Autor: Guilherme Spiazzi

  • WARMEN: AGRESSIVAMENTE RESSIGNIFICADO

    WARMEN: AGRESSIVAMENTE RESSIGNIFICADO

     

    Ex-tecladista do Children of Bodom, Janne Warman revela como trabalhou seu projeto paralelo para tornar-se a continuação de sua ex-banda

    Por Guilherme Spiazzi

    O Warmen começou como um projeto paralelo do tecladista Janne Warman (ex-Children of Bodom) ao lado do seu irmão, o guitarrista Antti Warman, e diferentes músicos ao longo de cinco discos de estúdio. Porém, o fim do CoB em 2019 e o falecimento do vocalista Alexi Laiho em dezembro de 2020 abriram uma lacuna na vida desse finlandês que por pouco não se aposentou da música. Por sorte, Janne não se rendeu e nos conta toda sua jornada do final do CoB até a reunião com Antti, Petri Lindroos (vocal, Ensiferum), Jyri Helko (baixo) e Seppo Tarvainen (bateria) para uma guinada no projeto com o lançamento do sexto disco, “Here for None”.

    Acredito que “Here for None” seja o disco da virada na sua carreira, uma vez que ele continua de onde o Children of Bodom parou. Qual é a principal razão para isso e por que você sentiu-se confortável para seguir essa direção?
    Janne Warman:
    Quando o CoB acabou, eu larguei a música. Em um ano eu só toquei uma música e foi no casamento de um amigo. Dá para dizer que eu estava deprimido musicalmente por conta de tudo que aconteceu. Porém, Antti e Helko começaram a me incentivar a fazer algo com o Warmen. Eu não queria, mas acabamos indo para uma cabana fazer um som e para a minha surpresa as músicas começaram a surgir naturalmente. Foram quatro temas logo no primeiro encontro. Ali eu percebi que talvez ainda houvesse ideias musicais em mim.

    Essa percepção veio acompanhada de algum sentimento de pressão?
    Janne:
    Não, porque em paralelo a isso eu estava estudando na universidade em tempo integral, não planejava voltar a ser músico profissional. Possivelmente, nunca mais volte. Então, não havia pressão alguma e a música que começou a vir era muito agressiva. Com as composições finalizadas e a chegada de Lindroos a coisa tomou forma. Com ele, a direção sonora do material se aproximou muito mais daquilo que o CoB fazia. Eu pensei: ‘OK, foda-se. Deixe que soe como CoB mesmo.’ Eu não estava muito preocupado com isso. Foi isso que aconteceu.

    Há quem diga que você estaria tentando copiar o som do CoB, mas, convenhamos, é justo que você continue fazendo o que já fazia.
    Janne:
    Exato! A minha música agressiva de metal eu fazia no CoB, e o Warmen era um projeto paralelo voltado para algo diferente quando a banda principal não estava fazendo nada. Porém, agora que o CoB não existe mais, nós resolvemos compor as melhores músicas que podíamos. O resultado está aí.

    La atrás você experimentou bastante com o Warmen e vários vocalistas passaram pelo grupo. Você chegou a pensar em manter isso?
    Janne:
    Quando começamos a compor, não sabíamos se trabalharíamos com vários cantores ou apenas com um. A coisa começou a fazer mais sentido quando decidimos ter apenas uma pessoa cantando no disco. Quando encontramos Lindroos – que conheço há 25 anos –, ele pareceu a melhor e a mais lógica opção. Estou feliz por termos escolhido ele.

    O que fez de Lindroos a melhor opção? Foi o estilo vocal ou o fato de ele ser finlandês?
    Janne:
    Tudo isso. Quando escutei a demo, podia meio que ouvir Laiho cantando nela. O único estilo de voz que se encaixava era o dele. Desse ponto em diante, veio a ideia de chamar Lindroos para a banda. Quando eu compus as primeiras músicas, estava inclinado a ter melodias de voz nos refrãos e eu de certa forma estava pensando em chamar Björn Strid (Soilwork) para cantar. Porém, a música foi se desenvolvendo de tal forma que passou a pedir um vocal que fosse agressivo o tempo todo, então nem falei com ele.

    Parece-me que ter vocais melódicos no refrão faria a sua música soar de forma muito genérica.
    Janne:
    Isso é verdade. Muitas bandas fazem isso, então nosso som é mais único. Eu nunca havia pensado dessa forma e acho que você está absolutamente correto. O que fazemos é bem o estilo do metal finlandês que o CoB fazia.

    Você já trabalhava em novas músicas para o Warmen antes de o CoB encerrar as atividades. Inclusive, parece que o material tinha uma pegada synthwave, certo?
    Janne:
    Sim, eu estava fazendo isso para me divertir. Compus várias músicas e uma delas está nesse disco.

    Nenhuma faixa remete ao synthwave, de qual faixa estamos falando?
    Janne:
    Falo de Too Much too Late e claro que ela foi retrabalhada. O resto eu joguei fora porque não era sério o suficiente… Eu só estava brincando com o teclado ao invés de me concentrar em compor. Na época eu estava ouvindo muito synthwave, então isso obviamente me influenciou.

    Falamos bastante de você, mas como os outros integrantes estão encarando essa fase da banda?
    Janne:
    Estamos muito empolgados. Perto do final da carreira do CoB, infelizmente eram tantos os problemas com Laiho, seu alcoolismo… Eu percebo agora que eu nem estava tão empolgado com os dois últimos discos da banda porque era difícil trabalhar com ele. Não me refiro ao estúdio, mas ao clima geral da banda, que estava em queda livre devido aos problemas de Laiho. Os discos foram lançados, mas eu nem… Enfim, agora eu estou muito empolgado com o novo trabalho do Warmen. Eu amo ele! Tudo bem que Lindroos tem o Ensiferum e não estamos tentando roubar ele, mas todos nós estamos muito empolgados para nos reunir e tocar. Estamos muito ansiosos para ser uma banda de verdade.

