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  • BLACK STAR RIDERS definiu o produtor do seu quarto álbum

    BLACK STAR RIDERS definiu o produtor do seu quarto álbum

    O BLACK STAR RIDERS começará a gravar o seu quarto álbum de estúdio no mês que vem em Los Angeles.

    Falando ao Planet Rock antes da aparição da banda no Planet Rockstock, o frontman Ricky Warwick e o guitarrista Scott Gorham disseram que a recente adição do guitarrista Christian Martucci revitalizou a banda.

    “Entramos em estúdio em janeiro com o novo garoto Christian Martucci, do STONE SOUR, que estamos absolutamente encantados em ter como parte de nossa família”, disse Ricky.

    “Nós já temos 16 músicas, e começamos com Jay Ruston produzindo o álbum. E nós vamos gravar em Los Angeles. Então, é uma mudança em todos os sentidos porque obviamente nós usamos o produtor Nick Raskulinecz nos dois últimos álbuns, o que foi incrível. Mas com com a saída de Damon [Johnson, guitarrista] e a chegada de Christian – bem, Jay mixou os dois últimos álbuns do BLACK STAR RIDERS, então pensamos: ‘Vamos fazer a coisa toda com Jay em Los Angeles dessa vez’. Christian trabalhou com ele antes no STONE SOUR, então há um relacionamento entre eles. Então, estamos empolgados”.

    Scott acrescentou: “Eu acho que vai ser um som um pouco diferente desta vez também. Você já pode dizer pelas demos e pela instrumentação diferente. Vai ser um pouco diferente do que estamos fazendo – não é um muito, mas você vai perceber”.

    Johnson anunciou sua saída do BLACK STAR RIDERS em setembro, mas continuou tocando com a banda até o final da turnê do grupo no Reino Unido no dia 3 de dezembro.

    Comentando sobre a saída de Damon, Ricky disse: “Ele sempre será parte da família. Certo, Scott? Nós o amamos”.

    Scott acrescentou: “Ainda somos amigos. Costumamos dizer, como quando Marco [Mendoza, baixista] quis sair, eu digo para todos: ‘Isso não é uma sentença de prisão. Fazemos isso e temos muita diversão fazendo isso e, quando chegar a hora de partir, é hora de ir”.

    No ano passado, o BLACK STAR RIDERS assinou um novo contrato mundial com a Nuclear Blast Entertainment, selo que lançou os três álbuns da banda até agora: All Hell Breaks Loose de 2013, The Killer Instinct de 2015 e Heavy Fire de 2017.

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  • SOLID ROCK – Judas Priest e Black Star Riders – 14 de novembro de 2018, Belo Horizonte/MG

    SOLID ROCK – Judas Priest e Black Star Riders – 14 de novembro de 2018, Belo Horizonte/MG

    O intuito do festival Solid Rock era levar três aulas de rock e metal, lecionadas por Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders, a três cidades brasileiras, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. E assim o fez. A quarta e última parada desse ambulante simpósio da música pesada no Brasil foi Belo Horizonte, porém, sem a presença do grupo oriundo do movimento grunge de Seattle. Coube à dupla Priest e Riders deleitar os fãs mineiros, brindando-os com duas apresentações marcantes e passando por cima de graves problemas no local onde ministraram suas classes.

    Quando ficou decidido que o KM de Vantagens Hall – que já se chamou Marista, Chevrolet e BH Hall em algum momento do passado – seria a sede dos dois concertos, logo de cara me deu aquela desanimada. Quem já esteve presente na casa sabe do que estou falando. A acústica de lá deixa muito a desejar. E isso não tem nada a ver com o estilo musical de quem esteja no palco. Não importa se é metal, rap ou MPB, o som nunca é à altura das atrações. Dito e feito mais uma vez! Mesmo com tal defeito crônico, Black Star Riders e Judas Priest esbanjaram extremo profissionalismo e competência, superando tais adversidades.

    Os ponteiros do relógio se aproximavam das 20h da última quarta-feira (14), quando o Black Star Riders adentrou o palco com riffs certeiros – originados de três guitarras, já que o vocalista Ricky Warwick também mandava ver nas seis cordas – e muita energia. O público ainda não era dos melhores, mas aqueles que já se encontravam dentro do KM de Vantagens vibrou com músicas como Bloodshot e The Killer Instinct.

    Mas apesar da banda ter um arsenal de boas canções, os destaques ficaram para Jailbreak e The Boys Are Back in Town, ambas do Thin Lizzy. Aliás, ver de perto o talento e a mestria do guitarrista Scott Gorham, ex-integrante do Lizzy, foi um dos melhores momentos da noite, daqueles que fazem valer o ingresso. Menção honrosa para o baixista Robbie Crane – conhecido e reconhecido por passagens por Ratt, Adler’s Appetite e tantos outros –, que não parava de agitar um minuto sequer.

    Após 45 minutos, fim da aula de hard rock, e o Black Star Riders, bastante aplaudido, abria caminho para o Judas Priest iniciar uma antológica lição de metal, daquelas para não se esquecer jamais.

    Por volta das 21h15, as luzes se apagaram, e o início de War Pigs, do Black Sabbath, soava, para o delírio dos espectadores. Sim, a primeira lição seria de história. O Judas queria prestar uma homenagem aquela que foi uma de suas principais inspirações nos idos de sua carreira e referência para todas as gerações de metal desde o nascimento do álbum “Black Sabbath” (1970). Os fãs – agora em um número razoável, mas longe de fazer a casa ficar lotada – cantarolavam alto a primeira parte do hino, antes de cair o pano que trazia o tridente do Priest e emergir o primeiro riff de Firepower, faixa-título do mais recente álbum da banda do baixista Ian Hill e companhia.

    Algo que relevante a mencionar é o poder de fogo ao vivo das músicas do disco lançado neste ano. Isso porque Lightning Strike, Rising from Ruins (e sua “vinheta” introdutória Guardians) e No Surrender caíram no gosto dos aficionados: todas foram cantadas em uníssono e com os braços erguidos. E se as mais novas eram tão bem recepcionadas, imagine os clássicos.

    Mas antes, uma coisa que também é preciso exaltar é o quanto o Judas Priest é justo em revisitar sua prolífica trajetória. Duvido que algum fã não tenha se arrepiado com a matadora sequência Running Wild, Grinder, Sinner e The Ripper.

    Com algumas canções passadas a limpo já era possível constatar alguns pontos. O primeiro é que Rob Halford, no alto de seus 67 anos, canta muito. Confesso que aquele agudo característico em The Ripper me fez recordar de ótimos momentos da infância e adolescência, quando o Priest tinha cadeira cativa nas fitas k7 da minha coleção. Creio que qualquer indivíduo ali presente tinha uma boa história para contar a respeito da primeira vez que ouviu Rob Halford. A nostalgia vinha acompanhada da qualidade do vocalista, um soberano sobre o palco.

    O segundo diz respeito à dupla de guitarristas. Ficou notório que Richie Faulkner, substituto de K. K. Downing desde 2011, assumiu de vez o protagonismo das seis cordas, após o afastamento de Glenn Tipton – que vem travando uma luta contra a Doença (ou Mal) de Parkinson. Aliás, seria exagero dizer que Faulkner assumiu também o protagonismo da banda nos shows, nos quesitos técnica e energia? Fica aí um questionamento, uma vez que é surreal o carisma, a habilidade e sua conexão com o público. Ou seja, aprendeu direitinho com seus professores.

    Terceiro e não menos importante é Andy Sneap. Referência como produtor, Sneap também é um exímio guitarrista. Diga-se de passagem, faz jus estar na posição em que está, como “suplente” de Tipton. Com essa dupla de “pupilos”, os mentores podem ter certeza que o legado do Judas se manterá intacto.

    A apresentação seguia com um nível lá no alto com Turbo Lover – essa música é boa demais, admitam! – e Freewheel Burning, com direito a imagens da lenda Ayrton Senna nos telões, em um momento bastante emocionante – e muitas câmeras de celulares registrando esse tributo.

    You’ve Got Another Thing Comin’ e Hell Bent for Leather – com Halford em cima da Harley Davidson – antecederam aquele início apoteótico de Painkiller, comandado pela bateria de Scott Travis – esse cara é um monstro das baquetas, só para não passar batido. E Faulkner seguia beirando o impecável, em riffs e solos.

    Quem ainda não estava rouco até então, provavelmente ficou sem voz depois da trinca final. The Hellion/Eletric Eye iniciou esse processo, continuado por Breaking the Law e finalizado com Living After Midnight. O público ainda estava anestesiado – e extasiado –, quando o Judas Priest deixava o palco, depois de uma hora e meia de show, ao som de We Are the Champions, do Queen, em mais uma homenagem na noite. Que aula, hein?!

  • SOLID ROCK – Judas Priest e Black Star Riders – 14 de novembro de 2018, Belo Horizonte/MG

    SOLID ROCK – Judas Priest e Black Star Riders – 14 de novembro de 2018, Belo Horizonte/MG

    O intuito do festival Solid Rock era levar três aulas de rock e metal, lecionadas por Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders, a três cidades brasileiras, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. E assim o fez. A quarta e última parada desse ambulante simpósio da música pesada no Brasil foi Belo Horizonte, porém, sem a presença do grupo oriundo do movimento grunge de Seattle. Coube à dupla Priest e Riders deleitar os fãs mineiros, brindando-os com duas apresentações marcantes e passando por cima de graves problemas no local onde ministraram suas classes.

    Quando ficou decidido que o KM de Vantagens Hall – que já se chamou Marista, Chevrolet e BH Hall em algum momento do passado – seria a sede dos dois concertos, logo de cara me deu aquela desanimada. Quem já esteve presente na casa sabe do que estou falando. A acústica de lá deixa muito a desejar. E isso não tem nada a ver com o estilo musical de quem esteja no palco. Não importa se é metal, rap ou MPB, o som nunca é à altura das atrações. Dito e feito mais uma vez! Mesmo com tal defeito crônico, Black Star Riders e Judas Priest esbanjaram extremo profissionalismo e competência, superando tais adversidades.

    Os ponteiros do relógio se aproximavam das 20h da última quarta-feira (14), quando o Black Star Riders adentrou o palco com riffs certeiros – originados de três guitarras, já que o vocalista Ricky Warwick também mandava ver nas seis cordas – e muita energia. O público ainda não era dos melhores, mas aqueles que já se encontravam dentro do KM de Vantagens vibrou com músicas como Bloodshot e The Killer Instinct.

