Não é de hoje que rumores estão no ar sobre um possível retorno de Richie Sambora ao Bon Jovi. Em 2022, ventilou-se a possibilidade de o guitarrista se juntar à sua ex-banda, comandada por Jon Bon Jovi, no Gastonbury, que rolou em junho. Antes de o festival acontecer, Sambora havia dito (diretamente do Music Industry Trust Awards) ao Metro.co.uk que havia essa possibilidade e que ele e a banda estavam conversando. Não rolou, porém agora Sambora voltou a levantar essa bandeira de uma reunião com o Bon Jovi em entrevista concedida à revista Breeder’s Cup no último sábado (04).
“Há um documentário que está sendo feito sobre a banda e coisas das quais eu participei, e as pessoas querem nos ver tocar, e isso vai deixar todo mundo feliz. Quero dizer, essencialmente é por isso que você faz isto neste momento”, disse Sambora.
“Acho que compusemos muitas músicas que mudaram a vida de muitas pessoas apenas por fazê-las se divertir. Sei que foi isso o que a música fez comigo… Me fez companhia no que eu faço. Então, sim, isso definitivamente pode acontecer. É apenas uma questão de quando todos estarão prontos para fazer isso. Será um empreendimento grande e massivo”, afirmou o guitarrista, confiante em um futuro revival do Bon Jovi.
“É hora de fazer isso (acontecer). Este é o nosso 40° aniversário, mas sinto-me mais jovem do que nunca. Estou me divertindo!”, concluiu.
No início deste ano, Richie Sambora já havia antecipado ao podcast Shred WithShifty, de Chris Shiflett (Foo Fighters), que ele e a banda seguem conversando, motivados pela demanda que está tendo sobre essa possível reunião dele com o Bon Jovi, principalmente fora dos Estados Unidos. Pouco depois, em entrevista à Absolute Radio, Sambora foi taxativo ao dizer que não há qualquer razão para que esse reencontro não aconteça atualmente. “Jon estava tendo um pouco de dificuldade com sua voz e precisava respirar um pouco. Não sei quando Jon vai se juntar com sua voz novamente e (quando a reunião) acontecerá, mas temos que fazer isso para os fãs, realmente. Sinto como uma segunda obrigação!”
Perguntado sobre a possibilidade de compor novamente para a banda, Sambora intimou Jon Bon Jovi: “Ah, se ele (Jon) não me deixar (compor), ele é louco! Estou em lágrimas”.
Parecia que a parceria de sucesso entre Jon Bon Jovi e Richie Sambora seguiria junta até os últimos dias do Bon Jovi, porém em 2013 a dupla se separou
Caso esse reencontro se confirme, será a primeira vez que Richie Sambora e Bon Jovi tocarão juntos desde a cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame em 2018 (veja o vídeo abaixo), que contou também com o baixista original da banda Alec John Such, que faleceu no último dia 5 de junho de 2022, aos 70 anos.
Assim como Lennon e McCartney, Gene Simmons e Paul Stanley, Jagger e Richards, Steven Tyler e Joe Perry, Richie Sambora fez uma parceria de sucesso com Jon Bon Jovi assim que se juntou ao Bon Jovi em 1983. Sambora esteve presente nos doze primeiros álbuns de estúdio do grupo e ganhou reconhecimento como um dos melhores guitarristas do hard rock principalmente pelos álbuns de maior sucesso comercial do Bon Jovi, Slippery When Wet (1986) e New Jersey (1988). Em 2013, após o lançamento de What About Now, Sambora chocou os fãs ao deixar o Bon Jovi. Desde então, o grupo lançou outros três álbuns de estúdio, sendo o mais recente Bon Jovi: 2020. Todos eles foram gravados com o substituto de Sambora, Phil X, que antes do Bon Jovi trabalhou com Triumph, Tommy Lee, Methods of Mayhem, Alice Cooper, Rob Zombie, Avril Lavigne, Orianthi (ex-namorada e parceira musical de Sambora) e outros.
Após anunciar para 2024 o seu próximo álbum solo, The Mandrake Project, o multifacetado Bruce Dickinson foi confirmado no filme de terror “Bjorn of the Dead”. O filme é baseado em uma história original dos coprodutores Andrew Prendergast e Austin Dickinson, filho de Bruce (e vocalista das bandas As Lions e ex-Rise to Remain), sobre uma banda tributo ao grupo sueco ABBA que se vê presa em um clube noturno junto de outros artistas cover, que lutam para salvarem o mundo em meio a um apocalipse.
Dickinson interpretará Bjorn, vocalista dessa banda tributo chamada Abbatoir. A banda considera pedir demissão da boate conforme os shows vão se tornando mais sombrios, porém recuam na ideia quando outro integrante, Benny, descobre uma batalha de bandas tributo no Niney Dimey. Ao chegarem ao local, um ataque os leva a se abrigar nos bastidores do local. No processo, outros membros da banda se machucam e se transformam em mortos-vivos em busca de sangue.
O longa será dirigido por Elza Kephart (Slaxx, Graveyard Alive: A Zombie Nurse in Love), distribuído pela Raven Banner e contará com atuações de vários outros artistas renomados do rock e do heavy metal.
“Estou absolutamente honrado em trabalhar com Raven Banner nesta aventura louca”, disse Austin Dickinson. “Andrew, Elza e eu mal podemos esperar para vocês verem o que está por vir. Vista seu spandex, arrume suas perucas e afie seus machados.Bjorn está chegando.”Até o momento, Bjorn of the Dead não tem data de estreia anunciada.
