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  • BILL WARD sobre a troca de OZZY por DIO: “Vi isso mais como o fim do BLACK SABBATH”

    BILL WARD sobre a troca de OZZY por DIO: “Vi isso mais como o fim do BLACK SABBATH”

    Abençoado o dia em que os destinos do Black Sabbath e do saudoso vocalista Ronnie James Dio se cruzaram após a saída de Ozzy Osbourne. Graças a essa união, o mundo da música pesada foi agraciado com os clássicos álbuns de estúdio Heaven and Hell (1980), Mob Rules (1981) e Dehumanizer (1992), e os ao vivo Live Evil (1982) e Live at Hammersmith Odeon (2007) – isso sem contar Live from Radio City Music Hall (2007) e The Devil You Know (2009), quando Ronnie, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice se reuniram sob o nome Heaven & Hell. No entanto, a substituição de Osbourne por Dio no Sabbath poderia não ter rolado. Isso se as partes dependessem do aval inicial do baterista original da banda, Bill Ward.

    Em entrevista ao podcast de Eddie Trunk, Ward relembrou os velhos tempos do Black Sabbath, especialmente da primeira passagem de Ronnie James Dio na banda. Perguntado por Trunk sobre se concorda com as declarações de Iommi e Butler, que alegaram que naquele momento a substituição de um vocalista por outro foi a decisão correta a se tomar, já que na opinião do guitarrista e do baixista Dio teria trazido ao Sabbath o entusiasmo que Ozzy já não mais nutria, Ward respondeu: “Hum, não, não concordo com a decisão, necessariamente. Porém, pude entender que era a coisa certa a se fazer. Às vezes, há uma diferença entre fazer a coisa certa e a coisa certa que faz sentido. Então, realmente vi isso mais como o fim do Black Sabbath, como o entendíamos. E achei que era um passo muito perigoso. Dito isso, é assim que me sinto em relação a isso”.

    Ward também revelou que, no fim das contas, queria a coisa certa para a banda, e que seguir em frente sem Ozzy não era um grande problema para ele. “Sabe, sou músico e concordei com a ideia de seguir em frente. Achei Ronnie muito amigável, éramos bons amigos. Então, não teve problemas. E eu agi como um músico, me movendo para algo novo, e fiz o que deveria fazer. Devo tocar bateria e ser útil de todas as outras maneiras que puder. E tentei fazer isso o melhor que pude”.

    Tony Iommi, Bill Ward, Ronnie James Dio e Geezer Butler | Foto: Denis O’Reagan

    Entretanto, ao expressar seus sentimentos mais profundos quanto ao fato de a banda tocar a carreira adiante ao mesmo tempo em que Ozzy passava por dificuldades, Ward não pareceu confortável com a ideia. “Eu tinha muitas reservas sobre toda a ideia de seguir em frente, porque um dos caras estava em batalha, sabe? Ele estava tendo problemas.”, explicou.

    Ao concluir o assunto, questionado sobre como analisa hoje em dia o Heaven and Hell, que foi seu único trabalho de estúdio junto com Ronnie, antes de deixar a banda em agosto de 1980, apenas quatro meses após o lançamento do álbum, Ward declarou que musicalmente esse é o seu disco favorito. Além disso, Bill Ward elogiou o baixinho, deixando claro que Ronnie Dio fez um ótimo trabalho em Heaven and Hell.

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  • TONY IOMMI fala de possível filme biográfico do SABBATH; BILL WARD aceitaria gravar um novo álbum com a banda

    TONY IOMMI fala de possível filme biográfico do SABBATH; BILL WARD aceitaria gravar um novo álbum com a banda

    Recentemente, Tony Iommi e Bill Ward concederam entrevistas distintas e disseram coisas que têm despertado a ansiedade dos fãs do Black Sabbath.

    Em entrevista para a Spin, além de contar como foi o seu primeiro encontro com o saudoso Ronnie James Dio, lembrando que já o conhecia e o considerava um excelente cantor, mesmo antes de sequer imaginar que um dia acabariam tocando juntos, e dizendo ainda, “Nunca o conheci antes. Obviamente, eu o ouvi com o Rainbow. Pensei, ‘Uau, Deus, ele é um ótimo cantor!’. Nunca pensei nem por um minuto que acabaria fazendo parte de uma banda com ele”, Iommi comentou sobre a possibilidade de um filme biográfico do Sabbath.

    Trata-se de uma ideia que, segundo o cultuado guitarrista, já estava sendo conversada antes de a pandemia ter início. “Sim, falava-se disso e não sei o que aconteceu (depois). Meio que (esse assunto) saiu pela janela quando tudo isso (a pandemia) começou. Mas estávamos conversando a respeito de fazer o filme biográfico há, provavelmente, 18 meses”.

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    Por sua vez, no último dia 13 de março Bill Ward disse ao Track Nation sobre voltar a trabalhar com a banda que o consagrou. Quanto a turnês, o baterista admitiu que a idade está pesando, o que torna impossível para ele voltar a tocar ao vivo com Sabbath. “Sendo realista sobre isso, no que diz respeito à turnê com o Black Sabbath eu não tenho o talento, e não tenho a capacidade de conduzir uma banda como essa no palco. Tenho que voltar aos 60 anos para poder fazer isso”, afirmou Ward, hoje com 72 anos de idade.

    Por outro lado, se não rola voltar a fazer turnê, a ideia de gravar um novo álbum de estúdio com o Black Sabbath parece boa para esse veterano do heavy metal. Apesar da banda não falar sobre essa possibilidade, Ward parece gostar bastante da ideia. “Eu adoraria fazer um álbum de estúdio com o Sabbath, com todos os membros originais. Só estou dizendo que estou apenas flutuando (na ideia) – não falei com ninguém sobre isso ou (sobre) qualquer outra coisa”.

    Bill Ward gostaria de uma reunião da formação original para encerrar o legado do Black Sabbath com novo álbum de estúdio

    Ward completou dizendo que ainda não se deu por aposentado. “Não encerrei. Os outros podem ter encerrado, e respeito isso, mas, não, eu ainda não terminei. Acho que enquanto todos nós existirmos e ainda respirarmos, penso que temos todas as possibilidades de fazer boa música juntos. Estou sendo honesto. Farei 73 no próximo aniversário e sei que tipo de energia é necessária para conduzir essa banda”.

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