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  • BLACK LABEL SOCIETY – 5 de abril de 2019, Rio de Janeiro/RJ

    BLACK LABEL SOCIETY – 5 de abril de 2019, Rio de Janeiro/RJ

    Oito vezes em 11 anos. Não está ruim para o headbanger carioca acompanhar as aventuras de Zakk Wylde em cima do palco – além do Black Label Society, a matemática inclui o Zakk Sabbath e as duas apresentações ao lado de Ozzy Osbourne. Mais do que isso, o guitarrista comprovou o status de queridinho do público ao encher o Circo Voador pela terceira vez seguida, então não será surpresa se em breve voltar à cidade com seu projeto que revisita a primeira fase do Black Sabbath, afinal, o Madman reagendou todas as datas deste ano de sua No More Tours 2 para 2020. Só que o sonho e/ou o desejo ficam para depois, porque a realidade foi a quinta parada do BLS em sua turnê de sete datas pelo Brasil – a banda tocou em Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Manaus antes do Rio de Janeiro, de onde seguiu para São Paulo e Belo Horizonte.

    Mas a noite de sexta-feira começou com o anfitrião Syren, que agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Em 30 minutos, Luiz Syren (vocal), Pedro Soriano (guitarra), Thiago Velasquez (baixo) e Julio Martins (bateria) mostraram o que a banda, em suas diferentes formações, sempre fez de melhor: heavy metal em estado bruto e sem firulas, daqueles contagiantes e recheados de riffs, melodias e refrãos bacanas. Com dois discos nas costas, Heavy Metal (2011) – viu só? – e Motordevil (2015), o quarteto equilibrou o curto set entre o antigo e o novo. Do álbum mais recente, My Shadown, My Dear Friend foi o cartão de visita, e a ótima Eyes of Anger veio a seguir para mostrar o carisma de Syren, que não se fez de rogado ao pedir gritos mais altos de “boa noite” e colocou a plateia para entoar o coro da música. E quem já estava na pista e nas arquibancadas comprou o barulho, cantando o refrão da faixa-título do trabalho de estreia – feito sob medida exatamente para isso, diga-se.

    Syren

    O novo single, Salvation, cujo ‘lyric video’ já está no YouTube, premiou dois fãs que, da pista, acertaram o nome da música – cada um levou para casa um CD do grupo – e mostrou que o direcionamento continua firme e forte, mas com um detalhe agradável: de forma consciente ou não, o refrão tem um bem-vindo toque de Nevermore. Hora de apresentar os integrantes, de agradecer à produtora do evento pela justa oportunidade e, principalmente, soltar uma verdade: “Fazer heavy metal no Rio é coisa de herói”, disse Syren, batalhador de longa data no cenário no carioca e um dos principais vocalistas do estilo no Brasil, ainda que, talvez por ser radicado numa cidade outrora maravilhosa, não tem o reconhecimento que merece. Mais uma do primeiro disco, Die in Paradise – que dá nome à cerveja da banda – encerrou um show enxuto e que manteve o nível lá em cima o tempo todo. Mais uma vez, heavy metal puro e feito por quem e para quem cresceu ouvindo as melhores referências do estilo.

    Aquecimento feito, então era hora de a cortina com a caveira e o logo do Black Label Society – aqueles da capa internacional de Sonic Brew(1999), o álbum de estreia – cobrir o palco para anunciar que a partir dali Zakk Wylde, Dario Lorina (guitarra), John DeServio (baixo) e Jeff Fabb (bateria) tomariam conta da festa. Depois de Whole Lotta Sabbath, o mashup de War Pigs com Whole Lotta Love criado pelo australiano Tom Compagnoni, rolar no PA, a cortina caiu para o quarteto começar o massacre com Genocides Junkies, e nem mesmo a breve falha na guitarra de Wylde poderia diminuir a previsível empolgação – mas é bom ressaltar que o som estava muito, muito bom. Em seguida, Funeral Bellinaugurou o primeiro pula-pula da noite, colocando os fãs também para cantar o refrão, e Suffering Overdue injetou a primeira dose mais forte de fritação do chefão do BLS. E foi assim, com uma sequência de três cruzados no queixo, que os fãs foram vencidos.

