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  • BRUCE DICKINSON – Rio de Janeiro (RJ)

    BRUCE DICKINSON – Rio de Janeiro (RJ)

    Uma noite para guardar na memória. E guardar com carinho, afinal, não é toda hora que se tem a oportunidade de ouvir clássicos de uma das maiores bandas da história do rock, o Deep Purple, na voz de um dos melhores vocalistas da história do heavy metal, Bruce Dickinson (Iron Maiden), e na companhia de uma orquestra com 40 integrantes. E se “Concerto for Group and Orchestra” (1969) – curiosamente, a estreia de Ian Gillan e Roger Glover no quinteto inglês – talvez seja o álbum do Purple menos revisitado pelos fãs, a experiência de ouvir tudo isso ao vivo ajudou a reforçar ainda mais a genialidade do saudoso Jon Lord.

    A turnê Concerto for Group and Orchestra and the Music of Deep Purple trouxe ao Rio de Janeiro – felizmente, já que a cidade vem sendo gradativamente largado às traças – trouxe Dickinson ao lado de uma baita banda – Kaiter Z Doka (guitarrista que acompanhava Jon Lord), Tanya O’Callaghan (baixo, Whitesnake), John O’Hara (teclado, Jethro Tull) e Bernard Welz (bateria, Jon Lord, Don Airey) – e a orquestra regida pelo maestro Paul Mann, cujos trabalhos incluem London Symphony Orchestra e Royal Philharmonic Orchestra, entre outras.

    Bruce Dickinson
    Visão geral do palco do Concerto for Group and Orchestra and the Music of Deep Purple (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

    A orquestra formada por brasileiros “não tem nome. Nós achamos esses músicos na rua, então vamos chamá-los de ‘nameless ones’”, brincou o vocalista, antes de explicar o conceito da obra composta por Lord há mais de 40 anos. E foi assim que começou “Concerto for Group and Orchestra, First Movement: Moderato – Allegro”, em que orquestra e banda, oriundas de mundos musicais díspares, se estranham e acabam entrando numa competição por espaço de destaque. E foi lindo testemunhar, especialmente, o esmero com a obra de Lord, que estava anos-luz à frente do tempo ao juntar rock e erudito no fim dos anos 1960.

    O tom melancólico e, como Dickinson fez questão ressaltar no início, triste de “Concerto for Group and Orchestra, Second Movement: Andante” marcou o momento de transição para banda e orquestra, trazendo o vocalista de volta ao palco para o único momento não instrumental da suíte – e cantando a letra que Gillan escreveu menos de 24 horas antes de o Purple se apresentar com a Royal Philharmonic Orchestra no Royal Albert Hall, em Londres, no já distante dia 24 de setembro de 1969.

    Bruce Dickinson
    Bernard Welz, Tanya O’Callaghan, Paul Mann, Bruce Dickinson, John O’Hara e Kaiter Z Doka (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

    E o vocalista mostrou que mesmo um palco tomado por uma orquestra e outros quatro instrumentistas não é suficiente para controlar sua hiperatividade: encenou, gesticulou, mexeu com a plateia e fez caras e bocas sempre que não estava com o microfone em mãos. Mas o vazio deixado por Dickinson foi bem preenchido em “Concerto for Group and Orchestra, Third Movement: Vivace – Presto”. A parte final é a simbiose entre grupo e orquestra, que se tornaram uma única entidade para encerrar um espetáculo aplaudido de pé pelos presentes. Sim, emocionante.

    Depois de 15 minutos de intervalo, era hora da parte “Music of Deep Purple” da noite. Ou quase. Como o cantor não era um qualquer, houve espaço para a sua carreira solo, e com um início arrasador. A fusão de banda e orquestra em “Tears of the Dragon” foi de arrancar lágrimas. Não bastasse Dickinson ter cantado uma barbaridade, os arranjos fizeram com que a música – presente em “Balls to Picasso” (1994) e seu maior sucesso individual – se apresentasse numa versão imbatível. O Hammond comandando a parte reggae ficou incrível, por exemplo.