Bruce Dickinson em um de seus inúmeros momentos teatrais (Foto: Daniel Croce/Roadie Crew)
Nesta terça-feira (07), veio a público a notícia do falecimento do baixista Hiroshi Morie, o Heath, baixista da veterana banda nipônica X Japan. A informação vem do Yahoo! Japan, que relata que o músico batalhava contra um câncer desde que foi diagnosticado com a doença no início de 2023. Heath tinha 55 anos e morreu no final do último mês de outubro. De acordo com o Yahoo!, o baixista não havia compartilhado notícia de sua doença com seus parceiros de banda.
Estarrecido com a notícia, o talentoso e respeitado baterista e pianista Yoshiki, líder do X Japan, não compareceu à 37° edição do “Award of Honor”, que aconteceu no dia 1° de novembro, em São Francisco (EUA).
Além do X Japan, com quem gravou os dois últimos álbuns de estúdio – Art of Life (1993) e Dahlia (1996), Heath gravou diversos álbuns solo e outros com as bandas Paranoia, Dope HEADz e Rats.
Em julho passado, o X Japan lançou seu primeiro single em oito anos, para a música Angel (confiraaqui). Junto aos seus contemporâneos do Loudness e do EZO, o X Japan se tornou uma das bandas japonesas mais conhecidas mundialmente. Em 2018, o documentário We Are X, contando a história do X Japan, foi lançado em 30 países e ganhou prêmios nos festivais de cinema SXSW e Sundance.
Responsável por um dos melhores discos de 2023 no mundo do heavy metal, o In Flames faz única apresentação no Brasil, em São Paulo, no dia 9 de novembro, no Tokyo Marine Hall. Anders Fridén (vocal), Björn Gelotte e Chris Broderick (guitarras), Liam Wilson (baixista que vem fazendo os shows depois da saída de Bryce Paul, em junho último) e Tanner Wayne (bateria) vão mostrar não apenas o habitual poder de fogo da banda sueca no palco. O quinteto vai, também, traduzir ao vivo o que “Foregone” representa: sem abandonar o lado contemporâneo, uma volta às raízes de um dos grandes nomes do death metal melódico sueco conhecido como Som de Gotemburgo. Momento ideal para conversarmos com Broderick sobre isso é muito mais. Confira.
Como tem sido a turnê de “Foregone” até agora? Chris Broderick: Tem sido muito legal! Os últimos seis meses foram basicamente de tocar em festivais na Europa, e todos eles foram ótimos. Ou seja, tem sido bom também para assistir a shows de várias bandas que eu nunca tinha visto, já que essa temporada de festivais serve basicamente para ver bandas com as quais você já fez turnê junto, mas que não via há algum tempo, então poder passar um tempo junto com elas. No nosso caso, as músicas de “Foregone” estão realmente pesadas, ainda mais pesadas ao vivo, e o público está amando! É um ótimo material para tocar ao vivo.
E o In Flames vem ao Brasil novamente, só que pela primeira vez com você. Quais são as expectativas? Chris: Eu não sei exatamente quanto à banda, mas conversamos sobre a última vez que estiveram aí, em São Paulo e outras cidades, e eles comentaram como foi legal andar pelas ruas, encontrar bares e se meter em problemas por terem bebido demais (risos). Do jeito que os rapazes falam, parece que foi ontem (N.R.: o In Flames esteve no Brasil pela última vez em 2017, quando tocou em Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo). Na verdade, também parece que foi ontem para mim, embora já são dez anos desde que estive na América do Sul pela última vez, então mal posso esperar para voltar e ver se a plateia continua insana e barulhenta como foi da última vez.
Sim, e você esteve no Brasil tanto com o Megadeth (N.R.: em 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014) quanto com o Nevermore (N.R.: em 2001 e 2006). Quais são suas lembranças? Chris: Ah, elas são sempre sobre o público, que é completamente empolgado e demonstra um grande apoio às bandas. É mais fácil fazer um show quando o público é muito enérgico e dá tudo de si, porque faz com que a banda também dê tudo em troca.
E há alguma coisa que você ainda tenha vontade de fazer por aqui? Chris: Ah, são as coisas de sempre, né? Preciso repetir o que já fiz, porque estive em muitas churrascarias e espero conhecer outras quando voltar, porque lembro que as carnes eram de alto nível (risos). Também estive numa praia no Rio de Janeiro, e era um cenário lindo demais. Foi algo de que gostei e que seria legal poder fazer novamente, mas também gostaria de circular um pouco, sentir mais de perto a cultura e a energia. Isso realmente seria bem interessante, porque quero me sentir num lugar diferente quando viajo, gosto de absorver o que o lugar e as pessoas são no dia a dia.
Você entrou no In Flames em 2019, a princípio para substituir temporariamente o Niclas Engelin. Como aconteceu? Chris: À época, recebi uma ligação de uma amiga que conhecia o empresário deles, ela me perguntou se eu estaria interessado, eu disse que sim, e a banda entrou em contato comigo. Dois dias depois, eu estava a caminho do Texas para fazer meus primeiros shows com o In Flames. Foi meio louco, porque tive uns quatro dias, no máximo, para aprender 18 músicas, então fiquei com todas aquelas partes e pedaços das canções rodando na minha cabeça, mas subi ao palco e fiz o meu melhor. E foi divertido, também, porque conheço a banda desde quando eu estava no Jag Panzer. Depois daquela turnê, durante uma conversa com o Björn, ele mencionou a ideia de me manter na banda para os shows que viriam pela frente, o que culminou no convite para fazer parte definitivamente do In Flames. Aceitei imediatamente porque é muito bom tocar ao vivo com eles, é tudo muito tranquilo e relaxado. Então foi simples assim: depois dos primeiros shows, a ideia se morfou num convite para permanecer.