    Mas apesar da banda ter um arsenal de boas canções, os destaques ficaram para Jailbreak e The Boys Are Back in Town, ambas do Thin Lizzy. Aliás, ver de perto o talento e a mestria do guitarrista Scott Gorham, ex-integrante do Lizzy, foi um dos melhores momentos da noite, daqueles que fazem valer o ingresso. Menção honrosa para o baixista Robbie Crane – conhecido e reconhecido por passagens por Ratt, Adler’s Appetite e tantos outros –, que não parava de agitar um minuto sequer.

    Após 45 minutos, fim da aula de hard rock, e o Black Star Riders, bastante aplaudido, abria caminho para o Judas Priest iniciar uma antológica lição de metal, daquelas para não se esquecer jamais.

    Por volta das 21h15, as luzes se apagaram, e o início de War Pigs, do Black Sabbath, soava, para o delírio dos espectadores. Sim, a primeira lição seria de história. O Judas queria prestar uma homenagem aquela que foi uma de suas principais inspirações nos idos de sua carreira e referência para todas as gerações de metal desde o nascimento do álbum “Black Sabbath” (1970). Os fãs – agora em um número razoável, mas longe de fazer a casa ficar lotada – cantarolavam alto a primeira parte do hino, antes de cair o pano que trazia o tridente do Priest e emergir o primeiro riff de Firepower, faixa-título do mais recente álbum da banda do baixista Ian Hill e companhia.

    Algo que relevante a mencionar é o poder de fogo ao vivo das músicas do disco lançado neste ano. Isso porque Lightning Strike, Rising from Ruins (e sua “vinheta” introdutória Guardians) e No Surrender caíram no gosto dos aficionados: todas foram cantadas em uníssono e com os braços erguidos. E se as mais novas eram tão bem recepcionadas, imagine os clássicos.

    Mas antes, uma coisa que também é preciso exaltar é o quanto o Judas Priest é justo em revisitar sua prolífica trajetória. Duvido que algum fã não tenha se arrepiado com a matadora sequência Running Wild, Grinder, Sinner e The Ripper.

    Com algumas canções passadas a limpo já era possível constatar alguns pontos. O primeiro é que Rob Halford, no alto de seus 67 anos, canta muito. Confesso que aquele agudo característico em The Ripper me fez recordar de ótimos momentos da infância e adolescência, quando o Priest tinha cadeira cativa nas fitas k7 da minha coleção. Creio que qualquer indivíduo ali presente tinha uma boa história para contar a respeito da primeira vez que ouviu Rob Halford. A nostalgia vinha acompanhada da qualidade do vocalista, um soberano sobre o palco.

    O segundo diz respeito à dupla de guitarristas. Ficou notório que Richie Faulkner, substituto de K. K. Downing desde 2011, assumiu de vez o protagonismo das seis cordas, após o afastamento de Glenn Tipton – que vem travando uma luta contra a Doença (ou Mal) de Parkinson. Aliás, seria exagero dizer que Faulkner assumiu também o protagonismo da banda nos shows, nos quesitos técnica e energia? Fica aí um questionamento, uma vez que é surreal o carisma, a habilidade e sua conexão com o público. Ou seja, aprendeu direitinho com seus professores.

    Terceiro e não menos importante é Andy Sneap. Referência como produtor, Sneap também é um exímio guitarrista. Diga-se de passagem, faz jus estar na posição em que está, como “suplente” de Tipton. Com essa dupla de “pupilos”, os mentores podem ter certeza que o legado do Judas se manterá intacto.

    A apresentação seguia com um nível lá no alto com Turbo Lover – essa música é boa demais, admitam! – e Freewheel Burning, com direito a imagens da lenda Ayrton Senna nos telões, em um momento bastante emocionante – e muitas câmeras de celulares registrando esse tributo.

    You’ve Got Another Thing Comin’ e Hell Bent for Leather – com Halford em cima da Harley Davidson – antecederam aquele início apoteótico de Painkiller, comandado pela bateria de Scott Travis – esse cara é um monstro das baquetas, só para não passar batido. E Faulkner seguia beirando o impecável, em riffs e solos.

    Quem ainda não estava rouco até então, provavelmente ficou sem voz depois da trinca final. The Hellion/Eletric Eye iniciou esse processo, continuado por Breaking the Law e finalizado com Living After Midnight. O público ainda estava anestesiado – e extasiado –, quando o Judas Priest deixava o palco, depois de uma hora e meia de show, ao som de We Are the Champions, do Queen, em mais uma homenagem na noite. Que aula, hein?!

  • SOLID ROCK – Judas Priest e Black Star Riders – 14 de novembro de 2018, Belo Horizonte/MG

    SOLID ROCK – Judas Priest e Black Star Riders – 14 de novembro de 2018, Belo Horizonte/MG

    O intuito do festival Solid Rock era levar três aulas de rock e metal, lecionadas por Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders, a três cidades brasileiras, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. E assim o fez. A quarta e última parada desse ambulante simpósio da música pesada no Brasil foi Belo Horizonte, porém, sem a presença do grupo oriundo do movimento grunge de Seattle. Coube à dupla Priest e Riders deleitar os fãs mineiros, brindando-os com duas apresentações marcantes e passando por cima de graves problemas no local onde ministraram suas classes.

    Quando ficou decidido que o KM de Vantagens Hall – que já se chamou Marista, Chevrolet e BH Hall em algum momento do passado – seria a sede dos dois concertos, logo de cara me deu aquela desanimada. Quem já esteve presente na casa sabe do que estou falando. A acústica de lá deixa muito a desejar. E isso não tem nada a ver com o estilo musical de quem esteja no palco. Não importa se é metal, rap ou MPB, o som nunca é à altura das atrações. Dito e feito mais uma vez! Mesmo com tal defeito crônico, Black Star Riders e Judas Priest esbanjaram extremo profissionalismo e competência, superando tais adversidades.

    Os ponteiros do relógio se aproximavam das 20h da última quarta-feira (14), quando o Black Star Riders adentrou o palco com riffs certeiros – originados de três guitarras, já que o vocalista Ricky Warwick também mandava ver nas seis cordas – e muita energia. O público ainda não era dos melhores, mas aqueles que já se encontravam dentro do KM de Vantagens vibrou com músicas como Bloodshot e The Killer Instinct.

    Mas apesar da banda ter um arsenal de boas canções, os destaques ficaram para Jailbreak e The Boys Are Back in Town, ambas do Thin Lizzy. Aliás, ver de perto o talento e a mestria do guitarrista Scott Gorham, ex-integrante do Lizzy, foi um dos melhores momentos da noite, daqueles que fazem valer o ingresso. Menção honrosa para o baixista Robbie Crane – conhecido e reconhecido por passagens por Ratt, Adler’s Appetite e tantos outros –, que não parava de agitar um minuto sequer.

    Após 45 minutos, fim da aula de hard rock, e o Black Star Riders, bastante aplaudido, abria caminho para o Judas Priest iniciar uma antológica lição de metal, daquelas para não se esquecer jamais.

    Por volta das 21h15, as luzes se apagaram, e o início de War Pigs, do Black Sabbath, soava, para o delírio dos espectadores. Sim, a primeira lição seria de história. O Judas queria prestar uma homenagem aquela que foi uma de suas principais inspirações nos idos de sua carreira e referência para todas as gerações de metal desde o nascimento do álbum “Black Sabbath” (1970). Os fãs – agora em um número razoável, mas longe de fazer a casa ficar lotada – cantarolavam alto a primeira parte do hino, antes de cair o pano que trazia o tridente do Priest e emergir o primeiro riff de Firepower, faixa-título do mais recente álbum da banda do baixista Ian Hill e companhia.

    Algo que relevante a mencionar é o poder de fogo ao vivo das músicas do disco lançado neste ano. Isso porque Lightning Strike, Rising from Ruins (e sua “vinheta” introdutória Guardians) e No Surrender caíram no gosto dos aficionados: todas foram cantadas em uníssono e com os braços erguidos. E se as mais novas eram tão bem recepcionadas, imagine os clássicos.

    Mas antes, uma coisa que também é preciso exaltar é o quanto o Judas Priest é justo em revisitar sua prolífica trajetória. Duvido que algum fã não tenha se arrepiado com a matadora sequência Running Wild, Grinder, Sinner e The Ripper.

    Com algumas canções passadas a limpo já era possível constatar alguns pontos. O primeiro é que Rob Halford, no alto de seus 67 anos, canta muito. Confesso que aquele agudo característico em The Ripper me fez recordar de ótimos momentos da infância e adolescência, quando o Priest tinha cadeira cativa nas fitas k7 da minha coleção. Creio que qualquer indivíduo ali presente tinha uma boa história para contar a respeito da primeira vez que ouviu Rob Halford. A nostalgia vinha acompanhada da qualidade do vocalista, um soberano sobre o palco.

    O segundo diz respeito à dupla de guitarristas. Ficou notório que Richie Faulkner, substituto de K. K. Downing desde 2011, assumiu de vez o protagonismo das seis cordas, após o afastamento de Glenn Tipton – que vem travando uma luta contra a Doença (ou Mal) de Parkinson. Aliás, seria exagero dizer que Faulkner assumiu também o protagonismo da banda nos shows, nos quesitos técnica e energia? Fica aí um questionamento, uma vez que é surreal o carisma, a habilidade e sua conexão com o público. Ou seja, aprendeu direitinho com seus professores.

    Terceiro e não menos importante é Andy Sneap. Referência como produtor, Sneap também é um exímio guitarrista. Diga-se de passagem, faz jus estar na posição em que está, como “suplente” de Tipton. Com essa dupla de “pupilos”, os mentores podem ter certeza que o legado do Judas se manterá intacto.

    A apresentação seguia com um nível lá no alto com Turbo Lover – essa música é boa demais, admitam! – e Freewheel Burning, com direito a imagens da lenda Ayrton Senna nos telões, em um momento bastante emocionante – e muitas câmeras de celulares registrando esse tributo.