    Mesmo assim as chances de uma turnê são pequenas, não?
    Janne:
    Sim… Como eu tenho mais dois anos na universidade até concluir meu mestrado, além de dois filhos pequenos, não tenho vontade de sair em turnê nos próximos dois anos. Sei lá, se recebermos uma oferta matadora nesse período, quem sabe a gente faça uma turnê.


    No meio de tudo isso, como fica a continuidade do Warmen? Você pensa num próximo disco com a mesma formação?
    Janne:
    Se fizermos algo, certamente será com a mesma formação. Como estamos empolgados com o lançamento, não conversamos sobre isso. Acho que nesse período de dois anos eu terei tempo para compor e tal.

    Foram mais de vinte anos viajando e vivendo as loucuras da estrada com o CoB. Como você enxergou a vida e seu futuro com o fim da banda?
    Janne:
    Eu estava muito confuso com o que faria pelo resto da vida. Foi Helko quem me disse que eu não tinha mais nada para conquistar. O CoB havia feito tudo. Vendemos 2,5 milhões de discos, viajamos o mundo… Não pensei em formar uma banda para atingir o mesmo nível de sucesso. Quando montamos o CoB, o meu sonho era ser arquiteto, mas na época eu não entrei na universidade por coisa de um ponto. Com o fim do CoB a minha esposa disse: ‘Se você não quer mais fazer música, por que não volta para universidade e faz Arquitetura?’ Aos 40 anos, eu completei o bacharelado e daqui dois anos serei mestre em Arquitetura. Isso me dará a liberdade para fazer o que eu quiser com o Warmen.

    Durante esses vinte anos de carreira, foram seus fãs que estudaram, construíram uma carreira e formaram famílias…
    Janne:
    (risos) Sim, verdade! Aos 40, eu tive meu primeiro filho e voltei para a escola (mais risos). Eu não mudaria nada do que aconteceu, pois se eu tivesse tido filhos quando era mais jovem, teria sido confuso fazer turnês e tudo mais. Sou feliz por ter feito as coisas ao contrário.

    Você ainda tem contato com os ex-integrantes do CoB?
    Janne:
    Henkka (Blacksmith, ex-baixista), Jaska (Raatikainen, ex-baterista) e eu ficamos muito mais próximos porque cuidamos do legado do CoB. Estamos escrevendo um livro e queremos continuar lançando material para os fãs. Queremos manter a comunidade ativa. Recentemente abrimos um bar. Hoje eu faço mais coisas relacionadas ao CoB do que fazia quando a banda estava ativa.

    Fale mais sobre esse livro, por favor.
    Janne:
    Nós decidimos chamar o guitarrista original, Alexander (Kuoppala), para contar sobre os primeiros anos até o primeiro disco. É um livro sobre o início da banda. Eu acho que ele será lançado ainda em 2024.

    Como você se comportaria diante de uma oferta para show tocando CoB com Lindroos no vocal?
    Janne:
    Blacksmith, Raatikainen e eu já conversamos muito sobre isso. O trigésimo aniversário de “Something Wild” (1997) se aproxima e nossos sentimentos vão oscilando. Não sabemos se faria sentido tocar sem Laiho. Sei que as ofertam financeiras podem ser muito boas, mas fizemos um acordo entre nós que prevê que se nenhum de nós estiver 100% a fim de fazer, não iremos para o palco juntos. Se fizer sentido, aí talvez possamos fazer uma turnê de um ano para esse aniversário. Não é completamente impossível, mas no momento não parece viável. Acho que esse aniversário seria a única razão para isso mesmo.

    Que mensagem de encorajamento deixaria para os fãs que têm que equilibrar expectativas quanto ao futuro, sonhos, família etc.?
    Janne:
    Boa pergunta. A música mudou tanto que nem eu entendo muito bem como as bandas conseguem sair em turnê sem a venda de discos físicos. Acho que tudo se resume a sempre acreditar em si e fazer a música que você quer fazer da melhor forma possível. Foi o que fizemos em “Here for None”.

  • FOR MY PAIN… retorna e anuncia novo material

    FOR MY PAIN… retorna e anuncia novo material

    Exatos 20 anos depois de estrear na cena, a banda finlandesa de gothic metal For My Pain… anunciou o seu retorno.

    Carregado de canções cativantes e melodias encantadoras, Fallen, lançado mundialmente em 2003 pela Spinefarm Records/Universal Music, conquistou os corações sombrios dos fãs de gothic metal. Na sequência, o grupo lançou o EP Killing Romance (2004) com três novas músicas e encerrou as suas atividades em 2005.

    Apesar dos longos anos de inatividade, esse super-grupo do gothic metal finlandês cuja sonoridade remete a bandas H.I.M, Entwine e To/Die/For mantém a sua relevância, contado com mais de 21 mil ouvintes mensais no Spotify.

    Para coroar esse retorno, o For My Pain… prepara para 2024 o lançamento de novos singles recém-compostos.

    Sobre o momento, o vocalista Juha Kylmänen comentou: “A atmosfera original, que fazia as folhas secarem das árvores, está de volta. Você está pronto para o belo mundo apenas com tons de preto e cinza?”