    Bruce Dickinson
    Bruce Dickinson em de seus inúmeros momentos teatrais (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

    O coro “Olê, olê, olê! Brucê, Brucê!” ecoou com força na casa, e Dickinson, mesmo agradecido, respondeu com um “devo dizer que há 40 membros na orquestra e quatro integrantes da banda no palco”. Justo, porque sem eles “Jerusalem”, da obra-prima “The Chemical Wedding” (1998), teria sido mais do mesmo. E graças principalmente à orquestra, diga-se, porque foi ela quem amplificou uma canção que já nasceu pronta para receber arranjos ainda mais grandiosos de cordas e afins.

    Ok, agora sim era hora da música do Deep Purple, com seis atos que privilegiaram o genial, absoluto e obrigatório “Machine Head” (1972). A começar por “Pictures of Home”, introduzida pelo humor britânico de Dickinson: “Imagine que você está bêbado depois de tomar algumas cervejas do Iron Maiden produzidas pela Bodebrown… Isso significa que você tem dinheiro, porque elas são caras, mas acontece que você está bêbado no Corcovado, ou em qualquer outra montanha, e está escuro. O seu celular não tem sinal. Também está frio, porque neva no Rio de Janeiro, e você percebe que está perdido. É hora de sussurrar imagens do lar”.

    Bruce Dickinson
    Bruce Dickinson (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

    Doka e Welz já haviam ido respeitosamente um pouco além de Ritchie Blackmore e Ian Paice na primeira parte do show, e O’Hara brilhou do início ao fim, a bem da verdade, mas a partir daí a banda definitivamente deixou de lado o papel de coadjuvante. E isso ajudou Tanya em especial, uma vez que a baixista, além do bom gosto (que timbre bonito!), esbanjou empolgação e sinceridade ao mostrar que estava mesmo curtindo o que tocava. Sentimento que aflorou na lindíssima “When a Blind Man Cries”, depois de Dickinson ameaçar uma “música de cabaré do Tom Jones” e desistir por um “blues de todas as noites em Londres”.

    “Hush” – canção de Joe South que o Purple tomou para si com propriedade em “Shades of Deep Purple” (1968) e, principalmente, com a versão presente em “Nobody’s Perfect” (1988) – e “Perfect Strangers” – do homônimo álbum da volta, em 1984 – colocaram mais lenha na fogueira que era a animação do público, ora cantando, ora fazendo corinho. Poderia ter acabado assim que todo mundo iria feliz para casa, mas teve o bis. E que bis.

    Bruce Dickinson
    O maestro Paul Mann e o tecladista John O’Hara (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

    Dickinson nunca escondeu que Gillan sempre foi seu vocalista favorito, mas, fã confesso do Purple, havia espaço para David Coverdale e Glenn Hughes no repertório, e “Burn” fez a casa cair. Não literalmente, claro, mas a ponto de fazer uma integrante da seção percussiva da orquestra, no fundo do palco, se acabar de tanto dançar, digamos assim, porque a faixa-título do disco de 1974 não é exatamente uma música para dançar. Ainda assim, ela acabou contagiando os colegas ao lado, que também passaram a aproveitar cada segundo da experiência de um show de rock.

    O fim de fato era óbvio até para quem não havia resistido à curiosidade de pesquisar qual seria o repertório. E como uma batuta entregue por Mann, Dickinson regeu a plateia em “Smoke on the Water”, aquela música cujo riff de guitarra era o único que Jake Harper sabia tocar na série “Two and Half Men”. Isso diz muito sobre um dos maiores clássicos da música em todos os tempos. A catarse foi inevitável – nem precisava de um dos raros “Scream for me, Rio” que Dickinson soltou durante a noite, apesar de ter feito a alegria dos pentelhos que passaram o espetáculo gritando –, e os sorrisos nos rostos foram a melhor resposta do público.

