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  • SAD THEORY: Banda é confirmada no Maniacs Metal Meeting 2018

    SAD THEORY: Banda é confirmada no Maniacs Metal Meeting 2018

    O quinteto paranaense de Death Metal SAD THEORY acaba de confirmar presença em um dos maiores festivais do Sul do Brasil.

    Estamos falando do MANIACS METAL MEETING 2018, onde a banda estará divulgando principalmente seu atual trabalho “Entropia Humana Final”, de 2017. Ouça no YouTube abaixo.

    INGRESSOS NO PRIMEIRO LOTE PELA SYMPLA AQUI: https://bit.ly/IngressosMMM2018

    Acesse o evento no Facebook, confirme sua presença e fique por dentro de tudo que acontece nesta terceira edição do festival: https://www.facebook.com/events/137507243732456/

    Em outras notícias, o SAD THEORY já está trabalhando em um novo álbum. Previsto para o primeiro semestre de 2019, “Léxico Reflexivo Umbral” já está em processo de gravação e terá toda a sua temática baseada na série antológica britânica “Black Mirror”, em breve mais informações.

    Contato para shows: [email protected]

    Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato

    Sites relacionados:
    https://www.facebook.com/sadtheory/
    https://www.sanguefrioproducoes.com/artistas/SADTHEORY/62
    Fonte: Sangue Frio Produções

  • Suecos do TAD MOROSE assina com a GMR Music

    Suecos do TAD MOROSE assina com a GMR Music

    Os veteranos suecos  do TAD MOROSE fecharam um novo contrato com a GMR Music. O décimo álbum da banda, intitulado Chapter X, será lançado em 15 de junho.

    O grupo baseado em Bollnäs seguiu o lançamento de St. Demonius em 2015 com uma bem sucedida turnê europeia, bem como fazendo rondas no circuito de festivais antes de se lançar nos primeiros estágios da composição do material que agora compreende o “Chapter X” de sua carreira.

    O vocalista Ronny Hemlin comenta: “Isso ainda é divertido para nós! Os últimos anos – como sempre com esses caras – estiveram cheios de turnês, tocamos em clubes grandes e pequenos e destruímos festivais de vários calibres. Você poderia dizer que nós passamos esse tempo ganhando novos fãs. Ou, como gostamos de chamar, “colecionando almas”.

    Não sentindo necessidade de acelerar o processo de gravação, a banda entrou no Studio Claustrophobic, que é de propriedade de Hemlin e Johan Lofgren, (ex-STEEL ATTACK), e trabalharam em um ritmo constante e confortável. A masterização de Chapter X foi feita por Jonas Kjellgren no Black Lounge Studios, e a banda procurou um velho amigo, Rainer Kalwitz (que trabalhou com a banda no álbum de 1995, A Mended Rhyme) para cuidar da arte do álbum.

      Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • KHROPHUS: Duas apresentações brutais nesta semana, confira!

    KHROPHUS: Duas apresentações brutais nesta semana, confira!

    A banda de Death Metal KHROPHUS já se prepara para mais uma semana destruidora de shows no estado catarinense.

    O grupo se apresenta hoje, dia 10/05/2018, no General Lee em Florianópolis, ao lado das banda Abatter e Toxic Rotten, veja: https://sanguefrioproducoes.com/upload/imagens/mediaset/6e7954a56391212b9777727058af168e.jpg Link do evento no Facebook par amais informações: https://www.facebook.com/events/165264244162855/ Já no fim de semana, dia 12/05, o KHROPHUS viaja até a cidade de Rio Negrinho/SC, onde acontecerá o ‘Samuhell – The Black Vomit’, evento em memória de Samuel Silva (fã de Metal e apoiador da cena na região, assassinado injustamente), visando arrecadar fundos para a família da vítima. Estão confirmadas neste evento também as bandas Violent Curse, Tressultor, Putrefication, Exylle e Battalion, confira: https://sanguefrioproducoes.com/upload/imagens/mediaset/968e0fbfa5dd04d1185ba5746fea8320.png Link do evento no Facebook para mais informações: https://www.facebook.com/events/2049433151753104/ Em outras notícias, o KHROPHUS estará disponibilizando toda sua discografia dentre as principais plataformas digitais, via Sangue Frio Records, em breve mais informações! Assista a performance da banda no Palco Célula:

    https://youtu.be/TiH31xm71qo

    Contato para assessoria de imprensa: www.sanguefrioproducoes.com/contato Sites relacionados: https://www.facebook.com/Khrophus/ https://khrophus.com/site/ https://www.sanguefrioproducoes.com/bandas/Khrophus/30 Fonte: Sangue Frio Produções
  • AT THE GATES lança “To Drink from the Night Itself” no Setembro Negro Fest

    AT THE GATES lança “To Drink from the Night Itself” no Setembro Negro Fest

    O At The Gates acaba de lançar “To Drink from the Night Itself”, e os brasileiros poderão conferir um dos shows da turnê desse novo trabalho, que acontecerá na volta do festival Setembro Negro, em sua 12ª edição (que acontecerá nos dias 29 e 30/09), e contará também com as bandas Aeternus, Coven, Enthroned, Morbid Saint, Purgatory, Razor, Vulcano, Schirenc Plays Pungent Stench, Taake, Wolfbrigade, Amen Corner, Decomposed God, Human Atrocity, Infested Blood e Manger Cadavre.

