Tag: Amyl and the Sniffers

  • FESTIVAL PUNK IS COMING! – SÃO PAULO (SP)

    FESTIVAL PUNK IS COMING! – SÃO PAULO (SP)

    Por Luiz Tosi

    Fotos: Roberto Sant’Anna

    No dia 8 de março, o Allianz Parque, em São Paulo, foi palco de uma celebração punk inesquecível. Em plena semana de carnaval e sob um sol escaldante, o festival Punk is Coming! reuniu bandas icônicas e emergentes, contando com um excelente público e uma iniciativa que fez a diferença: uma pista única, sem separação entre VIP/Premium e pista comum, garantindo uma experiência mais democrática e intensa para todos os presentes. No topo do line-up, os californianos do The Offspring, que completou 40 anos em 2024, mostrou por que se tornou um dos maiores expoentes do punk mundial. A moral da banda com os brasileiros é tão grande que essa apresentação aconteceu menos de um ano depois da última passagem deles pelo Brasil, na última edição do Lollapalooza.

     

    Amyl and the Sniffers

    Pontualmente às 14h, o quarteto australiano subiu ao palco com a energia que se tornou sua marca registrada. A hipnótica Amy Taylor, uma verdadeira força da natureza, comandou o show com sua presença eletrizante, enquanto a banda despejava um som cru e direto, sem firulas. Músicas como Security e Guided by Angels evidenciaram por que o grupo é uma das grandes apostas do rock atual. Quem teve a chance de vê-los no show solo dois dias antes, no Cine Joia, já sabia o que esperar: uma avalanche de punk sem concessões.

    The Warning

    As irmãs Villarreal, do México, entregaram um som poderoso e bem estruturado, transitando entre o hard rock e o pop moderno. Embora não tenha chegado a empolgar, a performance foi coesa e bem recebida pelo público. A química entre elas é evidente, e sua presença no festival mostrou que a banda continua crescendo e conquistando espaço na cena.

    The Damned

    Lendas do punk britânico, o The Damned mostrou que idade é apenas um número. Com clássicos como Neat Neat Neat e New Rose, eles entregaram uma apresentação enérgica que agradou tanto os fãs de longa data quanto os mais novos. A apresentação foi dedicada a Brian James, guitarrista original da banda falecido dois dias antes e que teve sua imagem projetada no telão.

    Rise Against

    O Rise Against trouxe seu hardcore melódico com a intensidade habitual. Tim McIlrath e companhia não decepcionaram, entregando hinos como Savior e Prayer of the Refugee, que foram cantados em uníssono pelo público. A mensagem política e social da banda ressoou forte, reforçando que música e ativismo podem caminhar lado a lado. Uma apresentação sólida, enérgica e à altura das expectativas.

    Sublime
    Sucesso nos anos 90, o Sublime teve uma trajetória peculiar. Com apenas dois álbuns independentes, a banda viu sua ascensão ser interrompida em 1996, quando o vocalista Bradley Nowell morreu de overdose de heroína pouco antes do lançamento do primeiro disco por uma grande gravadora, o multiplatinado Sublime. Em 2023, o grupo retomou as atividades em formato especial, com Jakob Nowell, filho de Bradley – que era um recém-nascido na época da morte do pai – assumindo os vocais e a guitarra. Hoje aos 29 anos, Jakob traz um novo fôlego à banda, equilibrando nostalgia e renovação. Clássicos como Santeria e What I Got fizeram o público cantar junto, enquanto o grupo navegava pelos seus tradicionais ritmos de ska, reggae e punk. Apesar de alguns problemas técnicos ao longo da apresentação, a essência do Sublime permaneceu intacta.