    Bruce Dickinson
    A baixista Tanya O’Callaghan (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

    Setlist

    1. Concerto for Group and Orchestra, First Movement: Moderato – Allegro
    2. Concerto for Group and Orchestra, Second Movement: Andante
    3. Concerto for Group and Orchestra, Third Movement: Vivace – Presto
    Intervalo
    4. Tears of the Dragon
    5. Jerusalem
    6. Pictures of Home
    7. When a Blind Man Cries
    8. Hush
    9. Perfect Strangers
    Bis
    10. Burn
    11. Smoke on the Water

    O guitarrista Kaiter Z Doka (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

     

    Bruce Dickinson
    O batera Bernard Welz (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)

  • BRUCE DICKINSON – São Paulo/SP

    BRUCE DICKINSON – São Paulo/SP

    Por Antonio Carlos Monteiro

    Fotos: Roberto Sant’Anna

    A ideia de fundir sonoridades de uma banda de rock com orquestra não é nova. A partir dos anos 90, quase todo mundo fez isso, de Aerosmith a Metallica, de Kiss a Nightwish. Só que a ideia é bem mais antiga. Nos idos 1969 (onde você estava em 1969?), Jon Lord escreveu a peça Concerto for Group and Orchestra, que foi gravada ao vivo pelo Deep Purple em 24 de setembro daquele ano e acabou marcando a estreia na banda de Ian Gillan e Roger Glover.

    E foi essa a base do show que Bruce Dickinson, confesso fã do Purple, trouxe ao Brasil para quatro apresentações – antes, havia feito sete shows em países do leste europeu.

    Diante de uma casa lotada e acompanhado por uma excelente banda, formada por Kaiter Z Doka (guitarra, Jon Lord), Tanya O’Callaghan (baixo, Whitesnake), John O’Hara (teclado, Jethro Tull) e Bernard Welz (bateria, Jon Lord, Don Airey), e por uma orquestra formada por músicos locais (convenhamos, botar uma orquestra inteira num avião não é uma empreitada exatamente barata…) e regida por Paul Mann, Bruce se mostrava completamente à vontade no palco. Depois de entrar em cena e explicar como funcionaria a apresentação (“não é uma banda acompanhada por uma orquestra, são banda e orquestra juntos”, definiu), deixou o palco já que o primeiro movimento da obra é totalmente instrumental. Mesmo sendo algo novo para boa parte dos presentes, a execução conquistou a plateia. Banda e orquestra alternaram partes e ambas puderem mostrar a excelência de seus integrantes.

    Bruce entrou no segundo movimento e aí a galera começou a se soltar mais, curtindo não só o vocal, mas também a movimentação do cantor, com uma abordagem obviamente muito diferente de sua performance com o Iron Maiden.

    O terceiro e último movimento voltou a alternar performances de banda e orquestra, com direito até a solo de bateria. Novamente, mesmo sem estar totalmente familiarizado com o que acontecia no palco, a plateia não economizou aplausos efusivos ao final da apresentação.

    Após uma pausa de uns vinte minutos, como é normal acontecer nos concertos eruditos, todos voltaram ao palco para, aí sim, começar o verdadeiro show de rock. Bruce iniciou o set com duas de suas músicas, Tears of the Dragon e Jerusalem, que ganharam muito em dramaticidade com a participação da orquestra.

    Depois disso, quem foi lá pra ouvir Deep Purple simplesmente se esbaldou. Pictures of Home e When a Blind Man Cries nos lembraram que, a despeito de estar com 64 anos, Bruce Dickinson é um dos maiores vocalistas da história e da atualidade, além de ser interessante notar como sua voz cai bem nas músicas do Purple.

    Em seguida, foi a vez de botar a galera pra cantar com Hush, que também recebeu um arranjo certeiro por parte da orquestra e, na sequência, os primeiros acordes do teclado de John O’Hara para Perfect Strangers transformaram o Vibra (que, para quem não está ligando o nome à pessoa, é o conhecido Credicard Hall repaginado) num show de rock. Bruce se esbaldou! Regeu os músicos com uma batuta igual à do maestro e até se juntou ao tecladista para tocar algumas notas. Ali também deu pra ver vários integrantes da orquestra, como a primeira violinista (spalla), agitando ao som do rock – para muitos, deve ter sido a primeira experiência com o gênero.