    Black Label Society

    Exatamente, foram três sem sair de cima até a primeira das trocas de guitarra ao longo da apresentação – não para mostrar a vasta coleção de Wylde, porque isso ele faz nas redes sociais, mas por causa das diferentes afinações –, e Bleed for Me manteve o clima quente. Até porque Fabb resolveu brincar no andamento mais reto da canção e enfiou uns licks para tornar as coisas mais interessantes. Com um groove incomum para o BLS, Heart of Darkness antecedeu o que foi, de fato, o primeiro grande momento da noite, porque Suicide Messiah foi matadora! Teve um efeito bem legal com canhões de fumaça (ou gelo seco, vá saber…), roadie com o megafone para cantar o nome da música no refrão e, melhor de tudo, um Circo Voador em uníssono fazendo o mesmo no encerramento. Um momento tão legal que arrancou palmas e um baita sorriso de Wylde. Sim, deu até para ver os dentes no meio da barba e da cabeleira que o deixam parecido com o primo Coisa, de A Família Addams. E tem foto para provar.

    Black Label Society

    Como o álbum mais recente do BLS, Grimmest Hits (2018), ainda tem cheiro de novo, a banda (cuja formação é a mesma desde 2014) felizmente mostrou algumas de suas faixas. E três vieram em sequência: Trampled Down Below teve direito a Lorina com arco à la Jimmy Page; All That Once Shined levou Wylde a abandonar a tradicional (e encenada) pose de marrento para brincar com o público, que começou um coro com a melodia da canção; e Room of Nightmares soou sensacional com seu refrão simples e eficiente. Até então, o peso estava dominando a famosa casa na Lapa, mas sempre tem aquele momento de calmaria, sabe? Uma trilogia de sensibilidade, aliás. Começou com Bridge to Cross, tendo Lorina no teclado (com som de teclado mesmo), e terminou com Spoke in the Wheel e a indefectível In This River, ambas com Wylde no teclado (agora com som de piano). E a última foi, claro, o destaque. Não pelas brincadeiras de Wylde, que ainda mostrou seu lado de pianista virtuoso, mas por causa das bandeiras de Dimebag Darrell, à esquerda do palco, e Vinnie Paul, à direita. Desnecessário dizer qual foi a reação dos fãs ao ver as imagens dos saudosos irmãos.

    Com o pé novamente no acelerador, o BLS matou a pau com The Blessed Hellride e resgatou mais uma do novo disco, a ótima A Love Unreal, mas foi Fire it Up que levou a lona ao delírio. Tivemos mais efeitos com os canhões de fumaça, as várias bolas jogadas para a plateia – simulando a bola 8 da sinuca, como na capa de Shot to Hell (2006), apesar de a canção ser de Mafia (2005) – e um desfecho com muita debulhação, incluindo Wylde tocando com os dentes, com a guitarra nas costas e duelando com Lorina, e uma menção a Smoke on the Water, do Deep Purple. Era tanta felicidade que os fãs mandaram um trenzinho na canção seguinte, Concrete Jungle, e tome mais uma leva de solos, agora com um duelo estendido entre Wylde e Lorina, que se revezavam na plataforma usada pelo vocalista e guitarrista, além de nova menção a um clássico no fim: Black Sabbath, a música.

    Black Label Society

    Os fãs adoraram, ou talvez seja isso mesmo que a grande maioria espera, mas é um tempo perdido se considerarmos que nada de Order of the Black (2010) foi tocado – honestamente, OverlordParade of the Dead e Godspeed Hellbound são melhores do que ficar vendo o que todos já sabemos, ou seja, que Wylde é um dos grandes guitarristas do heavy metal. Mas teve Stillborn, um hino, para reconduzir o show ao seu devido lugar, com Fabb enlouquecido atrás da bateria, como se estivesse tomado pela energia que era emanada para o palco – sejamos justos: DeServio, braço-direito de Wylde, tem uma baita presença de palco, e o conjunto da obra acaba compensando a relativa timidez de Lorina. Mas o que dizer de um show que acaba sob efusivos aplausos de uma casa cheia? Ora, foi bom para caramba, e os fãs ainda ganharam camisas oficiais do Black Label Society. Digo, aqueles que se dispuseram a se estapear para disputar os mimos que foram jogados pela banda.