    Para mais informações, siga a página do evento no Facebook:

    https://www.facebook.com/events/2045030379098810/

    O At The Gates foi formado em 1990, em Gottenburg, na Suécia e surgiu com a mistura de Death Metal e elementos de Heavy tradicional.

    “To Drink from the Night Itself” é o sexto álbum da carreira do At The Gates, que durante um bom tempo, dividia 3 dos seus integrantes com o The Haunted.

    Os discos “The Red in the Sky Is Ours” (92), “With Fear I Kiss the Burning Darkness” (93), “Terminal Spirit Disease” (94) e “Slaughter of the Soul” (95), são considerados clássicos do que ficou conhecido como “Gothenburg death metal sound”, estilo do qual são pioneiros.

    A formação do At The Gates é; Tomas “Tompa” Lindberg (vocais), Martin Larsson (guitarra), Jonas Stålhammar (guitarra), Jonas Björler (baixo) e Adrian Erlandsson (bateria).

    Assista o vídeo de “To Drink from the Night Itself”:

    SERVIÇO: 12ª Edição FESTIVAL SETEMBRO NEGRO

    Dias: 29 e 30 de Setembro (Sábado e domingo)

    Local: Carioca Club Pinheiros (R Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – Sao Paulo/SP)

    Tel. (11) 3813-8598 / www.cariocaclub.com.br

    PROGRAMAÇÃO:

    Sábado (29/09)

    13:00 – ABERTURA PORTAS

    14:00 – 14:30 – HUMAN ATROCITY (30”)

    14:45 – 15:20 – INFESTED BLOOD (35”)

    15:35 – 16:15 – PURGATORY (40”)

    16:30 – 17:10 – AETERNUS (40”)

    17:25 – 18:10 – TAAKE (45”)

    18:25 – 19:15 – VULCANO (50”)

    19:30 – 20:30 – RAZOR (60”)

    20:45 – 21:55 – COVEN (70”)

    Domingo (30/09)

    14:00 – ABERTURA PORTAS

    15:00 – 15:30 – MANGER CADAVRE (30”)

    15:45 – 16:20 – DECOMPOSED GOD (35”)

    16:35 – 17:15 – AMEN CORNER (40”)

    17:30 – 18:10 – ENTHRONED (40”)

    18:25 – 19:10 – MORBID SAINT (45”)

    19:25 – 20:15 – SCHIRENC PLAYS PUNGENT STENCH (50”)

    20:30 – 21:30 – WOLFBRIGADE (60”)

    21:45 – 22:55 – AT THE GATES (70”)

    INGRESSOS:

    https://www.clubedoingresso.com/setembronegrofestival

    Página oficial do festival: www.facebook.com/SetembroNegroFestival

    Página oficial da Tumba Produções: www.facebook.com/tumbaproductions

  • SONS OF APOLLO e REPUBLICA – São Paulo/SP, 14/04/2018

    SONS OF APOLLO e REPUBLICA – São Paulo/SP, 14/04/2018

    Assistir a franquia Os Mercenários (The Expendables) é sempre uma tarefa estonteante, pois é difícil saber pra qual personagem olhar quando você se depara com uma constelação de tarimbados talentos ‘hollywoodianos’, que reúne nomes como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Terry Crews, Dolph Lundgren, Jason Statham, Steve Austin, Jet Li, Mickey Rourke, Bruce Willis, Eric Roberts, David Zayas, Chuck Norris, Jean-Claude Van Damme, Antonio Banderas, Wesley Snipes, Robert Davi, Mel Gibson, Harrison Ford e, entre outros, a ex-campeã peso-galo do UFC e recém contratada da WWE, Ronda Rousey. Seguindo tal analogia, foi exatamente essa a sensação que o público que esteve na Tropical Butantã no último sábado sentiu ao ver pela primeira vez o Sons of Apollo, que trazia em seu line up ninguém menos do que os incontestáveis Jeff Scott Soto (vocal), Ron “Bumblefoot” Thal (guitarra), Billy Sheehan (baixo) e os “The Del Fuvio Brothers” Derek Sherinian (teclado) e Mike Portnoy (bateria). O grupo formado em 2017 veio promover seu álbum de estreia, “Psychotic Symphony”, que foi lançado no mesmo ano.