O que obviamente tem a ver, também, com o fato de você ter dado conta do recado naquelas circunstâncias. Chris: É verdade, mas devo dizer que não importa o quão foda você seja como guitarrista, porque ter de aprender 18 músicas em quatro dias para logo em seguida tocá-las ao vivo é muita coisa! No entanto, quem focar nisso consegue dar conta! Eu aceitei na hora porque se tinha de acontecer, então iria acontecer, e eu queria ajudá-los. Eles perceberam que eu queria ajudá-los, e eu fiz o melhor que pude. Honestamente, fiquei até surpreso com o primeiro show, só que ainda assim me sentia muito novato com as músicas. Fiquei tocando as músicas do setlist por umas duas ou três semanas, enquanto praticava guitarra, para realmente solidificar e entender o que eu estava tocando. Foi um redemoinho, com certeza, mas deu certo.
E não muito tempo depois, a Covid-19 fez tudo parar e fechou o mundo. Como você enfrentou a pandemia? Chris: Tive bastante sorte. Em primeiro lugar, não tive parentes muito próximos que faleceram; em segundo lugar, dou muitas aulas de guitarra on-line, então isso não mudou nada; em terceiro lugar, eu e minha namorada viajávamos no nosso trailer para acampar em lugares bastante remotos, então foi uma ótima oportunidade para passarmos mais tempo juntos em vez de eu ficar meses fora em turnê.
Voltando ao In Flames, com o que a sua experiência, do Jag Panzer ao Act of Defiance, pôde contribuir no processo de composição e gravação de “Foregone”?Chris: Boa pergunta, porque tudo aconteceu exatamente como a minha entrada na banda: de maneira rápida e em cima da hora (risos). Entramos no estúdio e fizemos acontecer, uma situação bem diferente das que estou acostumado! Normalmente, quando você começa a pensar num disco novo, primeiro vem a gravação de demos das coisas que imaginou, ou seja, a criação dos materiais da melhor forma possível antes de entrar no estúdio. Porém, a forma como Anders e Björn gostam de trabalhar, e ainda não sei exatamente qual é o processo deles, na verdade, é vir para Los Angeles, entrar no estúdio e então começar a compor. Ou seja, as coisas acontecem enquanto eles estão no estúdio, e a minha parte, quando passei a me envolver com isso, foi gravar meus solos, melodias e harmonias por cima. Muitas vezes, quando eu aparecia no estúdio, eles falavam ‘queremos tocar essa parte aqui, então vamos ver como fica?’, e eu só escutava o que havia gravado quando estava com os dois. Para mim, foi uma realidade bastante diferente, e tive de aprender a lidar com ela, só que foi uma ótima experiência. Eles são muito tranquilos, e não havia aquela pressão tipo ‘o tempo está passando, e o dinheiro, também’ para concluir tudo correndo, sabe?
Como o ‘timing’ agora é diferente, talvez você possa se envolver ou ser envolvido no processo de composição do próximo disco. Chris: É difícil dizer. Conversamos a respeito, e essa é uma possibilidade que foi mencionada, mas que ainda não foi formalizada. Anders e Björn também falaram sobre como estão acostumados a trabalhar, sobre a forma como trabalham, e eu entendo ambos os lados. Creio que assim que passar a me envolver com o processo de composição, eu me tornarei, como qualquer músico, muito apegado às minhas ideias e a como eu acredito que algo deva soar. No momento, temos um nível diferente de interação.
Eu puxei esse assunto porque “Foregone” é o álbum que alguns fãs esperavam há algum tempo. É mais agressivo, traz de volta o In Flames da velha escola para o In Flames moderno. Você teve essa sensação? Chris: Sim, e também vejo como uma mistura dos dois. Realmente, tem um fio mais pesado do que, por exemplo, o “I, The Mask” (2019), só que ainda mantém um olhar mais para frente nos refrões e nas harmonias. “Foregone” tem a energia do velho In Flames ao mesmo tempo em que soa bem moderno. É um disco que soma a raiva de antigamente com a modernidade de hoje.
E independentemente de você não ter contribuído com as composições, um dos destaques é o trabalho de guitarras, que está em outro nível em relação a tudo que o In Flames fez antes. Como é a química com o Björn? Chris: Cara, é ótima! Somos nerds de guitarra! (risos) Sempre tocamos juntos quando nos encontramos, sempre falamos sobre as nossas influências. Uma de nossas primeiras influências é King Diamond, e também trabalhamos em vários solos de caras como Yngwie Malmsteen ou Nuno Bettencourt (Extreme), então tenho uma troca bem maior com ele do que com qualquer outro guitarrista com quem já toquei, principalmente nesse quesito de nos encontrarmos para tocar, o que tem sido muito legal! Na hora de gravar o “Foregone”, eu não quis exageros, porque, quando me sento para compor um solo ou uma melodia, procuro entender o que o ritmo está pedindo naquele momento. Eu não queria simplesmente sair jogando notas em tudo, e a ideia já era mesmo fazer algo que complementasse o que existia. Uma coisa legal é que Björn estava boa parte do tempo comigo, e se ele tinha ideias, trabalhávamos juntos nelas. Foi um momento bacana, em que eu pude não apenas compor os meus solos, mas também ver como ele fazia os dele, e é essa outras das razões por que o processo foi bem legal, mesmo.
Quando entrevistei o Anders, no fim de 2022, ele fez grandes elogios a você. Na verdade, no momento em que conversávamos, você estava praticando no fundo do ônibus de turnê, e ele brincou dizendo que você dormiria com a guitarra se pudesse. Chris: (rindo) Bem, eu realmente mantenho a guitarra na minha beliche, mas isso porque é um ônibus com outras 12 pessoas, e o espaço é realmente limitado. Ou seja, ela dorme comigo, mas não tem nada a ver com a mentalidade de “dormir com a guitarra” (risos). Como a guitarra é bem fina, eu a coloco na parede perto de mim e economizo espaço.