    You’ve Got Another Thing Comin’ e Hell Bent for Leather – com Halford em cima da Harley Davidson – antecederam aquele início apoteótico de Painkiller, comandado pela bateria de Scott Travis – esse cara é um monstro das baquetas, só para não passar batido. E Faulkner seguia beirando o impecável, em riffs e solos.

    Quem ainda não estava rouco até então, provavelmente ficou sem voz depois da trinca final. The Hellion/Eletric Eye iniciou esse processo, continuado por Breaking the Law e finalizado com Living After Midnight. O público ainda estava anestesiado – e extasiado –, quando o Judas Priest deixava o palco, depois de uma hora e meia de show, ao som de We Are the Champions, do Queen, em mais uma homenagem na noite. Que aula, hein?!

  • SOLID ROCK – Judas Priest – Alice in Chains e Black Star Riders – 10 de novembro de 2018, São Paulo/SP

    SOLID ROCK – Judas Priest – Alice in Chains e Black Star Riders – 10 de novembro de 2018, São Paulo/SP

    Quanta emoção a segunda edição do “Solid Rock” reservou ao público paulistano. Se em 2017 a produção do festival já havia acertado em cheio ao providenciar a volta do Deep Purple ao Brasil e escalou para abrir os também veteranos Cheap Trick e Tesla, grupos que nunca haviam pisado no país, dessa vez foi novamente digna de elogios. O gigante britânico Judas Priest, instituição do heavy metal, mais o Alice In Chains, nome forte do alto escalão do movimento grunge de Seattle, e o também americano Black Star Riders, que tem em seu line up músicos renomados e experientes, entre eles o ex-guitarrista do Thin Lizzy Scott Gorham, dividiram o palco do Allianz Parque no último sábado e proporcionaram à São Paulo um dos grandes encontros da música pesada em 2018. Judas e Alice In Chains vieram divulgar seus respectivos novos álbuns, Firepower e Rainier Fog. Já o Black Star Riders deu uma pausa na pré-produção de seu quarto material de estúdio, que será lançado no verão europeu (inverno no Hemisfério Sul), e estreou em solo brasileiro.

    E foi exatamente o Black Star Riders a primeira atração a, literalmente, entrar em campo. O grupo foi fundado por Scott Gorham após inúmeras apresentações que realizou com o Thin Lizzy a partir de 1996, quando passou a homenagear o legado deixado por sua ex-banda e também a memória de seu velho parceiro Phil Lynott (vocal e baixo), falecido no ano de 1986. No repertório, o Black Star Riders apresentou músicas de seus três álbuns: All Hells Breaks Loose (2013), The Killer Instinct (2015) e Heavy Fire (2017). Com o dia ainda claro, devido ao horário de verão, Gorham, o norte irlandês Ricky Warwick (vocal e guitarra), que em 1994 abriu os shows do Megadeth no Brasil com sua ex-banda The Almighty, o baixista Robbie Crane, bastante conhecido dos fãs de hard rock por suas passagens por Ratt, Lynch Mob, Tuff, Adler’s Appetite, Saints of the Underground e pela banda solo de Vince Neil (Mötley Crüe), o estreante baterista Chad Szeliga (Breaking Benjamin / Black Label Society) e o guitarrista do Thunder Luke Morley, que estava apenas quebrando um galho, já que o recém anunciado Christian Martucci (Stone Sour) só assumirá a função no início de 2019, entraram agitando o público com duas do debut, as eletrizantes Bloodshot e a própria All Hells Breaks Loose.

    Ricky Warwick do Black Star Riders

    A tristeza de quem nunca teve a chance de assistir a um show do Thin Lizzy, em parte foi suprida não apenas por finalmente estar vendo Gorham, que entre 1974 a 1984 formou a famosa e influente dupla de guitarras gêmeas do grupo, ao lado de Brian Robertson, que depois passou pelo Motörhead, como também pelo próprio som do Black Star Riders, que possui referências similares. Até mesmo a voz e o estilo de cantar do carismático Warwick estão soando semelhantes aos de Phil Lynott. Como se não bastasse, a banda ainda tocou dois grandes clássicos do Thin Lizzy: Jailbreak e The Boys Are Back in Town. Ambas inflamaram o público, que até então já havia sido arrebatado pelo som do Black Star Riders. Do disco atual, tocaram apenas Heavy Fire e When the Night Comes In. Quanto aos destaques, ficam para as contagiantes Before the War e a derradeira Bound For Glory, que tem um solo inicial de guitarra que lembrou demais o de Guilty of Love do Whitesnake. Apesar de no começo o som ter ficado um pouco baixo, a apresentação do Black Star Riders agradou os fãs e certamente conquistou muita gente que ainda não conhecia a banda.

    Assim que saíram do palco, os simpaticíssimos Gorham e Crane atenderam a ROADIE CREW em um lobby do estádio para matérias que em breve publicaremos em nossas páginas. Ao final das entrevistas, os dois fizeram questão de nos levar ao camarim para nos apresentar os demais integrantes. Todos estavam animados com o show que fizeram e com a recepção do público. Sobre sua primeira passagem pelo país, Robbie Crane comentou: “Eu amei o Brasil. É lindo!”. E revelou: “Eu estava ansioso para vir e experimentar a cultura, ver as pessoas, conhecer a língua… E não me decepcionei! Adorei ter tocado em Curitiba também, o local do show era incrível. Os hotéis daqui são ótimos. Está sendo muito bom estar aqui”, finalizou. Já o divertido Gorham também afirmou ter amado o país e se perguntou: “Uau, como que eu nunca estive aqui antes?”. E o guitarrista brincou ao explicar: “Sabe, eu concedi mais entrevistas do que você pode imaginar para a América do Sul e em cada uma delas os jornalistas me perguntavam o porquê de eu nunca ter vindo tocar aqui. Em todas eu respondia: “Oras, me arrumem a porra de um promotor que eu vou!”. Risos gerais!

    De volta ao ‘front’, a vez agora era do Alice In Chains, que retornava a São Paulo depois de cinco anos. Após breve introdução mecânica com um tema sombrio ao piano, William DuVall (vocal e guitarra), Jerry Cantrell (guitarra e vocal), Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria) foram ovacionados pelos fãs e recepcionados por uma garoa indesejada, que chegou com o cair da noite. Contando com um painel luminoso no palco dando um efeito bacana e uma qualidade de som cristalina do início ao fim da apresentação, o quarteto abriu com Check My Brain, música de riff principal hipnótico, presente no álbum Black Gives Way to Blue (2009), que marcou a estreia de DuVall. Antes da seguinte, os fãs fizeram coro com o nome do grupo e comemoraram assim que ouviram os primeiros acordes de Again, única representante do homônimo álbum Alice in Chains (1995), que foi o primeiro com Inez e último de estúdio gravado pelo saudoso vocalista Layne Staley, falecido sete anos mais tarde em decorrência de overdose causada por ‘speedball’ (mistura de heroína com cocaína), motivada por depressão.

    William DuVall do Alice In Chains

    A primeira a ser tocada do novo álbum foi Never Fade, que boa parte do público já sabia a letra de cor e cantou junto com DuVall e Cantrell. Depois, foi a vez de começar a matar saudade do segundo álbum da banda, Dirt (1992), com a dobradinha Then Bones e Dam That River. Daí pra frente, somente três da era DuVall foram executadas: Hollow e Stone de The Devil Put Dinosaurs Here (2013) e The Only You Know, outra do recém lançado Rainier Fog. No mais, para a alegria dos fãs, o que rolou foi uma enxurrada de clássicos do citado Dirt e do igualmente bem sucedido disco de estreia, Facelift (1990). Em alto e bom som, muitos cantaram os hits Would? (tocado numa versão um pouco mais arrastada), Man in the Box e We Die Young, as também conhecidas e melancólicas Down in a Hole e Rooster e a obscura Angry Chair. Fora essas, ainda teve No Excuses, do EP Jar of Flies, de 1994. Apesar de DuVall, que ainda divide a opinião dos fãs do Alice In Chains, ter arriscado algumas palavras em português, a banda foi econômica nos discursos. Bom para os fãs, que puderam curtir mais músicas. E olha que faltaram outras pérolas do começo da carreira, como Sea of Sorrow e Love Hate Love, de Facelift, por exemplo. No entanto, Cantrell, DuVall e cia. fizeram o show eficiente de sempre e saíram aplaudidos pelo público.

    Jerry Cantrell do Alice in Chains

    Nessa era em que vivemos da tecnologia, muitos não conseguem segurar a curiosidade e antes de sair de casa pesquisam na internet o que foi que a banda que gosta tocou no show anterior. Dito isso, não foi nada estranho quando nos falantes começou a rolar a imortal War Pigs do Black Sabbath e o público enlouqueceu. Era o prenúncio da entrada do Judas Priest, que após épica introdução, surgiu triunfante de trás da enorme cortina estampada com sua famosa cruz em forma de candelabro, abrindo com a música que dá nome ao seu novo álbum, Firepower. Na sequência, a emenda com uma antiga: Running Wild, do “quarentão” Killing Machine (1978). De sobretudo prateado, Rob Halford era o centro das atenções. Porém mesmo o “metal god” estando bem amparado pela consistente cozinha formada pelos veteranos Ian Hill e Scott Travis, não tinha como o público desviar o olhar das guitarras. Reformulado, o Judas de hoje já não conta mais com os inigualáveis K.K. Downing, que há muito tempo deixou o grupo, e nem com Glenn Tipton, que mais recentemente deu adeus aos palcos por decorrência de seu diagnóstico de Mal de Parkinson. Entretanto, foi ótimo ver que Richie Faulkner e o estreante Andy Sneap, respeitado produtor que assumiu a vaga deixada por Tipton, estão segurando com louvor e maestria os lugares que um dia pertenceram a uma das mais brilhantes, respeitadas e influentes duplas de guitarristas da história do heavy metal.

