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  • IRON ANGEL – 28 de outubro de 2018, São Paulo/SP

    IRON ANGEL – 28 de outubro de 2018, São Paulo/SP

    Sim, um domingo tenso em todo o país, dia de eleição, dia de decisão. Mas, para aqueles que vivem em São Paulo, a data tinha um atrativo especial, já que os alemães do Iron Angel fariam um novo show aqui, desta feita divulgando o seu mais recente (e muito bom!) álbum Hellbound, o primeiro de músicas inéditas em mais de três décadas! Ou seja, imagine se os paulistanos fanáticos por speed/thrash metal estavam ansiosos?

    A festa começou cedo, e infelizmente, por razões que já abordamos na cobertura do show do Eyehategod em São Paulo, não conseguimos conferir todas as bandas. BITER e CEMITÉRIO já tinham passado pelo palco do La Salsa quando este que vos escreve lá chegou, e só restou perguntar para os presentes para ouvir o óbvio: ambas as bandas tinham feito apresentações furiosas, dignas do nome que conquistaram no underground nacional. No palco, o EM RUÍNAS detonava a sua música. Ao menos, tivemos a chance de conferir de perto a performance excelente de Igor Lopes (vocal e guitarra), Charles Erlan (bateria) e Lucas Vieira (baixo), formação que vem divulgando o ótimo No Speed Limit (Metal Tornado), lançado em 2017 por uma das melhores lojas/selos de metal extremo do país, a tradicionalíssima Mutilation Records.

    Com um show focado no hoje clássico …From The Speed Metal Graves (2010), o grupo paulistano fez uma apresentação soberba, onde pérolas do underground como Morbid Pits, Son Of Hell (Hammers Trial) e Nuclear Nightmare (Power In Devastation) conviveram em harmonia com as novas pedradas, Furiosa e Somente a Morte é Real (certo, essa última nem é tão nova assim, mas é sensacional!).

    O calvário da noite foi o atraso da apresentação principal, que acabou demorando um bocado para aparecer. Porém, ao subir ao palco, o vocalista Dirk Schröder, único remanescente da formação clássica, fez cada minuto de espera valer a pena. Writtings on the Wall, faixa de abertura do novo álbum, foi também a responsável por abrir a apresentação do IRON ANGEL. É impressionante como as caras de frustração e nervosismo que ameaçavam o bom clima da festa se desfizeram quase que instantaneamente, evanescendo por completo já na segunda música, o clássico atemporal Sinner 666, do lendário Hellish Crossfire, um dos mais icônicos álbuns da geração que transformou a Alemanha na terra do thrash metal.

    Mesclando novas e antigas, a nova Ministry of Metal (aquela, do clipe absolutamente bizarro) veio na sequência, evidenciando o excelente trabalho dos guitarristas Mischi Meyer e Robert Altenbach. Outra de Hellish Crossfire veio na sequência, Hunter In Chains. Se você conhece a música, sabe o tipo de convulsão que tomou conta da plateia durante o ‘breakdown’ no meio da música, basta imaginar.

    O álbum de 1986, Winds of War, também não poderia ficar de fora da festa, afinal, é outro clássico do speed/thrash! Assim, de lá veio Son Of A Bitch, com sua mensagem de amor ao próximo tão propícia nesta época do ano… Mas, onde diabos ficou Metalstorm, meus amigos? Enfim, vamos ao que ganhamos, e deixemos para uma próxima vez o que achamos que faltou. Até porque, com uma sequência como The Metallian, Fight For Your Life e Rush of Power, qualquer reclamação se cala na garganta.

    Não havia mais tempo, e a curta e ótima apresentação do Iron Angel chegava ao fim. Vale ressaltar um detalhe muito importante: todos os anos em que eleições de âmbito nacional são disputadas, aqui ou em qualquer lugar do mundo, sempre existe um clima de desconfiança, de insegurança quanto aos novos rumos. Vamos agradecer aos promotores de shows, gente que ousou trazer para o Brasil alguns de nossos ídolos. Afinal, ter a chance de ver em um mesmo ano bandas como Bulldozer, Morbid Saint, Coven, Razor e Iron Angel não é brincadeira! Que continuemos nesse caminho em 2019!

  • EM RUÍNAS segue com a cartilha speed metal em seu segundo álbum

    EM RUÍNAS segue com a cartilha speed metal em seu segundo álbum

    O segundo álbum do Em Ruínas foi lançado oficialmente no dia 28 de dezembro de 2017. A escolha da data não foi por acaso. A estreia da banda paulistana de speed metal nos palcos foi nesse mesmo dia, 15 anos atrás. Sendo assim, Igor Lopes (vocal, guitarra e baixo), sempre à frente das ações, fez de “No Speed Limit (Metal Tornado)” uma verdadeira celebração ao estilo, tendo a parceria do talentoso multi-instrumentista Rene Simionato (bateria, baixo e guitarra), atualmente integrante do Torture Squad.

    Com uma variação de letras em português e em inglês, “No Speed Limit (Metal Tornado)” segue a cartilha do speed metal e vem recheado de palhetadas, velocidade, dois bumbos e até inusitados blast beats. “O álbum abre com a introdução ‘Cyriis’, que nada mais é do que a arte da capa do álbum sendo musicada de uma forma representativa e sonora, dando uma prévia do que está por vir”, revela Igor Lopes.

    Além disso, o álbum traz uma releitura de “Mate o Réu“, clássico do Stress, banda pioneira do metal brasileiro. “Fizemos a versão original de 1977, que era em inglês e nunca foi gravada pela banda. Porém, o melhor de tudo foi que ‘Go to Hell’ contou com participação mais do que especial do próprio Stress na gravação”, exalta Lopes.

    Pintada em óleo sobre tela, a capa de “No Speed Limit (Metal Tornado)” foi criada por Toni “Metal” Correria, enquanto o layout do CD e as ilustrações internas ficaram a cargo do artista Thiago Boller (fugdesign.com). “A capa foi feita ao velho estilo em óleo sobre tela, nos remetendo aos tempos áureos onde a fantasia e o bom gosto eram elementos essenciais dentro do universo do heavy metal. A estética de artistas como Frank Frazetta, Boris Vallejo, Ken Kelly e Derek Riggs ilustravam todo este mundo surreal e fantasioso do estilo”, explica Lopes. “Ela foi feita pelo artista Toni “Metal” Correria, que tem esta essência no DNA, pois viveu realmente a época na prática e com intensidade”, acrescenta.

    Com produção a cargo do próprio Igor Lopes, o álbum foi gravado no Uistudio (uistudio.com.br) por Fábio Fábris. “A mixagem ficou por conta do experiente Henrique Baboom, enquanto masterização é de Leon Manssur, do Apokalyptic Raids. Tudo foi feito da forma mais orgânica e verdadeira possível, como manda a arte verdadeira e o metal raiz”, observa Lopes.

    O material, que vem em formato digipack de luxo, com hot stamp na arte e adesivo interno de brinde, foi lançado em parceria pelos tradicionais selos Mutilation Records e Urubuz Records.

    Veja o lyric video de “Hereditary Force (Cursed be our Name)”, criado por Wanderley Perna (facebook.com/wdesignerbr), do Genocídio, em https://youtu.be/x8dPuj3HMYU Sites relacionados: Facebook: www.facebook.com/emruinasbrazil Bandcamp: emruinas.bandcamp.com Canal de Youtube: www.youtube.com/emruinas

    Contato: [email protected] Disponível através dos selos e distribuidores: www.mutilationrecords.com.br www.urubuzrecords.com.br Igor Lopes (Em Ruínas) / Foto: Rogerio Seiji Kubometal
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