As letras são outro destaque de “Foregone”, e pude conversar sobre elas com Anders, que é a pessoa certa. É a visão dele, mas qual a sua opinião sobre a abordagem mais pessimista? Chris: De fato, o Anders pode falar sobre isso muito melhor do que eu, mas gosto de interpretá-las mais como um aviso, ainda que o nome do disco tenha um significado bem óbvio (N.R.: em português, “Foregone” é “abandonado”). Ainda temos a oportunidade de mudar as coisas, então vamos colocar as coisas da seguinte forma: o potencial que essas questões tiveram para surgir na cabeça do Anders aconteceu em diversos níveis, no sentido de que não se trata de ‘ou o mundo acaba ou o mundo sobrevive’. É mais sobre o quão ruim as coisas podem ficar até que consigamos resolvê-las. É por isso que vejo a abordagem dele como um aviso para deixarmos as coisas um pouco menos traumáticas.
Eu gostaria de falar um pouco sobre o Megadeth, uma vez que você esteve na banda por sete anos e, também, por causa dos rumores envolvendo a situação do Kiko Loureiro. Enfim, por que é tão difícil um guitarrista ter uma sequência mais longa depois do Marty Friedman? Chris: Não tenho certeza, porque não conheço a linha do tempo exata, mas honestamente acredito, e posso perfeitamente estar errado, que durei mais no Megadeth do que o Marty. De qualquer maneira, quando se tem um disco como Rust in Peace (1990), é isso que estabeleceu a banda. Em termos de tempo, eu talvez tenha ficado mais do que Marty, mas a reposta para a dificuldade que você mencionou provavelmente será diferente de cada um que passou pelo Megadeth. Para mim, foi o caso de seguir adiante e estabelecer a minha independência. Em maio de 2022, o In Flames esteve numa turnê com o Megadeth, e eu pude trocar uma ideia com o Kiko. Fizemos umas jams, e ele é um cara ótimo, muito bacana e excelente guitarrista, assim como todos os que passaram pela banda. Quando se tem o legado de músicos como Marty e Chris Poland atrás de você, não dá para ser desleixado.
Só para esclarecer, Marty ficou quase 11 anos no Megadeth, de 1990 a 2000, então faltou pouco para você, na verdade. (risos) Chris: Ah, então é isso! Ele ficou um pouco mais do que eu, mas sinto-me satisfeito e realizado com o que deixei no Megadeth. Foram vários discos de estúdio (N.R.: “Endgame”, 2009; “Thirteen”, 2011; e “Super Collider”, 2013) e ao vivo (N.R.: “Rust in Peace Live”, 2010; “The Big 4 Live from Sofia, Bulgaria”, 2010; e “Countdown to Extinction: Live”, 2013).
E como você compararia a sua experiência em todas as bandas? Jag Panzer, Megadeth, Act of Defiance, Nervermore e In Flames? Chris: Cara, são definitivamente diferentes! (risos) No Jag Panzer era mais sobre aprender como fazer, porque foi a minha primeira experiência com turnês. Eu era muito verde naquela época. O Mark Briody é incrível, nos falamos até hoje, e eu adorava sair em turnês com eles, enquanto as turnês com o Nevermore foram muito caóticas. Bom, pelo menos naquela época eles gostavam muito de festa, e eu não sou de beber muito. Ok, bebo uma coisa aqui e ali, tipo quando o Anders me oferece uísque ou o Björn me passa uma cerveja, mas gosto de estar sempre no controle. O que mais me lembro da época no Nevermore é esse caos de festas e shows, de alguma forma, que eu até hoje não sei qual é, conseguir chegar na apresentação seguinte (risos) Com o Megadeth, lembro-me das plateias lotadas e do quanto o público me aceitou. Sou muito grato por isso, porque substituir alguns dos grandes nomes da guitarra que tocaram na banda não é fácil, e fiquei muito feliz quando os fãs me receberam tão bem. E quem pode esquecer os shows com o Big Four? Eu estava no Megadeth quando a banda fez aqueles shows com Anthrax, Slayer e Metallica. Isso é para sempre! Com o In Flames, por sua vez, é como subir no palco com os seus melhores amigos. Sempre gosto de contar a história de quando eu entrei pela primeira vez numa banda, porque eu era jovem e achava que seria “a banda”, que ficaríamos juntos para sempre, e normalmente não é assim que funciona. No entanto, o In Flames traz um pouco dessa mentalidade de volta, porque somos amigos, eles são os caras com quem quero subir no palco e com quem quero sair depois do show para bater papo e falar dos erros idiotas que cometemos durante o show. É ter aquele momento quando vamos rir uns dos outros, e é isso. É assim que eu vejo o In Flames.
E qual o status do Act of Defiance? A banda realmente acabou? Chris: Não digo que acabou, mas está num hiato. Faz tempo que não falo com alguns dos integrantes, então não quero dizer nem uma coisa, nem outra. Estou gostando tanto de tocar no In Flames que é nesta banda que estou focado agora.