    Rob Halford

    Foi curioso notar que o repertório contou com alguns clássicos tocados pelos ingleses em sua primeira passagem pelo Brasil, no Rock in Rio 2, em 1991, como: Hell Bent for Leather – claro, com Halford cantando montado em cima de uma Harley Davidson – Grinder, The Hellion/Electric Eye, The Ripper, Painkiller, The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown), Breaking the Law, Living After Midnight e You’ve Got Another Thing Comin’. E se já não bastasse o setlist matador, que em certo momento nos deu a sensação de termos entrado em um túnel do tempo e de estarmos assistindo a um show do Judas nos anos 80, por conta de músicas mais ‘comerciais’ como Turbo Lover, Night Comes Down, Desert Plains e até mesmo as novas Rising From Ruins e No Surrender, que têm essa pegada ‘vintage’, o grupo resolveu nos emocionar mais ainda… Durante a execução de Freewheel Burning, que é uma ode a liberdade e a velocidade, muita gente chorou com as imagens no telão que exibiam diversas cenas do piloto e ídolo nacional Ayrton Senna. A homenagem remetia aos 30 anos do primeiro título do saudoso Senna, então na McLaren, e foi feita na véspera do GP Brasil de F-1, em que o inglês Lewis Hamilton se sagrou pentacampeão mundial. E quem prestou atenção, notou que o Judas Priest também homenageou duas bandas conterrâneas e contemporâneas suas. Se o Black Sabbath serviu de inspiração para o grupo entrar no palco após War Pigs, a despedida após Living After Midnight se deu ao som de We Are the Champions, do Queen.

    Richie Faulkner do Judas Priest

    Ainda sobre as performances individuais, Sneap pareceu estar bem a vontade e entrosado. Tocou muito bem e mostrou boa presença de palco. Mas quem impressionou mesmo foi Faulkner, que está há bem mais tempo na banda. Além de ser muito bom guitarrista, a altura do Judas Priest, o cara domina o palco, faz caras e bocas, agita o público o tempo todo e, com personalidade, impõe respeito. Quanto a Travis e Hill, ainda são aquilo que todo fã do Judas espera deles: o primeiro continua tocando com a mesma segurança, destreza e pegada de sempre, o outro segue discreto, agitando ao seu modo na lateral ao fundo do palco, e dando a propulsão exata para uma cozinha soar consistente. E o que falar de Rob Halford? Seus olhos enrugados e um tanto inchados já não escondem a idade. Já a voz desse senhor de 67 anos continua um absurdo. Com experiência, sabedoria e ‘malandragem’, Halford usufruia do reforço vocal do público quando necessário, mas quando resolvia soltar a voz fazia ainda melhor do que em anos anteriores. Impressionante! Sinceramente falando, eu não esperava menos do Judas Priest. E tanto ao vivo quanto em estúdio, o grupo tem mostrando totais condições de prosseguir sua estrada por mais alguns anos. Que os deuses do metal me ouçam e digam amém!

  • SOLID ROCK – Judas Priest – Alice in Chains e Black Star Riders – 10 de novembro de 2018, São Paulo/SP

    SOLID ROCK – Judas Priest – Alice in Chains e Black Star Riders – 10 de novembro de 2018, São Paulo/SP

    Quanta emoção a segunda edição do “Solid Rock” reservou ao público paulistano. Se em 2017 a produção do festival já havia acertado em cheio ao providenciar a volta do Deep Purple ao Brasil e escalou para abrir os também veteranos Cheap Trick e Tesla, grupos que nunca haviam pisado no país, dessa vez foi novamente digna de elogios. O gigante britânico Judas Priest, instituição do heavy metal, mais o Alice In Chains, nome forte do alto escalão do movimento grunge de Seattle, e o também americano Black Star Riders, que tem em seu line up músicos renomados e experientes, entre eles o ex-guitarrista do Thin Lizzy Scott Gorham, dividiram o palco do Allianz Parque no último sábado e proporcionaram à São Paulo um dos grandes encontros da música pesada em 2018. Judas e Alice In Chains vieram divulgar seus respectivos novos álbuns, Firepower e Rainier Fog. Já o Black Star Riders deu uma pausa na pré-produção de seu quarto material de estúdio, que será lançado no verão europeu (inverno no Hemisfério Sul), e estreou em solo brasileiro.

    E foi exatamente o Black Star Riders a primeira atração a, literalmente, entrar em campo. O grupo foi fundado por Scott Gorham após inúmeras apresentações que realizou com o Thin Lizzy a partir de 1996, quando passou a homenagear o legado deixado por sua ex-banda e também a memória de seu velho parceiro Phil Lynott (vocal e baixo), falecido no ano de 1986. No repertório, o Black Star Riders apresentou músicas de seus três álbuns: All Hells Breaks Loose (2013), The Killer Instinct (2015) e Heavy Fire (2017). Com o dia ainda claro, devido ao horário de verão, Gorham, o norte irlandês Ricky Warwick (vocal e guitarra), que em 1994 abriu os shows do Megadeth no Brasil com sua ex-banda The Almighty, o baixista Robbie Crane, bastante conhecido dos fãs de hard rock por suas passagens por Ratt, Lynch Mob, Tuff, Adler’s Appetite, Saints of the Underground e pela banda solo de Vince Neil (Mötley Crüe), o estreante baterista Chad Szeliga (Breaking Benjamin / Black Label Society) e o guitarrista do Thunder Luke Morley, que estava apenas quebrando um galho, já que o recém anunciado Christian Martucci (Stone Sour) só assumirá a função no início de 2019, entraram agitando o público com duas do debut, as eletrizantes Bloodshot e a própria All Hells Breaks Loose.

    Ricky Warwick do Black Star Riders

    A tristeza de quem nunca teve a chance de assistir a um show do Thin Lizzy, em parte foi suprida não apenas por finalmente estar vendo Gorham, que entre 1974 a 1984 formou a famosa e influente dupla de guitarras gêmeas do grupo, ao lado de Brian Robertson, que depois passou pelo Motörhead, como também pelo próprio som do Black Star Riders, que possui referências similares. Até mesmo a voz e o estilo de cantar do carismático Warwick estão soando semelhantes aos de Phil Lynott. Como se não bastasse, a banda ainda tocou dois grandes clássicos do Thin Lizzy: Jailbreak e The Boys Are Back in Town. Ambas inflamaram o público, que até então já havia sido arrebatado pelo som do Black Star Riders. Do disco atual, tocaram apenas Heavy Fire e When the Night Comes In. Quanto aos destaques, ficam para as contagiantes Before the War e a derradeira Bound For Glory, que tem um solo inicial de guitarra que lembrou demais o de Guilty of Love do Whitesnake. Apesar de no começo o som ter ficado um pouco baixo, a apresentação do Black Star Riders agradou os fãs e certamente conquistou muita gente que ainda não conhecia a banda.

    Assim que saíram do palco, os simpaticíssimos Gorham e Crane atenderam a ROADIE CREW em um lobby do estádio para matérias que em breve publicaremos em nossas páginas. Ao final das entrevistas, os dois fizeram questão de nos levar ao camarim para nos apresentar os demais integrantes. Todos estavam animados com o show que fizeram e com a recepção do público. Sobre sua primeira passagem pelo país, Robbie Crane comentou: “Eu amei o Brasil. É lindo!”. E revelou: “Eu estava ansioso para vir e experimentar a cultura, ver as pessoas, conhecer a língua… E não me decepcionei! Adorei ter tocado em Curitiba também, o local do show era incrível. Os hotéis daqui são ótimos. Está sendo muito bom estar aqui”, finalizou. Já o divertido Gorham também afirmou ter amado o país e se perguntou: “Uau, como que eu nunca estive aqui antes?”. E o guitarrista brincou ao explicar: “Sabe, eu concedi mais entrevistas do que você pode imaginar para a América do Sul e em cada uma delas os jornalistas me perguntavam o porquê de eu nunca ter vindo tocar aqui. Em todas eu respondia: “Oras, me arrumem a porra de um promotor que eu vou!”. Risos gerais!

    De volta ao ‘front’, a vez agora era do Alice In Chains, que retornava a São Paulo depois de cinco anos. Após breve introdução mecânica com um tema sombrio ao piano, William DuVall (vocal e guitarra), Jerry Cantrell (guitarra e vocal), Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria) foram ovacionados pelos fãs e recepcionados por uma garoa indesejada, que chegou com o cair da noite. Contando com um painel luminoso no palco dando um efeito bacana e uma qualidade de som cristalina do início ao fim da apresentação, o quarteto abriu com Check My Brain, música de riff principal hipnótico, presente no álbum Black Gives Way to Blue (2009), que marcou a estreia de DuVall. Antes da seguinte, os fãs fizeram coro com o nome do grupo e comemoraram assim que ouviram os primeiros acordes de Again, única representante do homônimo álbum Alice in Chains (1995), que foi o primeiro com Inez e último de estúdio gravado pelo saudoso vocalista Layne Staley, falecido sete anos mais tarde em decorrência de overdose causada por ‘speedball’ (mistura de heroína com cocaína), motivada por depressão.

    William DuVall do Alice In Chains

    A primeira a ser tocada do novo álbum foi Never Fade, que boa parte do público já sabia a letra de cor e cantou junto com DuVall e Cantrell. Depois, foi a vez de começar a matar saudade do segundo álbum da banda, Dirt (1992), com a dobradinha Then Bones e Dam That River. Daí pra frente, somente três da era DuVall foram executadas: Hollow e Stone de The Devil Put Dinosaurs Here (2013) e The Only You Know, outra do recém lançado Rainier Fog. No mais, para a alegria dos fãs, o que rolou foi uma enxurrada de clássicos do citado Dirt e do igualmente bem sucedido disco de estreia, Facelift (1990). Em alto e bom som, muitos cantaram os hits Would? (tocado numa versão um pouco mais arrastada), Man in the Box e We Die Young, as também conhecidas e melancólicas Down in a Hole e Rooster e a obscura Angry Chair. Fora essas, ainda teve No Excuses, do EP Jar of Flies, de 1994. Apesar de DuVall, que ainda divide a opinião dos fãs do Alice In Chains, ter arriscado algumas palavras em português, a banda foi econômica nos discursos. Bom para os fãs, que puderam curtir mais músicas. E olha que faltaram outras pérolas do começo da carreira, como Sea of Sorrow e Love Hate Love, de Facelift, por exemplo. No entanto, Cantrell, DuVall e cia. fizeram o show eficiente de sempre e saíram aplaudidos pelo público.