    Antes de os americanos darem as caras, o Republica se incumbiu de aquecer o público. O veterano grupo paulistano segue divulgando seu quarto álbum, “Brutal & Beautiful” (2017), que já havia sido apresentado em outras brilhantes oportunidades, quando Leo Belling (vocal), LF Vieira e Jorge Marinhas (guitarras), Marco Vieira (baixo) e Mike Maeda (bateria) tocaram no palco Sunset do festival “Rock in Rio”, na Europa abrindo para Alice Cooper e para o Scorpions na Suécia. Baseando seu setlist quase que inteiramente em “Brutal & Beautiful”, álbum pesado e com uma roupagem ainda mais próxima do grunge, ainda que mantendo as referências de metal e de hard rock, observadas no antecessor “Point of No Return” (2014), o quinteto aproveitou bem os cinquenta minutos de palco e fez uma apresentação convincente, apesar de um pouco prejudicada pela fraca iluminação e pelo som que estava um tanto quanto baixo.

    No repertório não faltaram “Stand Your Ground”, que foi tema da novela Rock Story (2016/2017), e nem “Beautiful Lie”, conhecida por seu videoclipe estrelado pela atriz Isis Valverde. Entre as demais, as que mais chamaram atenção foram as pesadas “Black Wings”, “Death for Life”, “Endless Pain”, que é um pouco mais arrastada, a acelerada “Broken”, em que o comunicativo Belling cantou com um vocal ainda mais agressivo, a balada “Tears Will Shine”, que segundo o frontman foi composta no dia seguinte à morte de David Bowie e é uma homenagem não só à ele como também aos ídolos, amigos e familiares que costumamos perder, “El Diablo”, única representante de “Point of No Return”, que foi dedicada ao saudoso baixinho Ronnie James Dio, além do cover de “Head Like A Hole”, do Nine Inch Nails. No início do show a recepção do público foi um pouco fria, mas foi melhorando no decorrer. No final, o Republica se despediu sob aplausos.

    Levou exatos quarenta minutos de espera até que, as 22h30, começasse a rolar no som mecânico a curta instrumental “Intruder” do álbum “Diver Down” (1982) do Van Halen, como introdução para o aguardado quinteto que atende por Sons of Apollo. Sob uma das melhores iluminações já vistas na Tropical Butantã, a cama de teclados de Derek Sherinian, fazendo base em clima mitológico, revelava a longa “God of the Sun”. Ron “Bumblefoot” Thal entrou em cena ovacionado com sua guitarra estilo double neck e cheia de luzes, sendo logo acompanhado pela potente cozinha formada por Billy Sheehan, que empunhava um baixo Yamaha também de dois braços, e Mike Portnoy. Após pouco mais de dois minutos de viagem instrumental, Jeff Scott Soto soltou suas primeiras linhas vocais e o público teve a certeza de que a qualidade de som era realmente de primeira, pois o técnico que comandava a mesa de botões dos ‘filhos de Apolo’ – tido na Ilíada como deus da música – deixava tudo muito bem equalizado. Depois dos onze minutos em que o público se viu extasiado com as várias atmosferas da música de abertura, o sempre animado e falante Soto vibrou pelo fato de estar tocando em São Paulo e anunciou a pesada “Signs of the Time”.

    Falando em sinais do tempo, nessa época que estamos vivendo em que quase todo fã dá uma conferida nos setlist.fm’s da vida, pra conferir de antemão o possível repertório que suas bandas favoritas irão apresentar no show, esperava-se que viesse a seguir a curta instrumental “Figaro’s Whore”, repetindo a sequência mostrada dois dias antes em Porto Alegre (RS). Porém, o Sons of Apollo pulou para “Divine Addiction”, música que remete ao Deep Purple. Ela foi emendada com o cover do Dream Theater para “Just Let Me Breathe”, que, por sinal, ficou muito legal com a divisão de vocais entre Soto, que no decorrer empunhou uma bandeira do Brasil que ganhou de uma fã, Portnoy e Bumblefoot. Ao final dessa dobradinha Portnoy teve que sair de seu kit e aproveitou para falar com o público, enquanto o roadie trocava sua caixa por outra. Houve tempo de Bumblefoot tocar trecho do hino nacional brasileiro e Soto puxar o tradicional ‘Vira, Vira, Virou’, para tomar sua apreciada caipirinha antes de anunciar “Labyrinth”, sua música favorita do Sons of Apollo.

    Seguindo, os holofotes se viraram para Billy Sheehan, enquanto o restante da banda se retirava para dar uma descansada. Confesso que já presenciei solos bem mais instigantes dele, mas o bom é que ele não se prolongou como nas últimas duas últimas vezes em que esteve em São Paulo com o Mr. Big. Ainda sobre Sheehan, que como de costume ia esmerilhando seu instrumento no show, tanto eu quanto alguns amigos que conversei, sentimos que sua performance não estava lá tão solta e descontraída quanto estamos acostumados ver no Mr. Big e no The Winery Dogs. Isso porque Sheehan tocou boa parte do tempo visivelmente concentrado e virado de lado pra plateia, olhando mais para seus companheiros, e também por não ter se comunicado e nem feito tantos malabarismos com seu instrumento, como era esperado.