    Além de novas músicas, a reunião promete planos de turnê. O show oficial de retorno está programado para 3 de maio de 2024 no Kantakrouvi em Oulu (FIN).

    Originalmente, a banda contou com o tecladista Tuomas Holopainen (Nightwish) e o baterista Petri Sankala (ex-Eternal Tears of Sorrow, ex-Kalmah), porém esses não fazem mais parte do grupo hoje composto por:

     

    For My Pain…

    Juha Kylmänen: vocal (Reflexion, Full Nothing)

    Lauri Tuohimaa: guitarra (Embraze, Tuohimaa, ex-Charon)

    Olli-Pekka Törrö: guitarra (ex-Eternal Tears of Sorrow)

    Altti Veteläinen: baixo (Eternal Tears of Sorrow, ex-Kalmah, ex-The Man-Eating Tree)

    Marco Sneck: teclados (Poisonblack, Chamelion, Tuohimaa, The Man-Eating Tree, ex-Kalmah)

    Ari-Matti Pohjola: bateria (Reflexion, ex-Soulrelic)

     

    Discografia

    Fallen – 2003 (Álbum)

    Killing Romance – 2004 (EP)

     

    Redes Sociais:

    Instagram: www.instagram.com/formypainofficial/

    Facebook: www.facebook.com/formypainband/

    TikTok: www.tiktok.com/@formypainband

    X: www.twitter.com/formypainband

    Foto: Sami Mustonen
  • LIONHEART: REIS DO HARDCORE DE OAKLAND

    LIONHEART: REIS DO HARDCORE DE OAKLAND

    Foto: Moritz Hartmann

    Por Guilherme Spiazzi

    Percorrendo as estradas paralelas do mundo da música, a banda californiana de hardcore Lionheart vem desde 2004 pagando o preço que o underground cobra para construir uma carreira. O som agressivo dos seus discos e a intensidade dos shows renderam uma sólida base de fãs que se identifica com as letras falando sobre condição humana – os desafios e as injustiças enfrentados por todos. Em “Welcome to the West Coast III” (2022), Rob Watson (vocal), Walle Etzel (guitarra, Fallbrawl), Nik Warner (guitarra), Richard Mathews (baixo) e Jay Scott (bateria) mostram-se mais maduros e ambiciosos, fechando a trilogia iniciada no estrondoso EP “Welcome to the West Coast” (2014), e acimentando o seu nome na cena.

    De onde partiu a ideia um tanto incomum para bandas de hardcore de fazer uma trilogia?
    Walle Etzel:
    Nós somos todos influenciados por diferentes gêneros de música como rap, pop, R&B e até reggae. Gostarmos de diferentes tipos de música em que é comum o lançamento de material em diferentes partes… Então tivemos a ideia de fazer algo assim. Depois de ‘Welcome to the West Coast II’, nós sempre brincávamos sobre lançar uma terceira parte e formar uma trilogia. Tivemos muito tempo durante a pandemia, quase dois anos para trabalhar no disco. Num dado momento, Watson deu a ideia e nós decidimos seguir com o projeto de trilogia.

    Ainda que a banda seja rotulada como hardcore, a cada disco o Lionheart traz mais peso e groove. Você enxerga a banda extrapolando o estilo?
    Walle:
    Concordo completamente. Eu sempre busco descrever o nosso estilo como rock porque é difícil de definir o nosso som. É hardcore? É metal? Não é metalcore… Para nós é rock (risos).

    Da produção aos convidados, “Welcome to the West Coast III” envolveu nomes de peso. Qual é a sensação de contar com essas pessoas num trabalho de uma banda trabalhou muito para chegar nesse ponto?
    Walle:
    Ter Jamey Jasta (Hatebreed) produzindo o disco foi algo tão insano quanto ter as participações de Ice-T (Body Count), de Anthony (Martini, E.Town Concrete), de Alex (Taylor, Malevolence) e de Los (Desmadre). É uma honra especial para nós. Esse disco traz as melhores músicas que essa banda já compôs.

    Falando em composição, as circunstâncias o impediram de ir para o EUA trabalhar ao lado da banda. Você se sentiu bem trabalhando remotamente?
    Walle:
    Eu meio que gosto de compor sozinho. Tenho um amigo que tem um estúdio em Colônia (ALE), então uma vez por semana eu buscava estar lá para trabalhar as ideias. Não importa se são ideias para o Lionheart, Fallbrawl ou diferentes projetos. Eu gosto de exercitar a criatividade e quando surge uma ideia eu vejo onde ela se encaixa melhor. Se for para o Lionheart, eu envio a ideia para Watson, que me devolve dando a sua opinião e assim seguimos trabalhando. Eu gosto dessa dinâmica para ser sincero.

    Há muitos anos o Lionheart vem construindo o seu nome no underground – saindo da Califórnia (EUA) para turnês na Europa sob as mais variadas condições. Quando foi o seu primeiro contato com a banda?
    Walle:
    Ele aconteceu há uns quase 15 anos quando o Lionheart ainda era uma banda pequena tocando na Europa para dez pessoas, mas trabalhando duro para conquistar a atenção das pessoas. Lembro deles dividindo o palco com a minha banda, o Fallbrawl quando vinham para a minha região e tal. Nos dias de folga eles ficavam na casa de amigos e assim fomos nos conhecendo. Por volta de 2015 ou 2016 Watson perguntou se eu poderia assumir a guitarra umas duas semanas antes deles começarem uma sequência de apresentações por festivais europeus. Depois disso eu fui chamada mais algumas vezes até que eu de alguma forma fui efetivado e pude gravar ‘Welcome to the West Coast II’ (2017).

