A banda finlandesa Kataplexia confirmou uma grande apresentação em São Paulo no festival Guttural Brutality Fest no dia 17 de fevereiro de 2019. Essa banda é um dos ícones do brutal death metal europeu e que aqui no Brasil já angariou muitos fãs que estão esperando ansiosos por esta apresentação.
E no cast do evento terão também as bandas brasileiras Decomposing e Behatred, este festival dedicado ao death metal já está com as vendas dos ingressos disponíveis através do site da gravadora Guttural Brutality e na loja Mutilation Records na Galeria do Rock.
Oriunda de Fortaleza essa banda nascida para brutalizar vem arrebatando uma legião de fãs por todo mundo, com o seu Brutal Death Metal com claras influencias das bandas americanas do estilo o Decomposing mostra em que podemos sim, fazer melhor sempre. Este ano eles acabam de lançar o seu debut álbum pelo selo respeitadíssimo Guttural Brutality. Os membros dessa banda são veteranos na cena brasileira e que mais uma vez vem nos mostrar todo seu pontecial. Para esta entrevista convidamos o seu fundador Barroso Serra para nos falar à respeito de sua nova empreitada e de como tudo está acontecendo na carreira do famigerado Decomposing.
Barroso Serra, Foto por: Divulgação
O Decomposing foi formado em 2013 por você e pelo David Silva. Como surgiu a proposta para o surgimento da banda fazendo um Death Metal realmente diferente do que é tradicional no Brasil?
Barroso Serra – Na verdade, eu não pensei. Foi um dia, fazendo rifes de costume, dropei e comecei a criar. E como ficou foda, pensei em chamar o batera David, que é amigo de longas datas. Na hora ele topou a proposta.
A banda tem uma vertente muito brutal, indubitavelmente, vemos isso no trabalho realizado pela banda. Quais as suas principais influências?
Barroso Serra – Pow mano, muitas bandas, mas tenho minhas preferências de tocar esse estilo exclusivo, como Pathology, Visceral Disgorge, Pyaemia, Inveracity…e por aí vai.
Depois de algum tempo de início se juntam a banda o Anderson Nunes com seu vocal poderoso e o Carlos Menezes no baixo. Como foi integração deles na banda? e eles já eram de outras bandas?
Barroso Serra – Ao chama-los para o Decomposing, não teve muita cerimônia, já tocávamos em outras bandas, e a gente já sabe o que cada um gosta, que é tocar muito Death Metal. Sempre penso na amizade, pois trato banda como família. Os caras são membros do flagelo, banda antiga de thrash metal. O Carlos (baixista) faz participação em alguns shows e já tocou no Griefgiver. O Anderson (vocal) tocou no Scatologic Madness Possession, Sacrilegious Salacious (bandas muito fodas que tínhamos na cidade).
David Silva, Foto por: Divulgação
Quando a vocês os fundadores, também participaram ou participam atualmente de outras bandas?
Barroso Serra – Sim, eu sou membro fundador do Krenak, To Rot (com os meus parceiros Rainer batata e Jhoni Rodrigues do Infested Blood) e o Verminoses com meu brother ex-membro do Infested Blood (o batera Beto Santos). Essas bandas este ano estarão lançando CD, EP e Single. o David Silva que tem também tem seus projetos paralelos ao Decomposing, já participou também do Griefgiver, Facada, Burning Torment.
Em 2018 a banda lança seu primeiro registro com chave de ouro, o ótimo debut “Unleash The Underground Abominations”. Nos conte como foi a concepção deste trabalho…
Barroso Serra – Sem igual mano, está melhor do que esperávamos, muita galera procurando antes de ser lançado. Com a parceria do David Ferreira da Guttural Brutality (amigo de longas datas), foi uma puta divulgação, superou todas nossas expectativas. Está sendo um trabalho incrível, com merchan e shows. Isso faz toda diferença.
E para o seu lançamento a banda contou com um selo muito respeitado no estilo, a Guttural Brutality. Como a banda recebeu a proposta de ter seu debut lançado por este selo?
Barroso Serra – Devido a divulgação de shows, fotos e vídeos, o David Ferreira da Guttural Brutality mostrou-se interessado no material do Decomposing. Foi uma honra, pois o cara saca muito dos brutais. E resultado vocês já estão vendo, trabalho de mestre.
Anderson Nunes, Foto por: Divulgação
O David Ferreira é muito competente quanto aos lançamentos, além de ser um músico ímpar. Como está sendo a distribuição feito pela Guttural Brutality?
Barroso Serra – A divulgação está em websites, zines, rádio. David Ferreira não para mano, a todo momento está enviando material, divulgando na net e plataformas de streaming. O cara sabe do que está fazendo.
Quanto aos shows para divulgação do debut, como estão sendo?
Barroso Serra – Desde que lançamos o disco Unleash The Underground Abominations, os convites não param, tocamos agora recentemente no Forcaos, Underground Metal Fest dia 25 de agosto/2018 em novembro no Alcoholic Vomit, isso é muito bom para banda. Estamos nos preparando para turnês pelo Brasil e pela gringa.
Como o Death Metal feito por vocês é de nível internacional, há algum plano ou convite de tocarem no exterior? Digo isso pois a banda tem uma veia do Death Metal americano.
Barroso Serra – Sim com certeza, estamos nos organizando para o ano de 2019, pois todo nós temos nossas famílias e trabalhos, então estamos vendo as melhores datas para que todos nós possamos fazer um giro bem estruturado e organizado.