    Após a banda toda retomar o palco e executar a intrincada “Lost in Oblivion”, Portnoy brincou com a similaridade entre a pronúncia dos nomes “São Paulo” e “Sons of Apollo”. Emocionado, comemorou: “É bom estar de volta, pela primeira vez com essa banda maravilhosa, em um dos meus lugares favoritos no mundo para tocar.” E ele prestou homenagem ao seu vocalista: “Na última vez em que Billy e eu estivemos neste palco, a banda de Soto estava abrindo” – ele se refere ao show do The Winery Dogs, realizado no dia 18 de maio de 2016, que teve a banda SOTO fazendo o ‘opening act’. E continuou: “Me lembro de pegar meu lugar lá em cima (apontando para o camarote) para assisti-lo. E eu disse à mim mesmo: ‘eu já sei quem é o vocalista que essa banda tem que ter e nós teremos este cara!’”. Empolgado, Mike se disse orgulhoso de ter Jeff na banda e lhe ofereceu os aplausos da plateia. Os fãs gritaram o nome de Soto, que por sua vez puxou o “olê, olê, olê, olá” e regeu o público, ensinando-lhe alguns coros. Uma mostra que comprovou a afirmação de Portnoy de que Soto é um de seus vocalistas favoritos foi dada quando o cantor puxou um curto medley do Queen, que começou com ele executando o trecho à capela de “The Prophet’s Song”. E Soto deu um show ao recriar na hora as linhas vocais da música fazendo uso de loop com uma pedaleira que ele tinha disponível à sua frente. Na sequência, ele revelou que Freddie Mercury é uma de suas principais influências e dedicou a próxima para seu amigo, o vocalista Joe Lynn Turner, o qual soube que no mesmo dia sofrera um ataque cardíaco. A execução da belíssima “Save Me”, tocada somente por Bumblefoot e com os vocais divididos entre Jeff Scott Soto e a plateia foi de chorar. A bonita “Alive” se encaixou bem nessa parte mais emocional do set.

    Para a sequência seguinte Jeff se retirou do palco por um longo tempo. Enquanto o vocalista descansava, o restante da banda tocou uma inusitada versão para “The Pink Panther Theme” (famoso tema de A Pantera Cor de Rosa) e apresentou a longa instrumental “Opus Maximus”, que culminou com um solo de Sherinian, que usou e abusou das plataformas de teclado que o cercavam, tocando, inclusive, trechos da ausente “Figaro’s Whore” e também de “Eruption” (Van Halen). O fim da primeira parte do show, com Soto de volta, veio com outro cover do Dream Theater, dessa vez para “Lines in the Sand”, também do álbum “Falling Into Infinite” (1997), que foi o único de estúdio da banda a contar com Derek Sherinian.

    Bumblefoot voltou solando para o bis, até que a banda deu conta de que faltava alguém no palco. Era Jeff, que levando o microfone, já havia descido pelo camarote até o bar que fica na entrada da pista. De lá ele avisou seus companheiros que precisava pegar outra “caipirosca”. Quando os fãs o notaram, foram pra cima para abraçá-lo e tirar selfies. A banda lhe pediu que retornasse ao palco, e decidiu tocar mais um cover. Deram início então à “And the Cradle Will Rock…” (quanta homenagem pro Van Halen, heim?) e Soto saiu cantando em meio à multidão, com copo na mão e enfrentando mais abraços e selfies. Um membro da equipe o buscou e lhe levou pela pista de volta ao seu posto. Foi o momento mais hilário do show. O desfecho se deu em alta energia com “Coming Home”, música que tem uma pegada hard contagiante. No meio dessa Soto pediu que a banda fosse diminuindo o volume. Foi engraçado quando ele tentou chamar a atenção de Sheehan, que lhe mostrou que já havia até desplugado o cabo do baixo. Nesse ‘break’, o vocalista dividiu o refrão sozinho com a plateia, sendo que ele cantava a parte dele sem usar microfone, e mesmo assim se fazendo ouvir. Impressionante o talento desse cara, tanto como cantor quanto como entertainer. Outra coisa que impressionou foi o fato de que Bumblefoot e Sheehan passaram o show inteiro tocando com seus pesados instrumentos double neck. Ao som mecânico de “Happy Trails” (Roy Rogers) – conhecida pela versão de quem? Sim, do Van Halen (de novo?)! – o Sons of Apollo saiu ovacionado pela plateia após a aula que deu de metal progressivo com toques de hard rock e referências de AOR. E dava pra esperar menos de Soto, Bumblefoot, Sheehan, Sherinian e Portnoy? É claro que não!

      SONS OF APOLLO – Setlist: Intruder (Van Halen – Intro) God of the Sun Signs of the Time Figaro’s Whore Divine Addiction Just Let Me Breathe (cover do Dream Theater) Labyrinth
    • solo de baixo
    Lost in Oblivion The Prophet’s Song / Save Me (cover do Queen) Alive The Pink Panther Theme (cover de Henry Mancini) Opus Maximus
    • solo de teclado
    Lines in the Sand (cover do Dream Theater)   BIS: And the Cradle Will Rock (cover do Van Halen) Coming Home Outro : Happy Trails (Roy Rogers)   REPÚBLICA – Setlist: Intro Black Wings Death For Life Endless Pain Head Like A Hole (cover do Nine Inch Nails) Stand Your Ground Beautiful Lie Tears Will Shine The Maze Broken El Diablo                                            
  • NEW MODEL ARMY vem ao Brasil para dois shows históricos

    NEW MODEL ARMY vem ao Brasil para dois shows históricos

    Sim, é verdade! A banda inglesa New Model Army está de volta ao Brasil e para duas novas apresentações históricas! A Liberation Tour Booking, produtora responsável pela vinda de grandes nomes da música internacional ao País, confirmou recentemente duas datas exclusivas na América do Sul.