    Jerry Cantrell do Alice in Chains

    Nessa era em que vivemos da tecnologia, muitos não conseguem segurar a curiosidade e antes de sair de casa pesquisam na internet o que foi que a banda que gosta tocou no show anterior. Dito isso, não foi nada estranho quando nos falantes começou a rolar a imortal War Pigs do Black Sabbath e o público enlouqueceu. Era o prenúncio da entrada do Judas Priest, que após épica introdução, surgiu triunfante de trás da enorme cortina estampada com sua famosa cruz em forma de candelabro, abrindo com a música que dá nome ao seu novo álbum, Firepower. Na sequência, a emenda com uma antiga: Running Wild, do “quarentão” Killing Machine (1978). De sobretudo prateado, Rob Halford era o centro das atenções. Porém mesmo o “metal god” estando bem amparado pela consistente cozinha formada pelos veteranos Ian Hill e Scott Travis, não tinha como o público desviar o olhar das guitarras. Reformulado, o Judas de hoje já não conta mais com os inigualáveis K.K. Downing, que há muito tempo deixou o grupo, e nem com Glenn Tipton, que mais recentemente deu adeus aos palcos por decorrência de seu diagnóstico de Mal de Parkinson. Entretanto, foi ótimo ver que Richie Faulkner e o estreante Andy Sneap, respeitado produtor que assumiu a vaga deixada por Tipton, estão segurando com louvor e maestria os lugares que um dia pertenceram a uma das mais brilhantes, respeitadas e influentes duplas de guitarristas da história do heavy metal.

    Rob Halford

    Foi curioso notar que o repertório contou com alguns clássicos tocados pelos ingleses em sua primeira passagem pelo Brasil, no Rock in Rio 2, em 1991, como: Hell Bent for Leather – claro, com Halford cantando montado em cima de uma Harley Davidson – Grinder, The Hellion/Electric Eye, The Ripper, Painkiller, The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown), Breaking the Law, Living After Midnight e You’ve Got Another Thing Comin’. E se já não bastasse o setlist matador, que em certo momento nos deu a sensação de termos entrado em um túnel do tempo e de estarmos assistindo a um show do Judas nos anos 80, por conta de músicas mais ‘comerciais’ como Turbo Lover, Night Comes Down, Desert Plains e até mesmo as novas Rising From Ruins e No Surrender, que têm essa pegada ‘vintage’, o grupo resolveu nos emocionar mais ainda… Durante a execução de Freewheel Burning, que é uma ode a liberdade e a velocidade, muita gente chorou com as imagens no telão que exibiam diversas cenas do piloto e ídolo nacional Ayrton Senna. A homenagem remetia aos 30 anos do primeiro título do saudoso Senna, então na McLaren, e foi feita na véspera do GP Brasil de F-1, em que o inglês Lewis Hamilton se sagrou pentacampeão mundial. E quem prestou atenção, notou que o Judas Priest também homenageou duas bandas conterrâneas e contemporâneas suas. Se o Black Sabbath serviu de inspiração para o grupo entrar no palco após War Pigs, a despedida após Living After Midnight se deu ao som de We Are the Champions, do Queen.

    Richie Faulkner do Judas Priest

    Ainda sobre as performances individuais, Sneap pareceu estar bem a vontade e entrosado. Tocou muito bem e mostrou boa presença de palco. Mas quem impressionou mesmo foi Faulkner, que está há bem mais tempo na banda. Além de ser muito bom guitarrista, a altura do Judas Priest, o cara domina o palco, faz caras e bocas, agita o público o tempo todo e, com personalidade, impõe respeito. Quanto a Travis e Hill, ainda são aquilo que todo fã do Judas espera deles: o primeiro continua tocando com a mesma segurança, destreza e pegada de sempre, o outro segue discreto, agitando ao seu modo na lateral ao fundo do palco, e dando a propulsão exata para uma cozinha soar consistente. E o que falar de Rob Halford? Seus olhos enrugados e um tanto inchados já não escondem a idade. Já a voz desse senhor de 67 anos continua um absurdo. Com experiência, sabedoria e ‘malandragem’, Halford usufruia do reforço vocal do público quando necessário, mas quando resolvia soltar a voz fazia ainda melhor do que em anos anteriores. Impressionante! Sinceramente falando, eu não esperava menos do Judas Priest. E tanto ao vivo quanto em estúdio, o grupo tem mostrando totais condições de prosseguir sua estrada por mais alguns anos. Que os deuses do metal me ouçam e digam amém!

  • SOLID ROCK II: JUDAS PRIEST, ALICE IN CHAINS & BLACK STAR RIDERS – 11 de novembro de 2018

    SOLID ROCK II: JUDAS PRIEST, ALICE IN CHAINS & BLACK STAR RIDERS – 11 de novembro de 2018

    Um é pouco, dois é bom, então que venha o terceiro Solid Rock, depois o quarto, o quinto… A despeito de a segunda edição no Rio de Janeiro ter passado para um lugar menor – da Jeunesse Arena para o Metropolitan – e da manutenção do esquema de promoção de ingressos (leve dois, pague um), fica a torcida para e a esperança de que o festival se consolide de vez. E sem levar em consideração os nomes escalados, houve um avanço no esquema de 2017 para 2018, o que começou a ficar na cara logo na primeira atração da noite.

    Se no ano anterior o Tesla teve direito a um set de apenas meia hora – uma pena, é bom ressaltar –, desta vez o Black Star Riders abriu os serviços com 45 minutos de um show matador (algo que as duas bandas tiveram em comum). Sem o guitarrista Damon Johnson, que anunciou sua saída para ficar mais tempo com a família, Ricky Warwick (vocal e guitarra), Scott Gorham (guitarra), Robbie Crane (baixo) e Chad Szeliga (bateria) contaram com a ajuda de Luke Morley (Thunder) no giro pela América do Sul – Johnson ainda fará os últimos shows da turnê até o fim do ano, no Reino Unido, antes de passar a palheta para Christian Martucci (Stone Sour) – e meteram um enorme sorriso no rosto daqueles que chegaram mais cedo para vê-los.

    Black Star Riders

    O quinteto entrou no palco com as ótimas Black Jack e All Hell Breaks Loose, suficientes para ganhar o público, uma vez que muita gente não conhecia a banda – principalmente os fãs de Alice in Chains que desde cedo se aglomeraram no gargarejo da Pista Premium. Mas quem conhecia não apenas pôde atestar o poder de fogo do Black Star Riders, mas também começou logo a matar a sede de Thin Lizzy. Jailbreak veio a seguir, e foi emocionante ver e ouvir os legítimos herdeiros de Phil Lynott fazendo justiça a um dos muitos clássicos do saudoso e genial irlandês. Meu amigo, e à esquerda do palco estava a lenda Scott Gorham!

    The Killer Instinct, faixa-título do segundo disco, de 2015, foi uma continuação à altura do legado, e a reação dos fãs – e de quem já estava virando fã – durante o solo dobrado meteu um sorriso no rosto de Warwick. Morley fez bonito ao lado de Gorham nas guitarras gêmeas que se tornaram marca registrada do Thin Lizzy e são reprisadas com louvor no BSR, diga-se, mas o grupo mostrou enorme coesão. É possível lamentar a ausência de Jimmy DeGrasso, porque falta em Szeliga um toque mais marcante em sua performance, mas isso foi compensado com as presenças de palco de Crane – os anos tocando com Ratt, Vince Neil e Lynch Mob, por exemplo, ajudaram muito na postura hard rock – e Warwick.

    Black Star Riders

    Heavy Fire, que dá nome ao terceiro e mais recente CD, lançado ano passado, ficou impecável ao vivo, principalmente considerando as diferentes passagens instrumentais, e When the Night Comes in confirmou seu potencial para hit. E talvez tivesse sido uma boa apresentar mais material novo – Dancing With the Wrong Girl cairia muito bem –, uma vez que o álbum de estreia, All Hell Breaks Loose (2013), cedeu cinco das dez músicas do set. De qualquer maneira, Before the War, Kingdom of the Lost – anunciada por Warwick como “um pouco de heavy metal irlandês para vocês” – e Bound for Glory, que encerrou a apresentação, foram irresistíveis. E entre elas, com Warwick largando a guitarra e virando um frontman de fato e de direito, The Boys Are Back in Town foi de deixar muito marmanjo de olhos marejados.

    Muitos fãs de Alice in Chains não sabiam o que esperar do BSR, mas podem se sentir privilegiados por terem visto Scott Gorham e companhia mantendo a chama acesa. E também por terem assistido à banda de Seattle apagar aquele show modorrento de 2013, no Rock in Rio. Na verdade, William DuVall (vocal e guitarra), Jerry Cantrell (guitarra), Mike Inez (baixo) e Sean Kinney (bateria) mostraram que funcionam muito melhor num lugar menor. Ou fechado, porque o Metropolitan – que hoje, depois de um sem-número de ‘naming rights’ ao longo dos anos, atende oficialmente por Km de Vantagens Hall – não é necessariamente pequeno: comporta um público de 8.450 pessoas.

    Alice in Chains

    Tirando o hype na época do Hollywood Rock, talvez mesmo aquele show no já longínquo ano de 1993, com a formação original, tivesse sido melhor num local indoor. O fato é que o Alice in Chains fez uma bela apresentação em uma hora e 15 minutos – menos tempo que o Cheap Trick na primeira edição do Solid Rock, vale lembrar –, mesclando muito bem passado e presente. A fase com DuVall, que já rendeu três discos, cedeu cinco músicas (1/3 do set), e foi com Check My Brain, de Black Gives Way to Blue (2009), que o grupo abriu os serviços. Bem recebida, a canção do primeiro álbum da volta antecedeu Again, de Alice in Chains (1995), último trabalho de inéditas antes do encerramento das atividades, em 2002.

    Um começo sem nenhum clássico, pois em seguida foi a vez de Never Fade, uma das melhores de Rainier Fog (2018), o novo e melhor disco com o atual vocalista. Mas isso não importou muito, pois a trinca arrancou da plateia um efusivo coro com o nome da banda, momento que DuVall agradeceu com um simpático (e engraçado) “Tamo junto”. E parecia roteiro de filme, porque Them Bones surgiu como um capítulo para manter o astral lá em cima. E conseguiu com sobras. Êxtase dos fãs, cara de poucos amigos de quem sempre torceu o nariz, e não deixa de ser curioso que as duas músicas seguintes foram uma amostra de como o grupo pode ser incluído com justiça no rol do rock pesado.

