paisagem etérea devastada pela batalha. The Silent Vigil representa a próxima fase da jornada, onde o caixão está deitado em posição, com os seguidores em silêncio, quase como soldados de terracota. A capa tem uma sensação geral solene, com a paisagem devastada no fundo e destroços queimados de equipamento militar em primeiro plano”. Ele continua a explanação: “a árvore no centro da capa simboliza a vida – que continua. Estamos realmente satisfeitos com o que Dan Seagrave criou para nós mais uma vez e estamos orgulhosos de ter suas obras de arte na capa dos nossos álbuns. Já temos uma ideia para a capa do próximo álbum e esperamos que Dan também seja capaz de fazer isso por nós”, ele declara, deixando claro que a tradição de lançamentos em profusão permanecerá pelos próximos anos.
O MEMORIAM, mais nova sensação do death metal mundial, e que reúne em suas fileiras Karl Willets (ex-BOLT THROWER) nos vocais, Frank Healy (BENEDICTION, CEREBRAL FIX) no baixo, Scott Fairfax (CEREBRAL FIX) na guitarra e Andy Whale (BOLT THROWER) na bateria, apresenta o seu mais novo videoclipe, Nothing Remains. A música é parte do segundo álbum do grupo, The Silent Vigil, que será lançado em 23 de março via Nuclear Blast. A impressionante arte da capa do disco foi mais uma vez criada por Dan Seagrave (BENEDICTION, DISMEMBER, HYPOCRISY, SUFFOCATION).
O MEMORIAM afirma: Nothing Remains é sobre demência e, em particular, sobre a luta da mãe de Karl com essa condição. O vídeo representa a experiência de perda e dissolução provocada pela doença com a queima de retratos familiares antigos da mãe e da família de Karl, pais e amigos dos membros do MEMORIAM, bem como de estranhos aleatórios. Assim, como todos nós somos do mesmo sangue – que se expressa em no vídeo de Bleed The Same, lançado anteriormente – todos morrem e decaem do mesmo jeito”.
As imagens ao vivo para Nothing Remains foram filmadas no Dark Easter Metal Meeting em Munique e no Asylum em Birmingham. Todos os outros trabalhos do vídeo, conceito e edição foram feitos por Timm Sonnenschein.
A guerra se desenrola! Os veteranos do ‘old school death metal, MEMORIAM, lançarão seu segundo álbum, The Silent Vigil, em 23 de março de 2018, via Nuclear Blast Records. Apenas um ano após o lançamento de seu álbum de estréia For The Fallen, a banda retorna com uma autêntica e bruta oferta de destruição do Death Metal da velha escola.
A banda organizou uma sessão de audição para The Silent Vigil na sede da Nuclear Blast na Alemanha em 13 de janeiro. O evento foi filmado e agora pode ser visualizado no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=CxWHxw3oSQ8
“Bleed The Same é uma resposta ao medo e ao ódio que existe no mundo em que vivemos hoje. As letras são predominantemente sobre liberdade, igualdade e justiça. Este é um tema que é explorado ao longo do novo álbum, The Silent Vigil. O conteúdo lírico da música é um comentário sobre o surgimento de ideologias xenófobas nacionalistas que proliferam em uma escala global agora. A música foi ironicamente inspirada por um discurso pronunciado por Donald Trump em sua cerimônia de posse em 2017. “
Formada por integrantes e ex-integrantes das mais importantes bandas do cenário death metal da Inglaterra, o Memoriam também chama atenção pela regularidade com que lança novos materiais. Então, em 2018 a batalha continua, e Karl Willetts (vocal, ex-Bolt Thrower), Andy Whale (bateria, ex-Bolt Thrower), Frank Healy (baixo, Benediction, Sacrilege) e Scott Fairfax (guitarra, Benediction (live) e ex-Life Denied) anunciam para 23 de março o lançamento de seu segundo ‘full-length’, nomeado The Silent Vigil.