    Black Label Society

    Setlist Black Label Society
    Genocide Junkies
    Funeral Bell
    Suffering Overdue
    Bleed for Me
    Heart of Darkness
    Suicide Messiah
    Trampled Down Below
    All That Once Shined
    Room of Nightmares
    Bridge to Cross
    Spoke in the Wheel
    In This River
    The Blessed Hellride
    A Love Unreal
    Fire it Up
    Concrete Jungle
    Stillborn

    Setlist Syren
    My Shadown, My Dear Friend
    Eyes of Anger
    Heavy Metal
    Salvation
    Die in Paradise

  • SHAMAN – 2 de dezembro de 2018

    SHAMAN – 2 de dezembro de 2018

    Dá para dizer sem medo: a passagem do Shaman pelo Rio de Janeiro, em sua pequena turnê de reunião com a formação original, foi o show nacional mais aguardado pelos fãs cariocas de heavy metal em 2018. Doze anos e dez meses depois da última apresentação na cidade – no dia 10 de fevereiro de 2006, no Circo Voador –, Andre Matos (vocal e piano), Hugo Mariutti (guitarra), Luis Mariutti (baixo), Ricardo Confessori (bateria) e Fábio Ribeiro (teclados) tiveram público de atração internacional, o que atualmente é um feito diante do cenário de crescente míngua – com capacidade para 4.000 pessoas, a casa podia não estar lotada, mas recebeu um grande (e exemplar) número de fãs sedentos para ouvir na íntegra os álbuns Ritual (2002), principalmente, e Reason (2005).

    E ninguém foi embora arrependido. Nem com um pingo de arrependimento sequer, mesmo. Depois que o telão passou um vídeo com sessões de gravação de Reason e depoimentos de Matos, a banda entrou mandando ver com a excelente Turn Away, que instantaneamente se tornou um dos melhores momentos da primeira parte do show. Foi uma das que contaram com participação efetiva da plateia, que ainda tinha o seu refrão na cabeça. Claro, o repertório não era surpresa para ninguém, mas foi interessante notar como o segundo álbum da banda ressonou nas pessoas mais de uma década depois, porque à época do seu lançamento o rompimento com a sonoridade do disco de estreia foi um choque para quem só consegue enxergar power metal melódico pela frente.

    Shaman

    Bom, de 2005 para o 2018 o panorama não mudou, e talvez tenha sido por isso que a banda deu dez sem sair de cima, sem falatório e intervalos que pudessem arrefecer os ânimos. A faixa-título manteve os fãs cantando o refrão – na verdade, a palavra que dá nome à canção e ao álbum – e, no fim, resultou num coro de “Shaman! Shaman” que arrancou um sorriso de Luis. More, cover do Sisters of Mercy que então havia dedurava a vibe musical mais pesada, soturna e simples da banda, ficou ótima novamente, mas foi a bela Innocence que mostrou o que os fãs realmente gostaram em Reason. De longe, a balada foi o momento de maior participação na primeira metade da noite.

    Até porque o restante serviu para os fãs curtirem o fato de o Shaman estar de volta. E se a contemplação serviu para uma parte finalmente dar ao disco o devido crédito – meu amigo, Reason é bom demais! –, então está valendo. Mas deu para sacar como Scarred Forever é uma baita música? A temperatura realmente baixou em In the Night, Rough Stone e Iron Soul, mas estas duas últimas são sensacionais. Sempre foram. Trail of Tears deu uma animada, muito em parte pelo trabalho de Hugo, responsável por um solo matador e um riff fantástico na parte mais pesada da canção. Aplausos mais que merecidos, e que se repetiram ao fim de Born to Be, somados a um coro que arrancou um grande sorriso de Matos.

