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  • KAMALA – Eyes of Creation (9,0/10)

    KAMALA – Eyes of Creation (9,0/10)

    Após uma “volta por cima” em que mudou praticamente todos os integrantes (só sobrou o vocalista e guitarrista Raphael Olmos), o Kamala surpreendeu em 2015 ao retornar como power trio e lançar o excelente Mantra. E se ali via-se a afirmação de um estilo que a banda sempre se propôs a fazer (a mistura do metal com harmonias orientais), neste novo álbum percebe-se um Kamala ainda mais seguro de si, mais eficiente nas melodias e com o thrash metal voltando a comandar os trabalhos. A mudança de baterista (saiu Estavan Furlan e entrou Isabela Moraes) só afetou o grupo na parte vocal, já que Estevan dividia as vozes com Raphael e com o baixista Allan Malavasi – no mais, a competência instrumental permanece intacta. E Eyes of Creation traz a banda no auge da criatividade. Do início acústico de Internal Peace ao final com a sensacional Wake Up o que se ouve é uma banda coesa, consistente e que atinge o auge de sua carreira até aqui. É complicado cravar isso logo no início do ano, mas vai ser difícil deixar este disco de fora da lista de melhores de 2018.

    Link – https://www.facebook.com/kamalaofficial/
  • WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)

    WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)

    No terceiro álbum do Wildestarr o trio formado por Dave Starr (guitarra e baixo, ex-Vicious Rumours), London Wilde (vocal e esposa de Dave) e por John Foster (bateria), segue investindo numa mistura entre o metal tradicional, o power e o sinfônico. Se em alguns momentos, o prog também dá sua contribuição, o vocal de London foge um pouco dessa linha, o que deixa a música do grupo bem interessante. Uma bela produção aliada à composições muito bem estruturadas e técnicas, fazem de Beyond The Rain um trabalho que além de agradável, mostra consistência e intensidade em músicas como a faixa título, que condensa o metal clássico e o progressivo de forma bem homogênea. Outros destaques que podemos citar são Pressing The Wires, com uma bela interpretação de London Wilde, assim como em Down Cold, mostrando que o timbre diferenciado da vocalista deixa as composições com um toque bem próprio. Um trabalho bem equilibrado lançado pelo Wildestarr.

    Por Sergiomar Menezes
  • MELECHESH – AS JERUSALEM BURNS… AL’INTISAR (8/10)

    MELECHESH – AS JERUSALEM BURNS… AL’INTISAR (8/10)

    Fora de catálogo (na versão em CD) há quase tanto tempo quando alguns de nossos leitores têm de vida, esse As Jerusalem Burns… Al’Intisar é o debut dos israelenses do Melechesh, lançado originalmente em 1996, e que ganhou sua última versão em CD em 2002. Sim, já faz muito tempo, o que só faz com que tenhamos mais certeza sobre o quanto envelheceu bem esse disco! O som continua sendo aquela surpreendente tempestade de areia em formato de black metal, e cada vez que ouço gosto mais de faixas como Sultans of Mischief (muito Emperor!), Baphomet’s Lust e Hymn To Gibil. E ainda tem a vantagem de que nesta versão temos também a primeira demo, que nunca foi disponibilizada em CD. Legal, hein? Vale a pena, para conferir que a fama de ‘banda mais criativa do cenário black metal’ não vem de hoje. Mas, quer saber? Nunca vou me acostumar com o clima meio ‘forró’ de The Sorcerer’s of Melechesh e Assyrian Spirit, é risada garantida.