O novo álbum contará com 9 faixas (confira a lista completa no final da matéria), e contará mais uma vez com uma capa criada por Dan Seagrave, um velho conhecido dos fãs de metal extremo, e que além de já ter trabalhado na arte de For The Fallen (2017), primeiro disco completo do Memoriam, já trabalhou em registros icônicos de Dismember, Entombed, Malevolent Creation, Pestilence e muitos outros.
Formada por integrantes e ex-integrantes das mais importantes bandas do cenário death metal da Inglaterra, o Memoriam também chama atenção pela regularidade com que lança novos materiais. Então, em 2018 a batalha continua, e Karl Willetts (vocal, ex-Bolt Thrower), Andy Whale (bateria, ex-Bolt Thrower), Frank Healy (baixo, Benediction, Sacrilege) e Scott Fairfax (guitarra, Benediction (live) e ex-Life Denied) anunciam para 23 de março o lançamento de seu segundo ‘full-length’, nomeado The Silent Vigil.
O novo álbum contará com 9 faixas (confira a lista completa no final da matéria), e contará mais uma vez com uma capa criada por Dan Seagrave, um velho conhecido dos fãs de metal extremo, e que além de já ter trabalhado na arte de For The Fallen (2017), primeiro disco completo do Memoriam, já trabalhou em registros icônicos de Dismember, Entombed, Malevolent Creation, Pestilence e muitos outros.
O vocalista Karl Willetts comentou: “nós contatamos Dan e pedimos que ele criasse uma imagem que se desse seguimento àquela do primeiro álbum – o primeiro álbum apresenta uma procissão fúnebre, o caixão do líder caído desfilando por uma paisagem etérea devastada pela batalha. The Silent Vigil representa a próxima fase da jornada, onde o caixão está deitado em posição, com os seguidores em silêncio, quase como soldados de terracota. A capa tem uma sensação geral solene, com a paisagem devastada no fundo e destroços queimados de equipamento militar em primeiro plano”. Ele continua a explanação: “a árvore no centro da capa simboliza a vida – que continua. Estamos realmente satisfeitos com o que Dan Seagrave criou para nós mais uma vez e estamos orgulhosos de ter suas obras de arte na capa dos nossos álbuns. Já temos uma ideia para a capa do próximo álbum e esperamos que Dan também seja capaz de fazer isso por nós”, ele declara, deixando claro que a tradição de lançamentos em profusão permanecerá pelos próximos anos.
Karl Willets nos mostra como a morte de um amigo e o fim do Bolt Thrower motivou o nascimento do Memoriam
Quando falamos de bandas inglesas, quais são os primeiros nomes que vêm à sua mente? Black Sabbath, Iron Maiden, Judas Priest? Ou quem sabe ainda Motörhead, Venom… Provavelmente, todos estes, e ainda mais uma porção de outros que surgem em questão de segundos. Para aqueles que amam a vertente mais tradicional do death metal, a resposta ainda engloba outros dois nomes fundamentais: Bolt Thrower e Benediction. Com o nome fundado nos anos 80, e uma trajetória repleta de momentos clássicos nos anos 90, esses dois bastiões do metal extremo viveram momentos erráticos no novo milênio. Those Once Loyal, o último disco de estúdio do Bolt Thrower veio em 2005, e Killing Music, último do Benediction, veio em 2008. Embora o silêncio não fosse completo nos palcos, uma distância muito grande se formou entre estes dois gigantes e os estúdios de gravação, e poucos ainda tinham fé que ouviriam um novo disco de estúdio. Mas tudo viria a mudar, de uma forma trágica: em 14 de setembro de 2015, o guitarrista Martin “Kiddie” Kearns, do Bolt Thrower faleceu, colocando um ponto final na carreira da beligerante banda inglesa.