    Shaman

    Novo intervalo, mais um vídeo, agora com sessões de ensaio e gravações de Ritual, antes de os fãs explodirem completamente de felicidade. Para isso, bastou a introdução Ancient Winds começar em alto e bom no PA, porque daí para frente todos terminaram de completar a viagem no tempo – muitos de volta à adolescência. Era outro show. De fato, um novo show. Here I Am foi um êxtase completo, e Distant Thunder testou a condição cardíaca de cada um presente na casa. Foi tão lindo que não deu nem para ouvir a voz de Matos nas três primeiras frases da letra, já que havia milhares de vozes na pista fazendo o mesmo. E no refrão? Foi de arrepiar.

    Os gritos de “Shaman! Shaman!” só foram silenciados porque Matos se dirigiu aos fãs pelas primeira vez naquela noite de domingo, para um agradecimento a um público, o carioca, que apoiou a banda desde o início. E quem lembra dos shows no Metropolitan sabe que isso é a mais pura verdade. Com uma flauta andina, o vocalista, maestro e mestre de cerimônias deu início a For Tomorrow, que obviamente contou com a participação ativa da plateia, assim como a sensacional Time Will Come. A melhor surpresa da noite, no entanto, ficou por conta de uma participação surpresa bem especial: Marcus Viana, devidamente reverenciado por Matos.

    Shaman

    E a presença do violinista, compositor e mentor do Sagrado Coração da Terra em Over Your Head – que, lembre-se, contou com ele em sua gravação original de estúdio – acabou se tornando também um dos momentos mais divertidos da noite, ironicamente em virtude de problemas técnicos que quase não permitiram o encerramento da canção. “Isso foi de propósito, mas ele está preocupado pra caralho”, brincou Matos, com Viana explicando que no seu planeta esse tipo de coisa não acontece, porque a “força elétrica é substituída pela força mental”. “Vocês nunca viram uma coisa dessas”, retomou a palavra o vocalista, explicando que o público do Rio era o primeiro a assistir ao Shaman com o veterano músico mineiro nessa volta, uma vez que ele já estava na cidade quando, no dia anterior, a banda se apresentou em Belo Horizonte.

    Viana permaneceu no palco para Fairy Tale, mas novamente o som do seu instrumento teimou em não sair no início da canção. “O que você faz quando isso acontece no seu planeta?”, perguntou Matos, enquanto o violinista se encaminhava em direção ao técnico de som. “Hi, vai levar um esporro!”, disse o vocalista, arrancando risos no palco e na plateia. Enfim, Fairty Tale, a balada que colocou uma banda brasileira de metal na trilha sonora de novela da Rede Globo, foi tocada. E causou uma catarse. Acredite, havia muita gente chorando de emoção.

    Shaman

    Blind Spell até baixou um pouco a bola. Natural depois de momentos completamente espontâneos e especiais, mas Ritual e sua ótima melodia de teclado reaqueceu os privilegiados fãs cariocas, contemplados com um encerramento que entrou para a história. “Estamos chegando ao fim, mas isso não significa que não podemos voltar ao Rio”, disse Matos, pela primeira vez desde a volta deixando no ar a possibilidade de o Shaman continuar de onde parou em 2006 – e o show na cidade foi o último dos oito realizados em 2018. Imagine a cara de felicidade (e de incredulidade) dos fãs depois que a ficha caiu…

    Depois da apresentação de cada músico que estava no palco, com a esperada ovação a Jesus, quer dizer a Luis Mariutti, a banda trouxe Viana de volta, e foi ele quem iniciou no violino o riff de Pride, num momento simplesmente espetacular. “É hora da porradaria, então pode abrir a roda”. Matos pediu, e os fãs atenderam com vontade redobrada. Foi uma festa que terminou com o vocalista na guitarra, e Hugo no papel de frontman. A imagem de um show inesquecível mesmo para quem anda mantinha a esperança de um retorno, e os que tinham e os que não tinham essa esperança se juntaram em uníssono no coro “Ô, o Shaman voltou! O Shaman voltou!”, um canto que saiu das arquibancadas dos estádios de futebol para uma casa de show, deixando o vocalista visivelmente emocionado e colocando um enorme sorriso de satisfação em toda a banda. Que o tempo tenha providenciado um recomeço para o Shaman, uma nova história para Hugo, Luis, Confessori e Matos. O metal brasileiro agradece.

