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  • DREARYLANDS lança clipe contra a intolerância

    DREARYLANDS lança clipe contra a intolerância

    Anjos e demônios, Buda e Exu, brados e sussurros, Jesus e Baphomet, luz e escuridão, Maria Padilha e Virgem Maria. Estes são alguns dos elementos do videoclipe de “EFÍGIE”, novo single da banda DREARYLANDS, que apresenta uma metáfora visual para abordar a intolerância que aflige aqueles que não se adequam aos padrões ditados pelos grupos sociais.

    “Utilizamos imagens religiosas porque fazem parte do imaginário heavy metal, mas não estamos falando apenas da intolerância com as diferentes crenças ou mesmo o ateísmo. A música trata de todo tipo de patrulhamento ideológico e a violência que uma pessoa sofre apenas por não se adequar aos padrões ditados pela sociedade”, afirma o vocalista Leonardo Leão, que dirigiu e produziu o vídeo em parceria com Mark Mesquita, da produtora TSI Solution.

    A canção “Efígie”, cuja produção musical ficou a cargo do baterista Louis e do guitarrista Páris Menescal, no Louis’Den Studio, em Salvador/BA, traz a marca registrada da Drearylands, uma mistura de peso e suavidade, mesclando diferentes vertentes do Metal, com duetos de guitarra, baixo marcante, viradas técnicas de bateria e vocal melódico e agressivo ao mesmo tempo.

    Além do videoclipe, a Drearylands, que ainda conta com o guitarrista Rafael Syade e o baixista Marcos Cazé, está preparando um novo álbum para 2019. “Decidimos lançar primeiro ‘Efígie’, pois mostra o som que fazemos atualmente, mais maduro, sem perder as características que sempre tivemos, como apostar também em letras em português”, afirma o guitarrista Páris.

    O grupo foi um dos pioneiros na retomada do heavy metal em português após as bandas brasileiras do gênero terem abandonado o vernáculo ainda na década de 1980. “Quando lançamos nossas primeiras canções em português no segundo disco, em 2003, algumas pessoas da mídia especializada e do público criticaram muito, mas ao longo dos últimos anos outras bandas passaram a lançar músicas em nossa língua e surgiram outras cantando apenas em português”, lembra Leão.

    “Efígie” marca uma nova fase na carreira da Drearylands, que após lançar os álbuns “Some Dreary Songs” (2000) e “Heliopolis or just another dreary season” (2003), com ótima repercussão no Brasil e Europa, Canadá e Japão, paralisou as atividades por uma década até voltar ao cenário em 2017 com o EP “No Poetry Lasts”, seguido pelo single “Redemption” – todos esses lançamentos estão disponíveis nas principais plataformas de streaming. Infelizmente, quando estavam iniciando o processo de composição de um novo álbum, Louis sofreu um infarto e os planos tiveram que ser adiados para 2019.

     DREARYLANDS – EFÍGIE

    https://youtu.be/rPT1LclL_r0

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    DREARYLANDS – EFÍGIE

    Ficha Técnica:

    Direção e Edição: Leonardo Leão & Mark Mesquita

    Roteiro e Produção: Leonardo Leão

    Imagens e Finalização: Mark Mesquita

    Imagens adicionais: Fábio Mesquita, Leonardo Leão e Louis

    Composição e Arranjos: Drearylands

    Produção musical: Louis & Páris Menescal, em Louis’Den Studio

    Realização:

    DREARYLANDS

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    LOUIS’ DEN STUDIO

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    AERONE

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    TSI SOLUTION

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  • DREARYLANDS: Confira o vídeo oficial de “Efígie”

    DREARYLANDS: Confira o vídeo oficial de “Efígie”

    A banda de heavy metal DREARYLANDS lançou o videoclipe da canção “EFÍGIE”, que marca nova fase da carreira do grupo. A música é o primeiro single do novo álbum que será lançado ainda em 2019, seguindo os discos “No Poetry Lasts” (2017), “Heliopolis” (2003) e “Some Dreary Songs” (2000). O clipe foi dirigido e produzido pelo jornalista Leonardo Leão, compositor e vocalista da Drearylands, numa realização em parceria com os irmãos Mark e Fábio Mesquita, da empresa TSI Solution. Já a produção musical ficou a cargo do baterista Louis e do guitarrista Páris Menescal, no Louis’Den Studio.

