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  • DAVID ELLEFSON relembra com positividade os dias de KERRY KING no MEGADETH

    DAVID ELLEFSON relembra com positividade os dias de KERRY KING no MEGADETH

    Uma das características do Megadeth sempre foi a alta rotatividade de integrantes em sua formação. Essa dificuldade do vocalista e guitarrista Dave Mustaine em estabilizar o line up já acontecia antes mesmo de o debut Killing Is My Business… And Business Is Good! ser lançado em 1985. Dentre os músicos que passaram pela banda naquele período inicial, o mais ilustre certamente foi Kerry King, guitarrista do Slayer, que chegou a fazer alguns poucos shows em 1984 ao lado do líder Mustaine, do baixista David Ellefson e do desconhecido baterista Lee Rausch, que tinha o apelido de ‘retardado’ e era apaixonado por satanismo.

    Megadeth ensaiando com Kerry King e Lee Rausch no Curly Joe’s Studio, local onde o guitarrista foi testado e onde no réveillon de 1983 para 1984 Dave Mustaine decidiu se tornar vocalista da banda

    Na última quinta-feira, dia 24 de setembro, data em que o clássico quarto álbum do Megadeth Rust in Peace completou 30 anos, Ellefson concedeu entrevista ao podcast de Todd Kerns, baixista do Slash Featuring Myles Kennedy and the Conspirators, e entre vários assuntos, relembrou os shows que Kerry King fez com o Megadeth.

    Com David Ellefson ao lado, Kerry King participando de show do Megadeth muitos anos após ter deixado a banda para se dedicar exclusivamente ao Slayer

    Kerry King foi incrível”, elogiou Ellefson. “Estávamos procurando por um segundo guitarrista para fazer esses shows quando estreamos a banda em São Francisco em 1984. Havia alguns caras por perto, e então Kerry talvez tenha sido indicado à nós por alguém. E ele entrou. Naquela época, o Slayer ainda usava maquiagem. O Slayer ainda não tinha identidade… Eles cresceram no sul (da Califórnia), então houve muitas influências (da cena metal de Los Angeles). Aí Kerry veio tocar guitarra conosco. E ele ficava lá sem expressão no rosto e assistia Dave tocar alguns riffs ásperos como Chosen Ones ou The Conjuring, então Kerry ficava ali parado e colocava a mão na guitarra e tocava nota por nota. E você fica tipo, ‘Puta merda! Esse cara realmente entende Dave’. Ele disse, ‘Vi Dave tocar com o Metallica abrindo para o Saxon no Whisky’, e continuou, ‘Isso mudou minha vida. Assistir Dave, particularmente mudou minha vida’. Então ele (Dave) se tornou um mentor e modelo. (Kerry) estava super feliz por estar no Megadeth. Quando fomos para São Francisco, ele viu a cena thrash e conheceu os caras do Exodus e tudo o que estava rolando… Kerry viu a luz. E ele voltou para casa em Los Angeles e limpou a maquiagem dos rostos do Slayer”. Assista a entrevista completa:

    Em 2010, em entrevista ao Artisan New Service, Mustaine disse: “David Ellefson ainda considera (King) o melhor guitarrista base que o Megadeth já teve, o que eu acho muito legal”. Não se sabe ao certo se por trás desse elogio há uma cutucada de Mustaine, tendo em vista que Kerry King não só atua como guitarrista base como solo.

    Kerry King em seu primeiro show com o Megadeth

    Em uma antiga entrevista, o próprio King declarou: “Foi depois do primeiro álbum (do Slayer). Eu era um admirador de Mustaine, porque vi o Metallica tocar com ele; muitas pessoas não podem dizer isso. E fiquei impressionado com o quão bom aquele garoto era. Fiz os primeiros cinco shows com o Megadeth depois que Dave saiu do Metallica. Acho que não nos conhecíamos realmente, mas nós dois tocávamos com (guitarras) BC Rich e tocávamos de maneira parecida, então um conhecido me perguntou: ‘Você estaria interessado em tocar com Mustaine?’. E eu era fã de seu jeito de tocar e admirava como ele tocava. Aí, eu, (disse) tipo, ‘sim, mano, vou ajudar o cara’. Eu o tinha visto com o Metallica quando eles ainda se apresentavam em clubes. Fiquei lisonjeado por ele ter considerado um zé-ninguém feito eu. Porra, eu tinha 19 anos na época. Então fiz os primeiros cinco shows. Talvez seja aí que a rixa original (entre King e Mustaine) veio quando eu deixei a banda; Não sei. Mas minha banda sempre foi o Slayer. Eu vi isso como uma oportunidade quando tocamos, por nós (Megadeth e Kerry) tocamos principalmente na Bay Area – acho que foi só lá que tocamos. Mas se as pessoas me vissem, também iriam associar o Slayer. Sempre pensei: ‘como posso tornar o Slayer maior fazendo algo sozinho?’. Também achei que era uma boa maneira de talvez aprender algo no processo. Depois de cinco shows, falei: “Ok, acho que chegou a hora de você encontrar alguém para ficar de vez, porque essa pessoa não sou eu”. As coisas teriam caminhado bem se eu tivesse ficado no Megadeth, mas eu ainda tinha muitas ideias diabólicas para concretizar”.