    Depois daquela saidinha fake, volta todo mundo ao palco para a parte final. Smoke on the Water tirou a galera das comportadas cadeiras que foram colocadas na pista e levou todo mundo pra junto do palco. E, quando todo mundo pensava que o show acabaria ali, a surpresa: pela primeira vez nesta turnê, Burn entrou no repertório – e, cá entre nós, foi a melhor do espetáculo, com banda afiada, orquestra dando o gás e Bruce alternando tranquilamente entre os vocais de David Coverdale e Glenn Hughes.

    Foi um daqueles shows a que você comparece sem estar cercado de altas expectativas e que te surpreende completamente. A performance dos envolvidos, o repertório e, principalmente, o talento de Bruce fizeram dessa uma noite mais que especial. A lamentar somente o local em que acomodaram a imprensa: numa lateral da parte superior da casa, da qual era impossível visualizar boa parte da orquestra. Como diria Millôr Fernandes, “por que me puseram na última fila, atrás da coluna?”

    Setlist

    Parte 1:

    1. Concerto for Group and Orchestra, First Movement: Moderato – Allegro
    2. Concerto for Group and Orchestra, Second Movement: Andante
    3. Concerto for Group and Orchestra, Third Movement: Vivace – Presto

    Parte 2:

    1. Tears of the Dragon (Bruce Dickinson)
    2. Jerusalem (Bruce Dickinson)
    3. Pictures of Home (Deep Purple)
    4. When a Blind Man Cries (Deep Purple)
    5. Hush (Joe South)
    6. Perfect Strangers (Deep Purple)

    Bis:

    1. Smoke on the Water (Deep Purple)
    2. Burn (Deep Purple)
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  • BRUCE DICKINSON no Brasil: turnê que celebra a música de JON LORD & DEEP PURPLE começa esta semana

    BRUCE DICKINSON no Brasil: turnê que celebra a música de JON LORD & DEEP PURPLE começa esta semana

    “Concerto For Group And Orchestra” e sucessos do Deep Purple tem vocais de Bruce Dickinson, Orquestra Sinfônica e Músicos Convidados

    Apresentações acontecem no próximo sábado, dia 15, em São Paulo, dia 19 em Curitiba, dia 21 no Rio de Janeiro e dia 25 em Porto Alegre

    Ainda existem poucos ingressos à venda.

    Compositor, pianista e organista, o inglês Jon Lord é aclamado como um dos mais importantes nomes da história do rock. Além de ter passado por bandas como o Whitesnake, ele fundou e integrou durante mais de duas décadas o Deep Purple, e deixou uma carreira extensa: foram 12 álbuns solos, 19 álbuns com o Deep Purple e seis álbuns com o Whitesnake. Seu canto de cisne, o “Concerto For Group And Orchestra”, transformou-se em uma das mais aplaudidas turnês do Purple, e continuou a ser apresentado por ele, ao lado das mais renomadas orquestras, depois de sua saída da banda em 2002. Após a morte de Lord, em 2012, o “concerto” esperaria sete anos para voltar aos palcos, em 2019, no Canadá, e depois em 2021, na Hungria.

    Em 2023, 54 anos após sua estreia nos palcos, o “Concerto” e os maiores sucessos de Lord com o Deep Purple estão de volta para uma turnê por quatro cidades brasileiras. Em sua passagem pelo país, ele será apresentado por Bruce Dickinson (Iron Maiden) nos vocais, que volta ao país especialmente para o show e que comanda uma banda formada por John O’Hara (Jethro Tull) nos teclados, Tanya O’Callaghan (Whitesnake) no baixo, Kaitner Z Doka (Jon Lord, Ian Paice) na guitarra e Bernard Welz (Jon Lord, Don Airey) na bateria.

    A turnê começa esta semana por São Paulo, no próximo sábado, dia 15 de abril, na Vibra São Paulo; em Curitiba, ela chega no dia 19 de abril, no Teatro Positivo; no Rio de Janeiro, será dia 21 de abril, no Vivo Rio; e em Porto Alegre, no dia 25 de abril, no Auditório Araújo Vianna. Os últimos ingressos estão à venda. (ver serviço completo abaixo).