    The Offspring

    Pontualmente às 21h35, a introdução ficou por conta do hino Thunderstruck (AC/DC), ecoando pelo estádio e preparando o público para o que estava por vir. Assim que as guitarras de All I Want entraram, a explosão foi instantânea. O público foi à loucura, cantando a plenos pulmões e abrindo as primeiras rodas no gramado. Sem dar tempo para respiro, Come out and Play trouxe seu groove inconfundível, com o clássico refrão “you gotta keep ‘em separated!” entoado por uma multidão enlouquecida. Na sequência, Want You Bad reforçou o lado mais melódico da banda, com um refrão perfeito para ser cantado junto.

    A intensidade se manteve com Staring at the Sun, enquanto Mota foi uma das grandes surpresas do setlist. Depois de um breve agradecimento ao público, Dexter e companhia tocaram Come to Brazil, uma brincadeira que virou tradição nas turnês pelo país, arrancando risadas e gritos dos fãs. A banda seguiu com versões contagiantes de Hit That (em versão abreviada), Original Prankster e Make it All Right, esta última precedida por um trecho de Seven Nation Army, em que o Allianz Parque voltou a ser um verdadeiro estádio de futebol, com a galera entoando o riff icônico do White Stripes.

    Um dos momentos mais inesperados foi um medley instrumental, incluindo trechos de clássicos do rock como Smoke on the Water (Deep Purple), Man on the Silver Mountain (Rainbow), Iron Man (Black Sabbath), Back in Black (AC/DC) e até In the Hall of the Mountain King (Edvard Grieg). Logo depois, veio o tributo definitivo ao punk com Blitzkrieg Bop, cover certeiro do Ramones que incendiou o público.

    Bad Habit manteve a energia no alto, com Dexter parando antes do último verso para interagir com a plateia e criar aquele momento de suspense antes do grito final. Já Gone Away, em sua versão original de 1997, foi um dos momentos mais emocionantes da noite. A reta final do set trouxe a irreverência de Why Don’t You Get a Job?, a pancada (Can’t Get My) Head Around You e a sempre divertida Pretty Fly (For a White Guy), que contou com uma interação especial da banda com o público antes do último refrão. Para encerrar a primeira parte do show, o hino geracional The Kids Aren’t Alright fez o estádio cantar em uníssono.

    Após uma rápida saída, o bis começou com Lullaby, seguida pelo hit You’re Gonna Go Far, Kid. O grand finale veio com Self Esteem, uma das músicas mais icônicas do grupo, que fez o estádio tremer. Antes de sair do palco, a banda ainda surpreendeu com um trecho de Sweet Caroline (Neil Diamond), nos PAs, enquanto a banda deixava o palco, encerrando a noite com um toque de diversão e despedida bem-humorada.

    A performance do The Offspring foi um verdadeiro presente para os fãs brasileiros. O setlist foi uma viagem mesclando hits, novidades, nostalgia, energia e algumas surpresas que tornaram a noite especial. A execução foi afiada, a interação da banda com o público foi genuína e o sentimento coletivo era de que o punk rock segue mais vivo do que nunca.

    Se o clima era de final de carnaval, nada mais justo do que afirmar que o Festival Punk is Coming! foi o verdadeiro Desfile das Campeãs – uma celebração de diferentes gerações e vertentes do punk e do rock. Cada banda trouxe sua identidade, contribuindo para uma noite que ficará marcada na memória dos fãs.

    Setlist Amyl and the Sniffers

    Security

    Doing in Me Head

    Chewing Gum

    Guided by Angels

    Knifey

    Some Mutts (Can’t Be Muzzled)

    Jerkin’

    Tiny Bikini

    Got You

    GFY

    Big Dreams

    U Should Not Be Doing That

    Hertz

    Setlist The Warning

    Intro 404

    S!ck

    Z

    Qué Más Quieres

    Satisfied

    More

    Sharks

    Disciple

    Hell You Call A Dream

    Automatic Sun

    Evolve

    Dull Knives (Cut Better)

    Setlist The Damned

    The Man With the Golden Arm

    Love Song

    Machine Gun Etiquette

    Wait for the Blackout

    Lively Arts

    The History of the World (Part 1)