Das cinzas do Bolt Thrower, nascia uma nova aberração da Terra da Rainha, o Memoriam. “Isso provavelmente é muito verdadeiro”, declarou Karl Willetts, ex-vocalista do Bolt Thrower e atual Memoriam: “foi a morte de Kiddie e o futuro desconhecido do Bolt Thrower, que me estimulou a montar uma nova banda. Quando o Memoriam se formou no final de 2015, o futuro do Bolt Thrower era incerto, eles não tinham tomado a decisão de parar até esse ponto. No entanto, eu não estava realmente preparado para sentar e esperar por uma decisão, e decidi pressionar e criar algo novo”. Mas não era apenas a vontade de gravar quemotivava Willetts. Desde o princípio, havia algo mais: “quando você perde pessoas próximas a você, de forma tão dramática, isto realmente faz você reavaliar sua própria vida. Era uma decisão que eu tinha que fazer: eu poderia ter ficado sentado revivendo a miséria de toda a situação, ou me desligar e tentar criar algo positivo diante de toda a negatividade.
Eu escolhi fazer o último”, declarou Willetts. Ao seu lado na nova banda, o vocalista resolver se cercar de amigos, figuras bem conhecidas dos fãs de death metal: ao baterista Andrew Whale se unia um time que ainda contava com o baixista e o guitarrista do Benediction, Frank Healy e Scott Faixfax, respectivamente. Whale é seguramente o mais conhecido dos fãs de Willetts, já que os dois tocaram juntos por muitos anos com o Bolt Thrower: “Whale é um dos meus amigos mais antigos, ele foi a razão pela qual eu entrei na Bolt Thrower em primeiro lugar. Eu me sentia mal por voltar para a banda sem ele”. Willetts esteve fora do Bolt Thrower entre 1995 e 1996, época em que o vocalista holandês Martin Van Drunen (atual Asphyx) se uniu a banda inglesa. Quando Willetts voltou para gravar Mercenary (1998), o baterista já era Alex Thomas. “Então”, continua Willetts, “eu sempre tive esse desejo de fazer algo com ele de forma criativa em uma banda, e esta é uma das principais razões pelas
Frank Healy
quais o Memoriam se juntou”. E quanto a Frank Healy? “Eu conheço Frank desde sempre, pelo menos 30 anos. Costumávamos ir nos pubs e clubes de Birmingham no final dos anos 80 e sempre falamos em fazer uma banda juntos, mas nunca tivemos tempo para fazê-lo. No entanto, com a perda de Kiddie, que também coincidiu com a época em que o pai de Frank morreu, as estrelas se alinharam”. Scott Fairfax, por sua vez, tornou-se a mente criativa do Memoriam: “todas as músicas que criamos originaram-se das ideias e riffs de Scott. Ele tem toda uma biblioteca de riffs em seu PC, coisas que ele escreveu e nunca usou durante vários anos”, declarou o vocalista. Com ideias de sobra, e muita gana de voltar verdadeiramente a ativa, não era de esperar que a banda começasse a soltar material rapidamente. Mas nem o mais otimista dos fãs poderia imaginar o que aconteceu: em um espaço de mais ou menos um ano, dois EP’s, um single e um disco completo foram lançados.
O vocalista não esconde o otimismo com o grande momento: “é incrível como as coisas se juntaram e funcionaram tão bem. A intenção original era apenas entrar na sala de ensaio e divertir-se. Nós alcançarmos isso e tudo mais é um grande bônus!”. Também para os fãs, já que a história de lançamentos do Bolt Thrower e do Benediction nas últimas décadas não era nada digamos ‘intensa’. “Eu definitivamente senti falta da criatividade de estar em uma banda e talvez isso tenha contribuído para as coisas com o Memoriam acontecer em um ritmo tão rápido. Pela experiência recente, vimos que a vida é curta, por isso é bom mover-se rápido, você não sabe o que pode acontecer amanhã”. Nada mais natural para a banda (e desejado pelos fãs) do que, de todo esse movimento intenso, viesse algo que remetesse ao passado dos integrantes. O som ‘old school’ das bandas de origem está intacto, assim como a temática bélica do Bolt Thrower. “A guerra é um assunto que me parece fascinante, sempre estará dentro das letras que escrevo, no entanto, há outros assuntos em que as letras do Memoriam se concentram. A banda nasceu de sentimentos de tristeza e luto pelos que partiram, então essas questões formam grande parte do conteúdo lírico das novas músicas. Além disso, eu escrevi letras com um aspecto político mais evidente com o Memoriam, e isso é algo que eu não teria feito no passado”. Além disso, muitas frases dentro das letras foram tiradas de antigas composições do Bolt Thrower. Portanto, se você é fã, talvez renda uma boa diversão caçar estas referências, que é claro, percebemos.