    Shaman

    Antes, a plateia foi entretida pelo Rec/All, banda liderada pelo vocalista Rod Rossi. Contando com um álbum na praça, homônimo e ainda com cheiro de novo para os padrões do metal nacional (foi lançado em 2017), o grupo contou com a ajuda do guitarrista Diogo Mafra e do baixista Raphael Dafras, ambos do Almah e do Rebirth of Shadows de Edu Falaschi, uma vez que, no mesmo dia, os titulares Marcelo Barbosa e Felipe Andreoli estavam com o Angra em Salvador – o batera Pedro Tinello (Almah) completa a formação. Depois de uma introdução com o tema de “The Walking Dead”, o quarteto entrou com Running in Her Veins para começar a brigar com o som.

    Era praticamente bateria e baixo soterrando o vocal e a guitarra, que até conseguiu se fazer presente no solo, uma vez que as bases eram quase inaudíveis. A situação até melhorou um pouco iHate, que tem um puta refrão, mas o que mais chegava aos ouvidos era Tinello massacrando a bateria. Difícil dizer se a plateia estava mais quieta para tentar captar as músicas ou porque a maioria não era familiarizada com o trabalho do Rec/All, mas o fato é que Angels and Demons, cover do Angra que entrou como bônus na versão japonesa do CD, animou os presentes, que cantaram a melodia principal da música.

    Rec/All

    Isso deu uma animada, na verdade, porque a canção seguinte, Blind, arrancou aplausos e gestões de aprovação. Mas ajudou o discurso de Rossi sobre o metal carioca, trazendo à memória bandas como Nordheim, Sigma 5, Thoten e Imago Mortis (as três primeiras há anos inativas, e a última dando adeus), e o convite a Luiz Syren, vocalista da Syren e velho batalhador da cena local, para um dueto que acabou se tornando o melhor momento do show. Para fechar, uma versão de Cemetery Gates, do Pantera, que ficou honesta na medida do possível, musicalmente, mas valeu a homenagem a Mário Linhares, vocalista do Dark Avenger falecido em dezembro de 2017.

    O som até estava melhor, mas mesmo que estivesse perfeito o óbvio ficaria na cara de qualquer um: emular o som e o peso que Dimebag Darrel tirava da guitarra é tarefa para poucos. Ainda assim, um show que pode ter atiçado a curiosidade de quem não nunca havia escutado o Rec/All, que, diga-se, acabou sendo penalizado pelo atraso de meia hora e precisou cortar três músicas do set: Indestructible; Rio Riots, que emendaria em Rainbow in the Dark, do DIO; e Pegasus Fantasy (Saint Seya) – faz sentido, acredite, uma vez que Rossi está inserido no mundos dos animes e já gravou temas de “Dragon Ball Kai” e “Cavaleiros do Zodíaco: Ômega”.

    Setlist Shaman 1. Turn Away 2. Reason 3. More 4. Innocence 5. Scarred Forever 6. In the Night 7. Rough Stone 8. Iron Soul 9. Trail of Tears 10. Born to Be Intervalo 11. Ancient Winds 12. Here I Am 13. Distant Thunder 14. For Tomorrow 15. Time Will Come 16. Over Your Head 17. Fairy Tale 18. Blind Spell 19. Ritual 20. Pride

    Setlist Rec/All 1. Intro / Running in Her Veins 2. IHate 3. Angels and Demons 4. Blind 5. Cemetery Gates