    Stranger on the Town

    Fan Club

    Eloise

    Born to Kill

    Noise Noise Noise

    Ignite

    Neat Neat Neat

    New Rose

    Smash It Up (Part 1)

    Smash It Up (Part 2)

    Setlist Rise Against

    Intro

    Re-Education (Through Labor)

    The Violence

    Give It All

    Help Is on the Way

    The Good Left Undone

    Satellite

    Nod

    Ready to Fall

    Prayer of the Refugee

    Swing Life Away (acústica, apenas Tim)

    Make It Stop (September’s Children)

    Savior

    Setlist Sublime

    Waiting for My Ruca

    Garden Grove

    Wrong Way

    The Ballad of Johnny Butt

    April 29, 1992 (Miami)

    “54-46” – That’s My Number

    Ball and Chain

    Badfish

    Greatest-Hits

    Jailhouse

    Right Back

    Burritos

    Pawn Shop

    Doin’ Time

    Romeo

    What I Got

    Boss DJ

    Pool Shark

    Waiting for My Ruca

    Date Rape

    Feel Like That

    Same in the End

    Santeria

    Setlist The Offspring

    All I Want

    Come Out and Play

    Want You Bad

    Staring at the Sun

    Mota

    Come to Brazil

    Hit That

    Original Prankster

    Make It All Right

    Medley Instrumental: Smoke on the Water / Man on the Silver Mountain / Iron Man / Back in Black / In the Hall of the Mountain King

    Blitzkrieg Bop

    Bad Habit

    Gone Away

    Why Don’t You Get a Job?

    (Can’t Get My) Head Around You

    Pretty Fly (For a White Guy)

    The Kids Aren’t Alright

    Lullaby

    You’re Gonna Go Far, Kid

    Self Esteem

     

    Clique aqui para receber notícias da ROADIE CREW no WhatsApp.

     

  • AMYL AND THE SNIFFERS – SÃO PAULO (SP)

    AMYL AND THE SNIFFERS – SÃO PAULO (SP)