    Além dos convidados, o show terá no palco uma orquestra sinfônica de mais de 80 instrumentistas, montada especialmente para a ocasião com integrantes da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e de algumas das principais sinfônicas do país. Ela será conduzida por Paul Mann, que já participou de dezenas de apresentações do concerto, incluindo a histórica performance de 1999 no Royal Albert Hall.

    O show apresentará também alguns dos principais sucessos do Deep Purple. A turnê brasileira do “Concerto for Group and Orchestra” é uma realização da MCA Concerts.

    O Concerto

    Concerto For Group And Orchestra” surgiu como um álbum ao vivo do Deep Purple, com a participação da Royal Philharmonic Orchestra, dirigido por Malcolm Arnold e gravado no Royal Albert Hall de Londres, em setembro de 1969. Composto por Jon Lord, com algumas poucas letras escritas por Ian Gillan, é o primeiro álbum completo a apresentar Ian Gillan nos vocais e Roger Glover no baixo. Foi lançado em vinil em dezembro de 1969. A apresentação foi uma das primeiras combinações de rock com uma orquestra completa.

    Dividida em três movimentos, a partitura original do concerto foi perdida em 1970, e foi recriada em 1999. Em 25 e 26 de setembro deste ano, trinta anos após sua apresentação inicial, o “Concerto” foi novamente apresentado ao vivo no Royal Albert Hall. Para tornar essa performance possível, uma nova partitura foi criada por Lord com a ajuda de Paul Mann e Marco de Goeij, ouvindo a gravação e assistindo ao vídeo da performance de 1969. Encorajado pelo sucesso das apresentações de 1999, o Deep Purple levou o “Concerto” em turnê, primeiro apresentando-o na América do Sul com orquestras locais, depois na Europa com a George Enescu Philharmonic Orchestra, e no Japão com a New Japan Philharmonic Orchestra, todas conduzidas por Paul Mann.

    Em 24 de setembro de 2009, Jon Lord juntou-se à RTE Concert Orchestra no National Concert Hall, em Dublin, na Irlanda para comemorar o 40º aniversário da primeira apresentação do Concerto. Também foram apresentadas peças da carreira solo de Jon Lord e várias músicas do Deep Purple.

    Em outubro de 2012, foi lançada uma versão de estúdio do “Concerto”. A gravação apresenta a Royal Liverpool Philharmonic Orchestra conduzida por Paul Mann. Os solistas são Jon Lord no orgão, Darin Vasilev, Joe Bonamassa, Steve Morse na guitarra, Steve Balsamo, Kasia Łaska e Bruce Dickinson no vocal, Brett Morgan na bateria e Guy Pratt no baixo. O disco foi mixado no Abbey Road Studios no final de maio de 2012 e de acordo com Paul MannJon Lord ouviu a master final da gravação alguns dias antes de sua morte em 16 de julho de 2012.

    Sobre a gravação Lord afirmou: “Ao longo destes últimos anos, desde que deixei o Deep Purple, eu toquei mais de 30 vezes com orquestras e maestros diferentes em todo o mundo, e, claro, eu fiz isso bem mais de 30 vezes com o Purple na turnê Concerto, de modo que fui aprimorando a peça ao vivo no palco e tive a oportunidade de mudar as coisas na pontuação que não estavam soando muito bem. É, portanto, uma perspectiva maravilhosa e emocionante ter a gravação definitiva da versão definitiva da partitura”.

    Jon Lord

    Conhecido por ter integrado as bandas Deep Purple, WhitesnakePaiceAshton & LordThe Artwoods e Flower Pot MenJon Lord foi um compositor, pianista e organista, considerado o pioneiro na fusão do rock com música clássica.

    Em 1968, Lord fundou a banda de rock inglesa Deep Purple. Ele e o baterista Ian Paice foram os únicos integrantes constantes da banda durante a fase inicial da sua existência (1968-1976) e, a partir do momento em que eles refundaram a banda, em 1984, até a saída de Lord em 2002.