    Isso aconteceu na mesma época em que o Lionheart fez uma turnê de despedida, não foi?
    Walle:
    Exato. O lance é que Watson havia acabado de se graduar e consegui uma oferta de trabalho. Meio que fazia sentido encontrar dois substitutos, curtir uma última turnê e então parar a banda para começar uma vida normal. Porém, depois de uns quatro meses nesse novo trabalho, Watson me ligou dizendo que havia pedido demissão. Conversamos sobre como aquela nossa experiência havia sido divertida e decidimos retomar o grupo. No final das contas, o Lionheart teve quase um ano de descanso. Veja, antes de tudo somos amigos. Eu sempre busquei ajudá-los quando eles vinham para a Europa e eles sempre me davam uma força quando eu ia para os EUA. É um privilégio e uma honra para mim estar com os meus amigos, fazer música e viajar o mundo.

    Você comentou sobre ver a banda tocando para dez pessoas e a julgar pela base de fãs que vocês têm hoje, esses anos abrindo caminho pela Europa valeram à pena.
    Walle:
    De fato temos um nome forte na Europa, mas desde que eu entrei, nós também tocamos nos EUA e Japão algumas vezes. Nós tentamos tocar ao redor do mundo, mas como todos têm família e trabalho, fica complicado. Às vezes é difícil entrar em novos mercados, construir uma base de fãs e pagar todos os custos que envolvem isso. Fazemos as coisas dentro do possível e considerando que muitas vezes recusamos turnês e festivais porque temos outros compromissos.

    Apesar desses entraves, como você encara o crescimento da banda?
    Walle:
    Para ser honesto eu realmente tive muita sorte de entrar para a banda quando ela começou a ter muitas oportunidades. De qualquer maneira, eu acho que essa é a luta de toda banda – não importa se você é dos EUA ou da Europa. Se você começar uma banda, você sempre precisa erguer ela e isso significa viajar numa van ruim cheia de gente, dormir no chão de algum lugar e tocar para dez pessoas. No final de 2022 nós fizemos uma turnê europeia com o Terror, Get the Shot e Dying Wish e quase todos os shows foram esgotados. Eram casas de 1000 a 1500 pessoas todas as noites. Aquilo foi uma loucura para nós. Eu sinceramente ainda não acredito que conseguimos fazer aquela turnê, pois sabe… Especialmente depois da pandemia e de quase dois anos com tudo praticamente fechado. Sair disso para a nossa maior turnê até aquele momento foi meio inacreditável.

    Dito isso, o que você espera do “Welcome to the West Coast III”?
    Walle:
    Para ser honesto, eu não espero nada. Já é um tanto irreal o que aconteceu com o Lionheart desde quando eu entrei até agora. Em 2019 nós tocamos no festival Wacken Open Air… Cara, o músico jovem alemão sonha em crescer, ter uma banda e toca no Wacken… Eu realizei esse sonho, entende? Então, se a banda parar amanhã, é como se eu tivesse feito tudo que eu poderia sonhar. Tudo depois disso é um extra.

    Esse é um depoimento interessante, pois muitas vezes se tem a ideia de que estar na Alemanha, um país de grande tradição no metal, uma boa condição econômica e toda uma estrutura de negócios faz com que seja fácil conseguir se estabelecer na cena.
    Walle:
    Eu acho que há muitas bandas boas, muitos músicos bons. Se você olhar o Spotify, toda sexta-feira temos milhares de músicas lançadas. Eu acho que é por isso que é difícil ser um músico atualmente. Mesmo na Europa. Não é sobre qualidade – uma boa música não significa que você vai ser grande aqui. É mais uma questão de estar no lugar certo e na hora certa. É a tendência do momento etc. É por isso que músicos muitos bons não conseguem viver da música.

    Às vezes parece que ter um clipe de 15 segundos no TikTok é o suficiente para que a mágica aconteça…
    Walle:
    (risos) Eu concordo.

    Saindo da ilusão da rede social e voltando para o mundo real, um dos pontos fortes da sua música são as letras de Watson. Você acha que as pessoas de diferentes partes do mundo conseguem se identificar com a realidade da vida cantada por ele?
    Walle:
    Com certeza. Não importa se você vive nos EUA, Brasil ou Alemanha… Há pessoas que acham que temos uma vida fácil só porque vivemos na Alemanha, mas isso não é verdade. Claro que existem pessoas tendo uma vida fácil, mas temos os mesmos problemas, as mesmas lutas como todos. É por isso que eu me identifico com as nossas letras.

    Agora, depois de conquistarem a Europa quando pretendem vir ao Brasil?
    Walle:
    Sempre que nos encontramos falamos da necessidade de fazer isso acontecer de alguma forma. Cada vez que postamos algo, nós recebemos muitos comentários do Brasil. Tipo, muitos comentários de pessoas dizendo, por favor, venha ao Brasil. É uma loucura. Tem mais gente pedindo para tocarmos no Brasil do que nos EUA, sabia? Será incrível se formos.

  • AS THE PALACES BURN: QUERENDO MAIS

    AS THE PALACES BURN: QUERENDO MAIS

    Por Guilherme Spiazzi

    Apoiados por uma visão muito bem definida, a banda catarinense As the Palaces Burn embarcou na missão de encarar o mercado da música adotando uma postura profissional como um dos seus principais valores. Com o plano de crescer na cena, o grupo soube trabalhar, analisar as críticas e agir a fim de levar a banda para onde querem. Atualmente formada por Alyson Garcia (vocal), Diego Bittencourt (guitarra e vocal), André Schneider (baixo) e Gilson Naspolini (bateria) a ATPB comemora o lançamento do seu segundo disco de estúdio – Drowning into Shadows. Conversamos com Garcia e Naspolini sobre os desafios dessa jornada até aqui.          