    O grupo formado por Justin Sullivan (vocal/guitarra), Michael Dean (bateria), Dean White (teclado/guitarra), Marshall Gill (guitarra) e Ceri Monger (baixo) resgatam especialmente toda a sua magnifica história, nos dias 9 e 10 de junho, na Fabrique Club, em São Paulo. Serão dois shows com repertórios totalmente diferentes em cada noite. O mesmo formato ocorreu justamente na última visita deles ao Brasil em 2010 como parte das celebrações do aniversário de 30 anos do grupo, quando tocaram, ao todo, uma maratona de 60 músicas, no antigo Palace. Os fiéis fãs brasileiros com certeza irão à loucura durante a execução de hits como “51st State of America”, “White Coats”, “Vagabonds”, “The Price”, “No Rest”, “The Hunt” (regravada pelo Sepultura), “Purity” e “Here Comes The War”, além das composições dos últimos novos álbuns “Between Dog and Wolf ” (2013), “Between Wine and Blood” (2014) e “Winter” (2016). Os ingressos já estão à venda na Galeria do Rock (loja 255), pelo site do Clube do Ingresso (https://www.clubedoingresso.com/newmodelarmy-09-06-18 | https://www.clubedoingresso.com/newmodelarmy-10-06-18) e pontos autorizados na capital paulista, Barueri, Jandira, Osasco, Santo André, São Caetano, São José do Rio Preto, Curitiba e Rio de Janeiro (https://www.clubedoingresso.com/ondecomprar). Mais informações no sérvio abaixo. São praticamente de 40 anos de carreira e mais de 200 músicas divididas em 15 discos! São com estes impressionantes números, que o grupo britânico New Model Army segue como uma das maiores instituições dos anos 80. Formado na cidade de Bradford, o New Model Army surgiu na rica cena pós-punk da Inglaterra, que, entre o fim dos anos 70 e meados dos 80, revelou nomes como Joy Division, Killing Joke, Gang of Four, PIL e Bauhaus. Com letras poéticas, existencialistas e totalmente politizadas, Justin Sullivan tornou-se um dos grandes trovadores de sua época, tratando de temas como o isolamento, crises de geração e a falta de esperança da juventude na Inglaterra que vivia sob o jugo da primeira ministra Margareth Thatcher. Com o prestigio de acumular uma extensa discografia recheada de clássicos como “Vengeance”, “Ghost of Cain”, “Thunder and Consolation” e “The Love of Hopeless Causes”. Outros singles marcantes incluem “Purity”, “Stupid Questions” e “Living in the Rose”.
  • ARCTURUS tem apresentação especial no Brasil

    ARCTURUS tem apresentação especial no Brasil

    A cultuada banda Arcturus, um dos principais representantes do avant-garde metal, inicia esta emana nova turnê pela América Latina. O grupo retorna praticamente um ano após impressionante turnê de estreia pelo Continente em 24 anos de carreira.

    A única apresentação no Brasil, acontece nesta quinta-feira (22/02), na Fabrique, em São Paulo. Os ingressos custam apenas R$ 90,00 (pista – meia entrada/promocional) e continuam à venda na Galeria do Rock (loja Paranoid) e pelo site do Clube do Ingresso (https://www.clubedoingresso.com/arcturus-sp) e em diversos pontos autorizados  pela ticketeira (https://www.clubedoingresso.com/ondecomprar).

    O grupo reúne nomes importantes da música extrema mundial como Simen “ICS Vortex” Hestnæs (vocal – Borknagar/Dimmu Borgir), Jan Axel “Hellhammer” Blomberg (bateria – Mayhem/Dimmu Borgir/Covenant), Knut Magne Valle (guitarra), Hugh “Skoll” Mingay (baixo), Steinar “Sverd” Johnsen (teclado – Covenant) e Sebastian Grouchot (violino).

    Com cinco álbuns oficialmente lançados, o Arcturus é um dos principais representantes do avant-garde metal (metal experimental ou art metal). Desde o começo de carreira, ficaram conhecidos pela sonoridade experimental, extraindo influencias e incorporando elementos do black metal e até da música clássica.

    Após quatro anos no estaleiro, as atividades foram retomadas com novo line-up e ocasionando na realização de importantes shows, principalmente em países da Europa. Porém, com o lançamento “Arcturian” (2015), primeiro disco da banda em 10 anos, os músicos excursionaram por diversos países do Mundo.