    Alice in Chains

    Dam That River, de Dirt (1992), é heavy metal de primeira; e Hollow, de The Devil Put Dinosaurs Here (2013), ganhou um peso descomunal ao vivo. Seria preciso explicar aos insatisfeitos que os dois primeiros trabalhos do Alice in Chains – Facelift (1990) e Dirt – são metal até o talo, e são ótimos, mas de nada adiantaria, porque em seguida veio Nutshell, do EP Jar of Flies (1994). Hit e muito bonita, ela até poderia fazer parte da obra mais intimista do Pearl Jam, por exemplo, mas é aí que residiria a birra. E quem torce o nariz ainda perderia o belíssimo solo de Cantrell, guitarrista cujo bom gosto e talento são diretamente proporcionais à sua postura blasé no palco – e por falar em blasé, fica o registro da lamentável atitude da banda ao proibir o pit aos fotógrafos, que tiveram de se virar para registrar a banda da ‘house mix’.

    No Excuses, mais uma de Jar of Flies, colocou à prova o talento de Kinney, que carregou a música nas costas com um criativo trabalho percussivo. E aí chegoou We Die Young, e eu poderia dizer que o clássico provocou um êxtase na casa, que o riff é genial et cetera, mas o fato é que se trata de uma baita música. E muito, mas muito funcional. Passado e presente voltaram a andar juntos com Stone e It Ain’t Like That, ambas com peso para dar e vender, mas o (certamente) mais esperado e (talvez) melhor momento da noite estava guardado para logo depois. Man in the Box foi apresentada numa versão tão maravilhosa que ficou difícil para The One You Know, a segunda e última canção cedida por Rainier Fog.

    Alice in Chains

    Ficou impossível, na verdade. O clima deu um esfriada considerável, e mesmo Inez, que tem uma puta presença de palco (ele passou um bom tempo na estrada com Ozzy Osbourne e Zakk Wylde, lembra?), parecia anestesiado. Nada que Would? não resolvesse, porque ficou simplesmente fantástica. “Este é o nosso último show até o próximo ano”, disse DuVall, agradecendo ao público e à equipe da banda, “aqueles que fazem acontecer, mas que nunca são vistos por ninguém”. Foi a deixa para a ótima Rooster encerrar um show que valeu o ano musical dos fãs do quarteto, tanto que muitos deles foram embora em seguida.

    Sim, ao primeiro sinal de War Pigs no PA, as duas pistas estavam mais confortáveis para quem foi assistir às três bandas. Melhor para quem foi prestigiar especialmente o Judas Priest, que vive um momento realmente único em seus quase 50 anos de carreira: lançou um dos discos mais bem falados do heavy metal em 2018, o aclamado Firepower, e caiu na estrada sem Glenn Tipton, que há anos vem lidando com a Doença de Parkinson e agora não tem mais condições físicas de encarar uma longa turnê. De fato, uma ausência que deixou um enorme buraco, mas que rendeu mudanças no palco. Voluntariamente ou não, algumas para melhor, outras nem tanto.

    Judas Priest

    Cortina no chão, Rob Halford (vocal), Richie Faulkner e Andy Sneap (guitarras), Ian Hill (baixo) e Scott Travis (bateria) entraram rasgando com Firepower, a forte faixa-título do novo álbum. Previsível, porque ela nasceu para isso, mas a sequência foi para maltratar o fã das antigas: sem sair de cima, Running Wild se destacou ainda mais com um empolgado Travis cantando a sua letra; o riff matador de Grinder anunciou a bênção em forma de música; e Sinner fez Faulkner largar o dedo sem dó nem piedade. Foi um início tão fantástico que só depois deu para entender o que estava acontecendo…

    Era o lado bom da apresentação, que teve outro de seus episódios em The Ripper. O telão – que enriquecia um palco caprichadíssimo – mostrava recortes de jornal e animações sobre Jack, O Estripador, só que Travis novamente roubou a atenção, como se aproveitasse a oportunidade enquanto os fãs olhavam para as imagens. E não chamou a atenção porque é um baterista de técnica acima da média. Isso todos já sabem. Foi pela repetição de mais uma cena improvável: mais do que cantar a letra da música, ele aproveitou o trecho “I’m a devil in disguise” para fazer chifrinhos com os dedos à frente da testa.

    Judas Priest

    Meu amigo, se você já assistiu a algum show do Judas Priest, mesmo que em DVD, sabe que o batera normalmente toca como se estivesse esperando dar o horário para ir embora. Então, foi uma agradável surpresa vê-lo tocar ao mesmo tempo em que genuinamente mostrava que estava curtindo demais o que estava fazendo. Como a sua empolgação em Desert Plains, que ficou no meio das novas Lightning Strike e Never Surrender, que merece uma menção à parte. “Essa música é sobre a comunidade heavy metal, é sobre força e energia para mudar o que não gostamos”, disse Halford, sem fugir de um trocadilho. “É sobre defender a fé e não desistir nunca.” Nem precisava de todo esse discurso, pois Never Surrender, a melhor música de Firepower, soou mais maravilhosa ao vivo. E nem conto que Travis dividiu os backing vocals com Faulkner.

    Turbo Lover colocou o público para cantar o refrão, assim como fez The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) – que o Fleetwood Mac já deveria ter cedido para o Judas Priest, em cartório e com firma reconhecida –, apesar do desnecessário (e chatíssimo) joguinho de eu-canto-e-depois-vocês-cantam, entre Halford e fãs, antes de seu início. Não dá para vencer sempre, e Night Comes Down deixou claro a grande derrota: a diferença abissal entre Faulkner e Andy Sneap. Alguém vai dizer que o renomado produtor foi guitarrista do falecido Sabbat, mas como guitarrista ele é um renomado produtor. Não bastasse a lacuna deixada por Tipton, por sua gigantesca importância, a banda optou pelo mais simples. O show deve continuar e continuou, mas com uma parte que não funciona.

    Judas Priest

    A bonita Rising from Ruins mostrou-se agradável também ao vivo, e dá até para descontar a imagem de Halford com o sabre de luz de Kylo Ren, porque a transição entre o silêncio e o esporro foi com a espetacular Freewheel Burning, um arregaço que emocionou por trazer de volta a lembrança de um pré-adolescente vidrado em frente à TV assistindo ao videoclipe que costumava passar num antigo programa. Foi por isso, não pelas imagens de Ayrton Senna no telão, uma vez que este mesmo pré-adolescente já era fã de Nelson Piquet – e ultrapassou as raias do ridículo a homenagem ao falecido tricampeão de Fórmula 1 ter sido usada por oportunistas como resposta a Roger Waters. A intenção de Halford e cia. não era essa, obviamente, e vale ressaltar que a produtora das duas turnês é a mesma. Ah, bobinhos…

    De volta à programação normal, You’ve Got Another Thing Comin’ foi o primeiro sinal de que a festa estava chegando ao fim. E foi também mais uma constatação da falta que Tipton faz, uma vez que aquelas emblemáticas coreografias ao lado de Faulkner (e antes ao lado de K.K. Downing) ficaram em sua maioria apenas no imaginário. Sneap estava lá no fundo ao lado de Hill, enquanto Faulkner e Halford – cuja garganta vai muito bem, obrigado – comandavam as ações. Correria pelo palco nunca foi o forte do Judas Priest, e as performances de Hill são emblemáticas nesse sentido, mas dava para arrumar um guitarrista não apenas mais talentoso, mas também mais carismático. Como o próprio Faulkner, um garoto que se juntou a veteranos e mostrou desde o início que se sentia em casa. Hoje, ele domina as ações com gosto.

    Judas Priest

    Enfim, o ronco do motor de uma Harley-Davidson anunciou Hell Bent for Leather, com Halford entrando no palco pilotando a moto e, para não perder o costume, cantando o clássico inteiro sentado no banquinho. “O que vocês querem ouvir?”, bradou Travis. A resposta era óbvia, mas ainda assim o público devolveu com vontade o pedido por Painkiller, que depois de todos esses anos segue sem enjoar, ainda mais com uma novidade, digamos assim: Faulkner jogou Sneap para escanteio e assumiu os solos recheados de arpejos.

    Sneap, no entanto, teve seus minutos de fama como guitarrista do Judas Priest em Electric Eye, que abriu o bis, tocando o solo de maneira correta (justiça seja feita, ele também segurou bem as bases durante todo o show). Talvez por causa do cansaço pela quantidade de tempo em pé, talvez pela hora (era domingo, e muita gente tinha que acordar cedo no dia seguinte), os ânimos tinham esfriado um pouco na plateia. Não era o caso de parecer um enterro, mas aquela reta final recheada de joias merecia uma resposta mais quente.

    Judas Priest

    Ainda assim, mesmo que num desfecho óbvio e provavelmente ao menos uma vez já visto pela grande maioria, Breaking the Law e Living After Midnight arrancaram os últimos resquícios de força dos fãs que encheram o Metropolitan (sim, continuou cheio mesmo depois de parte dos fãs do Alice in Chains debandar). “Nós somos o Judas ‘puta madre’ Priest!”, agradeceu Halford, e o coro dos fãs em uníssono gritando o nome da banda, coro puxado pelo próprio Metal God, mostrou que ele estava perdoado por achar que falamos espanhol. E porque, prós e contras, foi um puta show de metal.

    Setlist Judas Priest 1. Firepower 2. Running Wild 3. Grinder 4. Sinner 5. The Ripper 6. Lightning Strike 7. Desert Plains 8. No Surrender 9. Turbo Lover 10. The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) 11. Night Comes Down 12. Rising from Ruins 13. Freewheel Burning 14. You’ve Got Another Thing Comin’ 15. Hell Bent for Leather 16. Painkiller Bis 17. The Hellion/Electric Eye 18. Breaking the Law 19. Living After Midnight

    Alice in Chains

    Setlist Alice in Chains 1. Check My Brain 2. Again 3. Never Fade 4. Them Bones 5. Dam That River 6. Hollow 7. Nutshell 8. No Excuses 9. We Die Young 10. Stone 11. It Ain’t Like That 12. Man in the Box 13. The One You Know 14. Would? 15. Rooster

    Black Star Riders

    Setlist Black Star Riders 1. Bloodshot 2. All Hell Breaks Loose 3. Jailbreak 4. The Killer Instinct 5. Heavy Fire 6. Before the War 7. When the Night Comes in 8. The Boys Are Back in Town 9. Kingdom of the Lost 10. Bound for Glory

  • JUDAS PRIEST lança novo videoclipe e vem aí para o Solid Rock

    JUDAS PRIEST lança novo videoclipe e vem aí para o Solid Rock

    O mais recente álbum de estúdio do Judas Priest, Firepower, foi lançado em 9 de março de 2018, pela Epic Records. Co-produzido por Tom Allom e Andy Sneap, o álbum de 14 faixas se tornou um dos mais bem-sucedidos da carreira da banda – chegando ao top 5 de 17 países (incluindo a maior colocação de seus álbuns nos EUA). , e marcando o seu mais alto single de rádio de rock comercial em décadas com “Lightning Strike” (para o qual um videoclipe também foi filmado).