     

    Estou aqui com o seu novo disco em mãos e imaginando o que vocês aprenderam com End’evour (2019). O que vocês mantiveram e o que abandonaram na hora de criar Drowning into Shadows?

    Gilson Naspolini: Nós mantivemos a maneira de trabalhar, com Bittencourt trazendo as ideias iniciais, e mudamos a produção. Dessa vez optamos por não produzir o disco porque achamos válido ter um elemento externo à banda. Esse foi o principal diferencial.

    Alyson Garcia: Além disso, diferente do disco de estreia, dessa vez tínhamos um prazo estabelecido. Então, no meu caso, foram meses de preparo porque eu sabia que tinha que dar o meu melhor.

    Ouça o álbum Drowning into Shadows clicando aqui

    Faz cerca de três meses que a banda assinou com a gravadora Rockshots. Porém, isso veio muito depois de vocês já terem esse segundo álbum pronto. O que os motivou a continuar investindo e trabalhando de forma independente até encontrarem essa gravadora?

    Gilson: Nós entendemos que era uma questão de continuar trabalhando para que o resultado viesse. Arcanum entrou numa boa playlist de Spotify e o videoclipe foi muito bem recebido. Mas o que mais nos motivou e abriu portas foi o EP All the Evil (2020). Além disso, temos todas as ferramentas – todos sabem tirar bom proveito do seu conhecimento técnico. Tenho o meu estúdio (IMGN Studio)… É uma questão de foco.

    Alyson: Também tem a questão do propósito. Sabemos aonde queremos chegar; e que isso demanda tempo. Não é só com um trabalho que se consegue. É claro que a pandemia atrapalhou, pois quando estava começando a ficar bom, parou tudo. Então, para manter a máquina funcionando, resolvemos voltar para o estúdio. Fizemos All the Evil e o promovemos por um ano. Com o resultado desse EP, vimos que poderíamos fazer um disco muito melhor (que End’evour).

     

    Antes de Drowning into Shadows vocês também lançaram Offer to the Gods (2022), um EP de covers. Qual a razão de ele existir?

    Gilson: Estávamos com Drowning into Shadows pronto, mas pensamos que com ele seria uma boa oportunidade de buscar por um selo e seguramos o (lançamento do) disco. Seguramos porque não queríamos queimar outro álbum de forma independente. Sem o que lançar em 2022, pensei num EP tributo, que foi complementado por Bittencourt, que deu a excelente ideia de fazer isso homenageando três artistas nacionais. Essa inversão de lançamentos foi engraçada porque foi uma coisa meio Beatles com Abbey Road (1969) e Let It Be (1970).

     

    Foi mencionado que vocês sabem aonde querem chegar. Quem lugar é esse?

    Alyson: Quando Bittencourt me convidou (para a banda) eu perguntei se seria um projeto ou uma banda de verdade. Sendo uma banda, eu perguntei aonde ele queria chegar com essa banda. A sua resposta foi: “quero tocar nos grandes festivais, quero lançar um álbum de forma que venha a estourar a banda lá fora, que a gente seja notado – algo pra valer”. Sabemos que qualquer empresa, qualquer negócio leva no mínimo cinco anos para conseguir se estabelecer e ter resultados.

     

    Em paralelo a produção do disco e videoclipes a banda buscava por contato com empresários e gravadoras. No caminho, foram muitas negativas de pessoas que sequer tiveram o profissionalismo de ouvir a proposta de vocês? Alguma reação os instigou a seguir trabalhando duro?

    Alyson: Nós sempre trabalhamos de forma independente e eu sempre achei importante levar o nosso som para uma gravadora do exterior. É importante porque não temos os canais de distribuição e os contatos de promoção lá fora. O mercado brasileiro é complicado e não queremos que a nossa música fique só aqui. Nada na vida se consegue sem objetivo e persistência, né? Encontrar um selo estava nos meus planos para esse ano e eu só ia parar quando conseguisse uma boa oportunidade para nós. Foram cerca de seis meses mandando e-mails. Algumas vezes diziam que a música era excelente, mas que não cabia no catálogo deles. Isso foi indo até encontrarmos a Rockshots Records.

     

    Para a produção vocês trouxeram o conterrâneo Adair Daufembach (Project 46, Kiko Loureiro), hoje radicado em Los Angeles (EUA). De que forma ele agregou na produção de Drowning into Shadows?

    Gilson: O nosso primeiro trabalho juntos foi a mixagem de All the Evil. Esse EP foi gravado da mesma forma que End’evour, e logo enxergamos um diferencial – uma evolução do debut para ele. Por coincidência, Daufembach estava de passagem pela cidade em janeiro de 2021 e eu agendei a gravação de For the Weak com ele. Essa composição era a que a gente não apostava nada… Foi uma escolha deliberada para ver o que Daufembach faria dela. O resultado surpreendeu a todos – a música foi para um caminho ousado e moderno. Nos empolgamos e vimos ele poderia agregar muito num futuro trabalho. Isso nos levou a imediatamente agendar a produção das outras faixas. Ficamos bem satisfeitos com a evolução que ele proporcionou.

     

    Quanto a performance de vocês dois em estúdio com o produtor, ela foi desafiada?