Obrigado pelo papo, Chris, e o espaço final é todo seu. Chris: Obrigado a você, porque foi bem legal. E quero dizer a cada leitor que mal posso esperar para voltar ao Brasil, porque já passou muito tempo. Então vamos nos ver e visitar umas churrascarias! (risos)
Na próxima sexta-feira, dia 10 de novembro, a partir das 19h30, estreia a edição #44 do Roadie Crew Online Festival no canal da revista Roadie Crew no Youtube:https://www.youtube.com/roadiecrewmagtvNessa edição teremos vídeo exclusivo dos pioneiros do metal nacional, o Stress; também outros grandes nomes como The Mist e Siegrid Ingrid; o black metal vem com dois grandes representantes, o Carpatus e o Aske; ainda teremos Adverse, As the Palaces Burn, Nightwolf, Thunderforce, Behind My Mask, RedNHell, Santa Cora, Cactek, Gaiabeta, Malved e a garotada do Starbugs.Curta também no Spotify a playlist “Viva O Metal” com 50 entre as melhores bandas que têm passado pelo festival:https://diverge.lnk.to/VivaOMetal
Nesta segunda-feira (06), Kerry King finalmente aderiu ao universo virtual do Instagram, e em sua primeira postagem tem aguçado a curiosidade (e ansiedade) dos fãs. King postou uma foto de sua famosa corrente que usava como adereço visual nos shows do Slayer largada em um palco e a legendou sugerindo alguma novidade a ser revelada para 2024.
Há algum tempo, King vem mantendo sigilo sobre sua nova empreitada musical e em 2021 chegou a declarar que ele tinha na manga mais de dois discos de músicas já compostas para sua nova banda (que até o momento não teve nome divulgado). Em julho de 2022, em entrevista à Metal Hammer, ele reapareceu dando alguns outros detalhes. Na ocasião, King admitiu que a música de sua banda soa como Slayer, que um primeiro single não demoraria a ser revelado e que ele e seus novos comparsas logo estariam na estrada. “Você me conhece, então sabe como vai soar”, disse à reportagem. “Toquei essa música nova para um amigo, e lhe disse: ‘Se há algo que eu compus nos últimos anos que soa como Slayer, foi isso (essa música)‘. E ele disse: “É como se você pudesse ter tirado de qualquer disco do Slayer“. Na real, inventei esse riff nos bastidores de um show do Slayer. Estávamos caminhando para o palco e pequei meu telefone e gravei para não esquecê-lo”, contou o guitarrista.
Após o fim do Slayer, muitos rumores diziam que três integrantes da banda, Kerry King, Gary Holt e PaulBostaph, estariam envolvidos em um novo projeto musical ao lado do vocalista do Pantera, Phil Anselmo. Na referida entrevista à Metal Hammer, King falou mais sobre a música e manteve os nomes dos integrantes que estão com ele protegidos. “Na verdade, acabou sendo uma das últimas músicas que terminei para as sessões, então quando ela for disponibilizada, ou (estiver) nas lojas ou na Apple, ou onde quer que as pessoas comprem música hoje em dia, todos vocês podem jogar o jogo de adivinhação e discutir sobre quem é”.
Apesar de não entrar em detalhes sobre os nomes, King não escondeu que Bostaph, último baterista do Slayer, está sim tocando com ele: “Começamos a ensaiar e a única pessoa que posso falar é o Paul Bostaph, porque eu o tirei do Slayer e trabalhamos muito bem juntos. Não começamos a ensaiar até o final de março, e essa foi a primeira vez desde o último show do Slayer no final de 2019 que eu e Paul finalmente entramos em uma sala juntos”. Aliás, nesta segunda-feira o próprio Bostaph compartilhou a mesma postagem feita por King, o que atesta que ambos estão oficialmente juntos nesse novo trabalho.
Ainda sobre a entrevista que King concedeu no ano passado para a Metal Hammer, o guitarrista havia falado sobre seus planos de sair em turnê e a vontade de que isso não demorasse para acontecer: “Se dependesse de mim, eu teria saído em 2020”, disse o guitarrista, referindo-se ao adiamento dos planos por conta da pandemia. “Tenho me arrastado com isso? Sim, porque eu queria que essa merda (de pandemia) se resolvesse. Não vou mais embaçar por muito mais tempo”, confirmou, embora siga embaçando. “Eu gostaria de trazer nada mais do que uma grande produção, mas é como eu disse à todos, “Não espere locais para (o tamanho) do Slayer“. A menos que as pessoas se apeguem imediatamente, vamos começar em um cenário muito menor. Mas se eu pudesse manter algo do Slayer, seria o fogo (pirotécnico). Essa é a única coisa que veio comigo”.
Neste sábado (04), os organizadores do Summer Breeze Brasil anunciaram mais uma leva de bandas para sua segunda edição, que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de abril de 2024, no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP). As novas atrações confirmadas são: Overkill, Gamma Ray, Black Stone Cherry e Nestor.
SAIBA MAIS SOBRE AS BANDAS
GAMMA RAY: banda alemã criada em 1989 pelo lendário guitarrista e vocalista Kai Hansen, um dos fundadores do Helloween, é conhecida por sua contribuição significativa para o power metal, influenciando muitas outras bandas do gênero.
Quando deixou o Helloween, Hansen logo recebeu a oportunidade de criar um álbum solo. O projeto começou com o vocalista Ralf Scheepers (atual Primal Fear), uma escolha que haviam considerado para o Helloween no passado. Gradualmente, com álbuns como “Heading For Tomorrow” (1990) e “Sigh No More” (1991), se tornou uma banda sólida, praticando um power metal e heavy tradicional, caracterizado por riffs potentes, vocais melódicos e letras frequentemente relacionadas a temas de ficção científica, fantasia e questões sociais.
O Gamma Ray, formado atualmente por Kai Hansen, Frank Beck (vocal), Henjo Richter (guitarra e teclado), Dirk Schlächter (baixo) e Michael Ehré (bateria), conclama sua base de fãs dedicados no Brasil para a apresentação no Summer Breeze Open Air Brasil. Você está preparado para clássicos como “Heaven Can Wait”, “Land Of The Free”, “New World Order”, “Rebellion in Dreamland”, “Armageddon”, “Heading for Tomorrow”, “Send Me A Sign” ou até “Somewhere Out In Space”?