“É uma espécie de jogo de bêbado em festas”, diz Willetts, “vamos ver quem consegue acha-las”, diverte-se. Mas nem tudo é diversão, precisamos lembrar o motivo primário da união do Memoriam, algo que transparece até no título do primeiro disco, For The Fallen: “O álbum na sua totalidade é um tributo à vida de Martin Kiddie Kearns; As letras do álbum podem ser vistas como uma expressão catártica dos sentimentos de sofrimento e luto para Kiddie especificamente. Existe o tema da guerra que tem todas as letras, que eu sempre escrevo, mas talvez um reflexo mais pessoal dos aspectos do sofrimento seja explorado neste álbum”. Um exemplo claro disso vem com a letra de Last Words, faixa que encerra o disco: “Eu estou incrivelmente orgulhoso por Last Words. Eu chegaria mesmo a dizer que é a melhor música com que eu já me envolvi com a criação.
Liricamente, a música é sobre um soldado da Primeira Guerra Mundial prestes a alcançar o limite e encarar a morte, escrevendo uma carta para seus entes queridos. É uma música bastante emotiva”. Mas nada disso ficaria realmente completo sem uma capa condizente, e para dar uma forcinha aí, a banda optou pelo experiente Dan Seagrave, que fez história com capas de Malevolent Creation, Entombed, Morbid Angel, Suffocation, Dismember, e, é claro, Benediction, onde criou a emblemática capa do clássico Transcend the Rubicon (1993). “Em última análise, foi Scott quem queria contar com Dan Seagrave para a capa. Somos uma banda de death metal da velha escola e Dan esteve envolvido com muitas capas dos álbuns que desempenharam uma grande parte de nossas vidas. Todos nós sentamos no início do Memoriam e discutimos o que todos gostaríamos de fazer da banda. Scott afirmou que tudo o que ele realmente queria era uma capa de álbum de Dan Seagrave”.
Álbum lançado, público e crítica conquistados, resta saber o que a banda planeja para os palcos. Willetts não nos anima muito, mas também não desanima por completo: “não temos planos de sair em um longa e árdua turnê de 4 semanas, fizemos tudo isso no passado e, para ser sincero, isto não exerce nenhuma atração em nós. Fazer shows selecionados se encaixa melhor com nossas vidas, todos temos compromissos familiares e outros fora da banda. Isso também torna essas ocasiões especiais para nós e para as pessoas que nos veem”. Apesar disso, o Memoriam parece seguir com a agenda cheia, e por fim, o vocalista nos dá uma ótima notícia: “nós pretendemos voltar ao estúdio assim que pudermos para gravar o próximo álbum, estamos escrevendo músicas novas agora!”. Talvez Willetts ainda não imagine a gana que os fãs têm de vê-los ao vivo. Talvez nem imagine a importância que o Bolt Thrower e o Benediction tiveram na vida de tantos headbangers. Talvez.
Mas uma coisa é certa: ele sabe o poder e a importância que o death metal tem em sua vida, algo tão grande que o levou a superar a tristeza e homenagear um amigo da forma que sabe melhor. Que suas palavras reverberem ainda por muitos anos: “a música está no meu sangue, eu não estava preparado para desistir de algo que é tão importante para mim. É uma parte muito importante da minha identidade, de quem eu sou”. Que assim seja. Que nunca deixemos de honrar a memória daqueles que caíram!