    Deep Purple teve início em 1968, com o nome Roundabout. A primeira formação lançou três discos de pouca repercussão – Shades of Deep PurpleThe Book of Taliesyn e o álbum homônimo Deep Purple. O nome definitivo foi sugerido por Ritchie Blackmore, e retirado de uma música que a sua avó gostava.

    Em 1969, resolveram arriscar uma mudança no direcionamento musical da banda, convidando o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover, passando a buscar um estilo que misturasse música clássica europeia ao hard rock, que surgia na Inglaterra, com bandas como Yardbirds e Led Zeppelin. O primeiro álbum com esta formação, foi exatamente Concerto for Group and Orchestra, que foi recebido com respeito, mas um pouco de estranheza pela crítica. Não foi, todavia, um grande sucesso de público.

    Dariam uma virada de 180 graus em 1970, com o álbum Deep Purple in Rock, que com seu hard rock direto e bem feito, rapidamente chegou ao topo das paradas, transformando imediatamente o Deep Purple em uma banda muito conhecida e influente. São deste disco alguns dos primeiros grandes clássicos da banda, Speed King e Child in Time.

    O álbum Fireball, de 1971, confirmou o sucesso da banda, e com Machine Head (um dos clássicos do rock de todos os tempos, lançado em 1972) o Purple atingiu o auge de sua fama. Constam deste álbum dois de seus maiores hits, o hino “Smoke On The Water” (com o riff mais marcante da história do hard rock) e “Highway Star”. A turnê que se seguiu rendeu outro álbum clássico, o ao vivo Made In Japan.

    Quando decidiu sair da banda Lord afirmou: “Foi terrível sair. Era a minha banda, eu era um membro fundador e os caras eram grandes amigos meus. Eu passei noites e noites sem dormir, mas percebi que estava começando a gostar menos da situação e ficando apenas acostumado com a mesma. De repente me descobri pensando que não gostaria de tocar noite após noite, e quando percebi aquilo, eu sabia que tinha de tomar uma decisão. Eu verifiquei se seria possível tirar um ano de férias, mas eles disseram que não achavam isso viável. Então eu disse que, naquele caso, teria de sair.”

    Em 1984 Lord voltaria a recriar a banda, onde ficaria até 2002, quando deixou o Deep Purple e foi substituído pelo tecladista Don Airey (ex-Rainbow, ex-Ozzy Osbourne). Em 2004, gravou um single chamado “The Sun Will Shine Again” com Anni-Frid Frida Lyngstad, ex-integrante do grupo sueco ABBA. Jon Lord faleceu em Londres, aos 71 anos de idade, em 2012.

    SERVIÇO

    SÃO PAULO

    Data: Sábado, 15/04/2023 Local: VIBRA SÃO PAULO – Avenida das Nações Unidas, 17.955 – Vila Almeida Horário de abertura das portas: 19h00 Horário de início do show: 21h00 Classificação indicativa: 18 anos, menores de 18 anos a entrada é permitida apenas com autorização do responsável legal. Acessibilidade para PCD.

    Vendas de ingressos: www.uhuu.com

    Preços dos ingressos:

    Camarote – R$980 / Meia R$490 Cadeira Premium – R$890 / Meia R$445 Cadeira Central – R$800 / Meia R$400 Cadeira Lateral – R$700 / Meia R$350 Poltrona Central – R$720 / Meia R$360 Poltrona Lateral – R$620 / Meia R$310 Plateia Superior Central – R$500 / Meia R$250 Plateia Superior Lateral – R$400 / Meia R$200 Visão Parcial – R$300 / Meia R$150

    Informações sobre meia entrada: A meia entrada é destinada para estudantes, jovens de baixa renda até 29 anos, professores, pessoas acima de 60 anos e PCD. Bilheteria física: Bilheteria da Vibra São Paulo

    ASSESSORIA DE IMPRENSA LOCAL Nome: Taga Comunicação Contato: Guilherme Oliveira Celular: (11) 9 7648 5663 E-mail: [email protected]

    CURITIBA

    Data: Quarta-feira, 19/04/2023 Local: TEATRO POSITIVO – Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido Horário de abertura das portas: 20h00 Horário de início do show: 21h00 Classificação indicativa: 14 anos, menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal. Acessibilidade para cadeirantes, elevador e assentos para obesos.