OVERKILL: a banda americana de thrash metal atualmente está promovendo o seu 20º álbum de estúdio, “Scorched”. A história data do início da década de 80, quando Bobby “Blitz” Ellsworth (vocal), Robert Pisarek (guitarra), D.D. Verni (baixo) e Rat Skates (bateria) se uniram em Nova Jersey. Com essa formação, saiu o debut “Feel the Fire” (1985). Rapidamente, o grupo ganhou reconhecimento com álbuns como “Taking Over” (1987) e “Under the Influence” (1988). Embora tenham enfrentado mudanças na formação ao longo dos anos, Blitz e D.D. Verni permaneceram membros constantes, lançando discos cultuados como “The Years of Decay” (1989) e “Horrorscope” (1991).
Na década de 1990, muitas bandas de thrash enfrentaram desafios, mas se o Overkill tirou um pouco o pé no pesado “I Hear Black” (1993), seguiu íntegro, experimentando com seu som e lançando álbuns notáveis como “W.F.O.” (1994), “The Killing Kind” (1996), “From the Underground and Below” (1997) e “Necroshine” (1999). Com uma base de fãs leais, a banda é conhecida por suas performances energéticas ao vivo e é amplamente respeitada no cenário do thrash. Além disso, tem uma conexão especial com o Brasil, onde retornará em 2024 para o Summer Breeze Open Air Brasil.
BLACK STONE CHERRY: Chris Robertson (vocal e guitarra), Ben Wells (guitarra), Steve Jewell Jr. (baixo) e John-Fred Young (bateria) atualmente divulgam “Screamin’ at the Sky”, seu oitavo disco de estúdio.
Originária de Edmonton, no Kentucky (EUA), faz um som inspirado no hard, southern rock e classic rock tipicamente americano e no estilo Lynyrd Skynyrd. A banda possui alguns álbuns de sucesso, incluindo o debut homônimo, lançado em 2006. Músicas como “Lonely Train” e “Hell & High Water” foram sucesso imediato em rádios no mundo todo e nas plataformas digitais, sendo até hoje faixas que marcam presença nos setlists dos shows.
“Screamin’ At The Sky” marca uma nova fase para Black Stone Cherry, que certamente trará este novo momento para o festival Summer Breeze Open Air Brasil com um setlist recheado de incríveis músicas.
NESTOR: a banda sueca de hard rock/AOR composta por Tobias Gustavsson (vocal), Jonny Wemmenstedt (guitarra), Marcus Âblad (baixo), Martin Johansson (teclado) e Matthias Carlsson (bateria) escolheu seu nome a partir do mordomo do Capitão Haddock nas histórias em quadrinhos As Aventuras de Tintin. Fundada em 1989, quando os integrantes tinham entre 14 e 16 anos, encerrou suas atividades precocemente, mas retornou mais de 30 anos depois e soltou o debut, “Kids In A Ghost Town”, em 2022.
Com uma inspiração na música dos anos 80/90, como também em filmes e revistas, a nostalgia está na moda. O single “1989”, que indica bem a fase em que o grupo foca sua musicalidade, teve 335 mil visualizações, se tornando uma grande sensação do hard sueco.
O debut inclui músicas com letras pessoais, como “On the Run”, “Perfect 10”, “Firesign” e a faixa-título, que exploram a vida de um garoto com grandes ambições em uma pequena cidade do interior. Com esta inspiração na música dos anos 80/90, assim como em filmes e revistas, a nostalgia está na moda com a banda de hard rock Nestor. E eles estão prontos para te contagiar com esta energia num dos palcos do Summer Breeze Open Air Brasil.
Overkill, Gamma Ray, Black Stone Cherry e Nestor se juntam aos anteriormente anunciados Hammerfall, Lacuna Coil, Edu Falaschi, Carcass, Death Angel, Dr. Sin, Mr. Big, Sebastian Bach, Anthrax, Biohazard, Avatar, Nervosa, Within Temptation, Amorphis, Eclipse, Forbidden, The Night Flight Orchestra, In Extremo, Ratos de Porão, Angra, Korzus, Torture Squad, Eminence, Killswitch Engage, The 69 Eyes, Sinistra, Tygers of Pan Tang e The Troops of Doom.
Dessa vez a organização do Summer Breeze Brasil informou também que ainda serão reveladas muitas outras atrações, porém não mais aos sábados e também não acontecerão toda semana. Para a próxima semana, será anunciada uma ação especial do evento. De todo modo, foi dado como previsão o mês de novembro para que todas as atrações que farão parte do Summer Breeze sejam anunciadas em definitivo.
A longa espera dos fãs dos ícones brasileiros do power metal progressivo Angra finalmente acabou. Via Atomic Fire Records, o grupo está lançando nesta sexta-feira (03) o seu primeiro álbum de estúdio em cinco anos, Cycles Of Pain.
Cycles Of Pain foi produzido, gravado, mixado e masterizado pelo parceiro de longa data do Angra, Dennis Ward (D.C. Cooper, Pink Cream 69, Place Vendome) no Sonastério & Elephant Office, no Brasil, enquanto a mixagem e a masterização ocorreram no The TrakShak, em Karlsdorf,Alemanha.Sua arte foi desenhada por Erick Pasqua antes de Jonathan Canuto cuidar das tarefas de layout. O álbum também conta com uma série de convidados, incluindo participações de Amanda Somerville (Tears Of Blood), dos artistas brasileiros Lenine (Vida Seca) e Vanessa Moreno (Tide Of Changes – Part II e Here In The Now), e Juliana D’Agostini no piano (Tears Of Blood).