    E no meio-dia de 23 de julho, o próximo videoclipe da banda, “No Surrender”, ficou disponível para visualização. ‘No Surrender’ captura o verdadeiro espírito de luta do metal e os headbangers de todo o mundo encontram uma voz unida dentro da mensagem dessa música”, diz a banda. “Quando você honestamente acredita em si mesmo e vive sua vida do jeito que você tem o direito de não se render, então nada vai te impedir de viver o seu sonho.” Assista o novo videoclipe abaixo!

    SOLID ROCK

    JUDAS PRIEST, ALICE IN CHAINS E BLACK STAR RIDERS VÊM AO BRASIL PARA APRESENTAÇÕES MEMORÁVEIS

    As clássicas bandas farão shows em:

    Curitiba – 08/11/18 – Pedreira Paulo Leminski

    São Paulo – 10/11/18 – Allianz Parque

    Em Belo Horizonte, Judas Priest e Black Star Riders se apresentam no dia 14/11/18 no Expominas

    Alice in Chains

    Um incrível festival com um line up formado por bandas de metal chega ao Brasil em novembro. Apresentado por Cartão Elo, o Solid Rock chega a sua segunda edição com três apresentações especiais em uma turnê imperdível!

    Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders finalmente voltam ao país para apresentações em Curitiba (Pedreira Paulo Leminski), no dia 08 de novembro e em São Paulo (Allianz Parque), no dia 10 de novembro. Em Belo Horizonte, Judas Priest e Black Star Riders agitam o Expominas no dia 14 de novembro.

    O público em geral poderá adquirir os ingressos a partir das 00h01 do dia 26 de junho, pela internet (https://www.ticketsforfun.com.br/); a partir do meio-dia nas bilheterias oficias (sem taxa de conveniência – FNAC em Curitiba; Km de Vantagens Hall em Belo Horizonte; e no Credicard Hall em São Paulo) e nos pontos de venda espalhados pelo país. Clientes Cartão Elo terão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro e poderão parcelar em até 5x. O Solid Rock em São Paulo tem como fornecedor oficial o Hospital Sancta Maggiore. Os shows são realizados pela TIME FOR FUN.

    Black Star Riders

    A turnê do Solid Rock é uma oportunidade única de curtir shows completos, na mesma noite, com verdadeiras lendas da história do Rock. Em Curitiba e em São Paulo, o festival começa com Black Star Riders, seguido por Alice in Chains e a noite termina com a apresentação de Judas Priest. Em Belo Horizonte os fãs do metal vão curtir com Black Star Riders, seguido de Judas Priest.

    JUDAS PRIEST

    Existem poucas bandas de heavy metal que conseguiram chegar ao status de Judas Priest em seus quase 40 anos de carreira. E sua presença e influência continuam tão em alta, que o último álbum de estúdio, “Redeemer of Souls”, alcançou o topo da Billboard Top 200 nos EUA e também um Grammy Awards em 2010 de “Melhor Performance de Metal”.

    Judas Priest foi formada originalmente no início dos anos 70 em Birmingham, Inglaterra. Em 1974, o guitarrista K.K. Downing e o baixista Ian Hill se uniram ao vocalista Rob Halford e logo depois ao guitarrista Glenn Tipton. E foi esse núcleo de músicos, junto com vários bateristas diferentes ao longo dos anos, que mudaria a cara do heavy metal.

    Além disso, Priest foi uma das primeiras bandas de metal a usar exclusivamente couro e tachas, visual que foi adotado por metaleiros em todo o mundo.

    Para mais informações sobre o show e sua turnê mundial, visite judaspriest.com

    ALICE IN CHAINS

    Alice in Chains continua sendo uma das bandas de rock americanas mais bem-sucedidas e influentes de todos os tempos. Ao longo de sua notável carreira, Alice in Chains já recebeu várias indicações ao Grammy, vendeu mais de 20 milhões de álbuns em todo o mundo e acumulou uma base de milhões de fãs. Ao lado de Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden; Alice in Chains foi um dos “Big Four” a sair de Seattle na década de 1990 para transformar o rock.

    Para mais informações sobre o show e sua turnê mundial, visite www.aliceinchains.com

    BLACK STAR RIDERS

    Black Star Riders é uma banda com um enorme pedigree. Fazem parte os guitarristas Scott Gorham (Thin Lizzy) e Damon Johnson (Thin Lizzy, Alice Cooper), o vocalista/guitarrista Ricky Warwick (Thin Lizzy, The Almighty), o baixista Robert Crane (Vince Neil, Ratt) e o baterista Chad Szeliga (Black Label Society, Breaking Benjamin), a banda está em seu quinto ano e já lançou três álbuns.

    Formada em 2012 e inspirada pelo nome de uma gangue de fora-da-lei do filme Tombstone – A Justiça Está Chegando (1993), a banda rapidamente assinou contrato com uma gravadora e o seu álbum de estreia, “All Hell Breaks Loose”, lançado em maio de 2013, foi aclamado pela imprensa mundial e também pelos fãs.

    O terceiro álbum da banda, “Heavy Fire”, lançado no início de 2017 chegou ao top 10 nas paradas nacionais do Reino Unido e no top 20 em outros países europeus.

    Para mais informações sobre o show e sua turnê mundial, visite blackstarriders.com

    SOLID ROCK PEDREIRA – CURITIBA 

    Apresentado por: Cartão Elo

    Realização: TIME FOR FUN

    Data: Quinta-feira, dia 08 de novembro de 2018

    Horário: Quinta-feira, às 18h

    Local: R. João Gava – 970 – Abranches, Curitiba – Paraná

    Capacidade: 25.000 pessoas

    Duração: Aproximadamente 1h40

    Ingressos: A partir de R$ 150 (ver tabela completa)

    Classificação etária:

    10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal.

    16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.

    Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.

    Acesso para deficientes

    Ar-condicionado

    Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br

    Venda a grupos: [email protected]

    Estacionamento (terceirizado): R$ 60.

    Venda a grupos: [email protected] 

    PREÇOS POR SETORES (a partir de) MEIA-ENTRADA INTEIRA
    PISTA R$ 160,00 R$ 320,00
    PISTA PREMIUM ELO R$ 300,00 R$ 600,00
    CAMAROTE R$ 325,00 R$ 650,00

    – Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet).

    – A venda para o público em geral estará disponível a partir do dia 26 de junho de 2018, começando 00h01 pela internet e meio-dia na bilheteria oficial e nos pontos de venda

    Clientes Cartão Elo receberão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro.

    – Clientes Cartão Elo poderão adquirir até 6 ingressos por CPF.

    – Clientes Cartão Elo poderão parcelar os ingressos em até 5x.

    – Demais cartões podem adquirir até 6 ingressos por CPF.

    – Demais cartões poderão parcelar em até 2x.

     

    SOLID ROCK ALLIANZ PARQUE – SP

    Apresentado por: Cartão Elo

    Fornecedor Oficial: Hospital Sancta Maggiore

    Realização: TIME FOR FUN

    Data: Sábado, dia 10 de novembro de 2018

    Horário: Sábado, às 18h

    Local: Rua Turiassú, 1840 – Perdizes, São Paulo (SP)

    Capacidade: 36.140 pessoas

    Duração: Aproximadamente 1h40

    Ingressos: A partir de R$ 160 (ver tabela completa)

    Classificação etária:

    10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal.

    16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.

    Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.

    Acesso para deficientes

    Ar-condicionado

    Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br

    Venda a grupos: [email protected]

    Estacionamento (terceirizado): R$ 60.

    Venda a grupos: [email protected] 

    Ingressos:

    PREÇOS POR SETORES (a partir de) MEIA-ENTRADA INTEIRA
    PISTA R$ 160,00 R$ 320,00
    CADEIRA INFERIOR R$ 240,00 R$ 480,00
    CAMAROTE INFERIOR R$ 480,00
    PISTA PREMIUM ELO R$ 285,00 R$ 570,00

    – Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet).

    – A venda para o público em geral estará disponível a partir do dia 26 de junho de 2018, começando 00h01 pela internet e meio-dia na bilheteria oficial e nos pontos de venda.

    Clientes Cartão Elo receberão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro.

    – Clientes Cartão Elo poderão adquirir até 6 ingressos por CPF.

    – Clientes Cartão Elo poderão parcelar os ingressos em até 5x.

    – Demais cartões podem adquirir até 6 ingressos por CPF.

    – Demais cartões poderão parcelar em até 2x.

    SOLID ROCK EXPOMINAS – BH 

    Apresentado por: Cartão Elo

    Realização: TIME FOR FUN

    Data: Quarta-feira, dia 14 de novembro de 2018

    Horário: Quarta-feira, às 18h

    Local: Av. Amazonas, 6200 – Gameleira, Belo Horizonte – MG

    Capacidade: 15.000 pessoas

    Duração: Aproximadamente 1h40

    Ingressos: A partir de R$ 100 (ver tabela completa)

    Classificação etária:

    10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal.

    16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.

    Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.

    Acesso para deficientes

    Ar-condicionado

    Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br

    Venda a grupos: [email protected]

    Estacionamento (terceirizado): R$ 60.

    Venda a grupos: [email protected] 

    Ingressos:

    PREÇOS POR SETORES (a partir de) MEIA-ENTRADA INTEIRA
    PISTA (lote 1) R$ 100,00 R$ 200,00
    PISTA (lote 2) R$ 125,00 R$ 250,00
    PISTA (lote 3) R$ 150,00 R$ 300,00
    PISTA PREMIUM (lote1) R$ 200,00 R$ 400,00
    PISTA PREMIUM (lote2) R$ 225,00 R$ 450,00
    PISTA PREMIUM (lote3) R$ 250,00 R$ 500,00

    – Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet).