    Gilson | Foto: Eduardo Köenig

    Gilson: Para mim o desafio foi compor as linhas in loco. No início, mesmo não apostando em For the Weak, tínhamos feito uma demo dela e eu pratiquei bem ela antes de chegar na sessão de gravação com Daufembach. Só que ele descontruiu toda a música… Eu saía de uma parte pensando que eu ia para o refrão e não era. Diante disso, qual foi a minha abordagem? As demos e guias das outras composições não têm bateria ou o que tem é apenas um midi simples. Eu praticamente construí as linhas de bateria na hora da gravação, junto com ele. É prazeroso fazer dessa forma, mas como tem muito improviso ao longo do disco, da mais trabalho para aprender as músicas depois.

    Alyson: Fomos levados a outro patamar com ele. No meu caso, Daufembach trouxe elementos diferentes que me fizeram cantar fora do meu habitual. Dá para ver que é um trabalho muito mais maduro que End’evour.

    Gilson: Considerando o vocal, Daufembach foi trabalhando as linhas, testando efeitos, gravando e finalizando no caminho. Era possível ver a direção que a música tomaria durante a gravação. Outra coisa importante foi que eu, enquanto coprodutor, e Daufembach queríamos que Garcia parasse com aquela voz tradicional do heavy metal. Aqueles vibratos, a coisa Rob Halford o tempo todo. Tentamos trazer um vocal mais americanizado e isso foi um grande gol nesse disco.

     

    Vocês investiram muito no videoclipe de Into Emotions, que surpreende pela produção. Contem sobre o desenvolvimento dele.  

    Gilson: Um fato curioso é que foi a equipe de produção do videoclipe que escolheu essa faixa. Achamos que seria interessante escolher com eles e mostramos o disco todo. Inicialmente, a nossa vontade era usar Obbey porque ela é mais objetiva e energética. Além disso, eu já havia feito um clipe de bateria de Into Emotions, que ainda será lançado. Só que eles acharam a faixa muito boa e nós ficamos impactados com a resposta deles à música. Isso sem contar que o roteiro planejado pelo diretor se casava perfeitamente como uma releitura da letra. Com isso, juntamos uma ideia cinematográfica espetacular com uma música que impactava a primeira ouvida.

    Alyson: A produção dele foi complexa. Foram quatro meses montando cenário, ensaiando e quatro dias intensos de gravação com uma equipe de 15 pessoas. Sem contar a corrida atrás de apoio para manter tudo isso, afinal ele é muito importante para o que estamos fazendo.  

    Em Drowning into Shadows, as letras parecem abordar um tema relevante e atual…

    Gilson: De maneira geral, Bittencourt tratou de abordar a dualidade do ser humano abordam o conflito entre a imagem que a pessoa passa e aquilo que ela realmente é. A capa do disco reflete esse conceito. A pessoa exibe uma vida perfeita, quando na verdade – do outro lado da tela – ela é refém das próprias mentiras e está podre por dentro.

     

    Fechando o álbum e mantendo a tradição de covers, temos o medley Some of Them Died, um tributo às bandas com integrantes já falecidos que vai de Children of Bodom a Depeche Mode. 

    Gilson: Inicialmente, listamos várias ideias e num dado momento percebemos que havia várias músicas de bandas com pelo menos um integrante já falecido. Ali vimos que esse poderia ser um caminho para unir elas e foi aí que me veio o título do medley. Só que tem um porém, quando decidimos incluir o Depeche Mode, todos os integrantes ainda estavam vivos… Mas ok, mesmo assim seguimos com o plano e eis que durante a mixagem do álbum, Andy Fletcher – tecladista do grupo – faleceu. Sentimos pela família dele, mas sem querer concluímos com chave de ouro. 

     

    Depois de tanta coisa, o que esperam que aconteça a partir do lançamento de Drowning into Shadows?

    Alyson | Foto: Eduardo Köenig

    Alyson: Eu sou um pouco mais sonhador e eles até pegam um pouco no meu pé por causa disso. Eu me dediquei muito e consegui concretizar muita coisa que eu visualizei. Isso tem que continuar – esse sonho e essa vontade têm que permanecer. Mais de uma vez já me perguntaram se eu não tenho medo de me frustrar com os meus sonhos… Temos que fazer ao máximo aquilo que precisa ser feito. Não dá para viver no “e se…”. Eu prevejo algo muito maior a partir desse disco. Quero reconhecimento. Quero estar numa capa da Roadie Crew, quero as ouvir as nossa música nas rádios Kiss Fm e 89FM, quero ser entrevistado no Amplifica. (Gilson: temos que estar prontos para isso, né?) Exato! Isso vale para o exterior também. Tocar no Wacken Open Air (ALE) ou no Hell Fest (FRA), por exemplo… Os caras são mais pé no chão, mas eu tenho uma expectativa. Eu não sei se acontecerá, mas tenho que manter essa chama acesa e trabalhar para que essa visão se realize.

    Gilson: Drowning into Shadows vem para coroar alguns anos de trabalho. Fomos construindo até conseguir uma gravadora, o que por si só já é uma vitória porque lá em 2019 já visualizávamos esse caminho. Temos os pés no chão e vemos que as coisas estão acontecendo. Concordo com Garcia – acredito que colheremos muito ainda. Esse não é o nosso último disco – o próximo será ainda melhor.

    Alyson: Eu tenho contato com um pessoal cujas banda tem gravadora lá fora e essas pessoas nos ajudaram. Eu conversei com muita gente… Fábio Caldeira (vocal, Maestrick) nos ajudou passando alguns contatos no Japão. Ricardo Brigas (baixo, Blackning) nos incentivou e deu alguns caminhos. Nós enxergamos que o mercado é difícil e que mesmo as bandas grandes brasileiras lutam para se manter. Ninguém vive apenas da banda. É saber como manter o negócio e trabalhar para gente conseguir os resultados.