    Por Daniel Agapito Fotos: Belmilson dos Santos O punk está vindo! Acompanhando o icônico The Offspring em uma turnê que também conta com outros nomes do passado, presente e futuro do estilo (Sublime, Rise Against, The Damned e The Warning), os australianos da Amyl and the Sniffers têm conquistado um público fiel pelo mundo com seu som enérgico e shows caóticos. Liderados pela carismática Amy Taylor, detentora de uma presença de palco inigualável, a origem do nome do grupo já diz muito sobre sua postura: Amyl vem do nitrato de amila, “a droga do amor” bastante usada nas boates gays de sua terra natal, Melbourne. Começaram em 2025 com dois pés na porta, excursionando por Austrália e Nova Zelândia promovendo seu novo álbum, Cartoon Darkness, responsável por alavancá-los ao posto de um dos nomes mais quentes da música. Depois de sua breve passagem pela nação verde-amarela, ainda passarão pela América do Norte e Europa. Esta primeira apresentação deles prometia ser um marco histórico para a banda. As portas do Cine Joia, casa de shows localizada no tradicional bairro da Liberdade, zona central de São Paulo, estavam marcadas para abrir por volta das 19h, horário até razoável, se não um pouco tarde, para uma quinta-feira, tendo em vista que havia apenas uma banda de abertura. Dado todo o sucesso recente do grupo, era mais que esperado que os ingressos se esgotassem, e foi o caso, com os últimos sendo vendidos no mês de janeiro. Chegando na porta da casa, a fila era extensa, dobrando a rua. Quando as portas finalmente se abriram, foi aquela guerra para chegar na grade, com fãs enlouquecidos correndo como se não houvesse amanhã. Antes de os australianos assumirem o palco, tivemos direito a uma apresentação do quarteto carioca Klitoria, lançando seu EP Entre o Chão e o Assoalho, que chegou às plataformas de streaming no dia anterior. Apresentando uma sonoridade que mescla a energia e a visceralidade do garage rock com o “verve punk”, era inegável que estavam dando tudo de si no palco. Maria Luiza Bessa, vocalista e baterista que representa essa energia em meio ao caos dos outros instrumentos, estava lá, entregando batidas fortes, mas ao mesmo tempo impressionando pela voz. Tamanho foi o esforço, que pouco depois de começar o show, disse: “Vou precisar de um segundo aqui, passei um produto no cabelo e agora minha mão tá escorregando”. Em 45 minutos de show, conseguiram expor bem seu repertório, começando com a forte Armadilha, passando pela poderosa Skate Karate, destacando também faixas do novo EP, como Todo Homem Foi Feito para Dar, nome um pouco controverso. Com aquele som menos polido, mais cru do garage rock, complementado pelos vocais femininos diretos, cuspidos com uma energia ímpar, era impossível não estabelecer paralelos entre a banda de abertura e os headliners. Não tentaram esconder esta inspiração: logo depois de agradecer o público mais uma vez, Bessa assumiu a guitarra para a última música, levando Brayner Rodrigues, o guitarrista, para a bateria. Antes de começar Eu Não Vou Te Ouvir, primeira composição do grupo, a vocalista disse que só compôs esta música por conta da Amy, então era de se imaginar o tamanho da realização dela naquele momento. Passados quarenta minutos do final do show da Klitoria, os headliners Amyl and the Sniffers subiram no palco, com quinze minutos de atraso, às 21h45, o que para um show de dia de semana é bastante complicado. Mesmo assim, qualquer complicação foi esquecida pelo público quando as primeiras notas de Control soaram. Algo que se manteve constante pelo show inteiro foi a cantoria dos fãs, que ecoavam toda e qualquer palavra de Taylor a plenos pulmões. Muito se fala sobre a energia da banda no palco, com muitos os descrevendo como um dos shows mais animados desta nova geração e realmente, a vocalista parece que está sempre ligada no 220. Uma das vantagens deste estilo são as músicas curtas, então, logo depois da primeira já emendaram Freaks to the Front e Doing in Me Head,  destaques do novo álbum e de seu autointitulado respectivamente. Enquanto o baterista Bryce Wilson dava início à levada de Security, o guitarrista Declan Mehrtens e o baixista Gus Romer rapidamente se beijaram no meio do palco, o que para os fãs da banda não é nada fora do normal, mas que com certeza irá virar pauta de discussão nos grupos de Facebook. É algo chocante? Alguns podem dizer que sim, mas o espírito do punk sempre foi chocar, subverter, ir contra… Ou seja, não dá para esperar um show de punk “confortável”, do mesmo jeito que não dá para esperar música de hard rock que não aborde mulher e cerveja. Mantendo o clima de festa, no meio da música Taylor apareceu no palco com uma garrafa de bebida em uma mão e um copo em outra, e simplesmente virou uma dose. Tal