    SERVIÇO SÃO PAULO

    Overload orgulhosamente apresenta Arcturus

    Data: 22 de fevereiro de 2018 (quinta-feira)

    Local: Fabrique

    Endereço: Rua Barra Funda, 1075 (próximo ao Metrô Palmeiras – Barra Funda)

    Abertura da casa: 19h | Showtime: 21h

    Imprensa: [email protected]

    Classificação etária: 16 anos

    Estacionamento: locais próximos sem convênio

    Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes

    Evento Fb: https://www.facebook.com/events/1855093401473774

  • Bobby “Blitz” Ellsworth do Overkill diz que respeita a decisão do SLAYER

    Bobby “Blitz” Ellsworth do Overkill diz que respeita a decisão do SLAYER

    O líder da Overkill Bobby “Blitz” Ellsworth diz que ele respeita a decisão do SLAYER de fazer a última turnê, chamando-a de “escolha individual” que é “problema deles” e de mais ninguém.

    No mês passado, o SLAYER, uma das bandas mais populares e influentes do metal nas últimas quatro décadas, anunciou sua “turnê mundial final” através de um vídeo de 30 segundos. O grupo também confirmou que sua última série de datas norte-americanas apresentaria como suporte as bandas Lamb of God, Anthrax, Behemoth e Testament.

    Em uma entrevista com a Sticks For Stones, Ellsworth foi perguntado sobre o que sentiu sobre o SLAYER puxando o plugue em uma impressionante carreira de três décadas e meia. “Oh, cara, eu não tomo decisões para outras pessoas”, ele respondeu. “As pessoas devem fazer o que querem fazer. Se acabaram, acabaram. Eles sabem melhor do que eu sei. É tudo sobre escolha individual. Quero dizer, eles são caras legais. Acabei de ver Gary Holt em Los Angeles no fim de semana passado [no programa NAMM] – Tocamos juntos uma música do METAL ALLEGIANCE e nem toquei no assunto do Slayer porque isso não me interessa. Então, na verdade, não é algo que passa por minha mente – “Quão estranho é isso?” Eu não penso nesses termos. Sempre prestei atenção à minha própria vida e à minha própria casa”.

    O Slayer iniciará a primeira etapa de sua turnê mundial de despedida com um show de 10 de maio no Valley View Casino Center de San Diego, com datas até 20 de junho no Amphitheatre 360 ​​de Austin.

    O Overkill acaba de retornar ao estúdio para retomar o trabalho de demos para o próximo álbum. De acordo com uma publicação na página do Facebook da banda, pelo menos quatro músicas novas estão em diferentes estágios de conclusão neste momento, com mais por vir.

    O Overkill anunciou no ano passado a adição do baterista Jason Bittner (Shadows Fall, Flotsam & Jetsam).

  • ROB ZOMBIE

    ROB ZOMBIE

    O dia 10 de maio de 2017 reservava aos gaúchos dois shows que prometiam muito e que criavam expectativas diferentes entre os fãs. A primeira, era em relação ao show do Ghost. Afinal a banda não é daquelas consideradas unanimidade entre os bangers, e recentemente esteve envolvida em algumas polêmicas com relação à saída de integrantes. Também pela teatralidade de seus shows, visto que o grupo (pelos vídeos na Internet) se mostrava um tanto quanto estático no palco. Já com relação a Rob Zombie, a expectativa era a de vermos em ação uma banda afiada, contando com músicos de excelente técnica, além da performance sempre insana de Rob.

    Ao chegar ao local, logo deu pra perceber que não teríamos um grande público. O que de certa forma era compreensível, tendo em vista que no dia seguinte, teríamos o show mais esperado do ano pelos gaúchos, e também, no mesmo dia, estava acontecendo outro show (Rhapsody, na sua turnê de despedida com sua formação clássica – exceção ao guitarrista Luca Turilli) e no dia anterior, tivemos o show do Sonata Arctica. Haja bolso! Dito isso, vamos ao que interessa: os shows! Ao entrar no Pepsi On Stage, no palco havia uma mesa e um DJ. Sim, havia um DJ. E com uma “performance” de dar inveja á David Ghetta. Sejamos sinceros. Em um show de heavy metal, qual a necessidade de um cara ficar em cima do palco, colocando músicas nada a ver com o evento (Franz Ferdinand, Pearl Jam, Rage Against The Machine – que deve ter tocado umas 56 vezes -, entre outras menos cotadas), e que ainda por cima, ficava mexendo á todo momento na tal mesa de som, como se estivesse fazendo aqueles insuportáveis scratches em músicas como The Trooper? Teria sido MUITO MELHOR se alguma banda local tivesse se apresentado, nem que fosse ao menos por 30 minutos. O que o tal DJ conseguiu foi é irritar a galera que já não agüentava mais a falta de noção do cidadão em questão.

    Mas, pra lavar a alma, às 21h, sobe ao palco o Ghost! E de cara, logo após a introdução, mandam ver a faixa de abertura de seu mais recente trabalho, o EP Popestar (2016). “Square Hammer”, que ao vivo ficou ainda melhor. As guitarras da banda ganham um peso extra ao vivo, o que deu mais dinamismo à música. Papa Emeritus III (sem o traje tradicional, usando a mesma roupa do clip da referida faixa) e seus Nameless Ghouls, interagiram com o público desde o começo. Público esse que eles tinham nas mãos.