    Gilson: O que a gente tem buscado agora é não se expor da maneira errada. Isso significa não aceitar tocar sob qualquer condição. Significa ter uma boa estrutura de som, luz e imagem para que o show reflita a qualidade do material que o pessoal tem em mãos. Esse é o nosso cuidado.  

     

    Antes de encerrarmos, eu gostaria de saber de vocês dois, o que um mais gostou do outro em Drowning into Shadows?

    Gilson: O que mais me agradou foram as novas vozes que ele descobriu durante a gravação. Quando se trata de resistência e paciência, Garcia é impressionante gravando.  Se precisar, ele ficará 12h cantando e se entregando por inteiro.

    Alyson: Falando desde o início da banda, Naspolini é um cara que eu admiro porque ele é um músico completo que sabe produzir. Além disso, ele toca praticamente qualquer ritmo, né! Pra mim, ele é o cara da banda.

     

    Agradecemos a conversa. O espaço é de você para deixarem um recado para que os acompanha.   

    Alyson: Eu não poderia deixar de agradecer a você, que consideramos parte da família ATPB. Independente de qualquer coisa, você sempre trouxe um olhar crítico e esteve presente trazendo um direcionamento. Algumas coisas não foram acatadas, mas é isso mesmo. O seu objetivo era ajudar trazendo a visão de fora de um cara muito experiente. Você é uma das pessoas que temos que agradecer bastante até aqui.

    Gilson: Para nós foi muito importante porque você sabe separar as coisas. Sabemos que se a gente não estivesse trabalhando de maneira séria, você não estaria aqui.   

    Alyson: Também agradeço ao Dácio Alexandrino, Eduardo Köenig e todos os envolvidos que apostaram na gente fazendo o clipe de Into Emotions. Os nossos patrocinadores e apoiadores que nos ajudaram a conquistar tudo aquilo que conquistamos até aqui; e a todos que nos apoiam, mesmo que muitas vezes nem sendo fãs de metal, mas sendo fãs da gente e do nosso trabalho.

       

  • MIKE PORTNOY retorna ao DREAM THEATER

    MIKE PORTNOY retorna ao DREAM THEATER

    POR GUILHERME SPIAZZI

    Há pouco foi anunciado oficialmente o retorno de Mike Portnoy para o Dream Theater e a gravação de um novo disco. 

    Após 13 anos longe do grupo, o baterista e fundador finalmente está de volta para a alegria dos fãs, que há anos pediam por esse retorno.  

    Referência do metal progressivo, a banda norte-americana passou a ser sinônimo do estilo a partir do estrondoso Images & Words (1992) e desde então não parou de conquistar novos fãs. Após algumas trocas na formação e um relativo arrefecimento do seu sucesso, o Dream Theater virou o jogo em Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory (1999) e seguiu firme na sua formação até que em setembro de 2010 Portnoy, num decisão controversa e difícil, optou por se desligar da banda após 25 anos de jornada citando a necessidade de uma pausa.

    Para o seu lugar, após uma seleção em nível mundial documentada em vídeo da qual participou Aquiles Priester (Edu Falaschi, W.A.S.P, ex-Angra), o grupo anunciou o exímio Mike Mangini (ex-Steve Vai, Annihilator). Com Mangini, o Dream Theater lançou seis discos de estúdio e ganhou um prêmio Grammy.

    Apesar da manutenção do sucesso nessa última década, os fãs nunca desistiram de sonhar com um retorno do baterista original. Várias foram as especulações desse retorno durante os anos. Os ânimos esquentaram quando John Petrucci trouxe Portnoy para a gravação do seu disco Terminal Velocity (2020). Na sequência, o baterista gravou Liquid Tension Experiment 3 (2021) ao lado de Petrucci e Jordan Rudess.

    Apesar das movimentações, a banda não dava indícios de que a sua parceria com Mangini um dia chegaria ao fim até que um comunicado oficial foi publicado nessa quarta-feira, dia 25 de outubro às 11h horário de Brasília, anunciando o retorno de Mike Portnoy.  

    Confira a tradução do comunicado oficial abaixo:

    (Nova York, NY) – Os titãs da música progressiva, vencedores do GRAMMY®, Dream Theater, estão anunciando o retorno do baterista Mike Portnoy ao grupo. Portnoy se reunirá com o guitarrista John Petrucci e o baixista John Myung – o trio formou a banda no Berklee College Of Music em 1985 – junto com membros de longa data, o vocalista James LaBrie e o tecladista Jordan Rudess. O Dream Theater entrará em estúdio para começar a trabalhar em seu 16º álbum de estúdio e o primeiro com Portnoy desde Black Clouds & Silver Linings, de 2009.

    “Eu entendo a decisão do Dream Theater de trazer Mike Portnoy de volta neste momento”, afirma Mike Mangini. “Como foi dito desde o primeiro dia, minha função não era preencher todas as funções que Mike ocupava na banda. Eu deveria tocar bateria para ajudar a banda a seguir em frente. Meu principal papel de manter nosso show ao vivo funcionando todas as noites foi uma experiência intensa e gratificante. Felizmente, tive a experiência de tocar música com esses músicos icônicos, além de alguns momentos divertidos repletos de humor. Eu também gostei muito de passar muito tempo com a equipe. E depois houve a vitória do GRAMMY®, que foi incrivelmente satisfatória. Aos fãs: muito obrigado por serem incríveis comigo. Eu aprecio as fotos que tenho de todos vocês enlouquecendo e se divertindo. Por fim, eu realmente amo a banda, a equipe e o empresário e desejo a eles e a toda a organização tudo de bom.”