    Dave Mustaine e Kerry King, seu parceiro de cordas por um curto período

    Tom Araya, companheiro de King no Slayer, alfinetou: “Achamos muito esquisito quando Kerry foi tocar com o Megadeth. Jeff (Hanneman, guitarra), Dave (Lombardo, baterista) e eu falamos: ‘Que merda foi essa?’. Mas nunca conversamos com ele a respeito, apenas esperamos para ver o que ele ia fazer. E qualquer que fosse a decisão dele, não iria afetar o que iríamos fazer”.

    Dave Mustaine e Kerry King ao vivo no Keystone, em Palo Alto, no dia 16 de abril de 1984.

    Dave Mustaine completou: “Quando vi Kerry pela primeira vez, ele estava fazendo aquele fabuloso cinto de pentagrama com spikes e vestia aquele bracelete de pregos. Fiquei observando ele fazer aquilo na sala da frente. O pai dele é xerife e estava sentado assistindo à TV enquanto Kerry montava a porra do cinto diabólico. Quem iria imaginar que Kerry veio de uma família bastante normal e tem um pai xerife? Uma das coisas mais engraçadas que Kerry King falou para mim foi quando estávamos dirigindo por uma avenida e eu estava enrolando um baseado. Falei: “Você segura isso?”; daí ele estendeu a mão, coloquei um pouco de erva e enrolei. Ele cheirou a mão e disse: ‘Uau, que cheiro bom”. Éramos apenas moleques. Pelo que eu percebia, ele realmente respeitava os pais, porque esperou chegar à casa dos 20 anos para começar a participar de festas. Ele nem bebia antes disso. Era muito engraçado, porque todos nós estávamos bêbados, Gar Samuelson (saudoso ex-baterista do Megadeth) injetando heroína, e lá estava Kerry tocando sua guitarra, sóbrio. Eu me lembro de ter pensado: ‘Como você pode subir no palco e tocar desse jeito sem ter tomado nenhum tipo de estimulante?”, concluiu.

    Show completo do Megadeth em 1984, com Kerry King na guitarra e Lee Rausch na bateria:

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  • KERRY KING (ex-SLAYER) diz ter “músicas para mais de dois álbuns” para seu novo projeto

    KERRY KING (ex-SLAYER) diz ter “músicas para mais de dois álbuns” para seu novo projeto

    Com o fim do Slayer, a expectativa é para o comentado novo projeto do guitarrista Kerry King. Os rumores dão conta de que King está acompanhado nesta empreitada por seus ex-companheiros de Slayer Paul Bostaph (bateria) e Gary Holt (guitarra) e o vocalista Phil Anselmo (Pantera, Down e muitos outros) – nenhum nome sobre baixista foi ventilado até o momento. Mesmo não confirmando sobre os músicos que o acompanham, King concedeu uma entrevista ao canal das guitarras Dean e forneceu algumas atualizações sobre o material que está sendo trabalhado para seu novo projeto.

    “Tive muita, muita sorte com os riffs em 2020. Talvez porque não posso ir a lugar nenhum, não sei, mas os riffs certamente não foram um problema. E, olhando para o futuro, o que isso significa para mim é que poderei escolher as melhores coisas. E isso é bom. Tenho músicas para mais de dois álbuns, mas ser capaz de passar por isso e escolher as melhores 11 ou 12… Esse primeiro álbum deve ser fumegante”.

    Apesar dos rumores, King deixou claro que a música é para um projeto solo no momento, já que, segundo ele diz, ainda não está certo de quem estará tocando com ele.

    “No momento, sou o único letrista, porque sou o único que compõe música, pois não tenho certeza de quem será que vai tocar comigo. Então, está tudo por minha conta atualmente. Na verdade, realmente tenho que escolher essas músicas, escolher minhas 10 ou 12 favoritas e realmente começar a tentar colocar letras nelas, apenas para avançar o processo”.

    Assista a entrevista completa:

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