    O grupo se apresentou sem a presença de um baixista no palco, mas não ficou muito claro se havia algum músico tocando o instrumento “ás escondidas” ou se as bases eram gravadas. Mas isso não influenciou em nada a performance, que logo na sequência trouxe a pesada “From The Pinacle to the Pit”, presente em Meliora (2015). E aqui, aquela dúvida que ainda pairava sobre muitos se dissipou: a banda é muito boa de palco sim! E os novos músicos, se movimentam bem mais do que antes, o que acaba criando uma atmosfera bem mais interativa. “Ritual”, faixa de Opus Eponymous (2010), primeiro álbum do grupo se mostrou forte e intensa ao vivo. E essa foi a única faixa do trabalho a ser executada, infelizmente.

    “Cirice”, outra faixa de Meliora trouxe novamente o peso das guitarras do grupo, que mostraram excelente entrosamento ao vivo. Sombria e densa, a faixa acabou trazendo a atmosfera mais obscura que a música do grupo por vezes apresenta. Papa Emeritus com classe e “elegância” conduziu a apresentação de forma comunicativa, o que parece ser uma nova direção apontada pelo “personagem”. Afinal, a batina causava limitações à sua performance. “Year Zero” trouxe Infestissumam (2013) ao culto, e mostrou que a faixa é uma das preferidas do público que entoou “Belial, Behemoth, Beelzebub, Asmodeus, Satanás, Lucifer” como se estivesse invocando os citados demônios. “Absolution”, mais uma faixa de Meliora, se fez presente.

    “Do you want a HEAVY song”, indagou Emeritus e logo veio “Mummy Dust”, uma das faixas mais pesadas da banda (senão a mais pesada) e que ao vivo ganhou contornos ainda maiores. Riffs bem trabalhados e bateria mais agressiva que o habitual (em se tratando do grupo) mostraram que o Ghost é uma banda de Heavy Metal sim! E os teclados deixaram um clima sombrio em sua execução. No encerramento, Emeritus pediu que todos tivessem ao final da noite um orgasmo. Era a deixa para “Monstrance Clock”, cantada em uníssono por todos. Assim, acabava apresentação do grupo, que infelizmente contou com apenas 40 minutos de show. E deixou em todos os presentes (mesmo naqueles que não estavam lá para assisti-los) uma sensação de precisamos urgente de um show completo da banda por aqui, pois faltaram muitas músicas dos primeiros dois álbuns. Fica a dica e uma constatação: A banda é muito boa ao vivo!

     
  • BLACK SABBATH

    BLACK SABBATH

    Está escrito nas costas de um dos cinco modelos de camisa à venda no estande de merchandising: “Black Sabbath’s last show ever in Rio de Janeiro”. Depois de Porto Alegre e Curitiba, antes de São Paulo, era o fim para a cidade que num passado distante mereceu ser chamada de maravilhosa. Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler juntos no mesmo palco, nunca mais. E se você está lendo estas linhas, agradeça a esses três senhores e também a Bill Ward, que ficou fora do que deveria ser a reunião da formação original em 2013, quando foi lançado o excelente “13” com Brad Wilk (Rage Against The Machine) na bateria, assumida ao vivo por Tommy Clufetos, da banda solo do Madman. E quem escreve estas linhas tem uma gratidão eterna ao quarteto por ter aberto as portas ao estilo musical que despertou a paixão pela música. Não deve ser muito diferente para Jay Buchanan (vocal), Scott Holiday (guitarra), Dave Beste (baixo) e Mike Miley (bateria), a unidade que atende por Rival Sons e teve a responsabilidade de abrir os serviços. Claro, é preciso perguntar a eles, mas apesar de o som do quarteto remeter basicamente a outro gigante inglês, o Led Zeppelin, o peso dos riffs de Holiday tem um ponto de partida: Tony Iommi. Que o diga a majestosa “Secret”, em que o guitarrista mostra ter feito direitinho o dever de casa, acompanhado do outro destaque, o ótimo Buchanan. Sem esconder os cacoetes à la Robert Plant, o sujeito já tinha enchido os olhos no início com “Electric Man”. Mas, veja bem, o próprio Sabbath por muito tempo não se sentiu à vontade com o termo Heavy Metal. Ok, no início foi novidade também para eles, os criadores do gênero, então o que rolava era a influência do Blues e do Rock’n’Roll. E o que o Rival Sons faz? Manda “Open My Eyes”, um Hard Blues de respeito, e aperta o passo com “Torture”, na qual Buchanan coloca o público para cantar, e “Keep On Swinging”, cujos holofotes vão todos para Holiday, novamente. Única faixa do último álbum, “Hollow Bones” (2016), a emocional semibalada “Fade Out” é dedicada a um amigo falecido durante as gravações do trabalho. E ainda teve o groove espetacular de “Pressure And Time” em 40 minutos de uma apresentação que só não foi impecável por isso mesmo: foi curta. Está na hora de o Rival Sons voar solo no Brasil.