    “A bateria de Mike Mangini é de outro mundo e estou extremamente grato pelo tempo que ele passou conosco no Dream Theater. Estou muito orgulhoso de todas as músicas incríveis que fizemos juntos, que culminaram em nossa primeira vitória no GRAMMY® no ano passado e dos inúmeros momentos mágicos que compartilhamos no palco nos últimos 13 anos. Desejo-lhe todo o melhor sucesso em seus futuros empreendimentos musicais”, explica John Petrucci. “Estou incrivelmente animado em receber Mike Portnoy de volta ao Dream Theater! Como membro fundador original, amigo de longa data e baterista incrivelmente talentoso e criativo, sei que seu retorno trará um espírito renovado, paixão e energia ao DT que todos nós, incluindo nossos fãs, receberemos com alegria. Mal posso esperar para arregaçar as mangas e voltar ao estúdio juntos!”

    “É ótimo voltar à forma com nosso baterista original Mike Portnoy. Começamos a tocar juntos como Majesty há quase 40 anos e estou animado para ver o que esta próxima fase do Dream Theater criará para o futuro. Não desejo nada além do melhor para Mike Mangini por todo o sangue, suor e lágrimas que ele colocou no DT durante seus 13 anos na banda”, acrescenta John Myung.

    “Ter Mike Mangini conosco todos esses anos foi, simplesmente, uma jornada incrível. Ele é um dos bateristas mais incríveis e naturalmente talentosos com quem tive o prazer de trabalhar. Obrigado Mike. A vida é uma viagem muito estranha e acho que é isso que a torna ainda mais interessante e envolvente para sempre. Ter Mike Portnoy de volta na banda é exatamente onde nós e as coisas deveriam estar. As coisas costumam dar uma volta completa e, neste caso, faz todo o sentido. Estou entusiasmado com as perspectivas desta formação clássica da DT se reunir. Posso dizer com absoluta confiança que esta será a encarnação final do DT, com muitos capítulos ainda a serem escritos no nosso futuro. Avante e para cima galera!! Bem-vindo de volta, deputado”, afirma James LaBrie.

    “Mike Mangini é um dos bateristas mais excepcionais do mundo e me sinto privilegiado por termos criado todo um trabalho com ele. Sempre serei grato pelo tempo que compartilhamos no universo do Dream Theater”, continua Jordan Rudess. “Estamos muito entusiasmados em reunir a família principal do Dream Theater. Há uma ressonância de espírito e visão que é única e vai além das palavras em nosso relacionamento com Mike Portnoy. Dentro e fora do palco não há como negar a magia que acontece quando estamos juntos. Estou grato por termos a oportunidade de trabalhar juntos novamente como Dream Theater e estou ansioso para compartilhar nossa emoção e paixão com nossos fãs incríveis por muito tempo.”

    “Estou muito feliz por voltar para casa e me reunir com meus irmãos! Há tanta história partilhada entre todos nós… tantas memórias, tanta música… pensar que estamos a completar 40 anos desde que esta viagem começou! A ideia de criar novas músicas juntos é tão emocionante e mal posso esperar para pegar a estrada e tocar ao vivo para toda uma nova geração de fãs que nunca puderam ver essa formação antes… Não há lugar como o nosso lar!!” exclama Mike Portnoy.

    Os pioneiros do metal progressivo, Dream Theater, compartilham um vínculo único com uma das bases de fãs mais apaixonadas do mundo, como evidenciado por suas três indicações ao GRAMMY® Award, vitória no GRAMMY® Award de 2022 na categoria de Melhor Performance de Metal por “The Alien” e 15 milhões de discos. vendido em todo o mundo. A obra Images & Words de 1992 recebeu uma certificação de ouro e foi incluída nos cobiçados “100 Melhores Álbuns de Metal de Todos os Tempos” da Rolling Stone. Guitar World colocou o álbum seguinte, Awake, em primeiro lugar na lista “Superunknown: 50 Iconic Albums That Defined 1994”.

    ”A Change of Seasons, de 1996, foi a trilha sonora da cobertura do esqui alpino da NBC nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002. Os fãs votaram no Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory o “Álbum de rock progressivo número um de todos os tempos” em uma pesquisa da Rolling Stone de 2012. Sem mencionar que foi classificado como o “15º Melhor Álbum Conceitual” da Classic Rock. 2009 viu Black Clouds & Silver Linings bater o Billboard Top 200 em # 6 como A Dramatic Turn of Events [2011] e Dream Theater [2013] manteve uma terceira posição no Top 10 da parada. Consequence of Sound apelidado de 2016 The Astonishing, “Uma experiência absolutamente única.” Além de três discos de platina e dois de ouro, o grupo foi incluído no Long Island Music Hall of Fame em 2010. Em 2019, a banda continuou a expandir seu público quando lançou Distance Over Time, com aclamação da crítica e comercial. Em seu 15º álbum completo e segundo lançamento de estúdio pela InsideOutMusic / Sony Music, A View From The Top Of The World, a banda continua a se desafiar e a expandir seus limites musicais – algo que eles têm feito há mais de 30 anos tocando juntos. A banda encerrou recentemente a turnê inaugural DREAMSONIC – um espetáculo itinerante de música progressiva que retornará para mais apresentações no futuro.