    Vendas de ingressos: www.diskingressos.com.br

    Preços dos ingressos:

    Plateia Premium – R$1.100 / Meia R$550 Plateia Inferior – R$900 / Meia R$450 Plateia Superior Central – R$800 / Meia R$400 Plateia Superior Lateral – R$700 / Meia R$350

    Informações sobre meia entrada: A meia entrada é destinada para estudantes, jovens de baixa renda até 29 anos, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, portadores de câncer e PCD. Descontos Especiais: Clube Disk Ingressos – Desconto de 50% sobre o valor de Inteira. Clube Gazeta do Povo – Desconto de 50% sobre o valor de Inteira. Bilheteria física: Bilheteria do Teatro Positivo

    ASSESSORIA DE IMPRENSA LOCAL Nome: Augusto Tortato Celular: (41) 9 9202 7621 E-mail: [email protected]

     

    RIO DE JANEIRO

    Data: Sexta-feira, 21/04/2023 Local: VIVO RIO – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo Horário de abertura das portas: 20h00 Horário de início do show: 21h00 Classificação indicativa: 18 anos, menores de 18 anos a entrada é permitida apenas com autorização do responsável legal. Acessibilidade para cadeirantes, rampas e assentos para obesos.

    Vendas de ingressos: www.showpass.com.br

    Preços dos ingressos: Cadeira Premium – R$980 / Meia R$490,00 Cadeira Vip – R$890 / Meia R$445 Cadeira Setor 01 – R$800 / Meia R$400 Cadeira Setor 02 – R$720 / Meia R$360 Cadeira Setor 03 – R$630 / Meia R$315 Camarote A – R$980 / Meia R$490 Camarote B – R$890 / Meia R$445 Balcão – R$700 / Meia R$350 Frisa – R$600 / Meia R$300

    Informações sobre meia entrada: A meia entrada é destinada para estudantes, jovens até 21 anos, jovens de baixa renda até 29 anos, professores, pessoas acima de 60 anos e PCD.

    Bilheteria física: Bilheteria do Vivo Rio

    ASSESSORIA DE IMPRENSA LOCAL Nome: Ana Paula Romeiro Celular: (21) 99601-3908 E-mail: [email protected]

    PORTO ALEGRE

    Data: Terça-feira, 25/04/2023 Local: AUDITÓRIO ARAÚJO VIANNA – Avenida Osvaldo Aranha, 685 – Bairro Bom Fim Horário de abertura das portas: 19h30 Horário de início do show: 21h00 Classificação indicativa: 16 anos, menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal. Acessibilidade para cadeirantes, rampas e assentos para obesos. Vendas de ingressos: www.sympla.com.br/araujovianna

    Preços dos ingressos:

    Plateia Gold – R$1.100 / Meia R$550 / Solidário R$560 Plateia Baixa Central – R$880 / Meia R$440 / Solidário R$450 Plateia Baixa Lateral – R$780 / Meia R$390 / Solidário R$400 Plateia Alta Central – R$700 / Meia R$350 / Solidário R$360 Plateia Alta Lateral – R$580 / Meia R$290 / Solidário R$300

    Informações sobre meia entrada: A meia entrada é destinada para estudantes, jovens de baixa renda até 29 anos, doadores de sangue, pessoas acima de 60 anos e PCD. Descontos Especiais: Ingresso Solidário – Desconto especial mediante doação de 1Kg de alimento não perecível. Clube Assinante Zero Hora: Desconto de 50% sobre o valor de Inteira Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – somente em dinheiro): Loja Planeta Surf Bourbon Wallig (Av. Assis Brasil, 2611 – Loja 249 – Jardim Lindóia – Porto Alegre)

    ASSESSORIA DE IMPRENSA LOCAL Nome: Daniela Sangalli Celular: (51) 9 9644 3943 E-mail: [email protected]

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