    Apenas 20 minutos para os roadies e técnicos deixarem o palco pronto para o Black Sabbath se despedir do Rio numa Apoteose lotada. E pontualmente às 21h30 uma animação sensacional no telão, com o capeta passando o rodo no Mundo, consumido pelas chamas, antecedeu o barulho de chuva, o som do sino e a músico que começou tudo oficialmente em 13 de fevereiro de 1970. Por todo o contexto, nada mais simbólico, e “Black Sabbath” foi de arrancar lágrimas. A resposta vinda dos fãs foi à altura, deixando Ozzy com aquele sorriso de criança abrindo presente de Natal. Mas não foi assim durante todo o show, infelizmente.

    Da pista VIP ouvia-se um som cristalino, mas que poderia ser mais alto. Mais para trás, principalmente das arquibancadas, um som ainda mais baixo e sem a pegada que o peso da bateria proporciona – conforme relatos colhidos por este repórter depois da apresentação. Detalhes que talvez tenham sido os responsáveis por uma apatia de parte do público em diversos momentos, quando nem mesmo Ozzy conseguiu colocar toda a massa sob o seu comando. E talvez, é bom ressaltar, tenha atrapalhado o fato de que a última apresentação dos pais do Heavy Metal tenha se tornado um evento com promoção de ingressos no esquema “compre um, leve dois”. Talvez.

    O fato é que clássicos como “Fairies Wear Boots”, “After Forever” (ótimo resgate!) e “Into The Void” ficaram no gogó dos fãs das antigas, por assim dizer, mas servindo para todos os presentes reverenciarem aquele canhoto que escreveu a cartilha de riffs de guitarra do Heavy Metal. Caro amigo, é simplesmente um absurdo vê-lo tocar, um prazer inenarrável… Não há ninguém que toque tão pesado e com tanta elegância. “Snowblind” aqueceu um pouco a plateia, e “War Pigs” voltou a incendiar as coisas. Mais do que isso, voltou a arrepiar e a deixar os olhos marejados. Era a última vez que cantaríamos aquele coro diante dos mestres – antes, Ozzy apresentou a banda, e a ovação, principalmente para Iommi, foi mesmo de quem se despedia de seus ídolos. E sem ninguém para apresentá-lo, o vocalista ganhou do público o coro “Olê! Olê! Olê! Ozzy! Ozzy!” como retribuição.

    Curta, “Behind The Wall Of Sleep” apresentou o genial Butler e seu “Bassically”, o solo de baixo que serve de introdução para “N.I.B.”, mais um frenesi para o público. E pela última vez cantávamos o riff de guitarra tocado ‘in loco’ por seu criador. “Rat Salad” foi a deixa para os três irem tomar um fôlego, já que na sequência veio o solo de Clufetos, que espancou peles e pratos sem dó nem piedade – o batera, aliás, mereceu mesmo todos os aplausos. No centro do furacão, segurou muito bem a onda nos últimos anos, fazendo jus a Ward até mesmo visualmente (o cabelo solto e faixa na cabeça… Nada me convence de que isso não é intencional).

    O fim do momento individual de Clufetos veio com a marcação do tempo no bumbo, o sinal para a entrada de “Iron Man”. Êxtase. Como pode criar tantos riffs bons de cantar?! Não bastasse isso, Iommi desandou a solar lindamente. Não satisfeito, voltou a largar os dedos em “Dirty Women”, tirando o fôlego de qualquer um, como se soubesse que a empolgação da maioria só voltaria a crescer em “Children Of The Grave”, na qual, só para constar, as derrapadas de Ozzy ficaram muito mais evidentes. Mas, só para constar também, desde quando isso é novidade? Então, e daí? “Children Of The Grave” foi o arrasa-quarteirão perfeito para o previsível e irresistível bis com “Paranoid”. Ou quase irresistível, pois a esperada catarse não veio, apesar da resposta positiva dos que estavam mais à frente na pista. Lamentação? De jeito algum. Foi lindo, na verdade. Obrigado, Ozzy, Iommi e Geezer. Obrigado por tudo, Black Sabbath.

    Observação importante: a produção da banda lamentavelmente vetou o credenciamento de todos os fotógrafos, mesmo sem ter um profissional que disponibilizasse fotos da apresentação para os veículos que participaram da cobertura. As fotos que você vê nesta matéria são da apresentação de 2013, na mesma Apoteose, e tiradas da pista por este repórter.

    Setlist – Black Sabbath: 1. Black Sabbath 2. Fairies Wear Boots 3. After Forever 4. Into The Void 5. Snowblind 6. War Pigs 7. Behind The Wall Of Sleep 8. N.I.B. 9. Rat Salad 10. Tommy Clufetos Drum Solo 11. Iron Man 12. Dirty Women 13. Children Of The Grave Bis 14. Paranoid Setlist Rival Sons 1. Electric Man 2. Secret 3. Pressure And Time 4. Open My Eyes 5. Fade Out 6. Torture 7. Keep On Swinging