Para comemorar o lançamento de Cycles Of Pain, o Angra fará um show especial de lançamento do disco no Tokio Marine Hall, em São Paulo, esta noite, que incluirá os convidados especiais que contribuíram para as doze novas faixas.
Cycles Of Pain está disponível nos seguintes formatos: CD digipak, CD case, vinil em várias variantes de cores (Red/Yellow Split, Clear/Blue Marbled, Clear Yellow/White Splatter) e digitalmente.
Encomende o álbum no formato físico de sua escolha, transmita-o em seu DSP favorito ou encomende-o digitalmenteaqui.
Assista os clipes que o Angra lançou para o álbum, para as músicas Gods of the Worldaqui, Ride into the Storm aqui, eTide Of Changesaqui.
Angra ao vivo11/03/2023 Tokio Marine Hall (Album Release Show!) – São Paulo, BR11/04/2023 Toca Beach House – Sorocaba, BR11/10/2023 Stage Hall – Mogi Das Cruzes, BR11/11/2023 Espaço Leste – São Paulo, BR11/14/2023 Lenda Music – Americana, BR11/17/2023 Pirata Rock Bar – Jaraguá Do Sul, BR11/18/2023 Armageddon Metal Fest – Joinville, BR11/19/2023 Opinião – Porto Alegre, BR12/01/2023 Mister Rock – Belo Horizonte, BR12/02/2023 Parque de Exposições João Alencar Athayde – Montes Claros, BR12/07/2023 Bueiro Do Rock – Teresina, BR12/08/2023 Clube Cabo Branco – João Pessoa, BR12/09/2023 Clube Internacional Do Recife – Recife, BR12/10/2023 Concha Acústica – Salvador, BR12/15/2023 Circo Voador – Rio de Janeiro, BR12/16/2023 Espaço G3 – Ribeirão Preto, BR1/29–2/02/2024 70,000 Tons Of Metal – Miami, FL4/26-28/2024 Summer Breeze Brasil – São Paulo, BR9/04/2024 ProgPower USA @ Center Stage – Atlanta, GAANGRA:Fabio Lione – vocalRafael Bittencourt – guitarraMarcelo Barbosa – guitarraFelipe Andreoli – baixoBruno Valverde – bateria Redes:https://www.angra.nethttps://www.facebook.com/angraofficialpagehttps://www.instagram.com/angraofficialhttps://www.twitter.com/angraofficialhttps://www.youtube.com/angrachannelhttps://www.atomicfire-records.comhttps://www.facebook.com/atomicfirerecordshttps://www.instagram.com/atomicfirerecordshttps://www.twitter.com/atomicfirerecsFotos: Marcos Hermes
Tido por muitos como o álbum mais polêmico do catálogo do Motörhead, Another Perfect Day chegou depois que o ex-guitarrista do Thin Lizzy, Brian Robertson, substituiu o aclamado “Fast” Eddie Clarke. O sexto álbum de estúdio da banda apresentou o que Lemmy chamou de uma abordagem mais “musical”; a ferocidade da formação clássica foi aproveitada por tropos de rock oriundos de guitarras mais tradicionais, aprimorados por uma produção cuidadosamente elaborada.
Em 1983, foi inicialmente surpreendente ouvir a expressão infernal patenteada por Lemmy e Phil adornada com overdubs de guitarra multifacetados e carregados de efeitos de Robbo, em vez de ser aquecida pelos intrincados riffs e adornos de blues termonucleares de Eddie. Após o álbum ‘Iron Fist’ e sua reavaliação, ‘Another Perfect Day’ se destaca diante de nós quarenta anos depois do período turbulento que o originou, como um capítulo inevitavelmente divisivo na caótica história inicial do Motörhead.
Quarenta anos depois, ‘Another Perfect Day’ mantém sua posição como essa mais surreal digressão na montanha-russa inicial do Motörhead, merecendo sua reavaliação longe do calor do momento em que a formação clássica da banda se dissolveu e Robbo se juntou à banda.
Para celebrar o 40º aniversário deste sexto álbum no arsenal de álbuns do Motörhead, ele está sendo apresentado em novas edições deluxe. Haverá embalagens em livro capa dura nos formatos de dois CDs e três LPs, apresentando uma remasterização avassaladora do álbum original, faixas bônus de demos inéditas e um show completo inédito gravado no Hull City Hall em 22 de junho de 1983. Além disso, a história do álbum e muitas fotos inéditas. Também haverá uma edição limitada em vinil nas cores azul e preto do álbum original.
Confira abaixo os detalhes completos dos lançamentos de ‘Another Perfect Day’ e visitewww.iMotorhead.compara notícias e atualizações!