Quais os planos do Decomposing daqui pra frente?
Barroso Serra –Tocar muito sempre rsrs, e começar a fazer músicas para em um breve futuro lançar o segundo disco.
Carlos Menezes, Foto por: Divulgação
Vamos falar da atual cena brasileira e mundial. Como você vê a cena atualmente no Brasil e no Mundo?
Barroso Serra – No brasil todos nós sabemos a dificuldade que é manter o underground. Devido os shows gringos serem uma novidade, acabam que sendo preferência do público. A escassez de locais para shows undergrounds, também se tornam uma dificuldade para trazermos o público para nossa cena local. Tenho uma produtora, chamada Maximum Violence Productions, que estou sentindo na pele. Fazemos um grande investimento em um festival foda. E com esses contratempos as vezes torna-se inviável. Mas nada tão ruim, que juntos, não conseguimos mudar essa realidade. Já tive a oportunidade de tocar no México em 2017, a realidade não é muito diferente da nossa, mas as condições são melhores.
Quanto a repercussão do debut, a receptividade está dentro do vocês esperavam?
Barroso Serra – Muito, merchan saindo a todo momento, isso é muito satisfatório, a gente rala muito pra lançar um disco, investimentos em ensaios e equipamentos para uma ótima qualidade.
A cidade de Fortaleza tem grandes bandas e no Nordeste a cena extrema é muito forte. Mas sabemos das adversidades que uma banda, principalmente extrema, tem no Brasil, quais as maiores dificuldades superadas pela banda?
2018-Unleash The Underground Abominations “Debut Álbum”
Barroso Serra – Sinceramente fazer uma gravação de boa qualidade é um grande investimento, equipamentos são caros e gravações em estúdios profissionais é bem elevado. Então procuramos um home Studio, onde gravamos a bateria separado em outro estúdio. Mas tivemos uma expectativa boa para o cd.
Meu amigo Barroso Serra espero muito ver o Decomposing destruindo tudo por aqui. Muito obrigado por ceder o seu tempo para esta entrevista e essas últimas linhas são suas…
Barroso Serra – Muito grato por essa entrevista, isso é muito importante para o Decomposing e para outras bandas que estão lançando seus trabalhos. Estou sempre buscando o crescimento para minhas bandas e para minhas produções de death metal, pela Maximum Violence Productions (gravações, selo e distribuição). Agradeço ao público e bandas que nos acompanham. Acessem nossas pages e plataformas de streaming, estamos sempre postando novidades e atualizando nossos trabalhos.
Facebook, instagram, youtube, deezer, spotify, itunes: Decomposing – Unleash The Underground Abominations!!!
Abaixo segue o vídeo da música Human Code Fail realizado pela Guttural Brutality para promoção do álbum:
Essa banda foi criada em 2013 em Fortaleza/Ceará e executam um Brutal Death Metal na linha americana, fãs de bandas como Abominable Putridity e Pathology vão gostar muito de ouvir este álbum que será lançado oficialmente dia 31 de maio pela Guttural Brutality Productions, selo que apesar de novo vem em seu terceiro lançamento nos presentear com este álbum impressionante.
Alguns membros desta banda são músicos já conhecidos na cena extrema nacional, o baterista David Silva já passou por bandas como Facada, Burning Torment e monge e o David Barroso por sua vez integra os conhecidíssimos Krenak, Revel Decay e Insepsy. Ele também atua junto à revelação do Death Metal baiano, Escarnium, como session member. Então não estamos falando de músicos inexperientes e sim de um time que veio pra mostrar que o metal extremo no nordeste do país está fortíssimo e é muito bem representada.
A Guttural Brutality Productions cordialmente nos cedeu com exclusividade o CD “Unleash The Underground Abominations” antes mesmo de seu lançamento e ao ouvir tivemos uma grata surpresa, nos deparamos com um trabalho realmente digno, um álbum muito bem produzido e com músicas de tirar o folego.
O CD começa com a música “Human Code Fail”, blastbeats muito bem encaixados com guitarras pesadíssimas que se alternam entre riffs bem típicos do estilo e partes cadenciadas fantásticas, e, destaco a parte onde eles demonstram muita técnica onde a bateria e as guitarras se tornam uma junção perfeita entre as paletadas e dobradas de bumbo. A música que leva o nome da própria banda “Decomposing” nos dá vontade de bater cabeça do começo ao fim, e já começa com o vocal estremecendo tudo e com umas partes que o vocalista faz uns vocais Pigs, que adoro neste estilo de Brutal Death metal. Na Faixa 3 “Embryonic Mutation” começa em meio aos blastbeats guitarras que lembram as bandas de Slam Death Metal… na hora veio a minha cabeça… esses caras vão fazer história no underground deste país e o nordeste mais uma vez mostrando sua força. O Decomposing é a prova disso.
Espero vê-los aqui no sudeste do pais em breve e que tragam todo esse profissionalismo e energia mostradas neste trabalho.
A capa ficou a cargo do Sidjimbe Art Studio, conhecido estúdio de artes extremas que fica na Indonésia e pra quem está se perguntando, Indonésia?, saiba que o Brutal Death Metal reina por lá e existem bandas incríveis.
E para finalizar não poderia deixar de falar da faixa que fecha este CD em grande estilo, “Genetic Genocide”. Esta faixa em minha opinião define muito bem o trabalho desta talentosa banda que inicia sua carreira com este full-length destruidor. A Guttural Brutality está de parabéns em nos presentear com este lançamento.