    Um lançamento no melhor estilo “self-made band”, o single/clipe da música “EFÍGIE” está longe de ser um produto experimental ou amador, já que os envolvidos têm experiência em produções musicais e audiovisuais. “Apenas nunca tínhamos trabalhado juntos em prol da nossa própria banda, num claro exemplo do ditado ‘casa de ferreiro, espeto de pau’”, brinca o baterista Louis.

    Tal situação foi decorrente das reviravoltas na carreira da banda, que começou em 1999, mas depois de lançar dois discos e obter ótima repercussão em países da Europa, nos EUA, Canadá e Japão, teve que paralisar as atividades em 2006. “A partir de então, cada um se dedicou a carreiras paralelas. Em 2017, voltamos com um novo disco, mas no início de 2018, quando estávamos investindo fôlego redobrado na banda, a Drearylands sofreu mais um impacto, quando Louis sofreu um infarto, e tivemos que esperar mais um tempo para retomar de fato as atividades”, afirma o vocalista Leão. “Agora, estamos voltando com músicas novas e novos projetos”.

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  • DARKNESS SETS IN – Vol.3 [10/10]

    DARKNESS SETS IN – Vol.3 [10/10]

    Como escrito na review do Volume 2, esses dois novos volumes são realmente ótimos guias para todos que querem conhecer as ótimas bandas que a Bahia tem, e de diversos estilos.

    Este volume 3 realmente se completa com o volume anterior pela extrema qualidade das bandas participantes, bandas as quais tem toda nossa admiração, pois sabemos das grandes dificuldades que as mesmas passam por estar em um estado onde o monopólio musical é vergonhosamente aceito.

    Acredito que por esta situação e pela não conformidade das mentes verdadeiramente pensantes, as bandas realmente levam a sério o que fazem, sangue nos olhos mesmo. E é realmente incrível como a cena nesta terra é de fato fortíssima e proliferando bandas por todo o estado, que diga-se de passagem, bandas de um profissionalismo ímpar.

    Não somente a Bahia, mas todo o Nordeste pode se sentir maravilhosamente bem representado, me dá muito orgulho em saber que o metal está realmente vivo e sendo levado a sério e mais orgulho ainda é notar através destas compilações que independentemente dos distintos estilos, estão todos unidos por uma só causa. Parabéns por mostrar a todo Brasil e pro mundo que podemos ser muito mais fortes juntos, vocês são o exemplo verdadeiro disso. Hail!

    A Black Order Productions deu seu magnifico exemplo que espero muito que seja seguido por todo país.

    Trago para vocês neste review o Volume 3 que mais uma vez me arrebatou e me fez viajar entre as bandas renomadas e novas promessas que farão a cena brasileira estremecer muito em breve.

    BEHAVIOR – Ancient Cult Of The Obscene: Ótima banda que está na ativa desde 2008 e que já tem em sua bagagem dois trabalhos lançados e um split. Um grande representante da cena extrema da Bahia. Seu death metal permeia entre o brutal e o old school com riffs muito bem executados, uma faixa que foi muito bem escolhida para abrir esta terceira parte. Essa música também faz parte no ótimo CD Morbid Obsession.

    DREARYLANDS – Redemption: Quando o assunto na Bahia é metal, saiba que por lá não tem firulas. Essa banda é prova disso pois faz um heavy/power metal pesado e com melodias muito cativantes, entre seus membros existem pessoas muito importantes no cenário local e que fizeram parte de minha formação como headbanger. Estou falando do ótimo baterista Louis que fez parte de diversas bandas e que está na banda desde os tempos do Shadows e especialmente o Leo “Lion” Leão que além de ser um vocalista talentosíssimo é um verdadeiro guerreiro na luta pela disseminação do metal baiano por todo estado e por todo Brasil, e também vale mencionar que o Leo é um radialista muito respeitado e que me apresentou muitas bandas novas em seu programa. Sim, eu era seu ouvinte assíduo de todas as semanas.

    THE CROSS – Unto The Deep: Essa é a primeira banda de doom metal de toda a América do Sul, são percussores do estilo em nosso continente e que a sua volta às atividades deixou uma legião de fãs por todo mundo muito felizes. E nessa volta a banda veio com muito mais vontade e peso, pois seu doom metal é de fato único. Essa banda com certeza não poderia estar de fora dessa compilação, pois além de sua ótima música eles são grandes representantes e exemplo que de perseverança em nosso país. A faixa escolhida para acrescentar nesta coletânea é uma música inédita que fará parte de seu próximo EP Still Falling.