qual um carro velho, o álcool só deu mais força para seguir o show, visto que durante a execução de Maggot, Amy ficou correndo de um lado do palco para o outro incansavelmente. Algo interessante de ver foi que o reconhecimento foi uma via de duas mãos: a Klitoria era claramente inspirada na Amyl e os australianos claramente curtiram o show, visto que soltaram alguns “façam barulho para a Klitoria!” Tendo passado por GFY e prestes a tocar Got You, Amy continuou: “Me desculpem por não falar português, mas elas são incríveis! Representando as mulheres, façam barulho aí! Temos amigos trans conosco hoje?” Sobrou para os políticos também, com um “aliás, que se foda o Trump” fechando seu discurso. Mais do que qualquer outro até então, o refrão de Got You foi realmente cantado pelo público no mesmo volume da própria banda. A energia no geral estava lá no alto, era perceptível que quem estava lá naquela noite era fã mesmo. Dali para a frente, enfileiraram hits, com muitas faixas do Cartoon Darkness, como Chewing Gum, sendo recebidas calorosamente e colocando a galera do meio da pista para pular. Acredite ou não, nem os ventiladores da ponta do palco ficaram incólumes: Taylor pegou um deles e levantou de maneira quase triunfal. Depois, vieram I’m Not a Loser e Guarded By Angels, ambas já extremamente enérgicas, tornadas ainda mais animadas pelo pique inesgotável dos espectadores. Knifey foi dedicada às mulheres, temática central da música. Décima faixa do aclamado Comfort to Me, ela aborda uma triste realidade, o fato de que muitas mulheres são atacadas por simplesmente sair na rua à noite, algo infelizmente presente nos quatro cantos do mundo. O título de Some Mutts (Can’t Me Muzzled) (“alguns cães não conseguem ser afocinhados”) foi provado logo de cara, visto que logo nos primeiros acordes,* já rolavam alguns crowdsurfs. Amy terminou a música mostrando os bíceps, levando os fãs à loucura. Continuando a avalanche de destaques, veio Jerkin’, indubitavelmente a maior música do grupo, que esperadamente foi cantada palavra por palavra pelo Cine Joia em um coro gritando em uníssono numa energia inigualável. Independente da letra claramente feita para ser chocante, abrasiva e agressiva, Jerkin’ tem uma natureza inerentemente divertida, com algo solto e descontraído que cativou todos que estavam lá. Não deixando a peteca cair, seguiram com Me and the Girls e Tiny Bikini, com direito àquele famoso “ô ô ô” dos fãs. Taylor tinha dificuldade para esconder sua própria animação: agradeceu veementemente o público, admitindo que tocar no Brasil sempre foi um grande sonho da banda e que estar lá naquela noite, como headliners, era uma realização gigantesca. Com isso, veio Big Dreams. O bloco final do show foi devidamente elétrico: It’s Mine, U Should Not Be Doing That e Hertz. Com o show no auge, saíram do palco ao som de gritos de “one more song, one more song”. Poucos minutos depois, surpreendendo tudo e todos, voltaram para fazer o bis novamente, fazendo o público delirar, gritando me maneira ensurdecedora. Fecharam a noite com uma última dobradinha, Balaclava Lover Blues e Facts, terminando o show com pouco mais de uma hora de palco. A fórmula do som da Amyl and the Sniffers não é nada de revolucionário, nem sua abordagem, mas em uma cena musical atualmente dominada por diversos artistas sem personalidade e sem sal, ver algo que remeta minimamente ao espírito punk de outrora é incrível. É óbvio que os australianos estão completamente “no hype” e sabe Deus se este sucesso deles será mais do que passageiro. É um jogo que muitos jogaram, mas poucos saíram por cima, porém, não há dúvida de que aquela noite foi histórica: São Paulo recebeu uma banda que poderia se consolidar como um dos maiores nomes do rock em um futuro próximo. Sobre as letras serem chocantes e cheias de baixaria, primeiramente, o punk sempre foi isso, você não tocaria New York Dolls no almoço de domingo; e outra, o estilo sempre foi ancorado em dar voz aos menos representados, e é exatamente isso que estão fazendo, trazendo à tona os desafios diários das mulheres e da comunidade LGBTQIA+.   Setlist Amyl and the Sniffers Control Freaks to the Front Doing in Me Head Security Maggot GFY Got You Chewing Gum I’m Not A Loser Guided By Angels Knifey Some Mutts (Can’t be Muzzled) Jerkin’ Me and the Girls Tiny Bikini Big Dreams It’s Mine U Should Not Be Doing That Hertz   Bis Balaclava Lover Boogie Facts Setlist Klitoria Armadilha/Sinal Flores Podres 190 Xapisco Laboratório Skate Karate Inferno Espera Cromática Bolso Oco Não Memória Seus Laços Intenções e Reações Todo Homem Foi Feito para Dar Menina Nada Mais Brilha Cigarro Não Me Siga Só Vou Descansar Eu Não Vou Te Ouvir
    • Clique aqui para receber notícias da ROADIE CREW no WhatsApp.