    – A venda para o público em geral estará disponível a partir do dia 26 de junho de 2018, começando 00h01 pela internet e meio-dia na bilheteria oficial e nos pontos de venda.

    Clientes Cartão Elo receberão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro.

    – Clientes Cartão Elo poderão adquirir até 6 ingressos por CPF.

    – Clientes Cartão Elo poderão parcelar os ingressos em até 5x.

    – Demais cartões podem adquirir até 6 ingressos por CPF.

    – Demais cartões poderão parcelar em até 2x.

  • JUDAS PRIEST, ALICE IN CHAINS E BLACK STAR RIDERS  vêm ao Brasil para apresentações memoráveis

    JUDAS PRIEST, ALICE IN CHAINS E BLACK STAR RIDERS vêm ao Brasil para apresentações memoráveis

    JUDAS PRIEST, ALICE IN CHAINS E BLACK STAR RIDERS VÊM AO BRASIL PARA APRESENTAÇÕES MEMORÁVEIS

    As clássicas bandas farão shows em: Curitiba – 08/11/18 – Pedreira Paulo Leminski São Paulo – 10/11/18 – Allianz Parque Em Belo Horizonte, Judas Priest e Black Star Riders se apresentam no dia 14/11/18 no Expominas Um incrível festival com um line up formado por bandas de metal chega ao Brasil em novembro. Apresentado por Cartão Elo, o Solid Rock chega a sua segunda edição com três apresentações especiais em uma turnê imperdível! Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders finalmente voltam ao país para apresentações em Curitiba (Pedreira Paulo Leminski), no dia 08 de novembro e em São Paulo (Allianz Parque), no dia 10 de novembro. Em Belo Horizonte, Judas Priest e Black Star Riders agitam o Expominas no dia 14 de novembro. O público em geral poderá adquirir os ingressos a partir das 00h01 do dia 26 de junho, pela internet (https://www.ticketsforfun.com.br/); a partir do meio-dia nas bilheterias oficias (sem taxa de conveniência – FNAC em Curitiba; Km de Vantagens Hall em Belo Horizonte; e no Citibank Hall em São Paulo) e nos pontos de venda espalhados pelo país. Clientes Cartão Elo terão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro e poderão parcelar em até 5x. O Solid Rock em São Paulo tem como fornecedor oficial o Hospital Sancta Maggiore. Os shows são realizados pela TIME FOR FUN. A turnê do Solid Rock é uma oportunidade única de curtir shows completos, na mesma noite, com verdadeiras lendas da história do Rock. Em Curitiba e em São Paulo, o festival começa com Black Star Riders, seguido por Alice in Chains e a noite termina com a apresentação de Judas Priest. Em Belo Horizonte os fãs do metal vão curtir com Black Star Riders, seguido de Judas Priest. JUDAS PRIEST

    Existem poucas bandas de heavy metal que conseguiram chegar ao status de Judas Priest em seus quase 40 anos de carreira. E sua presença e influência continuam tão em alta, que o último álbum de estúdio, “Redeemer of Souls”, alcançou o topo da Billboard Top 200 nos EUA e também um Grammy Awards em 2010 de “Melhor Performance de Metal”.

    Judas Priest foi formada originalmente no início dos anos 70 em Birmingham, Inglaterra. Em 1974, o guitarrista K.K. Downing e o baixista Ian Hill se uniram ao vocalista Rob Halford e logo depois ao guitarrista Glenn Tipton. E foi esse núcleo de músicos, junto com vários bateristas diferentes ao longo dos anos, que mudaria a cara do heavy metal.

    Aclamados álbuns como “Sin Afer Sin” (1977), “Stained Class” e “Hell Bent for Leather” (1978) e “Unleashed In The East” (1979) geraram verdadeiros hinos como “Sinner”, “Diamonds and Rust”, “Hell Bent For Leather e “The Green Manalish (With the Two Pronged Crown”

    Além disso, Priest foi uma das primeiras bandas de metal a usar exclusivamente couro e tachas, visual que foi adotado por metaleiros em todo o mundo.

    Para mais informações sobre o show e sua turnê mundial, visite judaspriest.com ALICE IN CHAINS Alice in Chains continua sendo uma das bandas de rock americanas mais bem-sucedidas e influentes de todos os tempos. Ao longo de sua notável carreira, Alice in Chains já recebeu várias indicações ao Grammy, vendeu mais de 20 milhões de álbuns em todo o mundo e acumulou uma base de milhões de fãs. Ao lado de Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden; Alice in Chains foi um dos “Big Four” a sair de Seattle na década de 1990 para transformar o rock. Para mais informações sobre o show e sua turnê mundial, visite www.aliceinchains.com BLACK STAR RIDERS Black Star Riders é uma banda com um enorme pedigree. Fazem parte os guitarristas Scott Gorham (Thin Lizzy) e Damon Johnson (Thin Lizzy, Alice Cooper), o vocalista/guitarrista Ricky Warwick (Thin Lizzy, The Almighty), o baixista Robert Crane (Vince Neil, Ratt) e o baterista Chad Szeliga (Black Label Society, Breaking Benjamin), a banda está em seu quinto ano e já lançou três álbuns. Formada em 2012 e inspirada pelo nome de uma gangue de fora-da-lei do filme Tombstone – A Justiça Está Chegando (1993), a banda rapidamente assinou contrato com uma gravadora e o seu álbum de estreia, “All Hell Breaks Loose”, lançado em maio de 2013, foi aclamado pela imprensa mundial e também pelos fãs. O terceiro álbum da banda, “Heavy Fire”, lançado no início de 2017 chegou ao top 10 nas paradas nacionais do Reino Unido e no top 20 em outros países europeus. Para mais informações sobre o show e sua turnê mundial, visite blackstarriders.com SOLID ROCK PEDREIRA – CURITIBA Apresentado por: Cartão Elo Realização: TIME FOR FUN Data: Quinta-feira, dia 08 de novembro de 2018 Horário: Quinta-feira, às 18h Local: R. João Gava – 970 – Abranches, Curitiba – Paraná Capacidade: 25.000 pessoas Duração: Aproximadamente 1h40 Ingressos: A partir de R$ 150 (ver tabela completa) Classificação etária: 10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. 16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados. Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo. Acesso para deficientes Ar-condicionado Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br Venda a grupos: [email protected] Estacionamento (terceirizado): R$ 60. Venda a grupos: [email protected] Ingressos: PREÇOS POR SETORES (a partir de) MEIA-ENTRADA INTEIRA PISTA R$ 150,00 R$ 300,00 PISTA PREMIUM R$ 300,00 R$ 600,00

    – Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet).

    – A venda para o público em geral estará disponível a partir do dia 26 de junho de 2018, começando 00h01 pela internet e meio-dia na bilheteria oficial e nos pontos de venda – Clientes Cartão Elo receberão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro. – Clientes Cartão Elo poderão adquirir até 2 ingressos por CPF. – Clientes Cartão Elo poderão parcelar os ingressos em até 5x. – Demais cartões podem adquirir até 6 ingressos por CPF. – Demais cartões poderão parcelar em até 2x.

    SOLID ROCK ALLIANZ PARQUE – SP Apresentado por: Cartão Elo Fornecedor Oficial: Hospital Sancta Maggiore Realização: TIME FOR FUN Data: Sábado, dia 10 de novembro de 2018 Horário: Sábado, às 18h Local: Rua Turiassú, 1840 – Perdizes, São Paulo (SP) Capacidade: 36.140 pessoas Duração: Aproximadamente 1h40 Ingressos: A partir de R$ 160 (ver tabela completa) Classificação etária: 10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. 16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados. Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo. Acesso para deficientes Ar-condicionado Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br Venda a grupos: [email protected] Estacionamento (terceirizado): R$ 60. Venda a grupos: [email protected]

    Ingressos: PREÇOS POR SETORES (a partir de) MEIA-ENTRADA INTEIRA PISTA R$ 160,00 R$ 320,00 CADEIRA INFERIOR R$ 240,00 R$ 480,00 CAMAROTE INFERIOR – R$ 480,00 PISTA PREMIUM ELO R$ 285,00 R$ 570,00

    – Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet).

    – A venda para o público em geral estará disponível a partir do dia 26 de junho de 2018, começando 00h01 pela internet e meio-dia na bilheteria oficial e nos pontos de venda. – Clientes Cartão Elo receberão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro. – Clientes Cartão Elo poderão adquirir até 2 ingressos por CPF. – Clientes Cartão Elo poderão parcelar os ingressos em até 5x. – Demais cartões podem adquirir até 6 ingressos por CPF. – Demais cartões poderão parcelar em até 2x.

    SOLID ROCK EXPOMINAS – BH Apresentado por: Cartão Elo Realização: TIME FOR FUN Data: Quarta-feira, dia 14 de novembro de 2018 Horário: Quarta-feira, às 18h Local: Av. Amazonas, 6200 – Gameleira, Belo Horizonte – MG Capacidade: 15.000 pessoas Duração: Aproximadamente 1h40 Ingressos: A partir de R$ 150 (ver tabela completa) Classificação etária: 10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. 16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados. Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo. Acesso para deficientes Ar-condicionado Venda de ingressos no site: www.ticketsforfun.com.br Venda a grupos: [email protected] Estacionamento (terceirizado): R$ 60. Venda a grupos: [email protected]

    Ingressos: PREÇOS POR SETORES (a partir de) MEIA-ENTRADA INTEIRA PISTA R$ 150,00 R$ 300,00 PISTA PREMIUM R$ 300,00 R$ 600,00

    – Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário: no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet).

    – A venda para o público em geral estará disponível a partir do dia 26 de junho de 2018, começando 00h01 pela internet e meio-dia na bilheteria oficial e nos pontos de venda. – Clientes Cartão Elo receberão 50% de desconto nos ingressos com valor inteiro. – Clientes Cartão Elo poderão adquirir até 2 ingressos por CPF. – Clientes Cartão Elo poderão parcelar os ingressos em até 5x. – Demais cartões podem adquirir até 6 ingressos por CPF. – Demais cartões poderão parcelar em até 2x.

    ASSESSORIA DE IMPRENSA – TIME FOR FUN Fábio Lopes Oliveira – (11) 3576-1326 – [email protected]