    VEULIAH – The Edge: Essa é uma banda que faz death metal numa linha mais melódica, um trabalho excepcional feito pelos seus virtuosos integrantes. Essa banda com certeza bebeu da fonte dos antigos álbuns do Malefactor, notamos uma forte influência das linhas de vocais do Lord Vlad nesta música. E não é pra menos, essa banda conta em seu line-up com um ex-Malefactor, o Luciano Veiga nos seus competentíssimos teclados. Essa música faz parte do seu último álbum lançado em 2013 Chaotic Genesis.

    PAPA NECROSE – Wake Up To Hell: Brutalidade degenerada, uma banda que faz um death metal cheio de riffs muito energéticos e que segue uma linha mais old school. Ouvindo essa banda tenho a sensação de estar ouvindo as clássicas bandas do passado dentro do estilo. Entre seus ótimos integrantes temos aqui o já comentado no volume 2 Marcio Jordanne e o virtuoso guitarrista Carlos Silva, que também é um luthier muito requisitado e também faz parte do line-up do grande Eternal Sacrifice sob o pseudo Charles Lucxor Persponne.

    MORTIFERA – Hell Is Here: Agora é a vez da brutalidade extrema do sul do estado da Bahia, precisamente da cidade de Ilhéus. Essa banda apresenta um death metal empolgante e com uma qualidade muito boa, fiquei surpreso e impressionado ao ouvir essa faixa. No início até pensei que se tratava de um cover, já que o Headhunter D.C. tem uma música com mesmo nome. Espero muito conhecer mais desta banda muito em breve, sua participação nesta compilação foi absurdamente boa.

    SECOND FACE – Religion Infanticide: Essa é uma banda antiga na Bahia, esses insanos de Itabuna fazem um grindcore muito bom, com seus riffs que nos remetem a grandes nomes do estilo como Napalm Death e até mesmo Defecation. Vocais e um instrumental bem encaixados que fazem desta participação uma grande contribuição e nos deixou com aquela sensação de querer ouvir mais dessa banda.

    GODSLAYER – Viking Metal: Outra surpresa desta compilação, banda que com certeza é muito influenciada por Amon Amarth e Mithotyn, a música é muito bem construída e cheia de passagens que realmente nos remetem a era dos guerreiros que empunham suas espadas pela defesa da honra. Uma ótima participação aqui.

    HUMAN – Evolution At Any Cost: Heavy metal glorioso, melodias maravilhosas e uma essência puramente oitentista. A música começa com um clima melancólico e lindo que se mescla a um pesado instrumental feito por membros que amam o que fazem. Ouvindo essa música viajei entre muitos clássicos imortais como Dio, Omen, Candlemass e a velha fase do Grave Digger. Nem preciso escrever aqui a minha felicidade ao ouvir esta participação, e essa música faz parte do seu ótimo álbum lançado em 2016 Sad Modern World.

    BLESSED IN FIRE – The Rising: Liderada pelo renomado Sidiney “Grim” Falcão, músico e produtor musical muito competente, essa banda faz um estilo bem diferenciado chamado mystic metal, mas se você acha que pela nomenclatura se trata de algo como black metal e estilos parecidos, saiba que não. A banda nessa música viaja entre a melodia do heavy metal e o peso agressivo do power metal, e também com partes que a banda usa blastbeats de forma impressionante que surpreendentemente se encaixam perfeitamente na sua proposta musical. Posso dizer que é uma banda pioneira na composição e execução de seu estilo. Realmente único.

    METALWAR – Follow The Sun: E pra fechar este volume 3 foi escolhido o ótimo power metal tradicional vindo de Feira de Santana, Metalwar, que executa com extremo profissionalismo seu estilo muito pesado. Em sua rede social a banda declara “No keyboards, No Balads”, então já deu pra sentir que a agressividade aqui é real. Com solos muito bem feitos e uma sonoridade que horas versam com o thrash metal, essa foi uma ótima escolha pra finalizar este volume 3.

    Considerações finais:

    Esta compilação assim como volume 2 nos mostraram como a Bahia é uma usina em plena produção de músicas pesadas e feitas com verdadeiro sentimento underground. Ouvimos aqui vários estilos dentro do metal que hora nos impressionou, hora nos arrebatou e nos emocionou. Grandes nomes junto às novas promessas que honestamente nos deixou muito felizes. Esperamos muito que o volume 4 venha nos apresentar mais bandas deste estado do nosso grande país que fazem suas músicas com raça, talento e muita determinação.

    Parabéns para todas as bandas participantes, nossas sinceras congratulações a todo estado da Bahia. Estejam sempre firmes e fortes.