FAIXAS DO LP e CD Original Another Perfect Day album
1. Back At The Funny Farm
2. Shine
3. Dancing On Your Grave
4. Rock It
5. One Track Mind
6. Another Perfect Day
7. Off To War
8. I Got Mine
9. Tales Of Glory
10. Die You Bastard
CD & Digital Bonus Tracks
11. Turn You Round Again (I Got Mine, B-Side)
12. Hoochie Coochie Man (Live, Shine B-Side)
13. (Don’t Need) Religion (Live, Shine B-Side)
14. Climber (Demo)
15. Fast One (Demo)
16. Chinese (Demo)
17. Climber (Instrumental Demo)Live at Hull City Hall, 22nd June 1983(Previously unreleased)
1. Back at the Funny Farm
2. Heart of Stone
3. Shoot You in the Back
4. Marching Off to War
5. Iron Horse / Born to Lose
6. Another Perfect Day
7. Hoochie Coochie Man
8. (Don’t Need) Religion
9. One Track Mind
10. Go to Hell
11. America
12. Shine
13. Dancing on Your Grave
14. Rock It
15.Bite the Bullet
16. The Chase Is Better Than the Catch
Foto: Allan Ballard
As rusgas entre Ace Frehley e seu ex-parceiro de KISS, o igualmente lendário vocalista e guitarrista Paul Stanley, parece não ter fim. Falando de seu próximo álbum solo em entrevista à 93,5 FM MAX, Frehley afirmou que o disco está quase pronto e fará com que Stanley “pareça um imbecil”. Além disso, o Spaceman disse que o fato de ele ter permanecido no caminho certo por 15 anos provou que Stanley e Gene Simmons estavam errados ao julgá-lo de modo negativo. “Lembro-me do cara que me contratou com a gravadora, ele me disse isso, antes de Anomaly (disco anterior do guitarrista) ser lançado (em 2009)… Muitas pessoas disseram a ele: ‘Você nem vai ter o disco’. Porque Paul e Gene tentaram destruir minha credibilidade me chamando de bêbado, viciado em drogas e alguém que não é confiável”.
Frehley prosseguiu: “Mas se fosse esse o caso, como fiz cinco álbuns? E tenho feito turnês constantes nos últimos 10 anos ou mais. Não faz sentido. Eles se contradizem o tempo todo. Agora eles estão me menosprezando e dizendo que se eu tocasse com eles na turnê de despedida, isso prejudicaria a apresentação deles. Paul disse no The Howard Stern Show que você poderia muito bem chamar a banda de ‘Piss’ ao invés de ‘KISS’ se eu subisse no palco com eles. Bem, quando esse álbum for lançado, ele vai parecer um imbecil”.
Ace se referiu à entrevista que Stanley concedeu a Howard Stern no início deste ano. Na ocasião, Stanleydeu uma declaração desagradável que inclui Ace, a respeito da não participação do guitarristae do baterista Peter Criss na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame em 2014 por opção do próprio Starchild e de Gene Simmons. Paul disse: “A essa altura, seria humilhante para a banda e também confundiria algumas pessoas. Se você visse pessoas no palco que se parecessem com o KISS, mas soassem assim (mal tocado), talvez devêssemos ser chamados de ‘PISS’ (‘putos’, em livre tradução)”. Stanley ainda comparou a formação original do KISS com a atual: “Nos orgulhamos dessa formação, que é o KISS há 20 anos. Não são novatos. É o grupo que carregou a bandeira e que realmente levou a banda a outro patamar. Esta é a banda com a qual eu sempre sonhei”.
A declaração de Paul levou Ace a esbravejar e ameaçá-lo ao vivo no dia 29 de março no programa Trunk Nation, apresentado pelo renomado Eddie Trunk: “Esses caras (Paul e Gene) têm falado mal de mim desde que eu parei pela primeira vez em 1981, 1982. Me chamam de viciado em drogas, me chamam de alcóolatra, dizem que não sou empregável, não sou confiável…”.
Em tom ameaçador, Frehley disparou contra Stanley: “Agora vou fazer uma declaração a Paul Stanley… Estou lhe dizendo que quero um pedido formal de desculpas pelo que você disse, e uma retratação e um pedido de desculpas dentro de sete dias”, orientou. “E se eu não conseguir isso dentro de sete dias, voltarei ao programa de Eddie Trunk – se você me quiser, Eddie – e vou falar de um pouco de sujeira que ninguém sabe sobre Paul e Gene, que eu sempre guardei para mim mesmo, porque sou o tipo de cara que não fala sobre isso. Gosto de falar de coisas positivas”.
E não para por aí, Frehley revelou que escreveu um manuscrito de 120 páginas detalhando delitos não especificados de Paul e Gene. “Meu advogado tem isso em um cofre”, afirmou. “Deus me livre que algo aconteça, meu advogado é instruído a liberá-lo ao New York Times, à Rolling Stone, API, todo mundo… Então, eles não podem me intimidar tentando me machucar ou dizendo, ‘é melhor você não dizer nada sobre mim ao vivo no rádio’, porque senão eles estão totalmente ferrados. Suas carreiras serão arruinadas. Esses caras não são limpos”, declarou. “Você sabe quantos processos as meninas emitiram contra Gene?”, indagou Frehley. O recado de Ace obviamente chegou a Stanley que não só não pediu desculpas ao guitarrista, como ligou para o mesmo e, segundo o próprio Ace disse ao Loudwire, lhe mandou ir se foder. “Ele me ligou pouco tempo depois que o programa acabou. Fiquei surpreso, mas achei que talvez ele estivesse ligando para se desculpar ou pelo menos explicar por que disse aquilo. Em vez de desculpas, eu recebi uma ligação de cinco segundos dizendo: ‘Vá se foder, Ace, eu não me desculparei”, e desligou”, revelou. “Ele nem foi homem o suficiente para me rebater ou me deixar explicar por que eu estou tão puto”, completou. E o fato é que o prazo dado por Ace a Stanley passou, não houve pedidos de desculpas e o falastrão Spaceman acabou não fazendo nada do que havia prometido em sua ameaça.
Independente de todo esse amargor, quando da entrevista a Eddie TrunkAce Frehley lhe respondeu positivamente sobre se participaria dos últimos shows da história do KISS em Nova Iorque, em dezembro. “Eu verdadeiramente estava esperando que talvez eles me convidassem para voltar pela terceira vez, não porque eu realmente queira tocar com eles, (mas) porque criamos algo realmente especial e (porque) sou o melhor ajuste nessa banda. Sempre fui e sempre serei. Você acha que Tommy Thayer pode fazer o que eu faço? Impossível”, decretou.